02 × Bangtan.
❥ Boa leitura!
- Por que você me vendeu isso se não quer largar? - a menina ruiva me encarou confusa quando me viu chorando puxando minha boneca da sua mão.
Depois de injustamente ter a minha luz cortada, eu precisei fazer algo extremo para conseguir dinheiro, e como prostituição estava longe dos meus pensamentos e vontades, eu decidi vender algumas das minhas coisas para conseguir pagar algumas das minhas contas. Mas isso era tão doloroso!
- Eu amo essa boneca! - chorei puxando a boneca da mão da menina ruiva - Eu ganhei ela quando eu ainda era uma lagarta.
- Daí depois você virou uma vespa? - a ruiva sorriu e eu fechei a cara.
- Eu virei uma borboleta, sua palhaça! E leva logo a Pepinha antes que eu me arrependa. - resmunguei jogando a boneca na cabeça da garota e pegando o dinheiro da sua mão.
- Tia doida. - ela resmungou colocando a mão sobre o local que eu joguei a boneca e caminhando até a minha porta.
- Tia? Garota, eu tenho idade para ser sua irmã! - gritei indignada, eu odiava quando crianças me chamavam assim, ou quando me chamavam de senhora.
- Ou mãe.
- Sai do meu apartamento! - avisei e a garota me mostrou a língua saindo do meu apartamento enquanto fechava a porta.
- Senhorita _______? - ouvi baterem na porta e bufei indo até a mesma.
- O que você quer Will? - perguntei assim que abri a porta.
Céus, eu preciso urgentemente começar a ter mais paciência e começar a ser mais receptiva!
- Chegou essa carta para você. - ele sorriu me estendo uma carta.
- De novo? - resmunguei pegando a carta e a abrindo sem delicadeza alguma e logo senti minha respiração falhar quando notei do que se tratava.
- É algo sério? - o porteiro ingerido colocou a cara em cima do papel para ler do que se tratava.
- Sai daqui, Will! - murmurei empurrando sua cabeça.
- Mas, por que?
- POR QUE?! PORQUÊ O MEU MUNDO ESTÁ DESMORONANDO E A ÚLTIMA COISA QUE EU QUERO É VER O PORTEIRO PRESENCIAR UMA DAS MINHAS CRISES! ENTÃO CAI FORA! - gritei sentindo minhas vistas embaçarem e empurrei o porteiro para fora.
Sentei no chão da sala relendo aquela carta. Eu tinha dois dias para deixar o apartamento, DOIS DIAS! Como que eu vou arrumar um lugar para ir em tão pouco tempo?
- O que eu vou fazer da minha vida? - choraminguei sentindo as lágrimas rolarem pelo meu rosto - Aonde que eu vou morar?
- Tem uma república de uns universitários aqui perto e eles estão alugando um quarto. - Will fala me assustando. Ele não tinha ido embora?
- O que você está fazendo aqui? Eu não mandei você ir embora? - exclamei me levantando rápido do chão.
- Eu achei esse bonequinho fofo. - ele sorriu me mostrando um bonequinho que eu tinha desde pequena - Me dá ele?
- NÃO! SOLTA O PUPICKY! - gritei arrancando o boneco das suas mãos.
- Estressada. - ele resmungou arrumando o chinelo em seus pés e se virou para sair do meu apartamento.
- Espera! - chamei segurando seu braço - Você disse que tem uma república com um quarto disponível?
- Sim, eu acho que tenho o panfleto. - ele mexeu nos bolsos tirando de lá um pequeno panfleto - Aqui!
- Obrigada, Will. - sorri encarando o panfleto que tinha algumas informações sobre a república.
- De nada, senhora. - ele sorriu e eu senti meu sangue ferver. Ser chamada de tia e senhora no mesmo dia? Era só o que me faltava!
- V-a-z-a.
Peguei as chaves do meu carro e vesti um casaco saindo do apartamento. Eu preciso arrumar um emprego! Se eu quero alugar uma casa, eu preciso ter dinheiro.
- Pelo menos eu ainda tenho você, Harold. - sorri entrando no meu amado carro e me preparei para sair à procura de um emprego - E você nunca vai me deixar na mão.
(...)
- Você sabe o que é um mecânico? - o policial cruzou os braços me olhando com a sobrancelha erguida - Geralmente, é para eles que você liga quando o seu carro quebra.
- Eu sei o que é um mecânico! - revirei os olhos bufando - Eu entrei em pânico, okay? Meu carro parou de funcionar no meio da estrada num lugar deserto! Você esperava o que?
- Qualquer coisa, menos uma ligação dizendo que você estava sobre ameaçava de OVNIs. - o policial tirou os óculos o prendendo na gola do uniforme.
- Eu fiquei com medo de ficar sozinha, então dei uma desculpa para vocês virem mais rápido. - confessei encolhendo os ombros.
- Tecnicamente. - o policial respirou fundo pegando um pequeno caderno de notas - Você deu cinco desculpas! A primeira vez, você ligou dizendo que seu carro iria explodir.
- Estava saindo fumaça do capô. - defendi apontando para o capô erguido do meu carro.
- Na segunda vez, você disse que havia uma cobra venenosa na sua perna. - ele ergueu uma sobrancelha.
- Aquele galho parecia muito uma cobra. - apontei para o galho jogado no chão.
- Na terceira vez, você falou que Jonas Brothers estavam fazendo um show. - ele me encarou confuso - Por que alguém ligaria para polícia falando sobre isso?
- Eu estava ouvindo músicas antigas no meu carro e eles estava realmente fazendo um show. - dei de ombros - Vai que vocês gostem desse tipo de música? Vocês viriam correndo para os assistir.
- Na quarta vez, você ligou dizendo que estava com medo do Harold morrer. - ele fez uma pausa olhando em volta como se procurasse alguém - Quem é Harold?
- Meu carro. - apontei para meu bebê atrás de mim.
- E na quinta vez, você disse que estava sendo vigiada por OVNIs.
- Aquele avião parecia muito uma nave.
- Você tem noção do que você fez? - o policial cruzou os braços me encarando sério.
- Salvei a minha vida? - sorri brincando com meus dedos.
- Não! Você mentiu para um oficial! - ele exclama me encarando sério e eu me encolhi.
- Tecnicamente, eu não menti! Eu só liguei apressada demais, e não me toquei que nada daquilo estava acontecendo naquela hora. - murmurei baixinho.
- Isso é contra lei.
- Eu sou a lei! - gritei e o policial ergueu uma das sobrancelhas me encarando sério e eu ri envergonhada - Desculpa, é que eu sempre quis falar isso.
- Entra logo na viatura. - ele abriu a porta do passageiro e eu senti meu coração acelerar.
- Eu vou ser presa? - arregalei os olhos e o policial riu.
- Irei te dar uma carona para casa e ligarei para um reboque vir pegar seu carro. - ele explicou voltando a colocar seus óculos.
- Ah! Obrigada policial... - parei de falar já que não sabia seu nome.
- Im Jaebum. - ele acenou com a cabeça e eu sorri para ele.
- Obrigada Jaebum! - sorri e entrei na viatura.
(...)
- Nada de ocorrências falsas, entendeu? - policial Jaebum avisou parando a viatura em frente ao meu apartamento.
- Sim senhor! Obrigada pela carona. - sorri já abrindo a porta do carro.
- De nada, e aqui está o número do mecânico que está com seu carro. - ele me entregou um cartãozinho.
- Obrigada mais uma vez. - sorri uma última vez para ele e sai do carro.
Entrei dentro do meu apartamento com o coração apertado, e depois de dar uma olhada em volta, eu peguei meu celular discando para o número que havia salvo a pouco tempo.
- É da república Bangtan? Eu queria alugar um quarto. - murmurei me jogando no sofá.
××××××××
Calmaaaa que tem uma explicação para ela não vender o carro! :9
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