▫️EPÍLOGO▫️
NICK DONIVAN
6 meses depois...
A lunna já havia me contado tudo. Finalmente, o Cristiano, o cara que havia me ameaçado, sequestrado o meu mestre e me batido, estava por trás das grades. Aquilo era uma grande vitória. Sei que eu também já havia feito muitas merdas naqueles ringues clandestinos, mas sequestrar, torturar e ameaçar alguém de morte, isso eu nunca havia feito. Esse cara simplesmente, estava colhendo aquilo que plantou.
O meu mestre havia voltado para a sua academia de luta, mas não para dar aulas, apenas para cuidar do administrativo e não me deixar sobrecarregado com as coisas burocráticas do tatame. Aquele lugar era tanto meu, quando dele agora. Contudo, por insistência dele, ele ainda quis passar tudo para o meu nome. Embora a sua fala tenha sido um pouco comprometida, devido a água quente, no qual o seu torturado havia jogado na sua boca, eu facilmente havia conseguido entender, quando ele abriu o seu coração para mim e me disse que nunca havia tido um filho de verdade, para que um dia, ele pudesse chamar de seu, mas que naturalmente, a vida havia se sobrecarregado de me mandar para ele, como um filho adorado e orgulhoso de se ter.
O mestre Jean, sempre foi como um pai para mim, embora eu tenha os meus pais biológicos, o meu mestre sempre foi o meu grande apoiador e incentivador. Ele me mostrou o verdadeiro caminho e sentido da vida. Eu devia muito, pelo o que aprendi a ele. Logo, eu jamais o abandonaria. E a Lunna, estava junto nessa. Esses dois estavam mais unidos que nunca. Eles sempre pareciam estar criando um complô contra mim. Vez ou outa, eles se juntavam e me mandavam ir embora para casa, quando eu não sabia mais a hora de querer parar de lutar.
Eu amava aquilo. A luta, o ringue, as aulas, os golpes. Isso sempre foi a minha vida. Eu não conhecia muitas outras coisas, além disso. Contudo, a Lunna estava me ajudando a enxergar novos ares e patamares. Ela, juntamente com o Mestre Jean, estava tramando boas novas para a nossa academia. Aulas com os mirins, torneios, defesa pessoal, campeonatos internos e patrocínios, para investirem nos nossos lutadores; agora tudo isso, dentro da lei. Um crescimento tanto pessoal, como profissional. Se antes, eu corria atrás de lutas clandestinas para poder me desestressar e extravasar a minha raiva, agora eu teria as minhas próprias lutas, sendo elas, todas assinadas e liberadas pelas autoridades.
E agora, falando da minha irmã, a Brisa, no começo ela até havia ficado meio que chateada comigo, por eu ter roubado a sua amiga dela e não ter lhe falado nada a respeito; mas tudo isso, não havia passado de ser manha dela; pois a Lunna sempre esteve ao seu lado. E agora, estávamos tudo em família. Era o que eu insistia em lhe pregar, para que ela não me atenazar-se tanto na vida. A Lunna dizia que era para eu pegar leve com ela, pois a sua amiga, só queria o nosso bem.
"Eu lhe entendia, mas a minha irmã bem que poderia para de alugar cada vez mais a minha namorada, para que eu também pudesse ficar com ela, não concordam?" E outra, ela já tinha o seu namoradinho, o tal professor John; que já não era mais o seu professor; mas que a minha querida irmã, ainda insistia em quere esconder esse pequeno detalhe do seu passado, para os nossos pais. Acho que sempre teríamos um segredinho de irmão, que guardaríamos eternamente um do outro. Fazer o quê, não é? Alguns hábitos nunca mudam.
Logo, a Lunna retornou aos seus estudos e ela já estava quase terminando o seu segundo grau. Mesmo que ela tenha tido que parar por um tempo, por causa da sua antiga situação em casa, a Lunna ainda havia mantido a sua mente ativa, tornando assim, não tão difícil a sua volta aos estudos; o meu anjo sempre foi a "nerdzinha" mais linda de todas. E esse era o seu charme. Não vou mentir, até hoje isso me atrai para caramba! Principalmente, quando ela usar aqueles seus óculos de grau sexy, para ler e estudar.
Retornando ao relato, por conseguinte a esse ato, os seus pais também tiveram que conversar entre si e se acertarem. Logo, o senhor Frances concordou em lhes ajudarem, tanto com os estudos da Lunna, como numa pequena pensão, para que tanto ela quanto a sua mãe, pudesse se manter em casa. Ele sabia do erro que havia cometido e das responsabilidades que ainda deveria arcar. E embora a Lunna ainda relutasse em perdoar o seu pai, ela pelo menos havia concordado em lhe ver uma vez por semana, para que aos poucos, eles pudessem conversar e reatar o relacionamento deles, como pai e filha.
Sendo assim, a mãe da Lunna também havia decido seguir em frente e enfrentar os seus problemas de uma vez por todas; ela sabia que não deveria ficar se escondendo e atrasando a sua própria vida, com medo do que as pessoas fossem pensar dela. Assim, ela rapidamente se reergueu e conseguiu novamente o seu antigo cargo como professora infantil, só que agora aqui, em uma nova escola em Cabernot; o que facilitava ainda mais a sua rotina e a da Lunna. O que também, a levou a vender a sua antiga casa em Erebor e comprado outra por aqui mesmo, no seu mais novo bairro. Não tinha o porquê ela ainda manter uma casa tão longe, se sua vida já estava sendo feita em um outro lugar.
Assim, como a casa que eu havia comprado para elas, já estava ficando sem uso e abandonada por um bom tempo, eu finalmente havia me decidido me mudar para ela; eu também queria recomeçar. Sei que depois do meu coma e da minha experiencia quase morte, os meus pais haviam mudado bastante; eles já não implicavam mais com as minhas próprias escolhas e até me apoiavam, com os meus mais novos projetos na academia. Porém, eu também sentia que agora eu precisar me desgrudar um pouquinho deles e construir o era meu.
E uma parte do que era meu, e, o que eu queria construir, tinha um pouco a ver com uma certa pessoinha que estava na minha frente, com um "popozão" enorme empinado para mim e tentando guardar alguma coisa que era meu, na parte de cima do armário da cozinha. E ao me ver flagrando a sua bunda, ela quase caiu com o corpo todo para trás, se desequilibrando no ar e tombando com os seus pés descalços no banquinho. Logo, eu agi fui rapidamente e fui até ela, lhe pegando nos meus braços e lhe apoiando lentamente no chão.
— Ei, "Mi Bella", eu até posso ser um anjo caído, mas você não, hein?! — Ofego próximo do seu rosto e não resisto em esboçar um pequeno sorriso malicioso, ao me lembrar dos meus breves pensamentos pecaminosos, de alguns segundos atrás.
— Quem disse que eu já não cair e não me vejo rendida de quatro, quando você me olha assim? — ela morde os lábios inferiores me provocando e eu me vejo gostando ainda mais, desse seu jeito ousado de ser.
— Ah, é? Então o que acha de empinar agora mesmo essa sua bundona gostosa no balcão e eu te chupar todinha, até você ficar de pernas bambas e eu meter o meu pau todinho nessa sua boceta gulosa? — Chupo os seus lábios e a Lunna já não reage mais toda tímida, diante das minhas palavras chulas, pelo contrário, ela me incentiva ainda mais.
— Eu adoraria, mas só se você também me deixasse brincar um pouquinho mais com você... — Ela encaixa uma das suas mãos por dentro da minha blusa e acaricia perigosamente o meu tanquinho, subindo e descendo, querendo me provocar. E quando eu já estava preste a fazer exatamente o que queríamos, a minha irmã aparece de supetão na sala, no qual se ligava a cozinha.
— Eca!!! Vocês nem inventem de transar agora... estamos terminando de fazer a mudança. — Ela diz isso e logo em seguida, entra o John, o Paulo e a Miller; no qual descobrimos a poucas semanas atrás, que ela e o meu grande amigo, já estava de namorinho as escondidas, depois que ela havia se aproximado ainda mais da Lunna.
Eu gostava da Miller e da amizade dela com o meu anjo. Ela era uma boa garota e nunca havia dado em cima de mim ou de qualquer outro garoto lá na academia. E por o Paulo, ter voltado a frequentar ainda mais o nosso tatame, eles devem ter se aproximado ainda mais e rolado alguma coisa entre eles.
— É, irmão! Nem vem com essa agora. Você quem nos chamou para ajudar. — O Paulo é quem fala e o John, é quem lhe complementa.
— É cunhado, pode aquieta o facho que a mudança aqui ainda é longa. — O mesmo se pronuncia e joga de leve, um sorriso presunçoso para o meu lado. Admito, o cara era ousado em me chamar assim; mas eu preferia um cara que tinha coragem para me enfrentar, do que um, que escondesse o rabinho entre as pernas. Esse sim, deve ter culhões para aguentar a minha irmã. Sei o quanto ela poderia ser difícil.
No começo eu testei os seus limites e ele aguentou firme. Então, através disso, eu concluir que ele estava apto para fazer parte da nossa família. Agora, por trás disso, ele também teria que fazer parte do nosso clube, onde todos que participassem dele, teriam que ter uma tatuagem feita pela minha irmã. Ele ainda relutava, mas disse que iria fazer quando ele tivesse o seu próprio estúdio. E nisso, ele lhe ganhou, quando disse que iria ser o seu primeiro cliente, a fazer. Ficava feliz em saber que ele lhe apoiava. Contudo, eles também só estavam ali, por causa de uma pequena chantagem que eu os havia feito para ir.
— Até parece que não estão aqui, por causa da bebida... — Eu sorrio com a testa ainda junto com a da Lunna e a mesma, retribui, sabendo que iriamos ter que adiar a nossa deliciosa transa, para um outro momento. Encontramos 4 empatas fodas, mas que de alguma forma, ainda os amávamos por estarem ali.
— É claro que estamos aqui por causa dela... porque mais, você acha que carregaríamos caixas pesadas e empoeiradas para dentro da sua casa, Nick Donivan? — O Paulo diz e sei que ele só estava querendo me provocar, sendo aquele amigo implicante que ele sempre era. Eu balanço a cabeça em negação e me pergunto, aonde eu fui arrumar um amigo tão desbocado quanto ele.
— Estão lá trás, seu canastrão!!! Pode pegar uma gelada, enquanto termino de guardar essas caixas no quarto. — Digo, sabendo que ele não conseguia mentir nem para si mesmo.
— Aí sim!! — Ele deixa as coisas no chão e me dá uma leve tapinha no ombro, enquanto passava por mim. — Muito bem Lunna, você finalmente seguiu o meu conselho e conseguiu domar esse cachorrão... — Ele dá uma piscadinha para ela e eu rapidamente me viro, fazendo-o se assustar e sair correndo. Todos caem na risada e por pouco, eles não se "estabanava" todo no chão.
E naquele breve segundos, enquanto todos sorriam, eu pude perceber o quão sortudo eu era, pôr os terem. Se antes, em algum momento da minha vida, eu havia me sentido só e sem ter alguém por mim, aquele pequeno ato, era a prova viva que amigos de verdade existiam, só bastávamos olhar com mais atenção e saberíamos quem seriam eles.
FIM.
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Obrigada a todos que acompanharam a história até aqui, com toda a paciência e carinho. Saiba que vcs tem um lugar mais que especial no meu coração. Espero que tenham curtido essa história. 💞
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