▫️Capítulo 30▫️
NICK DONIVAN
Eu não sabia bem o que a Lunna iria achar daquilo tudo. Deixar a minha nova casa, sobre os seus cuidados e o da sua mãe, havia sido uma decisão muito bem pensada. Eu não só havia pensado no bem-estar delas, como futuramente, eu pretendia ter o meu próprio canto para morar. Contudo, agora depois dessa luta, eu também não saberia dizer o que poderia me esperar no futuro.
Se eu sairia vivo dela ou não, era a grande questão do momento; mas eu também não poderia dar para trás e arriscar a segurança da Lunna e de toda a minha família, por causa dos riscos que eu poderia correr. A luta desde do início, havia crescido em mim, na busca de proteger as pessoas que eu amo e me mostrar forte, diante daqueles que tentassem me intimidar ou se sobrepor em mim. Logo, eu não tinha escolha, ou era isso, ou viver com medo.
Assim, com toda a correria da semana, eu queria garantir de deixar tudo muito bem organizado e poder ter uma noite inesquecível com a minha princesa. A mulher que virou o meu mundo e me fez querer ser digno do seu carinho e afeto. Lunna Corbertt.
Quem diria, que eu estaria caidinho pela melhor amiga da minha irmã? Eu deveria lhe considerar da mesma forma, que eu considero a Brisa; não, esse sentimento de posse, desejo e um sentimento desenfreado, que até hoje eu ainda não sei explicar. Porém, desde que ela havia aparecido na porta da minha academia, que eu havia percebido o quando ela havia crescido e amadurecido com aqueles poucos anos; não só mentalmente, como todo o seu corpo, que havia se tornado mais curvilíneo e sexy com o tempo. Tudo nela gritava prazer e uma exclusividade que ninguém mais poderia ter a oportunidade de desfrutar. E eu queria isso. Queria saber como seria estar em um paraíso e dentro do anjo mais puro, que eu poderia ter e conhecer na vida.
A Lunna era o meu sonho inatingível.
A minha redenção, eu diria.
Ela me salvou do fundo poço.
Nunca pensei que pudesse ter ou merecesse alguém como ela, depois de tudo que eu já havia feito. Mas o mundo tem um jeito estranho de lhe oferecer algumas coisas. Agora, eu poderia ter a Lunna ao meu lado, como o meu bem mais precioso da vida; porém, daqui há algumas horas, eu não saberia dizer se ainda poderia a ter ou, se estaria vivo. Mesmo assim, eu era grato por ter vivenciado e ter estado ao seu lado nesse tempo. Querendo ou não, eu pude provar um pouco da sua doçura e pureza, no seu jeito de ser.
Assim, tomando a coragem e a determinação de vivenciar uma noite inesquecível com a minha mais forte e surpreendente garota, eu bato na sua porta, esperando ver o sorriso mais lindo que eu já pude presenciar. Contudo, não foi bem isso que recebi.
— O que foi que aconteceu, baby? — O meu coração disparar, na possibilidade do idiota que havia me ligado, ter feito alguma coisa com ela. Os seus olhos estavam vermelhos e cheios de água, como se ela já estivesse chorando há um bom tempo, antes de eu ter chegado. — Lunna, por favor, me diga o que aconteceu.
Ela involuntariamente adia ainda mais a sua resposta e suga o nariz, abrindo o restante da porta e me dando espaço para que eu pudesse entrar. Contudo, a minha ansiedade estava a mil. Eu o mataria, se ele tivesse feito alguma coisa com ela.
— Lunna!! — Chamo a sua atenção mais uma vez e ela respira fundo, para poder me responde. Ela sabia que eu estava no meu limite.
— O meu pai esteve aqui Nick. — Ela soluça novamente e eu a abraço, tentando confortá-la de alguma forma. Eu não sabia bem o que havia acontecido entre os seus pais, mas algo pacifico, com certeza não parecia ter sido. — Foi tão difícil... Eu não sei como eu conseguir fazer isso, foi tudo pela minha mãe, ela não conseguiria dizer o que eu disse. — Ela desabafa e só aliso o seu cabelo, incentivando-a a falar e botar para fora o que tanto lhe afligia.
Eu sabia bem, como era carregar uma grande responsabilidade e ainda ter que guardar, ela só para si. A Lunna ainda era nova demais, para ter que estar lidando com todo esse relacionamento conturbado que os seus pais estavam tendo. Ela não deveria ter que se intrometer e tomar as rédeas da situação, seja ela qual for. O senhor Frances e a senhora Corbertt, eram os que deveriam se resolver.
— Calmar, amor! Está tudo bem, ok? Você fez o que achou que deveria fazer... — Tento enxugar as suas lágrimas e lhe olhar nos olhos. — Os seus pais são adultos. Você não deveria tomar essa responsabilidade para si. Esqueça isso e pense em você. Independente do que você disse, ele sabe a filha que tem. Não se martirize por isso, você só estava tentando defender a si mesma e a sua mãe. — Dou um beijo na sua testa e afago mais as suas costas.
A Lunna parece ouvir bem as minhas palavras, pois, logo depois, ela fica em silêncio e aos poucos a sua respiração parece fica mais compassada. Quando penso que ela poderia estar quase querendo pegar no sono, ela sussurra para mim.
— Nick, obrigada por não insiste em querer saber o que realmente aconteceu com os meus pais. — Ela levanta o rosto para mim e continua. — Mesmo que você não saiba, você disse exatamente aquilo que eu precisava. — Ela alisa o meu rosto e depois, deposita um beijo nos meus lábios. — Essa é uma das grandes qualidades que admiro em você.
Eu lhe olho intensamente nos olhos e não consigo pensar, em como eu passei tanto tempo, lutando contra ela e os meus próprios sentimentos pela sua pessoa. Agora, eu poderia ter menos que um dia com ela.
— Eu tenho uma surpresa para você, lembra? O que acha de se arrumar e tirar essa carinha tristinha do rosto? — Tento a animar e a incentivar a mudar de humor.
Ela parece concorda e a ficar entusiasmada.
— Está bem, eu já volto. — Um brilho perpassa os seus olhos e ela morde aqueles seus lábios, que me fazem enlouquecer.
Eu esfrego o meu rosto e jogo a minha cabeça para trás. Ela sabia o que fazia comigo. Logo, escuto a sua risadinha a longe. Lunna! Lunna!
Ela se tranca alguns minutinhos no banheiro e com pouco, ela sai radiante do banheiro. A primeira coisa a me intoxicar é fragrância do seu cabelo recém lavado, aquele cheiro de flores que só o da Lunna tinha, a sua pele brilhante e os lábios levemente rosados. A Lunna não precisava de muito, para ficar bonita. A sua beleza estava no natural. E a jardineira no seu corpo, era a prova viva que ela ficaria bonita com qualquer coisa que vestisse.
— Como eu ainda não sei para onde vamos, optei por uma mais roupa confortável, mas posso ficar mais arrumada, se você quiser. — Ela morde os lábios indecisa e isso só me faz, me aproximar ainda mais dela e lhe agarra firmemente pela cintura.
— Você está linda assim, baby. — Fungo a fragrância do seu cabelo e trago a sua boca tentadora para mim, sugando-a levemente nos meus lábios. — Você não precisa de mais nada. Você é linda do jeito que é.
A Lunna sorri daquele seu jeito meio tímida e eu fico encantado com ela. Ela consegue ser safada e doce ao mesmo tempo. A minha loucura, é claro.
— Ok! Já podemos ir? — Pergunto, não deixando espaço para a minha mente traçar um monte de caminhos, que me levam para arrancar toda a roupa da Lunna ali mesmo e saborear a sua pele deliciosa.
— Hum... acho que sim. Só vou pegar a minha bolsa e deixar um recado para minha mãe. — Ela se prontifica em terminar de se organizar e escreve um bilhete para ela.
Assim, seguimos pela rua acima, até chegarmos em uma parte mais organizada do bairro. Eram pequenas casas mais conservadas e bem cuidadas. Tinha uma vigilância maior com os seguranças de bairro e alguns comércios, na quadra ao lado.
— Que lugar é esse, Nick... vamos na casa de alguém? — A Lunna pergunta curiosa; estávamos de mãos dadas e com os nossos corpos, quase colados um no outro. Por incrível que pareça, eu gostava de estar assim com ela. Parecia ser o certo.
Por isso, não me importei, quando eu vi os olhares especulativos em cima de nós. Eu e a Lunna, nunca havíamos saído em público assim. Sabia que era isso o que ela queria; mas por ainda não termos falado para a minha irmã, sempre evitávamos esse tipo de contato. Porém, hoje não iriamos nos importarmos com isso. Seria a nossa noite e gostaria de lhe dar tudo aquilo que ela tivesse direito. E, respondendo a sua pergunta, eu digo.
— Digamos que sim; estamos indo na casa de alguém. — Sorrio, quando penso no susto que ela irá tomar, quando descobrir que a casa é minha e que pode ser dela.
Ela perceber o meu sorriso e pergunta.
— O quê? Do que você está rindo? Você não está tramando para mim, não é Nick... — Ela me olha de relance e depois semicerra os olhos, querendo captar alguma coisa por trás do meu rosto feliz.
— Eu juro, ok? Não estou tramando nada demais... — Puxo o seu braço novamente e começamos a andar mais uma vez. — É surpresa legal. Você vai gostar. — Ela me olha mais uma vez de lado, mas acaba por aceitar, mesmo não sabendo para onde estávamos indo. E eu gostava de saber que a Lunna confiava em mim a esse ponto.
Logo, quando chegamos em frente a minha mais nova casa, eu aponto para ela.
— Aqui!! Seja bem vinda a minha casa. — Sorri, esperando ver em primeira mão, a sua reação.
A Lunna fica paralisada, mas ainda não entende.
— Sua casa? Como assim... V-ocê... Seus pais... — Ela abre a boca, mas para no meio do caminho. — Você comprou essa casa? — Ela pergunta finalmente, tendo ciência do que eu realmente me referia.
— Sim. É minha, Lunna... Nossa! Por essa noite. — Sorrio, gostando de ver o seu jeito perturbado com aquela notícia.
— Meu Deus! Você é louco. — Ela coloca as mãos na boca e depois a olha novamente. — Ela é linda, Nick. Você realmente a merece. — Os seus olhos se enchem de água e ela vem me abraçar.
Eu a agarro ainda mais e fico feliz, que ela também tenha gostado.
— É perto do tatame, do abrigo e dos comércios. É uma localização muito boa, não acha? — Pergunto, querendo saber da sua opinião.
— Sim, claro! É maravilhosa. Sem falar na segurança que essa parte do bairro tem. É incrível. — Ela olha ao redor e parece está encantada com tudo.
— Vem, vamos entrar. Tenho uma surpresinha lá dentro para você. — Ela me olha de rabo de olho e eu já me acostumei com aquele seu olhar. — Vamos, Lunna! Não se precipite.
Ele rapidamente volta a sorrir e juntos, entramos. Ela fica maravilhada com tudo e olha cada canto da casa.
— Linda, Nick!!! Ela é enorme, nem se compara ao cafofo que eu ia minha mãe vivemos. — Ela sorri meio triste, mas logo se desfaz, dando espaço para a sua felicidade novamente. — Aqui tem muito espaço e parece ser bastante arejada, dar para você fazer bastante coisas aqui dentro. — Sorrio do seu jeito efusivo de ser e fico encostado no balcão da cozinha, lhe encarando.
— Essa casa também é sua, Lunna. — Digo sem muito arrodeio. A Lunna paralisa mais uma vez e sorri, meio estopetada e sem acreditar.
— Purf!! Para com isso, Nick! Não precisa vim com essa. — Ela desfaz rapidamente o contato comigo e trata o que eu falei, como se fosse uma simples brincadeira.
— Estou falando sério, Lunna. — Puxo a sua mão, a virando para mim novamente e lhe encarando diretamente nos olhos. — Fiz mais duas copias dessas chaves. Uma vai ser sua e a outra, da sua mãe. Não preciso dessa casa agora. — Mordo os lábios levemente e agarro a sua cintura, a prendendo entre as minhas pernas e adorando ver esse seu rostinho lindo, tentando absorver tudo o que eu disse. — E então, gostou da minha surpresa, baby?
— V-ocê... Você não pode está falando sério. — Os olhos da Lunna voltam a ficar chorosos e a sua voz, a ficar meio falha. — Nick, você não precisa se preocupar com a gente, estamos bem. Você tem essa casa linda. Você pode decorá-la do jeito que quiser, ter o seu próprio espaço, ir trabalhar andando... porque você não iria querê-la agora? — Ela parece ainda mais incrédula. Sei o quanto ela já estava sensível com tudo, por causa da presença do seu pai anteriormente; logo, eu entendia o motivo dela estar do jeito que está e por não acreditar em mim.
— Escute, eu tinha um dinheiro guardado das lutas. Ele não me fara falta agora... Eu vi essa casa e só me lembrei de você, tem umas estantes perfeita, para se porem livros. Você finalmente poderia ter o seu cantinho de leitura. Sei o quando você gosta de ler; vi os seus livros jogados no chão da sua casa, mas todos muito bem organizados e marcados com post-it. — Boto uma mecha do seu cabelo para trás da orelha e com a ponta do meu indicador, trago o seu rosto para mais perto de mim. — Que tipo de namorado eu seria, se eu não tratasse a minha namorada como uma princesa? — A Lunna sorrir, fungando o nariz e eu limpo as suas lágrimas, antes de continuar a falar.
— Aceite, baby! Eu ainda estou muito bem acomodado na casa dos meus pais. Diga a sua mãe que alguém a está alugando pelo mesmo valor da outra. Daí você usa o dinheiro para mobiliar a casa e por comida em casa, o que acha? — Pergunto, analisando todas as suas feições.
A Lunna parece pensativa e analisando todas as opções, mas, ela logo volta a falar incrédula.
— Isso é muita loucura, Nick! — Ela encaixa as suas duas mãos na minha nuca e acaricia os meus cabelos, ainda sem acreditar no que eu tinha lhe proposto.
— E eu sou louco por você. — A trago para mais perto de mim e junto o seu corpo no meu, capturando bem a sua boca e mordendo os seus lábios. — Aceite, Lunna. Por mim. Por você. Pela sua mãe... — Concluo, beijando a sua boca e deixando-a sem opções.
Por fim, a Lunna aceita.
— Como é que se diz não, hein? Quando você me dar tudo aquilo que eu preciso... Amor, segurança, independência, cumplicidade, carinho e um teto para morar? — Ela beija os meus olhos, bochechas, testa, nariz, queixo e boca, numerando cada uma delas, ao meu beijar. — Não tem como não te amar Nick, eu seria uma louca, se negasse o que eu sinto por você. É tudo tão confuso, que eu nem sei explicar..., mas é confuso do jeito que tem que ser, entende? Do nosso jeito. — Ela parece insegura ao falar isso e ansiosamente, para ouvir a minha resposta.
— Sim, baby. Eu entendo. E está perfeito do jeito que estar. Você sempre foi importante para mim. Só que agora, eu te vejo de uma outra forma. E mesmo que eu não a mereça, você é tudo o que eu mais quero. Se o nome para isso tudo que eu estou sentindo por você, não é amor, eu não sei mais o que pode ser. Eu nunca me sentir tão clemente por alguém. Eu quero você, Lunna, quero por completo... se você ainda me quiser. — Lhe olho profundamente nos olhos, esperando pela sua resposta.
Sei que ela me queria há um tempo. Sei, que ela queria se entregar para mim e me dar o seu bem mais precioso, a sua pureza; mas como a tanto tempo me neguei, talvez ela tivesse voltado atrás da sua decisão. Logo, eu aguardava ansiosamente para saber se o meu anjo, ainda me faria entrar no paraíso, antes mesmo de eu ter que entregar o meu destino para os lobos amanhã; sem garantia alguma de que sairia vivo daquela armadilha.
Assim, ao ouvir o seu "Sim", o meu mundo parecia ter ganhado vida e tudo ao meu redor, perdeu a importância e o significado. Finalmente eu havia alcançado a minha rendição e entendido, que no meio de tanta escuridão, ainda poderia haver luz. E a Lunna era a minha Luz. O prazer de ser abençoado com a sua pureza e dar sentido a minha vida.
— Sim, Nick... eu quero. — Ela sorri e parece rir de tanto nervosismo que estava sentindo. — E-u, eu não sei bem o que fazer, mas eu quero que seja com você. — Ela morde aqueles lábios deliciosos e me faz perder totalmente a compostura.
— Ah, doce Lunna... você não precisa fazer nada. Você já é o meu prazer em carne e osso. A sua existência já é o meu vício. — Fico hipnotizado com sua boca e desço a minha mão pela sua cintura, apertando levemente o seu quadril e trazendo a ponta dos seus dedos, para cima do meu membro inchado, que estava por dentro da calça. — Veja com ele já está duro, por você...
Ela enrubesce, mas os seus dedos ágeis já me apertam, testando o meu tamanho e peso. "Ah, meu anjo, a nossa noite vai ser longa; pode ter certeza." Penso em todas as facetas que a Lunna vai poder me mostrar. Estou ansioso para conhece-las.
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🔥🔥🔥 Vamos para o próximo.. irei agilizar mais os capítulos.
( Sei que estou quase parada nesse livro, mas estava querendo acumular mais capítulos para poder postar para vcs. Porém, resumindo os acontecimentos... Eu engravidei e perdi o meu bb, ainda estou me recuperando.. mas escrever, tem sido um bom escape para espairecer a minha mente. Então sintam-se acolhidos, irei terminar o livro. Estamos na reta final..🌚)
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