Capítulo 7

" Não tenhas medo de ir em busca do teu sonho, mas sempre respeite a ordem de chegada. Sua vez irá chegar!"

Pov's Melanie.

Saí esbaforida de perto daquele garoto. Quem ele achava que era pra segurar meu braço daquele jeito? Só não dei na cara dele pra evitar um escândalo.

Não entendia esse sumiço do Arthur, já que ele mesmo nos convidou. Será que ele se arrependeu e não quer me ver? É bem provável, depois daquela crise de choro. É de assustar qualquer um.

Eu precisava ir ao banheiro, precisava me olhar, talvez retocar meu batom (hidratante labial. Qualquer solzinho, meus lábios racham mais que seca no sertão). Então entrei na casa, pelos fundos mesmo, mas fui parada pelo homem responsável por aquele "piquenique", perguntando aonde eu estava indo, já que tinha acabado de chegar. Então expliquei que precisava ir ao banheiro, e ele muito educado, me instruiu, dizendo: Você segue em frente e vira à esquerda naquela mesinha de centro. A segunda porta a direita! " agredeci e segui suas instruções. Não demorei muito para encontrar...

A casa era muito linda! Tanto por dentro, quanto por fora. Havia um lustre enorme, com vários cristais, localizado bem acima da mesinha de centro. Dois sofás, um de três lugares e o outro de dois, estavam em torno da mesinha... Aquilo era incrível! Nunca imaginei que aquela casa ao lado da minha era tão linda por dentro. Isso explica o motivo de ter ficado tanto tempo sem ser vendida. Devia custar os olhos da cara!

Primeiramente lógico que eu bati na porta pra ver se havia alguém. Mas não obtive resposta. Bati novamente e coloquei o ouvido na porta, só pra garantir que não havia ninguém lá.

Ouvi um gemido.

Mas não um gemido de prazer, mas sim um gemido de dor, como se alguém estivesse machucado lá dentro.

- Tem alguém aí? Você está bem? - perguntei no intuito de oferecer alguma ajuda.

Mas a pessoa novamente gemeu, como se realmente estivesse mal.

- Você quer que eu chame alguém? - perguntei já ficando mais preocupada. Novamente não obtive respostas, só gemidos de dor.

Em um ato totalmente desesperado e nenhum pouco pensado, eu entrei no banheiro! Me arrependendi no mesmo instante e meu desespero só aumentou!

Era o Arthur!

Ele estava debruçado com a barriga pra baixo!

Totalmente PELADO!

O ARTHUR ESTAVA PELADO! E eu não sabia o que fazer. O desespero tomou conta de mim. Não conseguia pensar em nada. Quando notei já estava envolvendo uma toalha sobre a cintura dele. Claro, era impossível não notar a nudez dele. E claro, eu estava muito envergonhada, mas não podia negar ajuda. Ele estava praticamente desacordado.

Quando finalmente consegui enrola-lo à toalha, com muito esforço e sacrifício o coloquei em sua cadeira de rodas, que estava já do outro lado do banheiro. E vi que ele estava sangrando na cabeça.

Aquilo só piorava cada vez mais!

Peguei uma outra toalha que estava na borda da banheira e tentei estancar aquele sangramento enquanto o empurrava para fora do banheiro.

Ele parecia estar voltando a ficar consciente.

- Eu morri? Você é uma anjo? Que anjo linda. - disse ele murmurando sem conseguir subir seu tom de voz.

Pelo visto nem tão consciente, né!?

- Você não morreu. Calma! - já estávamos passando entre os sofás, quando o tio do garoto que estava delirando devido a pancada nos viu. Sua expressão alegre e a jarra de suco que estava em suas mãos imediatamente viraram apenas cacos.

- Oque houve? - o tio dele questionou quase gritando de preocupação, reparando em seu machucado. Naquele momento vi que minha aflição só aumentava.

- Eu... Eu não sei. Eu bati na porta do banheiro e só ouvi gemidos, então entrei e vi o Arthur debruçado sobre o chão. - expliquei totalmente aflita, sem saber o que dizer.

No mínimo o tio dele deveria estar achando que eu tentei matar o garoto. A cara que ele me olhava não era do tipo que parecia estar acreditando no que eu estava falando.

Logo ele colocou seu sobrinho nos braços e saiu com ele as pressas entre todos que estavam nos observando.

- Melanie! - entrou minha mãe, saindo do meio de todas aquelas pessoas. - O que houve aqui? - e eu achando que não podia piorar.

(...)

- Mãe. Eu já disse: eu bati na porta, ouvi um gemido, me desesperei e entrei no intuito de ajudar - tentei convencer a minha mãe de que eu não tinha feito nada demais, já em casa, no meu quarto.

- Melanie! O tio do garoto está achando que foi você quem o machucou - minha mãe explicou, parecendo acreditar nele e não em mim.

- Meu Deus, mãe! Quantas vezes terei que explicar que eu o encontrei pelado, desacordado, caído no chão?

Oops!

- Como é? Então quer dizer que ele não estava de toalha quando você o entrou? E que ele estava pelado... - ela colocou a mão no rosto, demonstrando vergonha alheia.

- O que queria que eu fizesse? Que o deixasse lá, esticado no chão? - falei sério, demonstrando toda minha sinceridade.

- O quê os vizinhos vão achar... - o telefone tocou antes de ela concluir a frase. - Deve ser o tio do pobre garoto. Mas espere aí. Essa conversa ainda não acabou.

Só podia ser mentira. Um pesadelo. Como alguém é capaz de me arranjar tantos problemas em 24 horas?
Primeiro: entrou aqui em casa sem permissão, sendo que eu nunca havia o visto antes na vida e depois foi contar diretamente pra minha mãe, na maior cara de pau que esteve aqui.
Daí nos convida pra sua festa e o vejo "nuzinho da silva" caído no banheiro. O tio dele deve estar me odiando com todas as forças nesse momento.

- Melanie. Vem cá. O tio do Arthur quer falar contigo - fiquei até com medo dele conseguir me esganar estando do outro lado da linha.

- A-Alô... - peguei o telefone com cuidado, achando eu que ele iria pôr a culpa de tudo em mim.

- Alô, Melanie. Liguei só pra dizer que Arthur está sendo examinado nesse momento. Ele chegou desacordado e o médico acabou de dizer que foi uma pancada forte, há riscos dele esquecer algumas coisas devido a pancada - nesse momento ouvi uns barulhos de como se ele estivesse chorando. - Também gostaria de pedir desculpas se fui ignorante com você. Eu estava nervoso. O Arthur é tudo pra mim, e o doutor também disse que se demorasse mais os riscos dele esquecer de tudo seriam maiores. Se não tivesse ido ao banheiro naquele momento o Arthur poderia... - agora ele realmente estava chorando, era impossível não notar.

- Tá tudo bem. Vai ficar tudo bem. - falei com algumas lágrimas escorrendo pelo meu rosto. Era impossível não ficar comovida também.

- Melanie, preciso desligar. O doutor está vindo... Tchau!

- Tchau! - senti um aperto tão grande no coração. Parecia que ele era algo meu de longa data.

Já não consegui mais controlar e caí no choro nos braços de minha mãe, e ela dizia: " Shhhh... Vai ficar tudo bem. Só foi um cortezinho. Shhhh... Mais tarde visitaremos ele. Vai ficar tudo bem..."

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Oooi. Tudo bem com vocês?

Essa era a surpresa. Pois é. A Melanie viu o Arthur pelado em somente 24 horas em que se conheceram, que louco, né?!

Espero que tenham gostado e que o Arthur fique bom logo.

Eu sei. O capítulo ficou pequeno, mas até que tenho um motivo plausível: estou sem dormir desde ontem, tentando escrever e só consegui escrever aos poucos, e agora são exatas 5:02 DA MANHÃ E EU AINDA NÃO DORMI.

Vocês devem pensar " Cara louco, escrevendo até esta hora ", é, talvez eu esteja sendo meio louco mesmo, mas estou fazendo isso para não deixar vocês sem capítulo por muitos dias. Foi tipo "Agora ou nunca", e então... Aí está Kkk mesmo estando pequeno.

Espero que reconheçam meu esforço e deixem muitas estrelas e muitos comentários ^.^

Agora vou dormir. Eu também mereço Kkk
Bjão ❤

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