Cap.15 - Final Filler

Notas da autora:
Hello aventuzueiros.
Este será o último capítulo do livro. "Ah Thali, mas já? O livro está tão pequeno."
Eu sei que está, mas é porque este livro é apenas um Filler para contar resumidamente o que aconteceu e explicar algumas coisas futuras.
Bom, é só isso, aproveitem o capítulo.

POV Talia.
Acordei depois de um cochilo e olhei ao redor. James cochilando, Selkie na cama com Darwin encima dela, ambos quase se pegando...... Pera, que?

Eu: huummm então foi por isso que sumiram o dia todo 🌚

Selkie: n-nao foi por isso!

Eu: então porque sumiram? -- Nenhum dos dois me responderam, o que fez um sorriso ladino surgir em meus lábios. -- então é por isso mesmo.

Darwin: idiota. -- ele saiu de cima da elfa e se sentou no colchão, olhando para qualquer lugar menos para mim ou pra Selkie, assim evitando corar nem que seja minimamente.

Olhei para a cama de cima, vendo um lobisomem dorminhoco em seu sétimo e profundo sono. O que será que ele sonha? Que comanda uma alcatéia ou que caça porcos?

Eu: não se preocupem, não direi nada a respeito.

Darwin e Selkie: obrigado.

×DOIS MESES DEPOIS×

POV Drago.
Neste momento eu estava concentrado, era minha última prova, e não são do tipo de escrever ou marcar, é uma prova oral, e já estou respondendo a pergunta..... Já perdi a conta.

Viserion: lei n° 1412?

Eu: "cada bioma tem seu dragão protetor, os animais a sua volta devem obedece-lo para assim permanecer a ordem. Suas decisões devem ser justas e concretas, nenhuma tirania será tolerada, caso contrário, tal dragão e seus cúmplices serão devida e dolorosamente punidos por um responsável de maior poder, de preferência, pelo místico que é responsável pelo continente em que o bioma se encontra."

O bom daqui, é que não são muitas leis como no mundo humano. Aqui, nossas leis são poucas mas são precisas. E suas numerações, como por exemplo, a lei n° 1300, significa que ela foi criada no ano de 1300.

Viserion: bom, muito bom.... falta apenas uma...

Eu: qual? Já foram todas.

Viserion: qual lei impede que um dragão se relacione com seu Dragonjin?

Eu: nenhuma :/

Viserion: exatamente. Está esperando o quê garoto? A humana morrer ou o amigo lobisomem a tomar pra ele?

Eu: mestre, eu tenho 20 anos e ela ainda vai fazer 16, isso é chamado pedofilia em seu mundo.

Viserion: Drago. Estamos em uma dimensão diferente, onde você pode desposar uma garota 10 anos e onde há casamento arranjado. Aqui não é crime se vocês tiverem um filhote neste momento, muito menos se entrarem em matrimônio.

Eu: ela não aceitaria. Pediria um tempo.

Viserion: então conceda esse tempo, mas garantindo que ela vai continuar sua.

Eu: tem razão... Irei a procurar. -- eu me levantei e fui para a porta da frente, quando estava quase saindo Viserion me chama e eu me viro. -- o que foi?

Viserion: esqueceu isso. -- ele me mostra um manuscrito todo enrolado e joga para mim, quando o pego e o abro vejo que é o documento de minha formação. -- fiz antes porque sabia que iria te aprovar, você é tão inteligente quanto seu pai e seu irmão.

Eu: obrigado novamente. -- sorrio.

Viserion: está esperando o quê? Vai atrás da sua humana. -- ele pegou sua bengala e madeira e saiu andando para a cozinha. -- nos vemos na cerimônia.

Eu: se ela aceitar.

Rio, guardo o manuscrito e vou o mais rápido possível para Mystic Academy.

POV Talia.
Eu estava usando uma armadura de treino feita de couro, para proteger apenas minha barriga, meu peito e outras partes onde golpes podem ser fatais. Os outros alunos também usam. Esta é a última aula do ano e poderemos usar tudo o que aprendemos desde o primeiro dia de aula. O professor Conrad deu o desafio no estilo Jogos Vorazes, todos contra todos para ele e o diretor Drew verem o quanto evoluímos. Neste momento estou escondida atrás de uma pedra.

Eu: quanto tempo falta? -- olho para o enorme cronômetro de mana e ar no céu, contando 20 minutos restantes, apenas vinte minutos e acaba.

Eu sai de trás da pedra e sai correndo pela selva, procurando o caminho para o centro da "arena" e assim apertar o botão que para o relógio e ser uma dos vencedores do desafio. Do alto do morro vejo uma das cinco trilhas que levam para o centro e sigo por ela, tomando cuidado onde pisava para o caso de ter armadilhas. Quando eu estava quase no centro, sou lançada com tudo pra longe, com isso, acabei sendo desarmada também.

Quando olho para ver quem fez isso, era o minotauro perturbado que arrancamos um chifre no início do ano. Sabe de uma coisa? Eu nunca lembro o nome dele.

Minotauro; você me arrancou um chifre. Hoje eu lhe arranco uma perna. -- ele se pôs em posição de ataque e avançou em mim com o chifre.

Eu rolei para o lado fazendo ele passar direto e me levantei, invocando uma espada de mana. (Aprendemos a materializar objetos feitos com nossa mana interna na aula de Mana, e na aula de Combate isso foi aprimorado para armas)

Minotauro: sua mana fraca não irá te proteger, humana. -- o que? Como ele sabe?

Eu fui tão tola, que a distração dele deu certo e eu caí como um patinho. Ele me deu uma chifrada, mas como só tinha um chifre, ele passou de raspão me cortando. O ruim é que minha espada de mana simplesmente evaporou.

O minotauro segurou minha perna e começou a me girar no ar (tô ficando tonta), em seguida, ele me soltou me fazendo bater com tudo numa árvore atravessando seu tronco.

Aí, agora eu tô morrida.

Enquanto eu me recuperava daquele golpe, ele se aproximava de mim a passos pesados. Eu não conseguia me mexer de tanta dor que sentia, ele parou em minha frente, sorriu e pisou em minha perna.

Eu gritei de dor socando o chão quando o osso da minha perna se quebrou ao meio. O osso perfurou o músculo o rasgando, agora deixando o interior de minha perna exposto e uma hemorragia tão forte que era quase imparável. Minha visão começou a não focar, eu via tudo distorcido e mau conseguia me manter acordada.

O que vi antes de apagar, foi o Minotauro sendo lançado longe como se não pesasse nada.

POV Drago.
Eu estava voando para a arena para poder pelo menos ver os últimos minutos do desafio. Quando eu estava quase chegando, senti uma enorme dor na perna, a dor foi forte o suficiente para me desconcentrar e desestabilizar meu vôo, me fazendo cair e virar humano.

Eu: mas que merda... -- olhei para a perna, não havia nada.

Então se não há nada em mim, deve ser na Talia.
Como estou perto da Arena, eu me levantei e corri pra lá, entrando na selva e seguindo a energia da Talia. Vi minha Dragonjin caída, com a perna fraturada e o minotauro de um corno com o casco de sangue. Antes dele simplesmente sair de lá, eu o segurei pelas costas do pescoço e o joguei com tudo pro outro lado da arena.

Peguei a Talia no colo e a levei para a enfermaria do colégio. Todos começaram a cuidar dela. Um curandeiro veio a mim...

"Ela perdeu muito sangue. Precisamos de alguém com o mesmo DNA que ela"

Eu: não tem ninguém. Mas eu sou o dragão dela, eu posso dar, não é?

"Pode. Mas tem a opção do corpo humano dela não aceitar seu sangue"

Eu: pode tentar.

Os curandeiros puseram o osso de volta no lugar, estancaram a hemorragia e usaram feitiços de cura para regenerar o tecido e o músculo danificado. Logo sua perna estava inteira e sendo enfaixada para garantir que o osso permaneceria no lugar.

Usando um tubo fino e uma agulha, começaram a transfusão de sangue. A cor da Talia voltava aos poucos, seu corpo estava aceitando meu sangue. Graças a Thimatt ela acordará em algumas horas.

{...}

Umas seis horas haviam se passado, e eu ja estava comendo salgadinhos de carne quando ela acordou.

Eu: Talia?

Talia: Drago? -- ela olhava para várias direções antes de parar o olhar em mim, provavelmente sua visão ainda não havia focado. -- quando chegou?

Eu: eu te tirei da arena. -- levo a mão limpa até seu rosto e a acaricio. -- você vai ficar sem andar até os curandeiros dizerem que pode.

Talia: não me curaram?

Eu: sim. Portanto, querem que você não se esforce muito para que a cura seja eficaz.

Talia: ta... Quem venceu o desafio?

Eu: o garoto unicorno.

Talia; o unicórnio? Como?

"Enquanto se enfrentavam, o unicórnio passou escondido por todos e zerou o cronômetro." -- diz Conrad, entrando na enfermaria com as mãos nos bolsos.

Talia: ah. Tudo bem. Parabenize ele por mim...

Conrad: farei. E você, vá pra casa. Todos já estão se arrumando para ir para casa.

Eu: vamos pra casa.

Ela me sorri e a pego no colo com cuidado, logo entrando numa sombra e saindo com ela na sombra do guarda roupa vintage da minha casa. A deito.
Talia pegou um daqueles sinos que era usados para chamar os serviçais na gaveta do criado mudo (que pertenceu a minha mãe) e o tocou.

Talia: traga meu jantar, escravo U-U 

Entro em seu jogo.

Eu: voltarei em instantes, senhorita. -- ela sorri, larga o sino, me dá um beijo e me deixa ir pra cozinha pegar seu jantar.

Esses três meses vão ser longos...

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