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"Não é o tanto de ajuda vinda de nossos amigos que nos ajuda, mas sim, a certeza de que eles nos ajudarão."
- Epicuro
- Onde você estava ontem à noite? - Hermione perguntou a Harry enquanto desciam as escadas para a sala comunal naquela manhã.
- Bom dia para você também - ele respondeu com um sorriso.
Hermione corou ligeiramente.
- Desculpe, mas você sabe que me preocupo com você. Não te vi quando voltei da reunião dos monitores. Você deve ter saído tarde.
Ela acenou com a cabeça para Ron, que estava atrás de Harry, bocejando.
- E eu posso dizer que você saiu tarde. Honestamente, Ron, um encontro em uma noite de escola?
Ron sorriu.
- Não tema, nós realmente estudamos, entre... er... outras coisas. Mandy é da Corvinal, lembra?
Era uma crença particular de Harry que Ron continuava a namorar corvinas porque elas o lembravam Hermione, mas ele manteve a boca fechada.
- Oh, tudo bem - disse ela, com um aceno impaciente de sua mão. - E, por favor, poupe-nos das "outras coisas"... Agora, e você?
Ela apontou para Harry.
- Você não estava fazendo "outras coisas" também, não é? Não se esqueça que temos aquele teste do Professor Binns em apenas alguns dias.
Harry revirou os olhos.
- Você sabe que não estou interessado em ninguém agora. E, na verdade, eu estava estudando.
Hermione piscou, obviamente não esperando essa resposta. Normalmente ela tinha que lutar com unhas e dentes para os dois meninos começarem a estudar tão cedo quanto ela dizia ser necessário.
- Você estava? Onde estava?
- Na Biblioteca.
- Sério? Você normalmente odeia lá.
- Bem...
Harry hesitou, então decidiu apenas dizer a verdade. Afinal, não era grande coisa.
- Fui lá para conseguir mais livros para minha pesquisa de Herbologia e acabei estudando com Malfoy.
- Malfoy? - Ron exigiu, franzindo o nariz. Hermione apenas ficou lá, boquiaberta.
- Não foi grande coisa - defendeu Harry.
- Bem, certamente não é normal - Hermione respondeu, encontrando sua voz novamente.
- O que diabos deu em você para fazer isso?
Harry explicou como Draco estudava agora, e como ele se sentiu compelido a juntar seus próprios estudos com os dele para tornar a vida um pouco mais fácil para o sonserino cego.
- Vocês dois estavam ocupados, eu tive que estudar o mesmo material que ele, então por que não?
- Por que não... - Ron bufou em descrença - Eu poderia te dar algumas razões do porquê não... Você não se lembra quem ele é, Harry?
- Bem, ele foi tolerável o suficiente na noite passada. E estou de pé aqui, não estou?
- Provavelmente só porque ele não conseguiu ver onde bater em você - Ron murmurou baixinho. Hermione apenas balançou a cabeça.
- Bem, sem problemas. Podemos trabalhar juntos esta noite, eu tenho todas as minhas anotações organizadas e...
- Na verdade...
Harry interrompeu.
- Eu disse que voltaria para a biblioteca esta noite para que pudéssemos terminar de revisar os capítulos juntos.
- Você está brincando comigo?
A voz de Ron disparou junto com suas sobrancelhas.
- Você está voltando voluntariamente para ele? Por quê?
- Porque eu disse que o faria - disse Harry, teimosamente - Olha, você está tornando isso uma coisa muito maior do que realmente é.
- Oh! Esqueça Malfoy - Hermione interrompeu, revirando os olhos - Vamos tomar o café da manhã, estou morrendo de fome e quero chegar cedo em Poções. Você sabe quanto tempo leva para cortar o baço dos morcegos da maneira certa?
- Ugh! Como você pode mencionar baço de morcego e café da manhã na mesma frase?
Ron gemeu, enquanto abria a passagem do retrato. Harry, feliz com a mudança de assunto, sorriu para ele em simpatia e os três desceram para o café da manhã.
Enquanto Harry comia sua torrada, ele se viu olhando através do Salão Principal em direção à mesa da Sonserina. Isso em si não era tão incomum, ele e Draco haviam trocado muitos olhares ameaçadores ao longo dos anos, mas Draco estivera ausente da escola nas últimas seis semanas do semestre anterior, e não havia ninguém para quem olhar. Então, quando ele voltou, ele ficou quase inteiramente para si mesmo e não parecia inclinado a provocar ninguém como costumava fazer, nem poderia ter olhado para Harry de qualquer maneira. E então Harry perdeu o hábito de realmente procurar por Draco, exceto para notar mais subliminarmente sua presença na classe, apenas outro aluno.
No entanto, após ter estudado com o sonserino na noite anterior e ter tido mais contato civil com ele do que... possivelmente todas as suas carreiras escolares somadas, Harry se viu observando o loiro mais de perto novamente, repentinamente curioso para ver quais outras táticas Draco usava para compensar sua perda. Ele pareceu tomar o café da manhã bem o suficiente, usando uma fatia de torrada para colocar os ovos no garfo. Mas mesmo no meio de seus colegas tagarelas, ele ficava sentado como se estivesse sozinho, não falava com ninguém, nem mesmo com Blaise Zabini, que estava sentado bem ao lado dele.
Harry já havia observado que Draco parecia se manter muito reservado nas poucas aulas compartilhadas, mas ficou um pouco surpreso ao ver que isso se estendia a situações sociais também. Parecia que o sonserino não iniciava mais nenhuma interação com amigo ou inimigo.
A aula de Poções daquela manhã apenas confirmou as suspeitas de Harry. Enquanto o resto dos alunos falava em murmúrios abafados com seus colegas de mesa sobre a poção do dia, Harry observou Draco trabalhar em silêncio, cortando o baço de morcego com um grau surpreendente de eficiência, seus dedos estavam curvados sobre o órgão para evitar serem cortados e ele era quase tão rápido quanto Hermione. E o que parecia ser uma pena de repetição rápida, fazia anotações para ele enquanto o Professor Snape dava as instruções durante o processo de fervura, Harry só esperava que a pena estivesse fazendo um trabalho mais preciso do que o de Rita Skeeter.
Foi a única aula que eles compartilharam com os sonserinos naquele dia. Durante o almoço, Harry estava muito ocupado, rindo ruidosamente de uma história que Simas e Dino estavam contando, para prestar muita atenção em qualquer outra coisa, mas, no jantar, com todos se preparando para a lição de casa da noite, ele se lembrou de seus próprios planos, mais uma vez ele se viu olhando disfarçadamente através do Salão para seu parceiro de estudo. O outro garoto sentou-se novamente na ponta da mesa, silencioso e separado do resto de sua casa.
Quando viu Draco se levantar e seguir seu pequeno orbe brilhante para fora das portas principais, Harry pediu licença para ir buscar seus livros na Torre da Grifinória, então desceu em direção à biblioteca. Quando chegou, o outro garoto estava sentado na salinha de sempre, as velas estavam acesas e ele já estava estudando. Um pedaço de pergaminho coberto de notas recitava suavemente a matéria do dia, parecia ser Aritmancia.
Harry hesitou na soleira da porta e pigarreou.
- Hum... sou eu de novo, Harry.
Draco encerrou o feitiço de leitura em suas anotações.
- Potter. Está de volta então?
- Eu disse que estaria, não disse?
- Sim, mas isso geralmente não significa nada para a maioria das pessoas. Você ainda está determinado a ficar rouco lendo toda essa história?
Harry entrou na sala e puxou a cadeira restante da mesa.
- Sim... contanto que eu não esteja interrompendo nada, claro.
- Não, eu estava apenas revisando algumas coisas de Aritmancia, mas posso fazer isso mais tarde.
Ele começou a enrolar o pergaminho, mas Harry estendeu a mão para impedi-lo.
- Espera um segundo.
Harry esticou o pescoço, não fazia sentido para ele, mas também parecia perfeitamente razoável, não com todas as notas imprecisas que a pena de Rita Skeeter havia feito.
- Isso foi feito com uma pena de repetição rápida?
- Sim.
Draco respondeu secamente, puxando o pergaminho e enrolando-o.
- Embora eu não me lembre se isso tem algo a ver com História.
Ele se abaixou e colocou as notas na mochila que estava ao seus pés.
- Bem, desculpe-me por perguntar. - Harry vasculhou sua própria bolsa com irritação. - É que minha experiência com as coisas sangrentas indica que essa penas não são precisas, então me perguntei como poderiam ser úteis para anotações escolares ou algo assim.
- Oh! Elas têm configurações diferentes, você não sabia? - Draco respondeu, um pouco mais amigavelmente - Se você não precisa ser realmente preciso, é usada uma configuração mais baixa. Mas você pode configurá-la para ser bastante meticulosa.
- Ela obviamente iria usar a configuração mais baixa - Harry resmungou para si mesmo. Então ele olhou em volta. - Er... posso fazer mais uma pergunta?
- Você acabou de fazer.
Harry desejou que revirar os olhos tivesse algum impacto sobre o outro garoto.
- Por que você se preocupa com as velas?
Por hábito, ele gesticulou em direção às velas que iluminavam a sala.
- Você consegue ler no escuro?
- Bem... não, mas elas estavam acesas outro dia, quando você estava sozinho, também.
- Sabe, para alguém que reclama em voz alta ao longo dos anos sobre querer ser normal, você pode ser um pouco estúpido às vezes - Draco respondeu, carrancudo novamente - Não importa se eu não consigo ver, tudo continua normalmente, e isso inclui as velas.
Harry teve que admitir, fazia sentido.
- Hum... obrigado pela explicação.
Ele murmurou. Mil outras perguntas de repente surgiram em sua mente, mas ele sabia que não devia abusar da sorte. Em vez disso, ele puxou seu livro de História.
- Vamos começar? Acho que paramos na Peste de 1803.
Com as velas tremulando ao redor deles, eles começaram a trabalhar.
Draco equilibrou o pufoso em um braço, distraidamente acariciando os pelos do bicho com a outra mão enquanto ouvia Pansy e Millicent exclamarem sobre o pelo aparentemente deslumbrante. A pena ao seu lado fez pequenos ruídos de arranhar contra o pergaminho enquanto gravava a conversa, entre as instruções desajeitadas de Hagrid. Com a tagarelice das garotas e seu Livro Monstruoso dos Monstros, ele seria capaz de ter uma ideia sensata sobre a pequena criatura, além do que suas próprias mãos poderiam lhe dizer.
A pequena bolota de pelos estava tão silenciosa quanto ele, graças ao Feitiço Silenciador lançado sobre ela, um requisito para quem quer evitar a insanidade. Draco estava feliz que esse era um caso em que o criador do ruído em questão foi feito para ficar em silêncio, ao invés de tapar os ouvidos dos barulhos em potencial.
Eles estavam fazendo o reenvasamento de algumas mandrágoras adolescentes em Herbologia na semana passada, e ele odiava usar os protetores de ouvido prescritos, trabalhar sem sua visão ou audição era miseravelmente desorientador.
Mas não havia nada interferindo em sua audição agora, quando a aula se aproximou do fim e ele se preparou para voltar ao castelo, ele ouviu e sentiu passos se aproximando dele.
- Malfoy? É o Harry.
A voz familiar desceu para o nível de Draco, onde ele se ajoelhou, colocando seu equipamento metodicamente de volta em sua bolsa.
- Sabe, você não precisa se identificar todas as vezes, Potter. Depois de todo esse tempo, eu reconheço sua voz muito bem.
- Er... desculpe. De qualquer forma...
Houve uma ligeira pausa.
- Não posso estudar com você esta noite. Ron e eu temos um projeto de Adivinhação para entregar em breve, e eu realmente deveria trabalhar com ele nisso.
Draco encolheu os ombros.
- Já que fizemos o teste de Binns esta manhã, achei que nosso pequeno momento havia acabado de qualquer maneira. Faça o que quiser, você não precisa da minha permissão.
- Ok então, você vai ficar bem?
- Eu garanto a você.
Draco respondeu com uma nota de impaciência.
- Sendo chato ou não, eu consigo lidar muito bem com os feitiços de leitura normais. Volte para seus amigos grifinórios. Estou bem.
- Ah, claro...
Harry pareceu um pouco surpreso.
- Bem... acho que vou ver você.
Draco ouviu um leve farfalhar quando o outro garoto se levantou, e então seus passos diminuíram.
- Da mesma forma... - ele murmurou - Ou, no meu caso, não.
Ele sentiu uma lufada de ar quente quando a sala comunal da Sonserina se abriu para ele e avançou rapidamente, escondendo seu cansaço. Ignorando a conversa de seus colegas de casa, muitos dos quais já pareciam ter voltado para dormir, ele foi direto para o quarto e fechou a porta. Só então ele se permitiu ceder ao cansaço, se preparou para dormir, desativou o Líder e se arrastou para debaixo das cobertas. Mas ele não dormiu.
Ele estava exausto, sim, mas sua mente não parava. Ele repassou o dia em sua cabeça, sua rotina matinal, o teste de História da Magia, Transfiguração, almoço, Trato das Criaturas Mágicas, DCAT, jantar e estudo. Tudo em um dia normal. Mesmo o teste não foi tão ruim, ele e Potter se prepararam muito bem, e não era como se fosse um exame importante ou algo assim, apenas uma revisão do trabalho de férias. Mas ele estava exausto mesmo assim.
Tudo era exaustivo, tudo o que ele considerava natural há menos de três meses, agora consumia o dobro de energia. Caminhando para a aula, comendo suas refeições, estudando. Até indo para a cama, pelo amor de Deus. Não importa o quão cansado ele estava a cada noite, ele sempre tinha que reservar um tempo para pendurar suas roupas no local designado em seu guarda-roupas, se quisesse ter alguma esperança de encontrá-las novamente mais tarde. Sua varinha tinha que ir no local exato em sua cômoda. Tudo exigia um esforço extra.
Ele se sentia estendido até os limites o tempo todo, apenas tentando funcionar corretamente. Ele estava determinado a fazer isso sozinho, e ele faria. Seus punhos estavam cerrados, afinal, ele iria conseguir. Mas ele estava tão cansado. Cansado de tudo ser um pouco mais difícil, quando outros podiam andar sem pensar, economizando energia para as tarefas reais.
Até estudar o cansou esta noite, apesar de sua curiosidade irritante, Potter tinha feito o ato de estudar ficar um pouco mais fácil. Ele não era carinhoso nem condescendente, e agora ele se foi, terminado seu pequeno dever de se sentir bem e continuando com sua própria vida. Enquanto isso, Draco estava de volta, sozinho naquela salinha, ouvindo seus livros, tentando se manter motivado quando tudo que ele queria fazer no final do dia era apenas gritar de frustração com a injustiça de tudo isso.
Ele sentiu lágrimas nos cantos de seus olhos inúteis, sentiu um nó se formando dolorosamente em sua garganta. Mas ele piscou, respirou fundo e desejou que isso fosse embora. Não adiantava chorar, não resolveria nada. Isso não lhe devolveria a visão nem o ajudaria a ter sucesso, ele tinha que ser forte.
Draco se enrolou na coberta e se forçou a limpar sua mente de todos os pensamentos, exceto um.
Ele teria o seu próprio sucesso.
Dois dias depois, enquanto ele estava lutando com uma tarefa particularmente desagradável de Transfiguração, ele ouviu o som de passos se aproximando de sua pequena sala de estudos. Ele se sentiu inexplicavelmente esperançoso, e então se amaldiçoou por ter pensado tal coisa. Harry acabou com ele e foi isso. E ele lembrou a si mesmo que não precisava de ninguém, não queria ninguém. As pessoas não eram confiáveis. Feitiços eram.
Enquanto os passos ultrapassavam seu quarto, ele percebeu que eram muito leves para Harry de qualquer maneira. Ou uma garota ou um estudante mais jovem fazendo alguma pesquisa misteriosa nas prateleiras dos fundos.
Estudantes estúpidos.
Ele mordeu o lábio e tentou se concentrar novamente na tarefa à sua frente. Transfiguração nunca foi seu melhor assunto, mas era ainda mais difícil agora porque ele tem de confiar em seus outros sentidos para lhe dizer o quão bem ele administrou o trabalho. Hoje, por exemplo, eles haviam transfigurado uma flor em uma borboleta, um procedimento bastante delicado que exigia suas habilidades avançadas, e não havia sido uma tarefa fácil garantir que tudo correria bem sem deixar a borboleta à solta ou acidentalmente ferida.
E ele ainda não sabia se tinha o padrão de pontos prescrito certo. Felizmente, a Professora McGonagall estava circulando pela sala comentando sobre o trabalho de todos, e ele foi capaz de obter um olho externo para lhe dizer seus resultados.
Então, agora ele estava sentado, ouvindo suas notas o lembrando das várias sílabas e entonações importantes que compunham o feitiço complicado, e tentando esquecer o som dos passos enganosos ainda ecoando no fundo de sua mente. Na verdade, ele foi tão bem-sucedido que foi uma surpresa completa quando ouviu a voz. Não era frequente ele deixar de notar a abordagem de alguém.
- Malfoy?
Draco saiu de sua concentração.
- O quê?
- É... bem, você sabe, sou eu. Eu poderia... eu poderia vir estudar com você de novo?
Draco estava desconfiado.
- Por quê? Não fez boas ações o suficiente para a semana?
- Não! Quero dizer... na verdade, é para mim.
Ele ouviu Harry entrar na sala e puxar uma cadeira.
- Você sabe que recebemos nossos resultados do teste de volta hoje?
- Sim.
Os dois meninos não dividiam a aula, mas suas respectivas aulas eram no mesmo período da manhã.
- Bem, isso foi o melhor que eu fiz na matéria em sete anos. Sério, nem mesmo Hermione conseguiu acreditar. Então, eu estava me perguntando se... poderíamos continuar estudando juntos? Eu ainda vou precisar trabalhar com Ron em Adivinhação e algumas outras coisas alguns dias por semana.
- Você quer que eu o ajude a estudar?
- Mais ou menos. Eu quis dizer, apenas a maneira como estudamos juntos, com minha leitura em voz alta e a maneira como você percebe as coisas que deixo escapar... eu não sei, eu apenas pareço aprender melhor.
Ele riu.
- Pena que não descobri isso há sete anos atrás. Poderia ter feito muito melhor para mim, especialmente nos NOMs.
- Eu não me lembro de você ter se saído muito mal - Draco falou. - Você não se saiu bem até agora estando com Granger e Weasley?
- Sim, tenho ido bem. Mas os NIEMs estão chegando e você sabe o quão importante eles são. Além disso, as matérias estão muito mais difíceis este ano, eu nem quero pensar no que McGonagall vai nos dizer para fazer amanhã.
- Não, não precisa pensar nisso.
Draco bufou, lembrando-se da borboleta.
- E já que pareço me sair muito melhor assim, bem... eu só estava pensando, se estiver tudo bem para você, talvez possamos continuar trabalhando juntos? Pelo menos por algum tempo?
Houve outra risada leve.
- Não é como se eu pudesse ler em voz alta na minha sala comunal sem perturbar as pessoas também, você sabe.
Draco pensou sobre isso. Ele se sentiu um pouco aliviado com a ideia de trabalhar com Harry novamente, mas também ficou chocado por estar deixando alguém ajudá-lo.
- Tudo bem.
Ele finalmente disse ao grifinório.
- Você pode vir aqui para estudar. Mas entenda que eu realmente não preciso de ajuda.
Em seguida, um sorriso malicioso se espalhou por seu rosto.
- Por outro lado, estou ansioso para ouvir você tentar pronunciar alguns desses nomes de plantas.
Agora que as Mandrágoras foram replantadas, eles passaram para um lote de samambaias húngaras raras com nomes particularmente complicados.
Harry gemeu.
- Você só está concordando com isso para poder rir de mim, não é?
Então seu tom ficou mais sério.
- Mas obrigado... eu agradeço.
Draco encolheu os ombros com desdém, empurrando suas anotações de Transfiguração na direção de Harry.
- Já que você está tão ansioso para estudarmos juntos, que tal começarmos com isso? Você pode impressionar McGonagall amanhã com o quanto você já sabe.
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Gente amando esse projeto sem condições
Se estão gostando dele leiam as outras fics que vem por ai
A próxima é a fic Como Conquistar Um Sonserino da Berpian
Todos os meus agradecimentos a beta missugarpurple por betar os caps dessa História !
Até o próximo!
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