Extra 2 - Sources of Light

Bem vindos ao segundo extra de Draco In Darkness!

Esse é bem curtinho e é minha última atualização (agora definitiva) nessa fic; DID tem todo o meu coração e sei que o de vocês também, por isso não pude deixar de mimar vocês um pouco com esses dois. 

Boa Leitura! 

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– Parece um bom lugar – ouço Harry dizer, em algum lugar à minha frente.

– A maré não está subindo, está? – grito, enquanto dou alguns passos extras para alcançar sua voz. – Eu realmente não quero ter que lançar feitiços de impermeabilização em tudo que trouxemos.

– A maré está baixa, e estamos longe da beira do mar. Mas você se lembra que as pessoas tendem a se molhar na praia, certo? – ele responde. Consigo praticamente ouvi-lo revirar os olhos.

– Eu posso me molhar, mas na hora que eu escolher fazer isso, muito obrigado.

Da última vez que viemos, meu único aviso foi um grito assustado e nada informativo de Harry, antes que eu me visse sentado em cinco centímetros de ondas salgadas e agitadas. Tive que jogar fora o livro que estava lendo; os encantos não conseguiram decifrar o texto encharcado, e tudo o que consegui foi um balbucio em uma língua desconhecida.

Desta vez, no entanto, posso dizer que Harry escolheu melhor. As ondas estão definitivamente mais distantes, e também não andamos tanto para chegar até aqui. Desativo o Líder e o guardo na bolsa, pego uma toalha e meu livro atual, e me acomodo na areia. Ouço Harry fazer o mesmo à minha direita, mas ele não se senta.

– Você se importa se eu der um mergulho rápido? – ele pergunta, de pé ao meu lado.

– Contanto que você não vire isca de tubarão, fique à vontade.

– Pena. Eu estava tão ansioso para nadar com a fera daquele filme trouxa antigo. – Sua voz se perde enquanto ele se dirige à água. – Volto em alguns minutos.

Eu poderia ter ido com ele, mas nunca fui um nadador muito bom, e as ondas em constante movimento são muito mais difíceis de lidar do que um lago tranquilo. Em vez disso, inclino-me para trás, apoiado nas mãos, e aproveito o sol e os sons ao meu redor. Tomar sol às cegas é uma experiência estranha; você sente o calor do sol, mas permanece na escuridão total. Na maioria das vezes estou acostumado, mas hoje, por algum motivo, estou me sentindo um pouco abatido.

Sinto falta do brilho solar que normalmente acompanha uma visita à praia como esta. Quando estou dentro de casa, é mais fácil viver sem luz. Se estou fazendo algo ao ar livre, uso toda a minha atenção para realizar a atividade, e o clima não é tão importante. Mas agora, sentado aqui sozinho, sentindo o que deveria ser o reconfortante calor do sol na minha pele, tudo o que tenho é a escuridão.

Tento afastar meu mau humor aproveitando ao máximo os sentidos que ainda tenho. Sinto o cheiro de salsichas de um vendedor próximo, e muitos pássaros marinhos estão por perto, a julgar pelos gritos acima. A areia é mais grossa aqui, na parte mais distante da praia, já que as ondas não chegam com tanta frequência quanto nas áreas mais finas perto da água. Não faço ideia de como o lugar realmente é; nunca vim aqui na infância, e Harry não descreveu muito além do necessário para me orientar. Isso é intencional. Descobri cedo que, quanto mais alguém descreve um local, mais sinto a falta de vê-lo com meus próprios olhos. Mantendo as informações no mínimo, consigo criar minhas próprias imagens mentais.

Mas hoje, a escuridão pressiona essas imagens, e sinto a perda da glória radiante que a maioria das pessoas experimenta na praia. O livro que trouxe permanece intocado ao meu lado; em vez disso, fico sentado, perdido em pensamentos, até que o som dos passos de Harry na areia me traz de volta ao presente.

– Se divertiu? – forço um sorriso.

Sei o quanto ele gosta dessas viagens ao mar, e não as fazemos com tanta frequência.

Pequenas gotas respingam na minha perna enquanto ele se estica para pegar sua toalha. Droga, a água está gelada.

– Ah, sim, foi maravilhoso.

Há uma pequena pausa, e o ouço remexendo na bolsa, procurando algo.

– Vire-se, suas costas já estão começando a queimar.

Faz sentido. Não importa quanto tempo eu passe ao ar livre, nunca consigo mais do que um bronzeado fraco. Sempre corro o risco de queimaduras solares e, claro, não percebo quando isso está acontecendo até que seja tarde demais.

Eu me viro na toalha, de costas para a voz dele, e sinto a toalha se mover um pouco embaixo de mim enquanto ele se senta. Em seguida, a poção gelada é espalhada na minha pele sensível, e meus pensamentos sombrios começam a desaparecer.

Nunca deixo de me surpreender com o quanto sinto quando Harry me toca. Talvez seja porque não permito que muitas pessoas ou coisas cheguem tão perto. Não gosto de ser guiado a menos que seja absolutamente necessário, e não sou muito fã de toques em geral, exceto com Harry.

Meu Líder me impede de esbarrar nas coisas, então a maioria do contato físico vem das minhas próprias mãos. Mas agora, as mãos de Harry estão fazendo o trabalho, deslizando sobre minhas costas, meu pescoço e meus braços.

A primeira vez que ele me tocou, parecia que tinha alcançado minha alma, e até mesmo as atividades mais mundanas, como esta, ainda podem trazer esse sentimento de volta. Inclino-me em suas mãos, perdendo-me nas sensações. Então ele se move para minha frente, diminuindo os movimentos enquanto espalha a poção sobre meu peito.

Como mencionei, minha preferência é iniciar o contato nas raras vezes em que o quero. Por mais que ame o toque de Harry, gosto ainda mais de tocá-lo em troca. Antes mesmo que ele termine, minhas mãos já estão explorando seus braços, suas clavículas e tudo ao meu alcance.

Minha tristeza se dissipa rapidamente enquanto o vejo do jeito que sempre o vi, desde que nos tornamos amigos e depois amantes.

O sol não é tangível. Harry é.

Ele é a única coisa que ainda vejo em minha mente, brilhante como o dia. Não são apenas os seis anos de rivalidade que levaram à minha última visão real, mas os vários anos de conhecimento íntimo de cada linha, cada curva, tudo traçado pelas minhas mãos. Às vezes me pergunto se o vejo melhor agora do que aos quinze anos.

Apesar de tudo que já passamos em nosso relacionamento, ainda me pergunto por que ele ficaria com um cego quando poderia ter alguém inteiro.

Hoje poderia facilmente ter sido um desses dias, dado o meu humor. Mas enquanto minhas mãos traçam o rosto familiar de Harry, posso dizer que ele está genuinamente contente. Sua boca está curvada em um sorriso aberto e relaxado, uma expressão que senti nos nossos melhores momentos juntos. Não sou um homem sentimental, mas admito que essa lembrança de seu amor, de nosso amor, ilumina minha vida mais do que qualquer sol.
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Agora definitivamente é o fim.

Agradeço de imenso coração a todos aqueles que acompanharam minha primeira tradução de uma fanfic na vida, eu tinha apenas meu inglês básico e um sonho!

Tenham um 2025 incrível, e se puderem me acompanhem em outros projetos (prometo tentar aparecer mais aqui kkkk)

Amo todos vocês de coração!

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