Make a choice
Leiam as notas finais, por favor!
Que 2017 seja bom para todos nós
<3
Perguntinha importante: Vocês conseguiram ler o capítulo "Owls carry messages" ? Teve lemon e não sei se o Wattpad privou.
Harry's Pov
Eu adorava Hogwarts, mas nunca achei que estaria tão ansioso para voltar à escola. Acho que só perde para o dia que eu descobri que era um bruxo e iria para lá. Essa minha ansiedade tem nome e sobrenome: Draco Malfoy.
Entrei no expresso de Hogwarts e me despedi do Ron e da Mione que foram para o vagão dos monitores. Procurei o Draco e encontrei ele sozinho em uma das cabines, abri a porta e o cheiro de lavanda e folha de livro novo invadiu minhas narinas. Ele que estava perdido num livro de poções levantou a cabeça ao ouvir o barulho da porta ao ser aberta.
- Harry - ele sussurrou meu nome é deu um sorriso contido.
- Depois de dias sem me ver a única coisa que você tem pra me dizer é Harry? - franzi as sobrancelhas fingindo estar indignado.
- Seria clichê demais dizer que eu estava com saudades - ele dá de ombros.
- Seria - sorrio e me sento ao lado dele - Mas eu não ligo.
- Eu estava com saudades - ele suspira e eu sinto sua respiração pelo fato do seu rosto estar próximo demais do meu.
- Também estava - digo colocando minha mão em sua nuca e o puxando para um beijo.
Ele joga o livro para o lado e eu em sento no colo dele o beijando, sentindo a deliciosa fricção dos nossos membros se chocando.
As mãos dele estavam em minha cintura e da forma que ele apertava, eu sabia que deixaria marcas depois. Minhas mãos deixam sua nuca para alcançar a barra da camisa preta, mas ele fica tenso e interrompe o beijo.
- Draco... O que houve? - sai do colo dele e perguntei preocupado.
- Nada - ele disse puxando a manga da camisa para baixo como se estivesse com frio, mas lá dentro estava quente.
Muito quente.
- Malfoy... - insisti.
- Não é nada - ele deu um fraco sorriso.
- Drarry! Meu casalsinho favorito - o Blaise entra sorrindo na cabine - Espero não estar atrapalhando nada.
- Não está. Drarry? - olhei para ele com as sobrancelhas franzidas.
- Draco e Harry - ele revira os olhos como se dissesse algo óbvio - A falta de sexo te fez mal Draquinho. Está mais pálido que nunca.
- Vai se foder, Blaise! - o Draco fala irritado.
- Que mau humor! - o Blaise brinca - Harry foda o Draco ou deixe que ele te foda. Só acaba logo com essa irritação dele, pois vai ser um saco aguentar ele assim.
O Draco se limitou a mostrar o dedo do meio para ele.
- E não esqueçam do feitiço de proteção. Segurança acima de tudo crianças - ele diz antes de bater a porta quando o Draco puxou a varinha para azarar ele.
- Você está estranho - digo olhando fixamente para o Draco.
- Você está imaginando coisas, Potter - ele fala sarcástico.
- Não vem com essa - digo irritado - Odeio quando você joga sua irritação em mim.
- Desculpa - ele entrelaça os dedos nos meus - foi algo com meu pai.
- Quer me contar? - o olho preocupado.
- Talvez outra hora - ele diz deitando a cabeça em meu colo e voltando a ler o livro.
Fiquei olhando a paisagem pela janela. Eu sabia dos problemas dele com o pai. Sabia e entendia o que ele passava. Os Dursley não era o modelo exato de família perfeita, mas ao contrário do Draco eu tinha os Weasley que me acolheram. Ele não tem ninguém, além de mim, da Pansy e do Blaise.
[...]
Estava no salão comunal da Grifinória vendo o Dino, o Thomas e o Neville jogando Snap explosivo. A Hermione lia um livro e o Ron estava ao meu lado comendo algo que provavelmente ele trouxe do jantar.
- O que está havendo? - ele olhou desconfiado.
- O Malfoy está estranho - falo preocupado.
- Ele sempre foi - o Ron brinca.
- Ron! - digo exasperado.
- Você deve está só preocupando demais. Esse lance da fuga de Azkaban, sua cicatriz doendo - ele dá de ombros.
- É, deve ser isso - suspiro.
Draco's Pov
Era uma droga mentir para o Harry, mas ele iria me odiar se descobrisse o que eu fiz. Eu me odiava cada vez que eu olhava para o meu braço.
Aquela marca para minha família era motivo de orgulho, pra mim só mostrava o quanto eu era fraco.
Você deve estar se perguntando, por que porra então eu aceitei isso?
É que eu ainda espero que meu pai se orgulhe de mim... E agora sei que é algo que não vai acontecer.
No momento antes de receber a marca negra eu suava, minha mãe apertava minha mão forte e sorria docemente para mim, mas eu podia ver através dos seus olhos o quanto ela estava nervosa.
A marca negra causava uma dor excruciante, eu senti o cheiro da pele sendo queimada e eu gritei até meus pulmões precisarem de ar.
Sabe o que ele me disse após tudo isso?
+
- Que vergonha, Draco. Todos ouviram seus gritos - ele balança a cabeça negativamente - E essa marca em seu braço não valerá de nada se continuar com o Potter. Só irá te colocar na mira também
- Novamente me ameaçando, pai? - ergo as sobrancelhas.
- Apenas um conselho - ele se aproximou colocando a mão em meu ombro - traidores merecem a morte.
+
Aquela frase voltava em minha cabeça diversas vezes e eu tentava ignorar o frio que causava em minha espinha.
- Caralho! - ouço o Blaise dizer perplexo - Você aceitou a marca!
- Você não? - olhei surpreso.
- Minha mãe conseguiu convencer meu pai de que ainda não era hora - ele sentou na cama dele que era ao lado da minha.
- Eu não tive tanta sorte - suspirei - As notícias sobre eu e o Potter correm. Meu pai precisava de um jeito para provar de que lado eu estava.
- Que droga - ele baixou a cabeça - Doeu? Dizem que dói
- É como se estivesse te matando - balanço a cabeça tentando não me lembrar da dor
- Você já contou ao Potter? - ele levantou as sobrancelhas de maneira inquisitiva.
- Ele vai me odiar - digo me jogando na cama.
- Se ele descobrir vai ser pior - ele me alerta.
- Eu vou contar, mas não agora - falo decidido.
- Você que sabe - ele dá de ombros.
...
O Blaise não deveria nunca mais abrir a boca enorme dele. Por Merlim!
Eu esperava que pudesse esperar um pouco mais para contar ao Harry, mas ele estava decidido a ter meu corpo nu.
Não que eu esteja reclamando, longe de mim dizer algo desse tipo, mas eu não queria que ele descobrisse daquela forma.
[...]
Nós estávamos na sala precisa, ele estava por baixo do meu corpo, nós nos beijavamos como se nossas vidas dependessem disso. No momento eu não estava pensando com a minha cabeça de cima e não me importei quando ele tirou minha camisa e suas mãos foram para o meu pescoço. Seus olhos estavam fechados, quando eu fui o ajudar a tirar a camisa dele, ele viu meu braço.
- Que porra é essa? - ele me olhou surpreso e já se afastando de mim.
- Harry me deixa te explicar - falo levantando e indo na direção dele.
- Por que você não me contou? - ele parecia magoado.
- Eu estava esperando o momento certo - digo colocando a camisa.
- momento certo? - pergunta de forma sarcástica.
- Harry... Eu... - eu não sabia o que dizer na verdade.
- Você não teve escolha - ele tentou justificar, mais para se convencer do que para mim.
- Eu tinha uma escolha, Potter - as lágrimas molharam meus olhos, mas eu me controlei para que não escorressem - Eu poderia ter dito não.
- Você fez isso para proteger sua família... Não foi? - ele tentava ver o lado bom.
- Pare de ser tão grifinório e enxergue a verdade - digo sério - Fiz isso por medo do meu pai... Para provar mais uma vez que ele pode ter orgulho de mim
- Não... Você... - ele não tinha mais desculpas para dar.
- Harry... - as lágrimas escorrem - Eu não sou essa pessoa que você acha que eu sou.
- Então me mostra quem você é - ele fala decidido.
- Você não vai gostar do que vai ver - abaixo a cabeça - Você é o famoso Harry Potter e eu... Bom, agora eu sou um comensal.
- Não! Você não é - ele fala bravo - Pode até ter aceitado essa droga, mas você não é o seu pai.
- Como você tem tanta fé em mim? - o olho incrédulo.
- Eu confio no garoto que me pediu em namoro, o que faz piadinhas idiotas, que enfrenta o pai, o que ama seus amigos por mais que não demonstre.
- Eu te amo, tipo pra caralho! - fungo e dou um sorriso.
- Você pode ficar comigo e dar um jeito nisso juntos ou continuar sendo um boneco nas mãos do seu pai - estende a mão - A escolha é sua.
- Eu confio em você - respiro fundo e aperto a mão dele.
- Os amigos te fazem mais forte - ele sorri - Eu não consegui nada sozinho.
- Chega! - dou um sorriso- Ainda sou um Sonserino. Nada desses discursos sobre a união grifinória.
- Eu sei - sorrio - É por isso que eu gosto de você.
- Gosta? - franzi as sobrancelhas - Só?
- Eu amo você, Draco Malfoy - me beija.
- Nós podemos voltar a o que estávamos fazendo - puxo o corpo dele para mais perto do meu.
- Acho que nós temos muito a conversar antes - ele fala sério.
Esse era o meu medo. Eu nunca mostrei muito de mim para as pessoas, nem mesmo para o Blaise ou a Pansy. Mas estava na hora de alguém ver quem realmente era o Draco Malfoy.
...
P.S - Tenham um pouco de paciência para a postagem dos próximos capítulos. Eu tinha planejado a história de um jeito, mas tomei um rumo diferente e estou organizando aqui para que não fique sem sentido.
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