O Empresário

Quando acordo, eu percebo que estou atrasada para a reunião, passei a maior parte da noite preparando uma apresentação em slides. Eu me levanto correndo, vou para o banheiro e tomo um banho rápido. Visto uma saia preta, uma blusa de botão e visto um blazer preto por cima, quero estar com uma aparência seria e confiante. Esses empresários são difíceis de impressionar e estar com a roupa certa ajuda. Guardo ou notebook na bolsa e pego minha mala, que arrumei ontem à noite e desço para pegar um táxi.

Para a minha sorte o transito está bom e levo só alguns segundos para chegar ao prédio onde trabalho. Quando chego à minha sala, Alice assistente de Susan está me esperando ansiosa.

- Que bom que chegou. Todos já chegaram e estão na sala da Susan te esperando. – Ela fala assim que eu entro.

- Ai meu Deus! Chegaram tem muito tempo?

- Há uns cinco minutos.

- E como ele é?

- Mais bonito do que eu esperava.

- Me deseja sorte, vou correr pra lá. – Pego meu notebook e vou correndo para a sala de Susan. Quando chego posso ver pelos vidros que cercam a sala, Susan de pé na frente de um homem com um terno elegante.

- Bom dia! Perdoem o meu atraso. – Falo assim que entro na sala.

- Bom dia Claire, que bom que chegou. Essa é a Claire, nossa melhor funcionaria. – Susan fala. – Claire esse é um dos maiores empresários do nosso país, Sr Clifford.

Fico paralisada quando reconheço o homem que está sentado na minha frente, é o cara do bar, é Ryan que está aqui. Só pode ser brincadeira, uma brincadeira de mau gosto. Não importa o que eu diga aqui hoje ele nunca me levará a sério, não depois de todas as coisas que contei para ele naquele dia.

- É um prazer conhecê-la Claire. – Ryan fala interrompendo os meus pensamentos.

- O prazer é meu Sr Clifford. – Consigo dizer ao cumprimenta-lo com um aperto de mão.

- Podemos começar a apresentação então. – Susan diz sorrindo.

- Claro que sim. – Pego o notebook e começo a apresentar a proposta que passei a noite inteira criando para a rede de supermercados de Ryan. Procuro não olhar diretamente para ele e por mais que eu saiba que as chances são mínimas, fico torcendo para que ele estivesse tão bêbado quanto eu naquele dia e que esteja sofrendo de alguma amnesia alcoólica e não me reconheça.

A apresentação corre bem e produtiva e Ryan parece gostar e se empolga com a proposta. Susan está feliz e parece que Ryan não me reconheceu ou está sendo muito discreto, o que é maravilhoso, não quero que Susan saiba que um cliente muito importante já me viu extremamente bêbada e sabe do meu caso com um homem casado.

- A proposta não poderia ser melhor, fecharemos o contrato. – Ryan fala assim que termino a apresentação.

- Obrigada, fico feliz que tenha gostado.

- Será um prazer fazer negócios com você Sr Clifford. Como eu tinha dito antes, Claire é nossa melhor funcionaria. Tinha certeza que proposta seria excelente. – Susan fala sorrindo.

- Tenho que dizer que superou minhas expectativas. – Ryan diz olhando nos meus olhos.

- Obrigada Sr Clifford. – Respondo desviando o olhar.

- Que tal marcarmos um almoço na próxima semana para comemorar? – Ryan sugere.

- Ótima ideia. - Susan responde.

- Ótimo! Ligarei para confirmar. – Ryan fala e estende a mão para me cumprimentar. - Desculpe ter que sair correndo, mas tenho que ir para o aeroporto. - Ryan continua a falar enquanto cumprimenta Susan.

- Que coincidência, Claire também vai para lá. - Susan fala.

- Ora, então faço questão de lhe dar uma carona. - Ryan diz com um sorriso amigável.

- Eu não quero incomodar, posso pegar um táxi sem problemas. – Falo tentando fugir, não quero ter que lidar com uma conversa desconfortável agora.

- Você não atrapalhará em nada Claire. Será uma companhia agradável nesse transito de Nova York. - Ele diz.

- Assim vocês podem conversar mais sobre o projeto. Aceite Claire. - Susan fala num tom quase ameaçador. Não poderei dizer não.

- Está bem, eu aceito a carona. - Respondo.

- Então vamos indo? - Ryan diz.

- Sim. Só preciso ir até a minha sala pegar minha mala.

Me despeço de Susan e Ryan me acompanha até a minha sala e me aguarda pegar minhas coisas sem dizer uma palavra. O silêncio é desconfortável, quando eu acho que não pode acontecer nada tão estranho quanto o meu caso com o Taylor na minha vida, o contrato multimilionário que preciso trabalhar é com ninguém menos que o cara do bar, o cara que me ouviu falar que tenho um caso com um cliente casado quando eu estava caindo de bêbada. Eu devo estar no meu inferno astral.

Quando chegamos ao estacionamento Ryan me encaminha até uma linda limusine que está estacionada. Ele faz um sinal para que o motorista não desça do carro e abre a porta educadamente para que eu possa entrar.

- Obrigada. - Falo e entro.

- Eu fiquei esperando o seu telefonema Claire. - Ele fala assim que senta ao meu lado.

- Eu estava torcendo para você não se lembrar de mim. - Falo olhando para minhas mãos que estão apoiadas nas minhas pernas.

- Você não é uma mulher da qual se esqueça facilmente. - Ele fala com a voz suave.

Eu levando o olhar e encontro seus olhos castanhos me analisando. É a primeira vez que consigo olhá-lo diretamente. Ele é muito mais bonito do que eu lembrava.

- Desculpe-me por não ter ligado Sr Cliffod...

- Me chame de Ryan. - Ele me interrompe.

- Desculpe-me por não ter ligado RYAN, aconteceram muitas coisas, eu acabei esquecendo. Além do mais eu não achei que você estivesse esperando que eu ligasse.

- E porque eu não estaria esperando você me ligar? Não foi por isso que te dei meu cartão?

- Eu achei que você tivesse pensado que sou uma  mulher completamente louca e sem juízo. Ainda mais depois de tudo que eu falei.

Ele sorri e desvia o olhar por alguns instantes antes de falar:
- Eu não pensei que você fosse louca Claire.

- Não?

- Não! Achei que você era uma mulher com o coração partido por um idiota que não te merecia.

As palavras dele fazem o meu coração se apertar no meu peito porque era exatamente o que tinha acontecido naquele momento.

- Nossa... Eu nem sei o que dizer... Eu...

- Tudo bem Claire, a gente não precisa falar sobre isso agora.

- Obrigada.

- Parece que chegamos. - Ele fala assim que o carro para. O motorista abre a porta para que eu saia, Ryan sai logo depois de mim.

- Você está dispensado por hoje Carlos. - Eu o ouço falar para o motorista.

- A que horas é o seu voo? - Ele pergunta quando o motorista estar no carro.

- Meu Deus! - Levo um susto quando olho para o relógio. - Meu voo é em vinte minutos, preciso correr.

- Claire, será que posso te chamar para sair agora que esta sóbria? - Sou pega de surpresa por essa pergunta. Ryan é lindo, educado e solteiro, seria o homem ideal para me envolver. Mas ele chegou um pouco atrasado.

- Eu não sei se esse é o melhor momento, me desculpe. Minha vida está uma verdadeira bagunça não seria justo envolvê-lo nisso.

- Eu entendo.

- Obrigada pela carona Ryan... E pela compreensão.

- Tudo bem. - Ele fala.

Eu corro para dentro do aeroporto, pois não posso perder o voo. Quando eu finalmente estou sentada na cadeira dentro do avião, começo a pensar em toda a loucura que aconteceu hoje. Ryan é o empresário misterioso e o pior de tudo: ele se lembra de tudo o que eu disse naquele dia. Mas de alguma forma ter conversado com Ryan me deixou mais aliviada, ele é um homem discreto e educado, não dirá na a ninguém e parece ser um homem bom, talvez possamos ser bons amigos. 

Pego o meu telefone e digito para Taylor:
"Já estou a caminho."
"Estarei te esperando no quarto 806"
Taylor me responde.
"Temos um quarto? Minha ansiedade acabou de aumentar."
"Descanse e beba bastante liquido querida."
"Vou estar preparada."

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Capítulos novos todo Domingo e Quarta.

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