64 - Era impossível não surtar com aquilo (+18)
ALERTA HOT***
AMORA
Passamos o resto da tarde rindo e dançando, como se o beijo tivesse sido um mero detalhe de nosso divertimento. Tentei encarar daquela forma, mas preciso admitir que aquela troca acabou mexendo com minha libido de uma forma que há muito não acontecia.
O foda de ter seu casamento negligenciado é esse.
O grupo dos amigos de Lara e Ícaro cismaram de dar um mergulho no meio da tarde, o que me animou bastante, pois o lugar estava extremamente abafado. Fomos caminhando enquanto conversávamos sobre assuntos aleatórios.
Lara joga seu braço ao redor de meus ombros, puxando-me em sua direção. Pensei que havia deixado para lá, mas ao que tudo indica, como eu, ela também queria mais.
Me diverti como na adolescência. Para aquilo ficar completo, faltou apenas a companhia de Mahmoud e Helena. Meu Deus, que saudades de ter dezoito anos. O tempo passou e nem percebemos, o que foi ótimo em um certo ponto, mas péssimo em outro. Sim, estava mais calma, mas não poderia fugir de meus problemas para sempre.
Ícaro está no mar com seus outros três amigos, enquanto estou sentada ao lado de Lara em uma rede que pertencia ao hotel. Observávamos o impressionante cenário, e cheguei à conclusão de que viveria facilmente naquele lugar. Era de fato uma bela paisagem.
Lara encara meus lábios, e depois dirige sua atenção aos meus olhos, quase tão azuis quanto os seus.
- Estou surpresa com essa tarde, Amora! - dá um sorriso sincero - Não imaginei que fosse tão divertida.
Faço-me de ofendida.
- Como ousa?! - dou um sorriso cínico.
- Quem se casa cedo, geralmente não bate bem. Mas é opinião minha! - dá de ombros. Reviro os olhos como resposta.
- Preciso voltar ao hotel. Meus amigos devem estar preocupados e... tenho assuntos pendentes para resolver - suspiro. Não dava mais para fugir.
- Está falando do Henrique, né? - faz careta, preocupada - Nosso beijo vai interferir em algo? - pergunta, preocupada.
-Ah... Ele me traiu com a ex, portanto, não tem moral nenhuma para reclamar disso. E, de qualquer forma, não me importo. Nosso casamento terminou a partir do momento em que colocou aquela vadia no meio de tudo.
Ela dá uma risada e me encara.
- Ah, Amora... Não acabou, não. Dá para ver nos seus olhos que o ama incondicionalmente... as coisas vão se resolver.
Dou um sorrisinho de lado. Talvez ela estivesse certa.
- Ainda não sei qual caminho as coisas vão seguir a partir de agora. Não sei mesmo - dou de ombros e suspiro.
- Ah... - dá um sorriso malicioso - se não der certo - segura meu queixo e aproxima nossos rostos -, eu estou aqui para te consolar - passa a língua nos lábios, o que consegue me excitar novamente. Porra, ela tinha um efeito estranho sobre o meu corpo.
Ou era carência e tesão acumulado? Não sei, de qualquer forma, eu queria muito foder com aquela garota até minha língua, dedos e coxa ficarem dormentes.
- Bom saber disso - dou um sorriso largo, pego impulso para levantar e ergo minha mão em sua direção.
- Ótimo saber do interesse - sorri, erguendo a mão e também se levantando.
Fomos andando, em uma intimidade exagerada, calmamente em direção ao hotel. Todos nos observavam, principalmente por conta de nossas vestimentas em relação ao horário.
Não me importei.
Até que passamos por uma sala, onde todos os meus amigos estavam reunidos. Para minha sorte, Henrique também estava presente, o que era ótimo, pois teria a chance perfeita de mostra-lo que não estou por baixo. Se ele pode me trair, não há nada de errado em fazê-lo também.
Percebo a feição de meu marido, e, automaticamente sinto meu ego massageado. Era bom vê-lo sofrer 1% do eu estava sofrendo nos últimos dias. Meses, quer dizer, pois, por mais que fosse difícil de admitir, nosso relacionamento não tinha descido ladeira abaixo naquele momento.
Lara está com a mão próxima a minha bunda, o que surpreende ainda mais a todos. Ah, como era bom chegar em grande estilo. Assim que nos aproximamos o suficiente, encaro os olhos cor de esmeralda de Henrique e falo, provocativamente.
- Desculpa o sumiço, galera! Estava tentando esquecer meus chifres!
Pensei que receberia algum questionamento como resposta, mas longe disso. Henrique levanta-se um tanto quanto desnorteado e com lágrimas nos olhos, o que me atinge como uma porrada na boca do estômago. A frase "Muito mais perigosa que bala perdida, é mulher traída" sempre fez sentido para mim, mas não naquele momento. A culpa tomou conta de cada parte de meu corpo.
O homem sai, e Daniele vai atrás. A mesa permanece em silêncio, e o clima de tensão só aumenta. Que porra! Ele vacila e a filha da puta sou eu?!
De qualquer forma, precisava vestir minha melhor máscara e agir como se sua atitude não tivesse me afetado de forma alguma. Dou um beijo demorado na bochecha de Lara, deixando bem evidente que queria mais que aquilo, e sento-me, forçando um largo sorriso pelo que tinha acabado de acontecer.
Janna cruza os braços e me encara com a sobrancelha arqueada. Assim que Lara se afasta, ela não se priva de questionar.
- Que porra foi essa?
- Já disse - dou um sorriso amargo -, estava esquecendo meus chifres.
Percebo a expressão decepcionada de todos ao meu redor, o que me deixa confusa. Lázaro balança a cabeça em desaprovação e diz:
- Ele estava sendo sincero ao dizer que não tinha te traído. Tudo que falou, é verdade. Agora - levanta, demonstrando exaustão -, vou atrás dele. Vocês dão muito trabalho - suspira e sai.
Encaro sua caminhada com os olhos arregalados, e depois fixo o olhar em Mahmoud, que balança a cabeça, concordando com o que Lázaro havia dito.
- Sim, amiga... - suspira - Era verdade.
Levanto rapidamente e saio correndo em direção a Henrique. Ultrapasso Lázaro e Daniele, que caminhavam calmamente. Precisávamos conversar, porra! Sim, deveria ter ouvido suas palavras antes de tomar qualquer atitude precipitada, mas caralho, vai se foder! Era impossível não surtar com aquilo.
Alcanço Henrique, que esperava o elevador de forma impaciente. A porta de abre e ele entra, e, por um milagre, corro a tempo de entrar no cubículo. Agora seria minha vez de pedir a Deus que a luz do hotel acabasse para que nossa conversa pudesse acontecer como deveria.
HENRIQUE
Beleza, era assim que Amora se sentia em relação a possível traição? Porque se a resposta for sim, puta que pariu, me odeio eternamente por feri-la daquela forma. Ando rapidamente, pois sabia que me seguiriam e porra, estava precisando mais que nunca ficar sozinho. Nesse meio tempo, havia escolhido um quarto distante dos demais, a fim de conseguir ficar um pouco distante de meus amigos. São tudo para mim, mas sua superproteção, unida à opinião ácida machucava um pouco.
Entro no elevador, com a intenção de fugir daquela porra de realidade, mas para meu azar, Amora era magra o suficiente para passar pela frecha da porta do cubículo que estava quase lacrada.
- Amora - recosto a cabeça na parede espelhada, olho para o teto e suspiro -, eu realmente preciso ficar sozinho agora.
- Desculpa, mas - apoia as mãos no joelho, tentando recuperar o ar - não me importo com isso no momento. Precisamos resolver essa situação de merda.
Reviro os olhos e encaro seu rosto. Cabelo desgrenhado, olheiras, boca avermelhada... Não queria nem imaginar o que poderia ter acontecido durante essa tarde.
- Você teve seu momento, mesmo que nem tanto, a sós. Agora é minha vez. Preciso digerir as mãos daquela mulher escorregando próximas a sua bunda. E pior, engolir a seco o que pode ter rolado entre as duas.
- Não seria mais fácil perguntar o que aconteceu? - pergunta, aproximando seu corpo do meu.
Sentir o calor de Amora era algo inebriante, por mais que não quisesse. Respiro fundo e tento evitar encarar seu corpo malhado em minha frente.
- Então me conte, Amora. O que rolou? - cruzo os braços.
Ela aperta o botão que trava o cubículo e me encara, tomando coragem para falar.
- Nos beijamos - ela diz, cabisbaixa.
A informação me atinge como uma facada no peito. Porra, ela tinha me traído.
- Espero que tenha valido a pena - aperto o botão que dá movimento ao elevador. Ela o trava novamente.
- Você não tem direito de ficar puto - dá uma risada irônica -, não mesmo.
- Porra, Amora! Você me traiu. E não tenho direito de ficar puto? Sério?
Ela balança a cabeça em desaprovação.
- Sério! - Responde, extremamente puta. Não conseguia entender o sentido de seu ponto de vista, então fico em silêncio, dando-lhe espaço para responder minha dúvida.
- Sabe como eu senti falta de ser desejada? Alguém me olhar com vontade... querer meu corpo a ponto de tacar o foda-se para a porra do moralismo? - aproxima seu corpo do meu, parando a poucos centímetros de distância. Até tento responder, mas ela interrompe.
- Há quanto tempo você não me deseja dessa forma, Henrique? Há quanto tempo você não me quer mais?
Observo minha esposa em silêncio. Aquele questionamento soava como uma piada de mau gosto. Porra, não a desejava? Pelo amor de Deus! Amora era a única mulher que passava em minha cabeça quando se tratava desse tipo de envolvimento.
- É óbvio que te desejo Amora! - esbravejo. Já não sabia se estava puto com a traição ou com a afirmativa.
Ela sorri, irritadiça. Dá para ver fogo em seus olhos.
- Você não tem tempo para nós. Não tem tempo para mim. Uma mulher como eu não pode viver apenas de masturbação. Tenho necessidade de receber afeto. Amor. Eu gosto de ser amada.
Fico sem ter o que dizer.
- Eu sinto a porra da sua falta. Minha cabeça já estava a mil com isso, daí você aparece com mensagem daquela vadia da Ingrid. Quer que eu pensei o que? É impossível não surtar.
- Você deveria ter me dado espaço. Eu poderia ter explicado! - arregalo os olhos.
- E quando você me deu espaço para algum tipo de conversa? Quando chegou tarde em casa nos últimos dias?
Fico em silêncio novamente. Porra, porra, porra!
- Pois é, Henrique. Falta de comunicação gera esse tipo de coisa... - se afasta, jogando o corpo na parede oposta à minha - E o que vamos fazer agora? Não se passou de um beijo, mas admito que queria mais. Meu corpo clamava por um toque. Eu precisava ter a língua dela em minha buceta.
Respiro fundo e ajeito a gola de minha blusa. Aquilo tinha me ferido pra caralho. Mantenho o silêncio absoluto, mas ainda estava decidindo como agir.
- Me diz, Henrique. O que vamos fazer? - cruza os braços, e percebo algumas lágrimas escorrerem em sua bochecha.
Foda-se.
Ando rapidamente em sua direção, aperto seu corpo em direção à parede e pressiono nossos lábios de uma forma lancinante. Fico excitado no mesmo instante. Nossas línguas se envolvem vorazmente, como se precisássemos daquilo para existir.
Nos afastamos para respirar, e ela questiona.
- Então é isso que nós vamos fazer? -pergunta, ofegante.
- Quero te mostrar como ainda te desejo. Depois resolvemos o resto - aproximo nossos rostos novamente e nossos lábios se encaixam. Desço minha mão em direção ao seu seio pouco coberto.
Brinco com seu mamilo e ela solta um gemido imediato. Amora sentia muito tesão naquilo e eu tinha bastante noção disso.
Desço a mão mais um pouco, alcançando sua buceta que estava extremamente molhada. Penetro dois dedos, sem nem ao menos pensar. Brinco com movimentos e afasto nossos lábios, apenas para observá-la gemer. Massageio seu útero e, como resposta, Amora arranha minhas costas.
Decido envolver meu dedão com movimentos ensaiados em seu clitóris, que já estava inchado. Ela gemia alto, e aquilo me deixava mais duro do que pensava ser possível. De certa forma, ela tinha razão. Nossos corpos estavam longe há muito tempo.
Tiro a mão de seu órgão e agacho, deixando minha boca ali em frente. Ela me encara de cima, e a vista é simplesmente perfeita.
- Você diz que queria a língua dela em sua buceta, mas vamos ver se é dela que vai lembrar quando eu te chupar até gozar - digo, iniciando os movimentos com a língua, sem dar tempo algum para uma possível resposta.
Faço movimentos ensaiados com a língua, e massageio seu ponto sensível com uma das mãos. Amora começa a estremecer aos poucos, e aquilo me gera borboletas no estômago. Estava com saudades de ter minha esposa gozando em minha boca.
Suas pernas estremecem de forma voraz, e sinto o gozo em minha língua. Levanto rapidamente, agarro seu colo, prendo em minha cintura e jogo nossos corpos contra a parede. Tiro o pau da bermuda bege e a penetro com força. Nossos gemidos soam em sintonia.
As estocadas eram intensas, pois misturavam o desejo e a raiva. Era inadmissível que estivéssemos passando por esse momento dentro do relacionamento, porque porra... nosso sexo é, e sempre foi mágico.
Chego ao ápice e, junto a ela, solto um gemido mais alto que os outros. Ela percebe minha respiração mais intensa em seu ouvido e entende que gozei. Amora salta de meu colo, ajeita o biquini e encara meus olhos, esbaforida. Ambos estavam sem ar.
Ela aperta o botão que dá movimento ao elevador, e seguimos em silêncio até o quarto. Foi um trato silencioso, mas, pelo o que conhecia de minha esposa, sei que passaríamos a noite na cama. E, sendo bem sincero, a ideia me agradava.
A porta do cubículo se abre pouco antes de nosso andar e, para minha infelicidade, Ingrid estava ali, esperando. A mulher dá um sorriso debochado e entra, pomposa.
E, depois de um silêncio horrorosamente desesperador, para piorar a porra da situação, a luz do hotel acaba novamente, trancando nós três ali.
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