CAPÍTULO I - O Acordo

INGLATERRA, Britânia, ano 319 d.C.

O Império Romano havia tomado grande parte da Britânia nos seus mais de duzentos anos de conflito. A ascensão do Império Romano sobre o povo inglês era notoriamente forte e o povo, em sua grande maioria, já havia reconhecido a superioridade romana nas batalhas e aceitado seus destinos. Tinham desistido de lutar e resistir, e grande parte dos que ainda teimavam naquela contenda o fazia por orgulho, não por uma chance real de vitória. Sabiam que era irracional continuar batalhando, mas o orgulho inglês ainda era forte o suficiente para deixá-los de pé. Não importava mais se sairiam vitoriosos ou não, aqueles que ainda resistiam continuariam a lutar até que uma lança fosse cravada em seus corações ou uma espada os decapitassem.

Em meio a toda aquela contenda, os anglo-saxões, inimigos de longa data do Império Romano, negociava uma aliança com os bárbaros das terras do leste afim de organizar uma invasão a Britânia antes que o conflito entre romanos e ingleses chegasse ao fim. A ameaça era real e crescente, de proporções inimagináveis. Os saxões eram conhecidos por suas invejáveis habilidades com um tipo especifico de magia. A Magia Cinza ou Magia de Aperfeiçoamento conferia ao seu portador o poder de tornar sua pele tão rígida quanto o aço, sendo incapaz de ser perfurada por lanças ou espadas normais. Enquanto os bárbaros, bem, o próprio nome faz jus a selvageria e bestialidade daquele povo.

O exército romano era maior em número, entretanto, estavam no meio da guerra civil, dividi-los a realoca-los em duas frentes de batalha traria a ruina total, padeceriam no mesmo instante. São um povo guerreiro, abeis no combate corpo a corpo, lutadores natos, mas não são adeptos de práticas místicas, tampouco faziam uso do mínimo de conhecimento mágico que possuíam em suas batalhas, lutar contra saxões e bárbaros contando somente com a força física, e no meio de uma guerra interna, seria devastador para o império.

O Imperador Romano Constantino II, ciente da atual situação que seus exércitos se encontravam, aceitou finalmente barganhar com um ex-general e opositor de Império Jin Oriental da China. Liu Yu, como era conhecido o ex-general chinês, cruzou desertos, florestas e oceanos afim de oferecer um poder mágico capaz de derrotar bárbaros e saxões sem derramar uma gota de sangue romano sequer, e tudo que pleiteava em troca era auxilio militar para derrotar o atual Imperador Chinês, Wu Sima. Uma pequena fração do exército romano juntamente com as facções de Liu Yu seriam suficientes para levar ruina ao Império Jin. Dito isto, o acordo entre as dois líderes fora firmado e uma incursão de vinte e cinco mil homens seguiu em gigantescos barcos rumo a região de Nanquim, na China.

Eles navegaram pelo Mediterrâneo e pelo Egeu, cortaram o Estreito de Mármara e desaguaram no Mar Negro. Depois seguiriam marchando pelo centro-oeste asiático, cruzando desertos e florestas de taiga numa peleja de quase dois anos até alcançar as terras do Império Jin Oriental.

Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top