16.Presos no Hotel
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Apresso meus passos enquanto Jasper me acompanha, escadaria acima. Seus olhos selvagens vagam pelo saguão que deixamos para trás, distraidamente desliza sua mão para puxar minha cintura, me fazendo ficar mais perto dele, apertando fortemente o tecido do casaco.
— O que foi? — Sussurro, olhando o corredor cheio de portas, luzes piscam com uma rajada forte de vento.
— Nada, pensei ter visto alguma coisa suspeita. — Afirma com cautela, concentrado nos sons ao nosso redor.
Consigo ouvir a conversa que vem lá de baixo, hóspedes pedindo cobertores extras e travesseiros. Tento procurar alguma coisa em minha visão, mas aparentemente nada vai acontecer, minha visão embaça voltando ao presente com o ruído suave de passos contra a madeira. Talvez estejamos muito paranoicos, seguro a mão dele, entrelaçando nossos dedos, tentando passar conforto.
— Deve ter sido só uma impressão. — Espero que seja só isso mesmo, aperto sua mão apressando até o nosso quarto no último andar.
As luzes piscam conforme destravo a porta, que range ao ser empurrada com força. Ligo a luz percebendo o tamanho mediano do quarto, cortinas de carmesim pesadas deixam a luz fraca do poste entrar, com a vista do estacionamento. Não demoro a tirar as botas úmidas, jogando as mesmas ao lado da cômoda rústica.
— Oh, não tem banheiro. — Resmungo, queria tomar um banho quente...Bom, pelo menos tem uma lareira, só precisamos jogar lenha na fogueira, suspiro.
— Vi um banheiro feminino no final do corredor do andar de baixo — Conta puxando as cortinas, deixando o quarto mais escuro sobre a luz fraca.
— Graças a Deus, vou tomar um banho e já volto — Balanço a cabeça, pegando uma toalha de dentro do armário, me despedindo.
Fecho a porta atrás de mim rapidamente, preciso urgentemente sentir a água quente em minha pele, meus dedos estão começando a formigar. Apresso o passo ouvindo outra porta ranger no corredor, reconheço os cabelos cumpridos de minha amiga, Angela sorri nervosa.
— Vai tomar um banho também? — Questiona ela se juntando a mim na caminhada, descendo a escadaria.
— Sim, minhas roupas estão coladas em meu corpo, acabei ficando muito tempo debaixo da neve. — Suspiro recebendo um sorriso gentil dela.
— Entendo, desculpe por antes. — Sorri passando a mão pelo cabelo — Eric me enche muito o saco. — Reclama, abrindo a porta do banheiro compartilhado, tem três cabines separadas com cortinas para manter a privacidade — Ele me levou para conhecer o lugar de acampamento favorito dele, tipo eu quase desmaiei de cansaço.
— Entendo, meus irmãos também amam acampar. — Ri enquanto ela retira os óculos, largando uma pilha de roupas em cima da pia.
— Sim, quer um pijama emprestado? — Oferece ela percebendo que carrego uma simples toalha.
— Serio? Seria ótimo. — Agradeço fazendo ela sorrir mais ainda.
— Pode ficar com esse conjunto, vou usar o vermelho. — Ângela me estende o verde com renda, pego a blusa junto com o calção de seda — É, não é muito apropriado, para dividir o quarto com seu irmão, quer dizer... — gagueja ficando nervosa, ela desvia o olhar — Sei que vocês são irmãos adotivos, me desculpa, é que às vezes esqueço.
— Tudo bem, todo mundo acha estranho. — Não consigo segurar a risada, fazendo ela sorrir um pouco. — Tipo a gente já namorou...
— Verdade, depois você namorou o Jacob! — Ângela lembra, enquanto tira o casaco pesado, aproveito para tirar o meu que peguei de Jasper, largando no armário com chaves. — Ainda não me contou porque terminou com o garoto energético.
— Jacob é muito jovem, imaturo demais. — Conto tirando as meias — Não deu certo...
— Oh, eu gostava dele, não que eu não gostasse de Jasper, é só que Jacob é mais falador. — Ri nervosa, puxando a cortina do box, fechando em seguida.
— Entendo, Jasper não é de falar muito. — Com humanos, costuma ficar tenso demais pensando em morder certas pessoas.
Entro no chuveiro rapidamente, fechando a cortina também, continuamos conversando conforme o tempo passa devagar. Deixo a água morna levar o frio embora, distraindo meus pensamentos. Minha visão está se tornando cada vez mais real, Bella está grávida, e eu estou enlouquecendo. Temos uns três dias até a batalha, mesmo com todo o treinamento, minha visão não muda. Não percebo quando Ângela me deixa sozinha, devo ter passado tempo demais em minhas visões.
Me enrolo em uma toalha, sentindo a água escorrendo pela minha pele, me arrepio com o ar frio de fora. Coloco rapidamente o pijama que Ângela me emprestou, agora entendi porque ela falou sob ser apropriado, ela provavelmente escolheu pensando em alguém porque não sei porque alguém teria um pijama tão curto e fino em Forks, lá raramente faz calor para usar uma roupa assim.
— Melhor vestir logo isso, antes que eu congele. — Resmungo.
Puxo o calção que fica soltinho, confortável, mas realmente é muito curto, tremo jogando a blusa por cima, suas mangas cumpridas ao menos cobrem bem, mas a roupa ficou um pouco grande demais, escorregando pelo meu ombro, deixando meu sutiã de renda amostra.
— Não posso sair assim, deveria ter pedido outro pijama para ela. — Sussurro sentindo minha pele formigar, tento afastar a vermelhidão do meu rosto.
Mesmo não gostando muito do pijama que Ângela me emprestou, não poderia ir até o quarto dela e exigir outro pijama agora, forço um sorriso pegando minhas roupas que deixei no armário, estão úmidas do tempo frio. Abraço as mesmas saindo para o corredor, em passos lentos. Não encontro ninguém no caminho, mas estranhamente me sinto observada, viro para trás vendo um casal subindo as escadas de mãos dadas, relaxo um pouco, estou muito paranoica, subo os degraus rapidamente, mas um ranger estranho me faz parar.
— Alice Cullen? — Reconheço meu nome ecoando pelo corredor pouco iluminado.
— Quem está aí? — Questiono apertando com mais força o amontoado de roupas que carrego.
Um homem alto sai das sombras com passos elegantes, ajeitando o sobretudo com um sorriso de lado convidativo, tão lindo como um galã de novela.
— Você não me conhece, prazer Drácula — Sorri divertido, rindo da minha confusão, seus olhos brilham em vermelho mostrando obviamente que é um vampiro — Estou brincando, garota humana não faça essa cara.
— É um dos membros dos Volturi? — Reconheço a roupa típica, principalmente o brasão em suas vestes pretas.
Com um sorriso largo ele ajeita a gravata, tocando levemente o colar com o brasão de seu clã da Itália. Levanto o olhar tentando não correr para meu quarto, não tem porque ter medo, minto para mim mesma. Respiro fundo ignorando as luzes piscantes do corredor, não preciso ter medo.
— Sim, imagino que você seja a Cullen com o dom da vidência? — Questiona se aproximando rapidamente, cortando o espaço — Mas me disseram que ela era uma vampira.
— Eu sou, era... — Gaguejo ao perceber o olhar dele sobre meus ombros, sua atenção se demora em meu pescoço exposto.
— Poderia relatar o que aconteceu? Aro vai gostar de saber disso.
— Ele não pode... — Engulo em seco fazendo o vampiro de cabelos curtos e olhar tenso se aproximar mais me prensando contra a parede, uma mão de cada lado de minha cabeça.
— Isso é um segredo? — Respira fundo apreciando o cheiro com prazer, ele abriu um enorme sorriso que me fez encolher mais ainda, abraçando com mais força as roupas que carrego.
— Fui forçada a tomar sangue de lobisomem... e acabei assim. — Falo mantendo a postura ereta, não tremendo em minhas palavras, mas o homem não se intimidou nem um pouco com minha pequena demonstração de bravura.
— A cura Romeu e Julieta? Que trágico. — Sorri provocativo, zombando de mim, sua mão escorrega parando em meu braço, seu toque frio me faz ranger os dentes. — Aro poderia ter uma solução. — Seu tom é malicioso.
— Me solta, por favor. — Peço controlando minha raiva, começar gritar palavrões não vai me ajudar no momento, com um gesto ele recuou um pouco — Como ele poderia me ajudar?
— Vai descobrir se vier comigo — Passa a mão pelo cabelo ruivo com um sorriso nervoso, controlando sua sede de sangue — Seu cheiro é delicioso.
— Beber meu sangue não é uma boa ideia. — Não consigo ficar quieta, não quero ficar — Imagino que os Volturi tenham mais com o que se preocupar, por exemplo um exército de recém criados de Victoria. — Não abro espaço para suas intenções estranhas.
— Por isso estou aqui, para manter tudo sobre controle. — O homem ajeita o sobretudo com um ar sério novamente, se afastando de mim em passos curtos.
— Vão impedir, Victoria? — Não consigo esconder o alívio em minha voz, isso não passa despercebido por ele que sorri vacilante.
— Não vou impedir esse exército, na verdade fui encarregado de limpar a bagunça que ela fizer e decapitá-la após o crime.
— Mas muitas pessoas podem morrer! — Levanto a voz recebendo um olhar de repreensão — Deveria ajudar, os Volturi deveriam fazer alguma coisa! Victoria está fazendo isso para se vingar de Edward! — Acabo falando demais, abaixando o tom me dando conta de que ele é perigoso.
— Humm, então tem um motivo para toda essa bagunça. — Poderá.
— Edward matou James... Ele queria me matar. — Escondo o fato de Bella estar na listinha, controlo minha voz para não gaguejar — Eu era a la tua cantante dele, Edward e os Cullen não tiveram escolha.
— Eu entendo o seu lado, mas Aro não se importa nem um pouco de o Clã Cullen ser eliminado...
— Isso é! Isso é muito cruel da parte dele. — Gaguejo, não é como se eu não soubesse disso a um tempo.
— Mas ele me mandou ficar de olho no leitor de mentes e sua irmã vidente. — Com rapidez ele encurta a distância, me fazendo derrubar as roupas no chão, grudo minhas costas contra a parede tentando ficar o mais longe possível dele, mas o mesmo segura meus ombros com firmeza sobrenatural — Se você vier comigo, Aro pode mudar de ideia e ajudar seu Clã. — Oferece, seus dedos gelados deslizando pela minha pele me fazendo tremer, não só de medo, mas de frio também.
— Mas agora eu sou humana... — Gaguejo levantando a cabeça, encarando os olhos hipnotizantes, perdendo o caminho dos meus pensamentos.
— Não importa, videntes são raros.
— Não posso ir... Eles precisam de mim. — Não quero ir, já vi em minhas visões e duvido muito que Aro mude de ideia tão facilmente.
— Os Cullen podem se virar sozinhos, quem precisa de uma humana frágil?
— Não quero ir. — Ranjo os dentes irritada demais para esconder isso, afastando suas mãos de mim.
— Não quer deixar seu namoradinho? — Questiona, sua voz abafada pelo som da tempestade. — Pense bem, Alice.
— Não irei! Sei muito bem os planos de Aro, como planeja usar meus dons.
— E mesmo assim prefere ser lanchinho daquele vampiro instável? Ele nem consegue respirar ao seu lado, docinho.
— Não importa, não é da sua conta!
— Jasper não pode dar conta de você princesa, ele nem saberia por onde começar. — Provoca, sorrindo de forma sedutora, deixando seu olhar selvagem cair sobre a janela, a neve continua caindo ferozmente cobrindo as montanhas — Mas eu cuidarei muito bem de você — Completa em um tom sobrenatural, esta tentando me hipnotizar, percebo tarde.
Então esse é o dom dele, mordo o lábio desviando minha atenção a escadaria que leva ao andar do meu quarto, poderia correr, gritar por Jasper. Ele percebe minhas intenções, antes que conseguisse gritar suas mãos me agarram me tirando do chão, tapando minha boca, prendendo meu pedido de ajuda. Luto contra a gravidade ao ser levantada como se não pesasse nada, seu braço segura firmemente minha cintura machucando, seus dedos frios entram em contato com minha pele.
— Para de se mexer tanto, posso acabar te ferindo. — Ameaça me apertando mais contra si, arrastando-me escadaria a baixo.
Chuto o ar tentando resistir o máximo que consigo, derrubando um vaso em meio a minha luta, mas seu barulho é abafado pela ventania lá fora, seguido de trovões.
— Humm. — Choramingo segurando a mão dele, tentando arrancar ela do meu rosto.
— Já disse para ficar quieta, humana. — Rosna baixo, me fazendo tremer involuntariamente.
Ouço o ranger da porta, sou recebida pelo vento rodopiante que dança entrando em meu pijama me fazendo soltar um grito de pânico. Mordo os dedos dele que simplesmente não se importa nem um pouco, andando devagar em direção a um carro preto estacionado longe, debaixo de uns pinheiros cobertos de branco. Soluço, sentindo as lágrimas escorregando quentes pelas minhas bochechas.
— Calma amor, vamos pegar um voo para a Itália hoje mesmo. — Sua voz é fria, apertando mais ainda minha cintura me fazendo encolher contra ele para não ser quebrada ao meio.
— Me solta! — Grito quando ele baixa a guarda para pegar as chaves do carro, sou jogada contra o chão sem gentileza.
O ruivo me olha irritado demais, passando a língua pelos dentes. Querendo rasgar minha pele, beber meu sangue agora mesmo, mas ele se agacha, seus olhos percorrem minhas pernas quase desnudas, pequenos arranhões decoram elas. Afundo minha mão na neve sentindo meus dedos arderem de dor, luto para não bater os dentes, mas é incontrolável.
— Deveria vir comigo, não pode ficar desprotegida com um clã que já a abandonou uma vez. — Sussurra tocando minha perna, seus olhos se perdem em meu peito que sobe e desce — Aro vai receber você de braços abertos, pense bem.
— Jasper! Socorro. — Grito rouca fazendo o vampiro em minha frente sorri mais ainda me assustando, com rapidez sobre humana sou tirada do chão como um saco de batatas.
— Então você quer assim, mulher! — Seu tom é agressivo marchando em direção ao carro — Vou ter que matar seu amante e depois te fazer minha.
— Jasper, Jasper! — Grito batendo nas costas do desconhecido com o máximo de força que consigo, mas é como bater em concreto.
Minhas lágrimas embaçam minha visão enquanto grito o mais alto que consigo, mas mesmo assim a ventania abafa minha voz.
O homem destranca o carro me jogando no banco de trás com violência me fazendo bater a cabeça no vidro, rastejo para trás, levantando meu pé, empurrando ele para fora. Como um trovão tremendo a terra, sinto tudo a minha volta girar, seguro os soluços tentando pensar no que fazer.
— Maldito! Tire suas mãos imundas da minha Mulher!— Rosna Jasper revoltado, agarrando o homem pelo colarinho arremessando o mesmo contra um pinheiro que se parte com o impacto do corpo, derrubando o mesmo sobre a estrada, espalhando seus galhos sobre a neve que se acumula.
— Jasper? — Soluço não reconhecendo seu olhar assassino, me encolhendo involuntariamente de medo.
Jasper tenta suavizar seu semblante assassino, estendendo a mão para mim com cuidado, isso foi uma boa distração para o homem chegar por trás dele puxando o loiro para o chão, arrastando o mesmo. Arrasto meu corpo para frente tentando não congelar no lugar, Jasper rapidamente reverte a situação cravando suas presas no pescoço do Volturi, afastando o mesmo do carro, seus movimentos são muito rápidos para eu acompanhar. Me arrasto para fora do carro lutando contra a tremedeira, abraço meu corpo dando passos curtos, flocos de neve se grudam em minhas roupas, cabelo.
— A quanto tempo, amigo? — O homem desconhecido provoca — Parou de ser capacho de uma vadia para virar capacho de um clã inútil!
— Faz muito tempo, porque não vem aqui me dar um abraço? — Pede sarcástico, pulando em cima do ruivo, agarrando sua cabeça.
O volturi derruba ele no chão batendo as costas de Jasper contra o asfalto, me fazendo gritar ao ouvir o barulho de algo se quebrando, sinto as lagrimas escorregando enquanto tremo. Isso não está acontecendo, não pode estar. Tropeço contra o frio, lutando contra o vento forte que joga meus cabelos para trás, antes que eu consiga alcançar eles Jasper inverte as posições, prendendo o homem, segurando seu pescoço com força, cravando seus dedos na pele do outro.
— Porque você está aqui? Imagino que não temos assuntos inacabados — Jasper interroga pressionado mais o homem contra o chão, fazendo algo se quebrar.
— Estou atrás da garota humana, ela é preciosa demais para ficar nas mãos do seu Clã. — Cuspe derrubando Jasper de cima dele, os dois se afastam com fúria contida em passos arrastados.
— Alice? — Sussurra Jasper muito baixo, mas o vento carrega sua voz para longe.
— Posso te deixar vivo, pelos velhos tempos... Se me deixar levar a vidente. — Propõem com um sorriso perverso, suas palavras ecoam em minha cabeça.
Encolho quando os dois se olham, Jasper não pisca nem por um segundo, simplesmente avança para cima do homem derrubando ele contra o asfalto, arremessando o Volturi contra o carro que eu estava a poucos minutos, a lataria amassa com facilidade quando os dois rolam para o chão ao socos.
— Tenho uma proposta melhor. — Jasper segura o pescoço do desconhecido puxando para arrancar a cabeça do mesmo com força — Porque não acabar com você agora mesmo?
— Se me matar outros serão enviados, irão ver que Alice é humana... — Rosno o homem tentando se soltar.
— E se não te matar você vai nos entregar de qualquer forma. — Hesita apertando com mais força, não era bobo de cair na conversinha.
— Não vou, estou sozinho aqui... não tenho intenções de contar sobre esse encontro agradável. — Pelo seu tom de desgosto ele não estava com vontade nenhuma de contar que perdeu um duelo — Sou um homem de palavra.
— Não posso confiar...
— Jasper por favor não. — Peço sabendo que futuro trará acabar com aquele homem ou não. — Ele manterá sua palavra, não vai se meter em nosso caminho. — Mais por orgulho do que qualquer outra coisa.
— É seu dia de sorte. — A voz de Jasper saiu arrastada, lutando contra a vontade de matar o ruivo, seus dedos se afrouxaram no pescoço dele. — Melhor sumir da minha frente, antes que eu mude de ideia.
Solta o Volturi que segura o próprio pescoço, mancando para longe dele com certo medo, seus olhos encontram os meus e depois os dourados de Jasper com desprezo, arrastando o pé ele forçou um sorriso em minha direção.
— Pense na minha proposta, Alice. — pisca para mim nervoso, recebendo um rosnado de Jasper que se colocou ao meu lado de forma protetora.
Não demorou muito para ele correr, desaparecendo da minha vista, mesmo assim ficamos em silêncio esperando que voltasse. Em minhas visões não consigo ver ele voltando, procuro no futuro se ele será um problema para nós.
— Ele vai voltar para a Itália, não vai contar nada... — Gaguejo batendo os dentes, Jasper apoia meu corpo, me deixando descansar minha cabeça em seu ombro. — Perder para você foi humilhante, imagino que ele vai manter isso em segredo para sempre... — Embora eu não nem um pouco humilhante perder para um major.
— Aro o decapitaria por perder para um vegetariano. — Completa ele sério demais, pensativo.
Fico paralisada ao lado de Jasper tentando não fraquejar, enquanto afasto meus pensamentos, deixo seus olhos me analisarem preocupados. O corpo de Jasper está tenso demais, ainda mergulhando em adrenalina, procurando por outro perigo iminente escondido nas montanhas. Sinto seus braços me envolverem, sua respiração em meu pescoço, puxando o ar profundamente, sentindo meu cheiro. Gostaria de congelar o tempo, de esquecer todos os problemas. Levanto minhas mãos o abraçando com força, deixando meu rosto colado em seu peitoral, consigo ouvir seu coração sobrenatural batendo baixo.
Levanto a cabeça forçando um sorriso vacilante, tremendo, Jasper percebe rapidamente minhas roupas, notando a marca da mão do homem que ficou em minha barriga quando ele me arrastou até aqui.
— Me desculpe. — Pede rouco controlando a raiva em sua voz, tirando o agasalho para me alcançar. — Eu nunca mais vou te deixar sozinha. — Promete, segurando-me com mais força, passando o suéter pela minha cabeça.
— Não precisa se desculpar. — Gaguejo rouca, ele se afasta um pouco, sorrindo sem emoção, colando seus lábios em minha testa com delicadeza, por um momento penso que poderia ter perdido ele hoje e isso acabaria comigo.
— Você é boa demais para mim. — Me repreendeu, seus olhos selvagem me devoram enquanto flocos e mais flocos de cristal acumulam em seu cabelo bagunçado, seguro sua mão, entrelaçando nossos dedos com cuidado.
— Não sei quando comecei a amar você, não sei quando meu coração começou a bater mais forte em sua presença. — Soluço não conseguindo ignorar todo o medo que senti, não consigo imaginar o que teria acontecido se ele não tivesse me ouvido, se aquele vampiro conseguisse mata-lo, isso seria o fim, quebraria meu coração em mil pedaços e temo que nunca conseguiria me perdoar por ser tão fraca. — Eu amo muito você, Jasper
— Alice... — Sua voz acaricia meus ouvidos, arrastada como se não tivesse acreditado no que acabou de ouvir.
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Notas:
Faz um tempo que não escrevo, então minha escrita pode estar meio enferrujada.
Qualquer erro me avisem amores S2
Esperavam Hot, ganharam um Volturi estraga prazeres hehehhe
Quem sabe no próximo capitulo tenha vocês sabem o que...
Boa noite meus morceguinhos leitores da madrugada :)
Até o próximo capitulo
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