Capítulo 1

Acordo ás 5:00 da manhã, vou ao banheiro, faço minha higiene matinal e depois de pronta vou em direção a cozinha, começo a preparar meu café da manhã e de Arthur, meu príncipe loiro.

Ás vezes nem acredito que ele já está com nove anos, a cada dia que passa me enche de orgulho, ele estuda em uma escola americana, então eu não me preocupo muito enquanto estou trabalhando porque sei que ele está bem, no horário que ele sai da escola minha mãe está lá o esperando, leva ele para a casa dela, e assim que saio do trabalho passo lá para busca lo, não é muito longe de nossa casa.

Eu tenho muita sorte pela família que tenho, se eles não tivessem me ajudado tanto, eu não teria conseguido tudo o que tenho hoje, afinal de contas quando tive o Arthur eu mal tinha começado o ensino médio, quando ele nasceu eu tinha 16 anos, então imagina o sufoco, abandonada grávida pelo namorado inconsequente, eu fiquei apavorada.

Não sabia nem cuidar de mim direito, foi um choque para muitos e um escândalo para outros, mais com a ajuda de minha família consegui concluir meus estudos, e entrar em uma faculdade de arquitetura, minha paixão, hoje a pouco tempo formada trabalho na construtora mais famosa do Brasil e Nova York, meu chefe é um segundo pai para mim, ele sabe de minha história, diz que se orgulha muito de mim.

Tenho orgulho do que me transformei, a dor e a decepção me transformaram, não fui abandonada apenas por aquele a quem amei, mais até pessoas que se diziam meus amigos me viraram as costas, realmente o que me fez superar todas essas decepções foi meu anjinho, e quando eu sentir ele mexendo dentro de mim eu tive a certeza que ele seria minha salvação e que todo o sacrifício valeria a pena, e realmente tudo que faço por ele vale a pena.

Depois de tudo pronto vou em direção ao seu quarto, quando entro ele já está no uniforme da escola, organizando seu material, ele é muito organizado e estudioso, meu orgulho, e muito responsável e maduro para a idade que tem, dou um beijo em suas bochechas e digo:

— Bom dia meu anjo.

— Bom dia Mamãe. O café já está pronto? Não quero me atrasar, hoje tenho teste de matemática.

— O café já está pronto só te esperando, e meu bem você nunca se atrasa, não se preocupe.

— Mamãe quando vou ver minha dinda Lilian? Ela não vem mais me ver?

— Ela está trabalhando muito mais me garantiu que virá passar as férias com você, não se preocupe, mais tarde mamãe liga para ela, pelo skype, aí você fala com ela.
— Ta bom, obrigado Mamãe.

— Tudo por você meu amor. —Lhe digo.

Depois de tomar nosso café da manhã, escovamos os dentes e saímos para a garagem do prédio, destravei a porta de minha Chevrolet Captiva preta, meu sonho de consumo realizado, coloquei o cinto, e meu filho já estava com o dele no banco de trás, seguimos em direção a sua escola.

Assim que chegamos, ele me deu um beijo me desejando bom dia, e o segurança da escola o acompanhou.

Só fui embora depois que ele entrou na escola.

Trinta minutos depois estava chegando ao estacionamento da empresa.

Desci e segui para a entrada, desejando bom dia à todos. Entrei no elevador e apertei o botão do andar onde trabalho, chegando lá desejei bom dia a Olívia a secretária do andar e adentrei minha sala.

Quase no horário do almoço Olívia me interfonou avisando que o senhor Joseph deseja tratar de um assunto comigo, e que eu compareça em sua sala.

Saí em direção a presidência no trigésimo andar, chegando lá Silvia sua secretária disse que ele já me aguardava, bati em sua porta e ouvi um "entre".

— Bom dia senhor Joseph, deseja falar comigo? — Pergunto enquanto adentro em sua sala.

— Sim Camille, mas vamos conversar em um restaurante porque estou morrendo de fome. — Rio de seu comentário. — E por favor esqueça o senhor, me chame de Joseph, você sabe que te considero como uma filha. — Pede.

Um sorriso se abre em meu rosto, eu o admiro muito, já aprendi bastante com ele, e me sinto privilegiada por ele me considerar da família.

— Me desculpe Joseph, é a força do hábito.

— Tudo bem querida, eu sei que você me respeita, mas não precisa dessas formalidades comigo. E como vai meu neto? — Questiona.

— Ele está bem, acredita que hoje  ficou todo preocupado com medo de chegar atrasado na escola, porque tinha um teste de matemática no primeiro tempo. — Falo pensativa. — Ele me pediu para colocá-lo em uma escola de idiomas. Quer aprender a falar alemão, francês e italiano, disse que quer ser poliglota como eu. Mas eu não quero fazer isso no momento, mesmo ele querendo muito, acabaria ficando sobrecarregado, e é apenas uma criança, tem que brincar, ele já estuda inglês e espanhol na escola, o senhor concorda comigo?

— Você está coberta de razão querida, ele é apenas uma criança e tem que se divertir. Vou ter uma conversa com ele tudo bem? — Pergunta. — Ele vai desistir dessa ideia, pelo menos por enquanto.

Quando chegamos na frente da empresa seu motorista Antônio já nos aguardava.

— Bom dia Antônio. — O cumprimento.

— Bom dia Senhorita Camille.

Assim que chegamos ao restaurante e nos acomodamos em nossa mesa, fazemos nosso pedido e Joseph resolve falar.

— Então querida o que quero falar com você é o seguinte. — Dá uma pausa, analisa minha expressão e depois continua. — Eu quero você na equipe do meu filho em Nova York, é um projeto muito importante para a empresa, nada pode dar errado, e eu só confio em vocês para o desenvolvimento do mesmo. — Estou processando a informação, mas acho que ainda não entendi. — Caso você aceite minha proposta, você ficará hospedada em minha casa com Lilian, que já está eufórica com a ideia, literalmente. Sua estadia lá será de oito semanas no mínimo, depois caso precisem de você lá, você faz um bate volta. — E a minha cara numa hora dessa está de que jeito? Acho que horrível, não acredito no que ouvi, minha fisionomia entrega todo o choque que estou sentindo, balanço a cabeça, Joseph está esperando uma resposta.

—Mas porque eu?

— Querida eu acompanhei seu crescimento dentro daquela empresa, todos os sacrifícios, você é uma excelente profissional, eu não confiaria a mais ninguém esse projeto. Hoje mais cedo tive uma teleconferência com Thomas e ele disse que não sabia quem o ajudaria, pois ele não quer correr o risco de estragarem o projeto, e eu lhe indiquei, ele sabe o quanto a admiro e que te considero uma filha, então ele disse que se você aceitar ele estará lhe esperando daqui à quinze dias.

— Obrigada senhor pela confiança depositada em mim mais não posso aceitar. E Arthur? — Pergunto. — Eu nunca fiquei mais de vinte e quatro horas longe dele, eu não conseguiria,  e nem ele.

— Minha filha nós cuidariamos dele. — Insiste. — Daqui há quatro semanas ele estará de férias, então eu e Sarah poderíamos levá-lo até você. Enquanto isso não acontece eu poderia pedir para Antônio deixá-lo na escola e ir levá-lo na casa de seus pais. — Da um solução. — É simples meu bem. — Ele afirma. — Converse com ele, pese na balança os prós e contras. Não se preocupe querida, pode ficar o restante da semana para dizer-me sua resposta. — Acrescenta.

— Ainda acho que minha resposta é não, mas vou conversar com ele. — Lhe digo.

Almoçamos em um silêncio harmonioso e fizemos o caminho de volta para a empresa conversando sobre banalidades.

Quando cheguei em minha sala sentei e fiquei olhando para o teto, Nova York, será?

*P.S: Contém erros ortográficos. Me desculpem.

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