→Vinte & Cinco←


Capítulo 25 - Invasora.

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- Você recebeu outro presente? - So-hyun pergunta deitada na minha cama.

Havia passado uma semana desde que eu fui para Daegu. So-hyun havia vindo aqui no mesmo dia em que cheguei, mostrei para ela e para o Nate as fotos na janela e ele me disse para esperamos nosso pai chegar para mostrar para ele as fotos.

Mas assim que ele chegou, quando eu abri as cortinas para ele a janela da frente estava fechada e quando pensei em ir lá ou jogar algo na janela, minha mãe me xingou dizendo para não implicar com os vizinhos. E mesmo depois de eu e o Nate confirmamos o que nós vimos, os nossos pais ainda não acreditaram na gente.

E eu burra não pensei em tirar uma foto da janela, o ódio que eu senti nesse dia foi tremendo.

No dia seguinte eu recebi uma caixa com uma rosa vermelha e junto da caixa havia um bilhete escrito "Aperte o play". Na segunda, eu fui para a escola com o Nate e com a So-hyun, que estava bastante próxima de mim. No mesmo dia encontrei um outro bilhete dentro do meu armário escrito "Que os jogos comecem". E os dias passaram resumido nisso, presentes e bilhetes.

- Sim, esse é o terceiro. - eu resmungo e jogo o vestido vermelho rendado em cima da cama. Suspirei prendendo meu cabelo e olhei para a janela do meu quarto encarando a janela do quarto ao lado.

- Ele é bonito. - ela fala olhando para o vestido - Você pretende usar?

- Claro que não. - eu respondo de imediato.

- É uma pena, ele é realmente bonito. - ela faz um beicinho olhando para o vestido e eu a olho com um sorriso divertido - O que foi? - ela pergunta me encarando com seus minúsculos olhos espremidos.

- Pode ficar com ele.

- Sério? - ela sorri empolgada e eu aceno com a cabeça - Obrigada, obrigada. - ela fala e me puxa para uma abraço apertado - Ok, é estranho eu te agradecer por isso, ainda mais que esse presente veio de um psicopata.

- O seu amor pela vida é estranho. - eu falo rindo e ela me solta.

- Mas vem cá. - ela começa e eu a olho - E aquele garoto?

- Que garoto?

- O da sua antiga cidade. - ela sorri maliciosa - Que você me falou, acho que o nome dele é Yeonjun.

- Ah, eu não falo com ele desde aquele dia.

- E por que não? - ela pergunta me olhando curiosa.

- Não sei. - eu encolho os ombros e me aproximo da janela. Na verdade eu estava com medo de envolver o Yeon nessa história, não queria que o idiota que estava me perseguia machucasse ele, então ando ignorando suas ligações. - Você acha que eu devia ir lá? - eu pergunto depois de alguns minutos em silêncio apenas olhando a casa.

- Ir aonde?

- Lá. - eu aponto para a casa.

- O que?! Você enlouqueceu? - ela exclama e eu encolho os ombros.

- Eu preciso resolver logo isso. - eu murmuro e me lembro de algo - E será hoje mesmo, quando o Nate e os garotos forem ao jogo à noite. - eu falo decidida e vejo a So-hyun negar com a cabeça.

- Isso é loucura. - ela murmura e eu dou de ombros.

Eu precisava fazer isso.

(...)

- Oi, Zafi! - Jungkook me cumprimenta quando eu saio de casa.

Estava os 7 garotos parados em frente a minha casa esperando o Nate para eles irem ao jogo.

- Oi garotos. - eu murmuro e abro um sorriso fraco.

- Está preparada para o acampamento? - Namjoon pergunta e eu franzo as sobrancelhas.

- Que acampamento?

- Você não ouviu a palestra que deram na escola ontem? - Jin pergunta com um sorriso.

- Eu ouvi, mas não prestei atenção. - eu admito envergonhada e o Hoseok ri ao meu lado.

- Iremos para um acampamento, para comemora o aniversário de 50 anos da escola. - Jimin dá de ombros - É no próximo mês, eu acho.

- Você vai? - Yoongi me encara.

- Não sei.

- Cheguei. - Nate exclama saindo de casa - Vamos? - ele pergunta olhando para os garotos.

- Vamos. - eles respondem em coro.

- Até logo, Zafi. - Taehyung sorri para mim.

- Nos vemos em breve, Zafi. - Jungkook acenou e logo os garotos desaparecem do meu ponto de visão.

(...)

Olhei mais uma vez para o relógio em meu pulso, era 20:30 e o jogo ia até as 22:00, ou seja, eu tinha tempo de sobra. Me aproximei da janela do andar de baixo da casa vizinha e forcei ela para cima a abrindo, perfeito. Pulei para dentro da casa e encontrei um cômodo completamente vazio, havia apenas um balcão ao canto e uma pia ao meu lado, certeza que aqui era para ser a cozinha.

Adentrei todos os cômodos do andar de baixo mas não encontrei nada que me desse alguma pista de quem era o homem que morava lá, ela mais parecia uma casa abandonada devido a sua falta de móveis. Subi as escadas rapidamente e encontrei um corredor largo com quatro portas. Abri uma à uma e encontrei dois quartos, um banheiro e um escritório onde era a última, notei que um dos quarto tinha a visão perfeita do meu quarto, mas ainda sim era um cômodo completamente vazio.

Suspirei frustrada e sentei na ponta da cama velha que tinha naquele quarto, fora ela não havia mais nada alí! Fechei os olhos e quando voltei a abrir eles encontrei uma pequena porta do outro lado do quarto.

Franzi as sobrancelhas levantando da cama e fui até a porta e logo a empurrei para trás encontrando outro cômodo escuro. Procurei pelas paredes por um interruptor e quando acendi as luzes soltei um suspiro alto surpreso.

Era um quarto bem pequeno e as quatros paredes eram cobertas por fotos do teto ao chão... E não eram apenas fotos... Eram fotos minhas.

Havia diversas e de vários tipos de tamanho, havia fotos minhas no primeiro dia que eu me mudei, depois havia fotos minhas dormindo, ou fotos minhas na escola, ou no parque com as gêmeas, fotos minha com o Nate e fotos minhas em Daegu com os garotos. Me aproximei da pequena mesa que havia no centro e encontrei diversas fotos minhas com outros garotos e os rostos dos garotos estavam sempre riscado.

E nenhum dos garotos das fotos, eram os sete garotos que eu venho convivendo...

Foi então que eu ouvi o barulho da porta do andar debaixo sendo aberta e junto com ela, senti meu coração parar.

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