→Trinta & Nove←

Uma semana depois...

| Nate |

- Bom dia! - eu falei entrando na cozinha encontrando as gêmeas sentadas na mesa tomando café.

- Bom dia, Nate. - elas respondem juntas e eu deixo um beijo no topo da cabeça de cada uma.

- Como vocês estão? - eu pergunto me sentando ao lado da Alice.

- Estou com saudades da Zafi. - a Olívia fala deixando um biquinho se formar em seus lábios.

- Eu também estou pequena. - eu murmuro fazendo uma careta. Era verdade, a Zafira poder ser a mala que é, mas ainda sim é minha irmãzinha e eu estou com saudades daquela insuportável.

- Quando ela volta da vovó? - a Alice pergunta me encarando.

- Ainda não sei.

- Espero que ela não demore muito. - Olívia fala voltando a comer seu cereal.

- Nate? - escuto minha mãe me chamar e ela logo aparece na porta da cozinha - Tem alguém querendo falar com você.

- Ah, quem é? - eu pergunto me levantando.

- Eu não conheço. - ela escolhe os ombros - Está lá na sala.

- Ok. - eu murmuro e passo por ela indo até a sala, e assim que chego lá, encontro a So-hyun de costas para mim, vendo alguns retratos da minha família - So-hyun? O que faz aqui? - eu pergunto chamando a atenção dela que logo se vira para mim.

- Não posso mais visitar você?

- Claro que pode. - eu falo e ando com passos apressados até ela a puxando para um abraço - Estava com saudades! Você sumiu.

- Tive que resolver uns assuntos de família. - ele fala devolvendo meu abraço.

- Algo grave? - eu pergunto me afastando do seu corpo para a encarar e ela faz uma careta.

- Não muito, mas e você? Como está? A Zafira já voltou da casa da sua avó?

- Ainda não. - eu murmuro e puxo ela para sentar no sofá ao meu lado.

- Você não acha isso estranho? Tipo, ela foi para lá do nada, e não deu nenhuma explicação. 

- Ela explicou sim, só que em uma mensagem.

- Uma mensagem?

- Sim, depois que ela encontrou o Soobin machucado ela ficou tão assustada que escreveu uma mensagem avisando que iria passar um tempo na casa da minha avó e pediu para a Minna me avisar no acampamento, foi até melhor, ela precisava dar um tempo dessa cidade.

- Minna? - So-hyun arregala os olhos.

- Sim, a aluna nova. - eu encolho os ombros e olho para seu rosto que ainda mantinha uma expressão surpresa - O que fo... - eu sou interrompido pelo meu celular tocando e olho para o mesmo vendo a ligação de um número desconhecido - Só um minuto. - eu falo para So-hyun e atendo a ligação - Alô.

- TPB. - escuto uma voz familiar sussurrar.

- O que? Beomgyu é você? - eu pergunto confuso ouvindo uns barulhos alto de coisas caindo do outro lado da ligação.

- Ele tem TPB. - Beomgyu volta a falar com a voz ainda baixa mas pude notar que ela estava tremida.

- Ele quem? Do que você está falando? - eu pergunto confuso.

- Do... - ele para de falar e eu escuto mais um barulho de algo caindo e a ligação é encerrada.

- O que foi? - a So-hyun me encara preocupada.

- Eu não sei. - eu falo confuso ainda olhando o celular - Era só Beomgyu fazendo as gracinhas dele.

- O que ele disse?

- Não era nada importante. - eu dou de ombros e a encaro - Quer sair para comer uma pizza?

- Quero sim. - ela reponde sorrindo.

| Zafira |

- Você está trapaceando! - eu exclamo quando noto que algumas cartas estavam faltando nas suas mãos.

- O que? Claro que não! - ele fala segurando a risada.

Fazia uma semana desde que eu estava aqui, e por incrível que pareça as coisas não estavam tão ruins assim, Jungkook me certificou de contar toda sua vida para que eu não tenha medo dele, o que funcionou, embora eu ainda não confie totalmente nele. Nesses dias que eu estive aqui nós criamos uma amizade, mas sempre que eu tocava no assunto dele me soltar ele se esquivava do assunto fácil. Eu estava com a minha mochila de roupa que havia levado para o acampamento, mas meu celular não estava comigo e era mais que óbvio que ele estava com o Jungkook

Há cada dia que passava, eu fazia o melhor que podia para ganhar a confiança dele.

- Levanta a perna. - eu falo apontando para a mesma.

- Por quê?

- Levanta. - eu mando séria e ele ri ainda mais.

- Não tem nada embaixo dela.

- Jeon...

- Ok, você venceu! - ele joga as cartas no chão e levanta sua perna me dando a visão de duas cartas escondidas alí.

- Há! Eu sabia! - eu falo rindo jogando minhas cartas no chão - Você é um trapaceiro!

- E você é linda. - ele fala me olhando sério.

- Jungkook, voc...

- Eu sei, eu sei, apenas amigos. - ele me corta erguendo as mãos em rendição.

Não era a primeira vez que ele me lançava esses elogios ou dizia que gostava de mim, e como sempre, eu sempre fugia do assunto ou fingia que nem tinha ouvido. Embora o Jungkook tenha feito muitas coisas boas para mim nessa semana, ele ainda me sequestrou... Eu ainda tenho que o odiar, certo?

Aff, eu sou uma grande idiota! Eu não posso nutrir sentimentos por ele! É o cara que me perseguiu, o cara que me assustava, o cara que me sequestrou... E o cara que está ganhando o meu coração pouco à pouco... Eu não posso sentir pena ou remorso! Eu preciso urgentemente colocar minha cabeça no lugar!

- O que foi? - ele pergunta preocupado quando eu faço uma careta de choro, eu ando tão emotiva nos últimos dias, deve ser saudades de casa, saudades das meninas, saudades do Nate, saudades do Beomgyu e dos garotos, saudades do Yeonjun e da mania irritante dele de me chamar de boneca.

- Quando eu vou poder ir embora? - eu pergunto e vejo ele abaixar os ombros soltando um suspiro cansado.

- Zafira, eu não quero perder você. - ele murmura encarando suas mãos.

- Você não vai me perder! Poxa, Jungkook, nós estamos criando uma amizade, não estamos?

- Estamos. - ele concorda baixinho.

- Então, me deixa ir embora, eu estou sentindo falta da minha família. - eu peço sentindo meus olhos lacrimejarem.

- Se eu te deixar partir, você promete não fugir de mim? - ele pergunta depois de alguns segundos em silêncio ainda sem me olhar.

- Prometo. - eu falo rápida e ele ergue o olhar me fitando, ficamos cerca de 5 segundos só encarando um ao outro, até ele suspirar novamente e se aproximar de mim segurando minhas mãos depositando um pequeno selar em cada uma delas.

- Zafira, por favor, eu sei que errei com você, mas eu realmente estou arrependido, eu amo você, amo mesmo e a ideia de você me deixar parte meu coração. - ele fala com seus lábios ainda pousados na minha mão esquerda.

- Eu não vou deixar você.

- Promete? - ele ergue a cabeça e me encara intensamente. Por estarmos sentados no chão, a nossa diferença de altura não era tanta, o que me dava a visão certinha do seu rosto.

- Prometo. - eu sussurro e abro um sorriso pequeno.

- Não me deixe, por favor. - ele pede e deita a sua cabeça no vão do meu pescoço e sinto seus braços abraçarem minha cintura forte, juntando nossos corpos - Você é a única coisa que me deixar racional.

- Jeon, e-eu... - eu paro de falar e fecho os olhos fortemente. Por que meu coração está tão acelerado? Será que ele consegue ouvir?

- Você? - ele pergunta com a cabeça ainda apoiada no meu ombro.

- Estou com sono, posso ir dormir? - eu pergunto fechando os olhos fortemente.

- Ah, claro. - ele murmura e solta minha cintura se afastando de mim, e eu levantei rapidamente.

- Boa noite. - eu abro um pequeno sorriso escondendo minhas mãos trêmulas atrás do meu corpo.

- Boa noite. - ele responde com um pequeno sorriso. Virei de costas para ele e subi as escadas rapidamente indo até meu "quarto" e assim que entro nele imediatamente me jogo na cama. Qual é o meu problema? Por que eu fiquei tão nervosa quando ele me abraçou? Por que eu tenho que ser tão trouxa?

Ouvi baterem na porta e logo adivinhei que era o Jungkook, já que só havia nós dois nessa casa perdida no meio da floresta, e como eu sei que é floresta? Bom, toda vez que eu espiei pelo vão de qualquer janela (O que era um milagre, já que todas eram muito bem fechadas) só encontrava árvores e mais árvores.

Levantei da cama passando a mão nos meus cabelos, que estavam terríveis, e assim que abro a porta encontro a figura alta do Jungkook, ele estava com a sua mão apoiada na parede ao lado da porta e seu olhar estava fixado no chão, enquanto seu peito subia e descia de uma forma rápida.

- Jungkook? O que faz aq...

Ele me interrompeu me puxando pelo braço e me prensando contra a parede, deixando meu rosto um pouco abaixo do seu braço estendido e deixando meu corpo entre a parede e o corpo dele, ele abriu um sorriso pequeno e subiu sua mão do meu braço lentamente até chegar no meu pescoço onde ele deixou sua mão. Abri a boca prestes a perguntar o que ele estava fazendo mas ele mais uma vez me interrompeu, só que agora com um beijo, senti seus lábios colarem aos meus, e sua mão que estava na parede desce até a minha cintura me puxando para mais perto dele. Fechei os olhos e automaticamente devolvi seu beijo na mesma intensidade, ele me beijava com se aquilo fosse a última coisa que ele iria fazer na vida. Com a mão ainda no meu pescoço ele me prensou ainda mais na parede e deslizou sua mão até a minha nuca puxando meu cabelo.

- Agora sim. - ele sussurrou ao se afastar de mim como a respiração desregulada assim com a minha e me encarou sorrindo - Boa noite. - dito isso ele me deu mais um selinho e soltou meu corpo e andou pelo corredor entrando no seu quarto.

- O que foi isso? - eu pergunto para mim mesma ainda surpresa.

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