Eu confio em você.

Narrador on...

         Quando Jin virou-se para encara-la viu sua mão sangrando muito. Imediatamente a fez ficar quieta. Os demais já estavam em volta deles. Ela havia acabado de se cortar com algo e por mais incrível  que  pareça, Ana não estava  preocupada  consigo e sim com Lili. Ela puxa Jin até um canto  e cochicha algo em seu ouvido.

— Não deixe Lili ir ao hospital. - Enquanto falava, ele pode ver a preocupação em seus olhos.  Jin não entendia direito o motivo do pedido, porém  estava mais preocupado  com ela naquele momento então simplesmente  ignorou o seu pedido.

— Depois nos preocupamos com isso. Você precisa de cuidados agora.  Vocês fiquem aqui e cuidem dessa bagunça.- Ordena a levando para o carro sem perceber  que estavam sendo seguidos.

—  Eu dirijo Hyung. - Taehyung  assume o volante e Lili senta-se ao seu lado mesmo sob os protestos de Ana que estava ao lado de Jin no banco de trás.

—  Menina você precisa parar de se mexer. O corte pode piorar. - Ele puxa sua mão numa tentativa  de imobiliza-la porém Ana estava brava e continuava a gesticular com as mãos.

— Eu disse que era para te-la impedido. Por que não me ouviu? - Ana tenta puxar a mão e para assim que Jin passa um dos braços por trás de sua cintura a segurando com força. — Aí. Doeu. Por que fez isso?

— Se não parar de se mexer eu monto em cima de você e te faço para. Não vê que está piorando a situação. Quer perder os movimentos da mão?

—  Perder...os.... movimentos? - Isso nem havia passado por sua mente. —  Tá! Já pode me soltar. Prometo ficar quieta.

        Estavam tão próximos que ele podia sentir a respiração quente de Ana sobre sua pele. Por alguns segundos sentiu vontade de permanecer assim, porém a razão falou mais alto e lentamente desfez o abraço, mantendo somente a imobilização da mão para auxiliar no estancamento.

         Quando chegam no Hospital, Taehyung  e Lili se responsabilizaram por todaa a burocracia e Jin não saiu do lado de Ana.

— Deixe me ver senhorita. - Uma enfermeira  se aproxima e com cuidado começa a soltar o pano que Jin usava para conter o ferimento. — Já pode soltar. Prometo cuidar dela. - Diz ela ao perceber que o rapaz ainda se mantinha na função e parecia preocuoado.

—  Ah sim! Vou deixa-los a sós. - Jin já estava pronto para sair quando Ana o segurou com sua mão "boa". — Que foi?

— Você pode ficar comigo?  Odeio agulhas, aí. E pelo visto levarei vários pontos. - Jin não sabia se era por conta da carinha que ela fazia enquanto lhe pedia aquilo ou se era por que mesmo tentando se mostrar calma era notável que estava sentindo dor. O fato é  que sentiu que deveria ficar ao lado da moça e assim o fez.

— Não devia ter deixado a Lili vir. - Ana diz se culpando.

—  Ana ela é  sua amiga porque não poderia vir? - Pergunta Jin já curioso, mais antes de obter uma resposta Lili entra na sala e a menina está pálida.

—  Lili você precisa ir. Sabe disso certo?! - Ana insiste. —  Tae por favor leve-a. - Ela não consegue terminar sua fala pois dois médicos entram na sala para proceguir o atendimento. Para nossa surpresa Lili começa a passar mal e acaba saindo correndo, Taehyung sai logo atrás  dela.

— Alguém pode me dizer o que está acontecendo? - O médico pergunta.

—  Esquece.... vamos resolver o seu problema primeiro. - O outro encerra o assunto.

— Ela tem uma síndrome. - Ana começa a explicar. — Passa mal sempre que vê um médico.

— Será melhor que ela fique lá fora por enquanto. - O médico mais velho fala.  — Enquanto isso a senhorita precisará de alguns pontos.

—  Sabia. - Diz tristonha.  — Odeio agulhas.

         Jin permanecia a seu lado a observando com cautela.
Assim que o médico mais jovem aproximou-se para anestesiar o loca, Jin, por instinto a abraçou e tomou seu rosto com a mão livre, a fazendo olhar apenas pra ele.

— O que está fazendo? - Ela questiona surpresa.

— Acredito que é  muito mais agradável olhar para mim não acha? - Ele diz olhando em seus olhos.

—  Você realmente tem uma auto estima inabalável. - Ia dizendo ela até se assustar ao sentir a picada da anestesia. —  Aí. - Jin segurou firme seu rosto quando fez menção  em olhar o trabalho que o médico fazia.

— Não devia ser tão marrenta. Fica aí querendo ser durona, mais me parece inofensiva agora. - Diz ele sorrindo com o próprio comentário.

        Ana pensou em responder porém quando do se viu refletida naqueles grandes olhos, perdeu completamente a fala. Jin por sua vez sentia seu coração acelerar como não acontecia a tanto tempo.

—  Prontinho.  Seis pontos e sem danos maiores. Sua namorada será liberada assim que tomar a injeção de tétano já que não sabemos ao certo qual foi o objeto que causou o corte.

— Não somos namorados! - Ambos protestaram juntos e levou um certo tempo para que Ana processasse a informação recém recebida.

—  Eu realmente preciso tomar isso? Não tem em gotas?

—  Mulher até eu sei que não existe gota pra isso. Anda deixa de ser medrosa. Encare isso como mais uma oportunidade para me abraçar.- Jin comenta rindo.

— Aí como você se aguenta? Tão convencido. Vai doutor acaba logo com isso.

— Nossa que ingrata. Também não ajudo mais. - Jin diz já saindo da sala.

— Espera! Aonde você pensa que vai? - Ana pergunta meio desesperada ao perceber que ele realmente  ia deixa-la sozinha. —  Fica só mais um pouquinho por favor. Eu realmente odeio agulhas.

— Eu devo ter atirado pedra na cruz. Eu fico por que você é  a melhor amiga da namorada do meu amigo. Se não...

— Já podem ir. - Ambos estavam tão ocupados discutindo que nem perceberam que a injeção já há ia sido aplicada.

         Já do lado de fora, encontram Taehyung  e Lili sentados no jardim.

— Oh amiga me perdoa por te fazer passar por isso. - Ana correu para a amiga se desculpando.

—  Não precisa se desculpar. Está tudo bem. Agora me diz e você como está?

—  Levei 6 pontos e tive que tomar uma injeção. - Ana torce o nariz com a última parte.

— Não seja tão mole vai, foi rápido e você ainda teve a chance de ficar abraçado comigo. - Jin a interrompe.

— Nossa ganhei meu dia bonitão. - Ana provoca em resposta.

—  Que bom que admite que sou bonito.

— Chega vocês dois, vamos voltar logo por que se não o povo em casa vai nos matar. - Tae os interrompe.

       O dia tinha sido longo e em comum acordo decidiram cada um ir para sua casa. Jin por mais que tentasse relaxar sempre acabava pensando nos momentos em que esteve tão próximo de Ana. Ela por sua vez também não conseguia dormir. Sentia dor no ferimento e mesmo tentando afastar o pensamento de como esteve perto de Jin, não conseguia. Acordada e ansiosa, ela decide andar pelo condomínio. De forma silenciosa ela se esqueira para fora do quarto e na sequência da casa.

—  Fugindo no meio da noite e com a mão desse jeito? - A voz masculina e  anormalmente grave de Jin a fez saltar com susto.

—  Por que fez isso? Quase enfiei a mão na porta. O que faz aí parado no meio da noite.

— Eu perguntei primeiro e não quis te assustar. - Jin responde se aproximando.

— Você gosta de me provocar né?

— Só por que você fica uma gracinha quando faz essa carinha feia.

—  Carinha feia? Vou deixar você falando sozinho. - Ana ja estava de saída quando Jin a segurou.

—  Não pode sair por aí assim ainda mais com um ferimento desses.

—  Não preciso de babá. Se bem que você ficaria lindo no cargo. - Ana ao invés de se afasta como seria natural, ela se aproxima mais, ficando a poucos centímetros do rosto de Jin.

—  Talvez você se arrependa se eu realmente resolver aceitar esse cargo.

— Duvido. Você é  muito certinho pra isso. - Ana já havia se afastado quando Jin por impulso uniu seus corpos a beijando na sequência.
Para Jin estar próximo de Ana era como  um lampejar de uma luz a muito engolida por escuridão amarga. Era ainda muito pequena mais com certeza estava ali. Não sabia ao certo se ia crescer, tinha medo na realidade. Porém enquanto os lábios dela eram completamente preenchidos pelos seus, ele se permitiu apenas sentir e viver o momento.

Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top