único

Uma semana parecia pouco tempo para Yang Jeongin retornar ao local que era a sua confeitaria, local esse que ele mesmo construiu com ajuda do marido engenheiro. Mas ele tinha ferimentos para lidar e uma série incontável de repórteres querendo uma palavra dele para definir o que deu tão errado na semana de Natal.

Nem mesmo ele sabia!

Estava cumprindo com seu cronograma como sempre, escutando uma das músicas natalinas que havia em sua playlist e rindo com a conversa que seus clientes estavam criando diante de si quando tudo explodiu em chamas.

Han Jisung estava do lado de fora descarregando alguns ingredientes a pedido do marido e não pensou antes de irromper rumo ao interior, no intuito de salvar quem estava lá dentro e principalmente tirar o Yang que lutava para retirar seus equipamentos mais caros sem notar o fogo o queimando.

Uma semana se passou desde que Yang esperneava de dor no corredor do hospital lotado demais para lhe dar atenção devida, lotado demais para entenderem que ele estava bem e precisa ir ver como estava a sua loja, mas ainda assim Jisung o manteve em casa por dois dias antes de levá-lo até o local.

Han temia um choque da parte do mais novo ao ver que apenas restava esqueletos do que um dia foi seu maior sonho, os enfeites de Natal, curiosamente, se mantiveram intactos apesar de terem sido pegos pelo fogo, como se algo tivesse os protegido de virar cinzas como todo o restante das coisas.

Os passos trêmulos de Yang alertaram Jisung quando enfim pararam no local da confeitaria, Ano Novo na maior parte das vezes era envolto de uma energia mágica de recomeços e renovações enquanto por outro lado Jeongin se via girando, girando, girando e girando. Sua mente havia parado e o corpo apenas não foi de encontro ao chão por ter Han ao seu lado.

A dor era dilacerante ao ponto do choro desesperado se perder entre soluços e tentativas intensas de dizer algo, Jeongin estava no fundo do poço, logo quando estava vivendo a sua melhor fase e isso não era justo, era como se estivesse sendo castigado por algo que ele não fez e nunca faria de errado.

— Shh... Respire fundo, meu amor. Tente focar em mim, ok? Se lembre de onde está. — A voz suave de Jisung se fez presente conforme ele acariciava o braço de Jeongin que apenas conseguia tremer.

Sua mente estava vazia, perdida em meio a formas de como iria se reerguer e se iria mesmo fazer isso. Não possuía força alguma para recomeçar mesmo sabendo que iria receber todo o apoio que fosse necessário das pessoas ao seu redor, mas era um trauma poderoso na sua vida, no seu coração.

— Tome um tempo para decidir o que vai fazer, Innie. É muito cedo para qualquer coisa assim.

— É a minha vida em jogo, sabe o quanto eu dei meu nome por isso.

— Sua saúde importa mais do que qualquer trabalho.

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