0.2

───"SEXTA LEI DE NEWTON"───
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𝘓𝘌𝘕𝘈 𝘚𝘔𝘐𝘛𝘏

Me questionava o que seria, de fato, a escolha certa. Tudo parece se basear na ideia de que devemos seguir determinado caminho para alcançarmos a plenitude da vida e, assim, nos tornariamos boas pessoas. Porém, à medida que passei a enxergar as coisas de forma mais ampla, percebi que vivia dentro de algo pequeno, imóvel, encurralada em um mísero espaço.

Talvez, seguindo por esta lógica, eu devesse estar trilhando o caminho errado agora. Mamãe certamente gritaria comigo, dizendo que não fui a filha dedicada que ela sempre quis. Apesar dos meus vinte e cinco anos gritando nas costas ── seguindo suas regras, eu não queria decepcioná- la. Mas, no fundo, eu sabia que estava sendo uma péssima filha naquele momento, mesmo que meu coração insistisse em me dizer que estava tudo bem tentar viver a vida da minha maneira

E lá estava eu, falhando novamente por esta sedenta à famosa "tentação". Estar diante daquele homem ── após ouvir sua curta palavra ── despertou um fogo inexplicável em mim. Talvez fosse por causa da sua beleza cativante, que me fez ceder ao desejo ou talvez porque fazia meses desde a última vez que eu tinha transado. Não me leve a mal, em algumas das minhas escapadas, eu ficava com alguns caras. Nada demais. Apenas aproveitava o momento, embora na maior parte do tempo eu acabasse escondida em algum canto, isolada, fumando meu amado cigarro.

Eu estava travando uma batalha interna, me perguntando novamente se estava fazendo a escolha certa. Sendo guiada pelo desejo ardente de ter aquele homem me esquentando da forma mais deliciosamente possível naquela madrugada. E com isso, aproveitamos que já estávamos em um quarto e apenas deixamos nosso desejo um pelo outro se soltar naquele momento.

E cá estamos aqui, fazendo um sexo delicioso sem restrições, apenas saboreando nossos corpos colados com beijos e gemidos que preenchia o quarto escuro.

Observo perfeitamente quando ele abre os olhos, me analisando com suas esferas escuras, deslizando suas mãos grandes sobre minha cintura, puxando-me para mais perto. Fazendo questão de expor ainda mais suas bonitas tatuagens por seu torso, a quais me encantei pelos traços. Taehyung mudou a posição ligeiramente, me colocando sentada em suas pernas grossas.

── Ah.. Não olhe pra mim assim…

Sorrio contra seus lábios, me ajeitando melhor sobre seu colo e beijo sua boca novamente com desejo. Apertando seus cabelos macios e sedosos, sentindo seus braços rodearem minha costas, fazendo-me retribuir o abraço por pescoço e rebolar para frente e para trás, contrariando minha intimidade para apertá-lo o máximo possível.

── Você está tentando me matar? ── pergunta entre o beijo.

── Só um pouco ── murmuro manhosa, acelerando os meus movimentos. ── Tae... Porra!

Taehyung deixou escapar gemidos altos e graves sobre meus lábios, enquanto me movimentava de forma precisa. Seu aperto firme em minhas nádegas, me mantiveram em seu colo naquele vai e vem tão inebriante, como se não quisesse que eu saísse dali.

Sentia-me verdadeiramente no paraíso, e não estava sendo ruim ultrapassar a linha de bagunça naquele momento.

Ele estava sendo uma bagunça tão gostosa.

── Isso, não pare... continua assim…

O abraço mais forte, sentido a corrente elétrica correr em minhas veias e fecho os olhos pronta para chegar em meu limite. E Taehyung não estava diferente, podia sentir sua dureza dentro de mim e seus apertos fortes em minhas costas e bunda. Pude escutar seu gemido alto ao chegar ao seu limite, fazendo-me alcançar o ápice juntamente consigo.

── Ah... Caralho!

Suspiro ofegante em seu colo. Apoiando meu rosto de seu ombro para restabelecer meus sentidos depois do orgasmo intenso que tivéssemos, sinto os dedos dele sobre minhas costas e me retiro de cima de si, me deitando na cama enorme do quarto. Vejo perfeitamente quando Taehyung levanta da cama, me dando o privilégio de admirar sua bunda branquinha e bonita, ao adentrar no banheiro.

Levanto da cama e alinhando os fios dos meus cachos para não ficar uma bagunça. De fato, não me incomodou a questão do momento pós sexo, também não poderia pedir que me abraçasse e sussurrasse palavras cafonas em meu ouvido, havia o conhecido hoje e não poderia exigir muita coisa.

Sem me importar em cobrir meu corpo, a preguiça se fazia presente e eu estava sem ânimo para vestir pelo menos a calcinha, somente peguei uns lenços em minha bolsa e me limpei, para não ficar pegajosa depois do ato.

Me aproximo da porta da varanda e me encosto ali, perdida em pensamentos, como costumo fazer. Só percebi que estava viajando na mente quando senti o calor de um corpo atrás de mim, acompanhado de mãos grandes em meu quadril, apertando e me puxando para si.

── Tudo bem? ── ele perguntou, beijando meu ombro.

── Sim. ── viro-me para ele, sentindo nossa diferença de altura. Uma baixinha de um e sessenta, comparada à sua estatura, que eu chutaria ser em torno de um e oitenta. ── Você parece cansado ── comentei, sorrindo.

── Antes de entrar no quarto, eu estava me apresentando com a banda. O Ben nos convidou para fazer uma pequena apresentação. ── disse, deslizando seus dedos pelo vale entre meus seios.

── Ah! Então esse é o nome dele.

── Não me diga que você não conhece o Ben Howard? ── ele me olhou como se eu fosse de outro planeta.

── Não.

Taehyung ainda me encarava, incrédulo, como se fosse impossível eu não saber quem era o anfitrião.

── E como você vem para uma festa sem conhecer o dono?

── Isso certamente não é da sua conta, querido. ── sorri maldosa, me afastando dele e começando a pegar minhas roupas espalhadas pelo chão.

── Já vai? ── questionou, sentando-se na cama.

── Sim. Tenho compromisso mais tarde e preciso, pelo menos, dormir um pouco. ── respondo enquanto vestia minha lingerie e, logo depois, o vestido, ajeitando o cabelo rapidamente. ── Foi bom te conhecer, Kim Taehyung.

Peguei minha bolsa e me aproximei dele para beijar sua bochecha, mas fui surpreendida quando Taehyung virou o rosto e selou nossos lábios em um beijo lento.

Sentir suas mãos sobre minha nuca apertando meus cabelos pequenos ali. Abro a boca para tentar falar algo, mas a língua quente deslizou ainda mais em minha cavidade bucal, fazendo-me gemer por sua atitude. Suspiro apreciando a textura e o gosto de sua boca quente e macia contra minha, acompanhado dos estalos ecoando quartos.

Separo nossos lábios rapidamente e o admiro.

── Safado.

Ele sorriu, balançando a cabeça em negação. Caminhei até a porta e, antes de sair, virei-me para acenar com a mão. Em seguida, deixei o quarto daquela mansão, com uma sensação estranha, quase certeira, de que aquele não seria meu único encontro com Taehyung.

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── Tá atrasada! ── esbravejou a loira, apontando a unha vermelha em minha direção.

Suspirei, retirando os óculos escuros e revelando as olheiras discretas sob os olhos. O sono ainda estava evidente no meu rosto, acompanhado pelo cansaço acumulado.

── Que cara é essa? ── ela se aproximou, segurando meu rosto com as mãos. ── Passou a noite na cama de alguém para chegar assim no trabalho?

Algo que sempre me fazia rir sem esforço algum, eram as falas atiradas de Eun-bi ── minha melhor amiga e parceira de gravações. Nos conhecemos anos atrás, em uma reunião de atrizes para a seleção de personagens de uma minissérie. Na época, eu ainda era uma iniciante, com 15 anos, atuando como figurante em novelas.

Bibi ── como eu gostava de chamá-la ── foi quem me viu encolhida em um canto e caminhou até mim, começando uma simples conversa com suas palavras engraçadas e despretensiosas, arrancando meu primeiro sorriso naquele dia.

E aqui estávamos nos duas, contracenando na mesma novela, sendo melhores amigas tanto na ficção quanto na vida real, e vivendo como duas loucas pelo mundo.

── Foi tão gostoso, bibi! ── olhei para ela sorrindo maliciosamente.

── Quem foi? ──  questionou ── Quero saber tudo!

Solto uma leve risada e me sento na cadeira para me arrumar enquanto conto detalhes da minha madrugada gostosamente bagunçada. Conto cada parte aos quais eu julgava serem necessários naquele momento, e oculto algumas cenas pelo fato da maquiadora chegar para fazer a maquiagem em meu rosto. Assim que tudo terminou, espero a maquiadora sair e soltar o nome daquele que me pegou de jeito na cama.

── Puta que pariu! ── praguejou alto. ── Mentira que você dormiu com o baterista mulherengo, Lena!

── Dormi nada ── visto o figurino da cena. ── A gente transou e não foi nada demais ── dei de ombros

── Safada! ── sorriu ── Não sabia que você era do tipo que gosta de encrenca.

A olho torcendo meu nariz e reviro os olhos em descontentamento em sua fala.

── Sabe que ele é um homem problemático, amiga.

Suspirei, reconhecendo que ela tinha razão, mas tudo o que sabíamos sobre ele vinha das reportagens da internet. Ainda assim, não podia julgá-lo. Ficamos, aconteceu, e está tudo bem. O apocalipse não vai começar por causa disso.

── Ninguém viu vocês dois, né? ── perguntou preocupada.

Eu entendi perfeitamente o motivo.

── Não. Por sorte, estávamos em um quarto afastado da área do show ── respondi, ajustando o vestido de época. ── Tô pronta.

── Que bom. Não quero te ver envolvida em escândalos por causa dele ── disse, olhando-me com seriedade. ── Principalmente agora que vai atuar em uma novela consolidada, com um papel principal.

── Eu sei.

E como eu sabia. Não podia permitir que qualquer confusão envolvesse meu nome. Certamente seria tirada da novela, perderia meu papel e, pior ainda, ficaria com uma imagem manchada na rede, dificultando futuras propostas de gravação. Era o verdadeiro terror de qualquer artista. De qualquer forma, podia respirar aliviada: não veria mais o Taehyung.

Foi apenas uma noite.

── Vamos lá que eu quero ver meu bebê gravando! ── expressou alegremente, saindo do camarim com um sorriso.

Sorri com aquilo. Estava animada para iniciar as gravações da novela. Sentia-me renovada, mesmo com o cansaço ainda evidente no corpo. Pelo menos tinha algo bom para começar naquele momento da minha vida. Só desejava que nada de ruim acontecesse, embora talvez eu estivesse esperando demais de uma realidade tão imprevisível quanto a sexta lei de Newton.

“ 𝒱𝑜𝑐𝑒 𝑠𝑒𝑚𝑝𝑟𝑒 𝑣𝑎𝑖 𝑞𝑢𝑒𝑟𝑒𝑟 𝑐𝑜𝑚 𝑚𝑎𝑖𝑠 𝑖𝑛𝑡𝑒𝑛𝑠𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑎𝑞𝑢𝑖𝑙𝑜 𝑞𝑢𝑒 𝑛𝑎𝑜 𝑝𝑜𝑑𝑒 𝑡𝑒𝑟.”

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Capítulo betado pela diva: nxah_1997

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