⚔ Parte 9 ⚔
Não betado!
PARK JIMIN
O sono estava tão suave que me assustei quando Jungkook sussurrou em meu ouvido para eu acordar. Eu me assustei quando vi o monstro que estava no alto da proa.
E imediatamente obriguei minhas pernas a funcionar e desci do seu colo. Ele me puxou para ficar do seu lado. O bicho tinha aparência de peixe com feições humanas; era difícil explicar, já que nunca vi nada igual em minha pobre vida. Olhei ao meu redor e vi que todos estavam prontos para se defender; até Atlas estava... menos dois. Jackson e Taehyung não estavam ali.
— Que eu saiba, não convidei um ser imundo como você para meu navio. — falou, cheio de acidez, em sua voz firme. O monstro se aproximou um pouco, mas ninguém se moveu. Mas eu gostaria de me mover se não fosse pelo braço de Jungkook me segurando.
— Não preciso de convite. Eu só vim dar um simples aviso: fique fora do meu caminho, filho de Poseidon, e eu iorei deixar você e sua gente vivos. — avisou com um tom arrogante, movendo seus lábios azuis para cima.
— E eu lhe aviso, se não se entregar para mim por boa vontade haverá consequências.
O Telquine riu alto com som horripilante que fez meus pelinhos subirem. Eu agarrei mais no braço do meu homem.
— Se entregar? Não, coisa. Eu não irei me entregar, e que fique bem claro: minha luta não é com você e sim com o panteão. Então, mantém sua raça viva por mais um tempo, ficando longe. — esbravejou, batendo seu tridente enorme, que soltou uma luz negra. Engoli em seco.
— Jungkook... — chamei seu nome em tom de súplica. Num pedido silencioso para que ele deixasse essa criatura ir.
— Se não quiser colaborar, então iremos lutar. — Jeon se virou para mim e beijou minha testa antes de ir e desembainhar sua espada quase sempre esquecida.
— Poupe sua força, Kayro. — Rosnou, entrando em posição de defesa.
— Poupe-me dessa conversa, — disse irritado, e sua tripulação seguiu o líder deles. Eu deveria me esconder ou seguir também? Mesmo que eu tenha "poderes" de lobo, eu ainda sou humano.
Mais de repente, um tubarão grande pulou da água, surpreendendo o Telquine, mordendo sua cauda, o que fez ele gritar. Provavelmente era Taehyung fazendo a faísca da situação se tornar uma explosão.
Jungkook avançou atacando a criatura que se defendia; mesmo machucado, Yoongi lançou bolas de fogo que foram contidas por alguma magia de Acmone. Esse que fez um vento soprar, desacelerando a todos e quase me derrubando, mas me segurei a tempo.
O monstro foi para o mar rugindo, e Jungkook finalmente poderia manipular o que fazia ele vivo, a água. Ele começou a flutuar, conjurando um redemoinho de água para atacar; Atlas pulou na água também para ajudá-lo.
— Atlas e Tae! Cerquem o desgraçado! —gritou, transformando água em gelo para atacá-lo, mas poucas coisas pareciam passar pela sua magia.
Nós corremos para ver mais de perto, e Moon me abraçou enquanto esperávamos tudo isso terminar. O tubarão começou a rondar a criatura, tentando derrubá-la, e Atlas assoviou num canto, que parecia chamar reforços marítimos.
— Péssima escolha, Kayro. Agora sofrerá as consequências! Sua voz incomodou meus ouvidos.
Após isso, ele formou um grande conjunto de uma luz negra atacando Jungkook, que formou uma parede de água entre eles. Mas a maldita coisa começou a esquentar a água tentando ultrapassar a barreira. Jeon estava tentando ao máximo segurar, mas ainda assim, ele tinha sua parte humana. Meu coração se apertou quando começou a se aproximar de si; todos gritaram para ele, mas Atlas interveio, colidindo seu corpo contra meu companheiro, fazendo a barreira ser destruída e ele tomar aquela energia para si. Fazendo seu corpo ser atingido e cair no oceano.
— NÃO! — gritou Jungkook, se levantando na água e vendo o corpo de seu irmão boiar. As nuvens negras começaram a aparecer, e seus olhos emitem uma cor verde que iluminou sua face que continha puro ódio. — Você vai pagar.
Uma tempestade se formou sob nossas cabeças, com ventania, os raios e seus barulhos estrondosos. E que parecia incomodar o monstro. Moon colocou todos nós em uma proteção que parecia uma parede de ar.
— Morra, maldito! — Jungkook usava todo seu poder para atingir e chegar mais perto do telquines. Parecia que a luz dos raios quanto mais
— JUNGKOOK! A luz afeta ele, meu amor! — gritei conforme meus pulmões permitiam, e ele olhou como se saísse de um transe e olhou para o inimigo cobrindo o rosto.
Mas havia um problema: Jungkook estava fraco e ele não poderia controlar os raios. Por que ninguém estava ajudando ele? Eu olhei para todos e saí do abraço da ninfa.
— Ei! Por que diabos vocês não estão ajudando ele? — gritei para todos, lágrimas de raiva caíam pelos meus olhos, mas a chuva lavava elas do meu rosto. Todos me olharam com um pesar.
— Jimin... não podemos, não podemos ajudar ele no mar e ele pediu por isso. — Moon tentou me explicar com sua voz quase serena, mas isso me irritou mais.
— O quê? Ele pediu para morrer nas mãos desse monstro? Se Yoongi atacasse por aqui, iria sobrecarregar a magia do cara! — Eu poderia matar a todos ali com a raiva que subiu pela minha cabeça; eu estava até rosnando.
— Vão todos para o submundo! Vocês são falsos, estão deixando ele morrer!
— Estávamos aqui por ele antes mesmo de você existir, Jimin. Confie nele. — Jin falou ácido, mostrando seus dentes pontudos que já não me afetam mais.
Eu me virei para vê-lo, que ainda estava resistindo, mas fraco. Eu queria ir até lá e não entendo o motivo dele querer se virar sozinho. Taehyung estava ajudando a destabilizar o monstro e Atlas... bem, ele desapareceu nas ondas. O que adianta força e agilidade de um lobo mas não conseguia ajudar meu parceiro?
— Yoongi... Acho que Jimin tem razão; ele está fraco. ajude-o. — Namjoon falou um pouco rouco, provavelmente pela dor que sentiu na lua anterior.
Ele ajeitou seu cabelo longo e negro e se preparou para criar o fogo em suas mãos.
— Vamos acertar o coração do desgraçado. — disse isso, formando um arco e flecha grande de fogo. Ele mirou, e quando o Acmone levantou o braço com seu tridente, a flecha foi diretamente em seu peito. Fazendo-o parar de se defender e cair sob o mar, desaparecendo de nossa visão.
A angústia que apertava meu peito afrouxou um pouco quando Jungkook parou a tempestade e olhou para mim, dando um sorriso fraco antes de cair na água também.
— JEON! Moon, vá socorrer ele! — implorei para a mulher que tirou nos de sua proteção e olhou para o mar novamente.
— Não é preciso, Taehyung trará ele até nós, veja. — apontou, e eu vi o grande tubarão trazendo o corpo desacordado do Jungkook. Me pendurei na amurada para ver Taehyung transmutando, mantendo o semideus nas suas costas, subindo vagarosamente o casco até chegar no convés onde ele colocou o corpo machucado de Jungkook, e fui tentar acordá-lo.
Taehyung estava tremendo e estava machucado também. Eu coloquei a cabeça do meu parceiro em meu colo quando ele falou numa voz trêmula.
— El-e está vivo. A-cmone.
Todos soltaram murmúrios. Eu apenas estava preocupado com Jungkook, que respirava com dificuldade.
— Mas como? — Yoongi perguntou, ajudando ele a se sentar, esquentando ele com as mãos.
— Porque eu vi ele desaparecer no fundo do mar. E ele falou que terá o prazer de voltar para acabar com todos nós antes de acabar com Zeus.
Eu fazia carinho em seus cabelos molhados e grudados em sua testa, fungando após ter chorado, e vi quando lentamente seus olhos negros se abriram. E o medo de perdê-lo se foi. Deixando o alívio adentrar meu coração.
🔱
A primeira preocupação de Jungkook foi se eu tinha me machucado quando ele quase acabou com sua vida, esvaziando seus poderes. O Yoongi e o Namjoon ajudaram ele a ir até a enfermaria onde eu iria cuidar dos seus ferimentos enquanto Moon cuidaria de Taehyung.
Eu passei unguento em algumas áreas do seu corpo e uma pasta de mel para cicatrizar suas feridas no rosto. E argila para os hematomas. Ele ficou em silêncio durante todo o processo. Seu irmão tinha sido morto, salvando sua vida, e acho que ele estava sofrendo muito. Eu estaria ali para ele.
Quando acabei, ele me pediu para deitar com ele na cama por um tempo, e não neguei. Eu beijei seu rosto e deitei ao seu lado, mas me surpreendi quando ele deitou em meu peito. Sorri fraco, começando a fazer carinho em seus cabelos agora secos.
— Jeon... — chamei suavemente seu nome, vendo-o ainda olhar para fora.
— Sabe... eu conheci Atlas quando estava treinando no Olimpo. Quando soube que meu pai era o grande Poseidon, minha vida virou, e foi quando pela primeira vez eu briguei feio com minha mãe. Nessa época, eu tinha conhecido Taehyung numa festa na ilha; ele sempre me disse que tinha uma energia diferente em mim, e realmente tinha. Zeus fez uma proposta: se eu passasse no treinamento, poderia receber um navio e recursos para fazer minhas aventuras e favores a ele. Eu sabia que iria me vincular a um Deus traiçoeiro, mas a ambição e querer provar ser o melhor foram maiores. — Ele interrompeu a história com um riso ácido. — Atlas foi um dos filhos reconhecidos de Poseidon que foi até o templo para banquetear com os Deuses. Ele era o braço direito de meu pai e o único que foi bom para mim. Agora... ele está com Hades.
Eu estava emotivo com sua história, e, enquanto em silêncio suas lágrimas solitárias saíam de seus belos e intensos olhos.
— Quando perdi minha mãe, eu perdi minha cabeça. Eu poderia matar quem visse na frente, então aquele maldito Perseu começou a exibir a cabeça da minha mãe como troféu... eu fiquei fora de mim. Tanto que as serpentes em minha mente tomaram controle e petrifiquei ele. — disse com a voz rouca, eu arregalei os olhos. Só tinha ouvido histórias sobre isso, mas não liguei os fatos antes. — Perdi minha mãe, meu irmão e Jimin...
Ele olhou finalmente para mim, e vi o quanto seu olhar estava quebrado. Despedindo-se como o céu noturno chuvoso.
— Eu definitivamente, meu amor, não posso perder você.
— Jun... — sussurrei, beijando seu rosto, e ele fechou os olhos. Completamente entregue e frágil.
— Jimin... Sabe o motivo de eu estar nessa missão? — perguntou, e eu balancei a cabeça. Ele se levantou, se sentando em minha frente para unir nossas mãos. — Por vingança. Fiz outro inútil trato com Zeus... onde eu capturaria Acmone e em troca ele me tornaria Deus para poder lutar de igual para igual com Atenas. Ela que amaldiçoou minha mãe e toda essa merda começou.
Não tinha palavras para dizer... Eu entendo sua raiva, mas será que todo esse esforço vale as vidas que ele preza?
— Junko... eu sinto tanto por você ter sofrido. — Eu juntei nossas testas, chorando por ele. — Eu vou sempre te apoiar e estar aqui para você. Somos companheiros da vida, não é? Mas...
— Diga, meu bem. — Ele percebeu minha inquietação e beijou meus lábios suavemente.
— Acho que você percebeu que a vingança, antes de você destruir a pessoa que odeia, ela te destrói primeiro. Se realmente se importa com todos que estão à sua volta, por favor. Acabe com isso?
Ele se afastou, ainda com o rosto inchado, e desviou sua atenção para as ondas do mar que se moviam pela janela.
— Por favor... é o único jeito de você ficar bem e todos ficarem bem. — Coloquei nossas mãos juntas em seu peito.
Jungkook suspirou, levando minha mão para beijá-la.
— Tudo bem... verei que posso fazer.
— Vamos superar isso juntos, hum? — disse ele, e ele moveu meu corpo para que eu ficasse em seus braços. Lembrei que estavam enfaixados. — Ei, a argila vai despedaçar assim!
— Shh... durma. Eu já estou quase curado, não se preocupe. — Tentou me tranquilizar, beijando minha bochecha.
— Que coisa chata, eu sempre irei me preocupar com você.
O semideus soltou um riso fraco em meu pescoço e eu fiquei um pouco feliz por ter feito ele sorrir, pelo menos um pouco. Espero que ele tome a decisão certa.
🔱
O sol retornou ao céu, e eu estava faminto quando abri os olhos. Essa maldita poção... Eu me arrependo de ter tomado, pois estou extremamente sensível a tudo. Acho que não irei treinar hoje, Falando nisso, me recordei de ontem, onde estava Jackson quando todos estavam no convés? Será que se escondeu de medo? Irei comentar com Jungkook, esse que não está na cama vazia e agora fria sem seu calor.
Mas havia uma bandeja com pão e suco de laranja, que compramos na feira. Eu amo sucos; sinto falta dos docinhos que as cozinheiras preparavam para meu chefe e, secretamente, me davam loukoumades, bolinhos de mel deliciosos. Pensar fazia minha barriga roncar. Meu amor tinha até preparado um banho quente para mim e então aproveitei para usar o sabonete preferido dele, jasmin. Sorri, eu reclamava, mas eu gosto de seus elogios. Só que agora, quero cuidar de Jungkook; ele está muito triste pela morte do irmão e ainda se sentindo culpado por ter sido o motivo de sua partida. Acredito que Atlas sabia dos riscos e mesmo assim tomou sua decisão.
Quando saí da cabine, encontrei Hoseok e conversei um pouco com ele sobre ontem. E se ele quisesse ajuda para limpar alguma coisa.
— Que isso, chefinho. Pode ficar tranquilo, eu dou conta de tudo. — falou com um sorriso no rosto. Não acredito que era perseguido por dívidas em sua terra natal.
Eu fui até a sala de Jungkook, que estava ali com... Hermes? Claro que sim, aquelas sandálias mágicas com asas eram inconfundíveis. Cumprimentei os dois, indo sentar no sofá que balançava um pouco já que estávamos indo embora de Chipre.
Observei Jeon; ele tinha colocado uma camisa limpa de linho azul e estava com os cabelos pretos molhados. Esse teimoso tinha tirado as faixas e, realmente, não tinha nenhum machucado aparente em sua pele. Completamente belo, mas parecia sério demais.
— Eu irei avisar os Deuses sobre isso. Mas acredito que queira desistir da missão e deve retornar e retratar diretamente com Zeus. — falou o mensageiro, e Jeon colocou a mão em seu queixo.
— Eu estarei voltando para me retratar. Obrigado, Hermes. — agradeceu e o Deus desapareceu de nossa visão, assustando-me.
— Minha nossa, eu nunca irei me acostumar com tudo isso. — comentei rindo para ele, que suavizou sua expressão. Levantando-se de sua cadeira para vir até mim.
Ele colocou sua mão em meu rosto e a outra no encosto do sofá. Olhei para sua boca e sabia que nós queríamos. Seus lábios macios encostaram nos meus, e logo estava deitado em cima de mim provando minha língua.
— Toda vez que eu te beijo, minhas serpentes sussurram que você é meu. — falou sem fôlego, cheirando meu pescoço e apertando minha coxa.
— E eu sou. A pergunta é: Você é meu? — Meus pelos se arrepiaram com minha própria pergunta.
— Desde o primeiro dia que eu te olhei e trouxe seu corpo trêmulo em meus braços, meu bem.
Seus olhos ficaram verdes, e sabia que eram palavras das profundezas do seu coração. Agora meu coração sorria.
— Com tudo que aconteceu, não pude perguntar se está dolorido?
Meu corpo esquentou mais. Ele continuava a venerar meu corpo.
— Não, estou bem. Lembra, sou um lobinho agora. E você, está melhor?
Ele sussurrou um sim, mordiscando a pele do meu ombro exposto, fazendo eu gemer.
— Jungkook... agora não. — gemi, sentindo seus dentes roçarem em meus mamilos pela blusa fina.
— Por que? — O moreno me olhou com seus grandes olhos negros.
— Ah... eu tenho que te contar algo. Depois podemos continuar. — Eu queria também, mas se ele mantiver suas mãos em mim, irei esquecer o motivo de ter procurado-o. — Ontem... todos estavam no convés, menos um. Jackson.
Sua expressão de cachorrinho molhado deu lugar a um olhar confuso.
— Tem certeza, peixinho? Ele nunca perde uma luta.
Eu concordei com a cabeça e ele beijou meus cabelos ruivos antes de se ajustar ao meu lado.
— Estranho... Ele anda um pouco esquisito. Sempre irritado mais do que o normal. Irei confrontá-lo sobre isso. — apontou, e eu balancei a cabeça concordando; não conhecia muito ele, mas Jackson estava estranho. — Agora, podemos? Eu realmente preciso de você.
Eu soltei um riso desacreditado, mas parei quando ele me puxou para deitar no tapete da sua sala e me cobriu com seu enorme corpo.
— Ei... você está de luto. Realmente quer isso agora? — perguntei incerto de suas intenções, não quero servir sexo de consolo. Quero que ele se abra como ontem a noite. — Se quiser conversar eu estou aqui, meu belo.
Acariciei sua bochecha com um pouco de barba por fazer e ele fechou os olhos.
— Jimin... tudo que eu preciso agora é você e seu corpo me envolvendo. — Ele disse em tom de súplica, com desejo brilhando em sua face. Eu concordei beijando seu queixo, fazendo ele sorrir.
— É melhor você controlar seus gemidos, meu bem. Não quero que os outros ouçam seu prazer, hum? — falou com o rosto cheio de desejo, tirando um lençol branco do seu bolso para tapar minha boca.
Isso acaba de ficar muito divertido.
Continua?
Oii marujos? Como vocês estão?
Tentei fazer uma cena de luta mas estou um pouco enferrujada kkk gostaram?
Comentem aqui o que acham e não esqueça do votinho!
Até a próxima aventura ❤️
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