⚔ Parte 5 ⚔

Não betado!


PARK JIMIN


Tudo está tão confuso... grandes emoções se movem pela minha cabeça e a pergunta é: Por que estão todos falando que sou companheiro de Jungkook?

Mas que coisa, eu até gosto dele... quer dizer, Jungkook me trata bem e ele me deixa com coração molinho e seguro com ele. Só que não entendi o motivo de ser seu companheiro? Quer dizer que estamos destinados?

Agora estou atrás da linda Deusa Afrodite, que me levava até algum lugar santo desconhecido. É inacreditável como eu virei de servo até um possível companheiro de um semideus? São muitas coisas a assimilar.

Nem prestei tanta atenção no caminho... e logo, a mulher parou de caminhar para olhar para mim. Fiquei um pouco assustado pelos olhos verdes me analisar.

— Então, bonitinho, o que acha do jardim? — perguntou e eu finalmente percebi que estávamos num jardim incrivelmente lindo.

Não tinha palavras e eu comecei a gaguejar. Ele era envolto de nuvens rosadas e brancas, com lindas árvores penduradas de flores de todas as cores e frutas também.

— Fique à vontade, lindo. Se quiser tirar as sandalinhas para sentir a natureza...

Eu apenas em silêncio tirei o sapato para ser a grama fofa entre meus dedos, suspirei com a paz e pertencimento que senti. Ela foi sentar no pé de uma árvore de amora para aproveitar seus frutos e eu comecei a explorar as árvores. Sempre tive fascinação pela natureza, como não sei ler, às vezes na calada da noite ia à biblioteca do meu patrão, que era grande Senhor de terras e acervo para os Romanos, para folhear aqueles pergaminhos com os desenhos perfeitos da natureza.

— Escute, Jimin... não pude deixar de escutar seus pensamentos confusos no caminho.

Eu arregalei os olhos e virei minha atenção a Deusa que tinha uma imagem serena.

— O que? Você ouviu meus pensamentos?

— Não sei o que pensou, mas sei que estava pensando muito. Sobre que se trata? É sobre Kayro?

Apertei meus olhos, nunca fui devoto aos Deuses, apenas vivia e às vezes fazia minhas preses a eles. Mas acho que Afrodite poderia ajudar, certo?

— Hum... é que estou confuso. Todos estão falando sobre eu ser companheiro de Jungkook e eu não entendo e nem sinto isso. Eu... — Comecei a morder meus lábios e mexer em meus dedos.

— Você... — Me incentivou a falar e eu suspirei.

— Eu estou atraído por ele, acho... mas só isso. Parece até que fui enfeitiçado.

Ela ouvia atentamente e concordou.

— Talvez você foi mesmo...

— Oi? — exasperei assustado.

— Talvez você tenha sido enfeitiçado pelas cobras de Kayro. A maldição de Medusa ainda habita em Jungkook apenas que suas cobras são internas e podem ter um poder de sedução maior. Não sei como funciona deve perguntar para Atenas. Mas não que ele te induza a gostar dele, não tem esse poder.

— Mas sobre eu ser seu companheiro?

— Sobre isso... quer dizer que você é destinado a ele e ele a você. Sei que não entende e que ainda não há sentimento, porém, tudo será encaminhado conforme a linha do seus destinos. Kayro já tem um instinto de protegê-lo e quer estar perto e deve estar se apaixonando pelo processo. As serpentes em sua mente sabiam que era você o escolhido.

Agora faz mais sentido... mas ainda é surreal pensar que sou destinado a um grande semideus e tão bonito e rico.

— Oh... eu só queria voltar para minha pequena casa onde eu só me preocupava em comer, dormir e trabalhar. — choraminguei deitando no chão. A Deusa soltou uma risadinha.

— Eu não queria te dar conselhos, pois eu gosto de fazer o que o coração manda... mas aproveite as oportunidades que os Deuses lhe dão. Kayro é um grande partido, meu bem. Tome cuidado.

Eu ergui minha cabeça e capturei seu olhar malicioso. Espere um minuto...

— A senhora... já ficou com ele? — Algo queimou em meu peito pensando na possibilidade. A Afrodite riu.

— Ah... ele é bem difícil, sabe? Kayro falou que me considera com sua tia.

Fiquei sem palavras... como ele pode recusar a grande Deusa do amor? Oh... quer dizer, fico feliz?

— Mas fique tranquilo... parece que agora, ele só tem olhos para você. Nem Hefesto aquele ogro me olhava com tanta veneração. — Continuou xingando baixinho.

Preferi ficar em silêncio diante da informação. Jungkook me venera? Não. Deve ser impressão dela. Sem sombras de dúvida. Me levantei e peguei uma manga suculenta ao meu lado e mordi. Só que a curiosidade me corroía.

Quando fui perguntar o motivo dela achar isso... ela tinha sumido.

— Vossa graça? — chamei mas nenhuma resposta. Meus olhos varreram o jardim vazio apenas com alguns bichinhos diferentes. Comecei a ficar com medo. — Jungkook?

Comecei a andar entre as árvores porém nada aconteceu... não lembro da entrada pois estava pensando em Jeon.

— Peixinho? — A voz dele acalmou minha alma. Relaxei tentando buscar ele.

— Aqui... estou aqui!

Andando pela grama fui seguindo a parte mais escura do palácio para não ser tão iluminado por dentro. Mas meu coração parou quando senti duas mãos pesadas em minha cintura e um habito fresco em meu pescoço.

— Olá, minha criatura. Sentiu saudades? — falou em meu pescoço arrepiado e não tive forças para afastá-lo.

— Não-o... — sussurrei, largando a manga no chão. Ele me virou para vê-lo. Estava com um sorriso cafajeste no rosto.

— Hum... claro que não. Mas acho que Jackson pode dar algumas aulas de defesa para você. — Ele me olhava intensamente, colocando uma mecha ruiva no meu rosto atrás da minha orelha.

— Tá... Onde está Afrodite?

— Foi me chamar para buscá-lo... Eles preparam um banquete para nós e depois iremos voltar para nossa jornada.

Eu concordei, olhando para seu rosto lindo, mesmo com algumas cicatrizes e manchas de sol, Jungkook era deslumbrante e então fui para seus lábios finos que estavam entreabertos. Nós éramos diferentes em altura, ele alto e eu batia em seu peito e nunca estive tão perto dele, seu cheiro era fresco com a maresia e seu corpo forte. Seu olhar estava em minha boca, então lambi os lábios pelo nervosismo.

— Por favor, pare de fugir de mim. Está me machucando, sei que no fundo quer estar perto também. — falou com uma voz suave, com seus lábios em minha bochecha. Eu estava derretendo em seus braços, impossível de resistir. — Você cheira tão bem. Jasmin minha flor preferida.

— Eu... eu estou com medo.

— Medo de que, meu bem? — perguntou beijando levemente meu rosto sardento e eu suspirei completamente entregue.

— De tudo... medo de tudo isso de Deuses... medo de não estar seguro... medo dessa sensação nova que percorre meu corpo quando estou com você. Medo de tudo ser um sonho ou uma grande mentira, Jungkookie. — confessei me colocando na pontinha dos pés para ficar mais perto.

— Vamos com calma, hum? Estamos nos conhecendo ainda mas desde que eu coloquei meus olhos em você, para sempre te protegerei então não se preocupe, tem minha palavra. E você verá que será divertido, peixinho. — riu em meu pescoço e assenti apenas deixando que ele continuasse a beijar suavemente. — Agora vamos comer, porque se você continuar assim eu juro que eu te devoro aqui mesmo nesse jardim.

Eu me assustei com sua fala com uma rouquidão que enviou vibrações em meu núcleo. Ele permitiu que eu me afastasse com as bochechas queimando.

— Eu te aviso uma coisa, meu bem. — Jungkook pegou meu queixo. — Agora que me permitiu tocá-lo, eu com certeza não manterei minhas mãos longe de você. — Plantou um beijo em meu queixo perto da minha boca. — Eu disse que não sou um monstro mas, não se engane ao pensar que não sou libertino.

Novamente, fiquei sem palavras. E isso é raro pois sempre tenho algo a falar. Eu só fui falar algo quando percebi que estava sendo levado para o tal banquete. Minha vida está cada vez mais maluca.

🔱

Eu com certeza me acostumaria com bastante comida em minha barriga. Fiquei até constrangido quando fiquei satisfeito e minha barriga estava estufada. Culpa de Jungkook que vinha com várias coisas diferentes para meu prato e eu simplesmente não consegui recusar. Nós despedimos dos Deuses e fomos visitar a tal bruxa que Jungkook falava tanto mas, estou um pouco enjoado.

— Jungkookie. Acho que ficarei por aqui.

— Por que, meu peixinho? Está tudo bem? — Ele se virou para mim, pegando meu rosto para olhá-lo. — Está bem pálido.

— Ah... estou mal da barriga. — Afastei suas mãos grandes e quentes, poderia vomitar a qualquer hora.

— Quer esperar para irmos? A caverna de Hécate fica logo ali. — Apontou para uma caverna um pouco abaixo do palácio.

— Podemos ir devagar então. Realmente comi demais. — reclamei, passando a mão na minha barriga e ele riu contido. — Você é culpado também... ficou me tentando com mais comida.

— Talvez... gostei de ver você com um sorriso no rosto e despreocupado. Sempre está com um sulco em suas lindas sobrancelhas. — falou, colocando seus braços em volta de meus ombros.

Suspirei, e olhei para seu irmão quieto ao nosso lado.

— Você não fala, Atlas? — Ouvi tão poucas vezes sua voz calma que parece um delírio.

— Oh... sim, só não tenho algo para falar agora. Devo voltar para o reino logo, falar com Poseidon e estou pensando.

— Reino do mar? — Meu olhos arregalaram e ele sorriu fraco.

— Sim, tem um reino onde as criaturas marinhas podem ficar em paz. Geralmente, Poseidon sempre está por lá.

— Demais... — falei maravilhado com a possibilidade de pessoas aquáticas. Eu olhei para o homem que me abraçava e o seu meio irmão.

— Vocês não se parecem muito... — disse comparando os dois.

— Na verdade, acredito que de todos meus, muitos, irmãos , Atlas é bem parecido comigo. Não em aparência mas em pensamento e caráter.

Eu quase tropecei com uma pedra e Jungkook abaixou sua mão para minha cintura, esse sem vergonha...

— Entendi... mas ele é tão quieto e você... — Não terminei a frase e ele me interrompeu.

— Eu tenho bastante presença, não me acanho fácil, meu bem e é diferente de Atlas que está fora de seu ambiente natural, ele fica desconfortável aqui na terra.

Concordei olhando de relance para Atlas e voltando para a trilha. Era apenas pedregulhos e pequenos arbustos.

— Diferente de você que fica jogando flertes baratos... não me surpreenderia se fosse para todos que veem. — murmurei, pensando sobre que Jungkook fazia antes de conhecer e ele soltou uma vibração, acho que foi uma risada silenciosa.

— Vamos lá, meu bem... os flertes baratos são os mais inesquecíveis.

Bufei, tentando se afastar mas não consegui pela sua força. Ele não negou que flertava com todo mundo, como eu suspeitava.

— Pombinhos... chegamos. — Atlas que estava mais adiante falou e eu olhei para a caverna escura.

Muito escura.

— Está um breu... não quero entrar.

Odeio escuro. Sempre meu pai me assustava durante a noite com histórias da floresta que moravamos perto e depois não dormia com medo do que a escuridão poderia trazer. Jeon fez um carinho em minha cintura.

— É apenas aqui com começo, para dentro é mais iluminado, hum? — disse nervoso, ele não lida bem quando estou com medo ou triste. — Eu estou com você.

Olhei para ele, e Jungkook tinha um brilho em seu olhos negros com uma certeza que eu poderia relaxar. Sorri para ele e foi retribuído.

Alguém pigarreou e vi que era o meio irmão de Jeon.

— Estou entrando, então.

— Fique perto e ficará tudo bem. — falou suave e seus lábios selaram minha testa. Fiquei sem entender por um breve momento e fui andando quando seu braço me puxou para dentro da caverna.

Havia alguns barulhos que não sabia explicar o que é, estava pouco iluminado por algumas lamparinas no caminho. Muito frio e me encolhi nos braços dele.

— Olha... que temos aqui! — Uma voz estridente e profunda se fez presente quando chegamos numa parte que não tinha iluminação. Mas logo uma luz se fez presente, mostrando uma sala extremamente elegante. E uma mulher de longos cabelos negros sentada em um sofá. — Vejo que voltou com seu humano.

Revirei os olhos, porque todos falavam de mim? Me esqueçam.

— Hécate, é bom te ver novamente. — disse fazendo uma pequena reverência. Eu olhei mais para a mulher, ela tinha algo na testa como uma lua que brilhava.

— Uh... sei. Sempre vem aqui para pedir algo. — falou, tomando algo em uma taça bonita.

— Bom, realmente. — Jungkook falou constrangido. Olhei para ele rapidamente e depois para a mulher que tinha um... lobo ao seu lado. Engoli em seco, diabos! Ela realmente tinha um lobo negro como animal de estimação. Soltei um riso amarelo. — Sabe que estou à procura de Acmone e Jimin está desprotegido.

Ela finalmente olhou para mim com seus olhos escuros, agora estou com medo.

— Hum... eu vejo que ele é humano. E o que você quer é apenas uma poção de proteção? — falou, quase me sufocando com seu olhar e seu lobo querido também.

— Sim... na verdade, gostaria de pedir se tem como você rastrear Acmone. Só a Senhorita é capaz de encontrá-lo e proteger-nos de sua magia.

Hécate voltou seu olhar para Jeon. Suspirando.

— Posso fazer isso se você trazer algo dele, o que seria inútil pois provavelmente você não achará.

— E como podemos fazer?

— Tenho que fazer um feitiço para detectar a magia negra dele. — Ela desapareceu num estralar de dedos e seu vulto parou atrás de nós. — Mas o que eu ganho em troca, querido?

Sua voz ficou entre nós e Jeon rapidamente colocou seu corpo em minha frente.

— Qual é seu preço?

— Quero que me deixe potencializar o poder das serpentes em sua alma... Elas querem se comunicar com você, querido. — Ela soltou uma risada macabra e sumiu novamente.

Senti Jungkook tencionar. Eu me questionei sobre o que ela estava falando.

— Jungkook... que ela quer dizer?

— Ela quer que eu alcance o poder de minha mãe. De falar com as serpentes e os répteis, de petrificar alguém... Apenas tenho o vislumbre das serpentes, entende?

Não entendi bulhufas, é claro.

— Não... mas depois você explica. — sussurrei, apertando seu braço, com a mulher estranha vindo com um frasco em mãos.

— Dê ao menino na lua cheia, ele ficará mais forte e resistente igual a um lobo. Mas isso não durará para sempre, apenas até a próxima lua cheia.

— E quais são os efeitos colaterais? — perguntou, pegando o frasco com o líquido roxo. Eu vou ter que tomar isso? Ela sorriu.

— Pense um pouco, querido. Se ele ficará forte igual um lobo... Mas devo avisar, ele terá minha proteção e deverá continuar cultuando o meu nome.

Eu ergui a sobrancelha. Cultuar?

— Peça a ajuda de Jungkook, ele saberá como fazer... agora. — Ela ficou bem próxima de mim, mas tinha o enorme corpo do meu tal companheiro.

— Você, gracinha... eu espero você hoje a noite. — Ela sorriu e estalou os dedos, então tudo ficou preto.

— Jungkook... — Sussurrei, apertando o braço quente de Jeon que falou para ficar calmo.

Logo, as tochas voltaram a aparecer para nós, iluminando um pouco o caminho. Suspirei, soltando o ar preso no peito pelo susto.

— Nossa, que susto que ela deu! Ela é louca! — falei entre dentes e os outros riram. Jungkook pegou minha mão para voltarmos finalmente para o navio.

— Não fale isso tão alto, meu bem. Ela escuta tudo dentro da caverna. — falou apertando minha mão e eu olhei volta, sentindo calafrios. — Ela gosta de ter todo um mistério em sua volta.

— Eu vejo...

Não demorou muito para estarmos de volta ao navio, todos ficaram agitados para saberem as novidades e Jungkook silenciou todos para poder falar.

— Zeus nos ajudará com que nós precisamos, ele mandará Hermes nos ajudar quando precisamos de suplementos e mensagens para os Deuses. Meu pai vai mandar seus melhores tritões procurar quando Hécate falar a possível localização de Acmone para Jimin.

— Perdoe por perguntar, capitão. Mas porque para o Jimin? — Questionou, Jackson e eu também gostaria de saber o motivo.

— Ela precisa de tempo para achá-lo e é mais difícil pois não temos itens pessoais dele, e como a noite ela aparecerá para o peixinho... acredito que ela trará a resposta. — falou firme arrumando a gola de sua camisa de linho.

— Eu ainda não tenho ideia de como fazer isso... — choraminguei perdido, eram tantas coisas acontecendo, fui para outra ponta do convés onde o sol se ponha, com toda sua beleza.

Jungkook não veio atrás de mim e eu precisava disso. Me sentei na escada que dava para aquela roda grande, acho que o nome é leme... não sei, na verdade, não sei muitas coisas na minha vidinha tão agitada agora. Vamos ver, agora tenho um grande companheiro e lindo semi-Deus — não que eu esteja reclamando dessa parte —, estamos caçando um demônio perigoso que mexe com magia negra, agora vou ter encontros com a madame Hécate e logo vou ficar igual um lobo pois se não irei morrer nesse navio.

É... talvez morar numa embarcação fluente à mercê do oceano não foi o que eu pensei. Aliás, acho que não pensei muito, apenas queria um momento de liberdade e viver fora daquela rotina dura de pobre. Não posso me culpar.

🔱

A lua apareceu sobre o céu, o vento fresco batia no meu rosto enquanto estava sentado na janela da cabine do Jungkook. Eu estava esperando ele para conversarmos sobre tudo que estava acontecendo seriamente e depois fazer o ritual para a Deusa Hécate.

Claro, eu já tinha tomado meu banho e já jantei, fiz uma pequena lição sobre aprender a ler e escrever com meu professor particular. E eu estava gostando de ter conhecimento das coisas, ele me deu a esperança que se eu quisesse ele poderia me levar para o ocidente para ter saberes mais aprofundados, principalmente botânica, pois eu comentei que sou fascinado pela natureza. Gostaria de ler as escritas de Teofrasto, um grande estudioso da botânica.

Confesso que isso me deixou com coração quentinho, sei que agora meu futuro é incerto e que estava relembrando sobre como meu dia a dia era pacato. Eu acordava de manhã cedinho, pegava água para fazer comida e me lavar, dando bom dia para a floresta perto da minha cabana, logo eu me juntava as criadagem do meu patrão para ver se precisavam de ajuda e ia para os estábulos com minha única companhia em dias, os cavalos.

Meu pai me ensinou o ofício quando era pequeno e gostava do que eu fazia. Meu Senhor, Xander, era bom comigo, deixando a cabana perto da floresta para mim após a morte de meu pai, Damian. Sofri muito com sua perda, meu pai era um homem muito bom para mim, carinho porém ferrenho. Minha mãe sempre foi um grande mistério para mim, ela morreu no meu parto e apenas sei que ela era linda e era uma serva que veio da Coreia. Puxei os cabelos ruivos de meu pai, passei um pouco de chacota por ser tão diferente mas com o tempo, eu passei a gostar. E tenho esse nome estranho em homenagem à minha mãe, Park Hyuna.

Sempre fui um garoto solitário, e tinha apenas uma amiga que trabalhava na única taberna da ilha, Helen e uma conhecida que ajudava nas docas, chamada Gab, onde Jungkook me encontrou. Ela que estava debilitada demais para vender seus peixes fedorentos e toda vez eu era incomodado pelo peixador da banca ao lado, chamado Theo que queria casar comigo. Só de pensar me dá arrepios.

Eu posso parecer que não abate nem mosca mas, tive que me defender sozinho após a morte de meu pai, que morreu de coração fraco. Eu sei dar alguns chutes e correr bem rapidamente.

Os devaneios se foram quando a porta arrasou as tábuas do navio, passando um enorme homem por ela. Que parecia molhado e estava com... a camisa aberta mostrando um vislumbre de seu corpo forte. Um calor se espalhou pelo meu corpo.

— Olá, meu peixinho... — disse aquele apelido ridículo com uma voz rouca que me arrepia os cabelos da região proibida.

— Hm... você tomou banho? — perguntei, mudando de assunto. Ele foi pegar algo em seu baú gigante.

— Sim... de mar. Eu prefiro tomar banho no mar do que na tina. — falou suavemente, e logo estava observando ele se despir para colocar outra túnica. Mostrando todos seus músculos duros e bem trabalhados. Me encolhi mais na janela quando senti uma vibração estranha. Quando trocou, ele colocou seus olhos intensos em mim. — Está tudo bem? Está todo encolhido no assento.

— Eu-u... nada. Só frio. — Talvez isso explicaria os bicos do meu mamilo eriçado por ele. E por seu corpo escultural.

— Venha, sente-se aqui na cama. Temos muito que conversar. Jantares? — Veio até mim estendendo a mão calejada e eu aceitei para ir até sua enorme cama macia. Sentei e nossas mãos continuavam juntas.

— Sim... eu comi. O que quer conversar?

Suspirou pesado. Apertando minhas mãos com carinho.

— Eu acho que o melhor jeito de te manter protegido é você longe por um tempo. — disse eu tentei entender mas ele continuou. — Por isso, acho melhor você ficar em minha casa por aqui e depois eu volto para te buscar. Ficará com Moon, o que acha? Não posso correr o risco de você se machucar, além do mais eu sinto que está triste aqui.

Eu levantei indignado com que ele falou para mim.

— Como é? Você me seduz, me traz para seu lado e agora vai me deixar? Maldição, eu fiz da minha pobre vida? Nunca deveria ter aceitado... o que eu estava pensando? — gritei para ele, que arregalou os olhos assustado. Passei a mão no rosto. — Eu não estava pensando direito... todo iludido, você como essas malditas cobras deve ter me enfeitiçado!

Voltei para a janela, sentado lá e segurando a cabeça tentando pensar. Eu devo ir embora, para onde eu nunca deveria ter saído.

— Já que vai me deixar, deixe-me na ilha de Lesbos novamente! Onde eu não deveria ter saído.

Uma lágrima caiu solitária, eu limpei rapidamente. Senti seu corpo grande sentar ao meu lado e tentando me tocar.

— Não me toque! — Fugi do seu calento, ele não vai me fazer de bobo. Eu olhei para ele, bravo e agora percebi que Jungkook estava também.

— Não fale isso... tudo que você está falando é bobagem. — rosnou, e seus olhos estavam mudando de cor. Com medo, me afastei batendo na madeira da cama. — Eu nunca vou te deixar!

Ele falou com uma voz baixa e rouca, se aproximando de mim. Pegando minha cintura com possessão. Eu engoli um gemido e virei a cara para outro lado. Mas não adiantou quando ele pegou meu queixo para encará-lo.

— Escute, Jimin. Com bastante atenção. — ciciou bem próximo de meus lábios. — És meu, pequena criatura. Eu não vou te deixar, me desculpe por pensar assim.

Todo meu corpo relaxou em seus braços.

— O pr-roblema é que você está decidindo por mim. Eu quero ficar agora apenas... não faça escolhas por mim. — sussurrei perto da sua boca. Ele cheirava puro mar e eu não deveria ficar tão entregue a ele assim.

— Eu prometo que não irei fazer isso...

Então ele me beijou, primeiro apenas um juntar de bocas, e depois se abaixou mais para capturar meus lábios com desejo se movendo para saborear minha língua que tentou manter o ritmo dele mas falhou. Ele me beijou até me deixar sem ar e com arrepios pelo corpo... me deixar quente.

— Você acha que para mim é fácil? Lidar com você, querer estar perto de você, ficar com você em meus braços, ter medo que você se machuque? — perguntou sério, fazendo carinho em meu rosto e cabelo como quiseres decorar cada parte. Ele estava com os olhos de serpente novamente, mas dessa vez eu não fiquei assustado. Algo passou pela minha cabeça.

— Mas isso... não é suas serpentes? Elas que gostam de mim não você, realmente.

Ele soltou um rosnado, me deitando na cama não deixando escolha só aceitar seu corpo enorme me prensando. Meu corpo queimava e eu não sabia lidar com isso.

— Elas não tem nada ver com isso... é apenas um instinto que fica em minha cabeça. Sei que você é meu companheiro por elas, mas você me deixa de coração mole e totalmente possessivo. Eu quero te beijar até o amanhecer, seu corpo me atrai como nenhum outro fez... tudo me diz que eu te quero. Minha mente, meu coração e minhas serpentes.

Jungkook colocou meus braços para cima e deu alguns selares em meu pescoço, cheirando ele. Eu gemia suavemente pelos seus toques.

— Maldição, até sua voz me atrai. Suas sardas adoráveis... Ainda duvida que eu te quero?

— Não-o. — falei com a voz fraca, seus beijos foram mais para baixo.

— Então vai ficar? Não quer embora? Eu irei fazer tudo que quiser. — perguntou e eu suspirei quando suas mãos foram para meus mamilos sensíveis. Como posso pensar com suas mãos em mim?

— Sim-m... vou ficar.

Sua boca foi para meu mamilo direito enquanto massageava o outro. Ele chupava como se algo sairia dali... mas eu sou um homem. Enfim, apenas aproveitei o prazer que caminhava pelo meu pequeno corpo. Jeon mudou para outro quando eu reclamei de dorzinha.

— Ah, Jimin... se você não me parar eu revindicarei seu corpo aqui e agora. — rosnou, olhando para meus olhos e senti algo bem duro em minhas pernas. Eu ainda não estou pronto, acho... Nunca cheguei nessa parte tão íntima. Muito menos com um homem.

— Vamos... parar então. — falei triste, ele suspirou pesadamente me dando um leve beijo em meus lábios.

— Vamos no seu tempo. Quando estiver pronto, me deixe saber hum? — disse, colocando seu nariz grande em meu pescoço.

— Oh... tudo bem. Por que gosta tanto do meu cheiro. — perguntei, fazendo leve carinho nos cabelos molhados. Ele pegou no colo para nos ajeitar na cama, deitando sua cabeça em meu peito.

— Não sei... darei várias essências do oriente para você. Mas o cheiro de jasmim na sua pele me deixa louco. — confessou, fazendo carinho em minhas coxas. Houve um silêncio curto, apenas as ondas batendo no casco do navio. — Você vai dormir aqui... comigo?

Sua voz estava quebrada, talvez medo do meu não.

— Hum... irei pensar no seu caso. — falei com tom de brincadeira e ele bufou. — Sim, eu durmo com você.

Ele riu, me abraçando mais apertado.

— Então, boa noite meu peixinho. Durma bem. — sussurrou, beijando meu ombro.

Eu irei. Com certeza eu irei.

Continua?



Olá, marujos! Voltei!

Eai, gostaram desse capítulo? kksks eu gostei bastante quero um Kayro para mim.

Recado rápido, queria explicar o motivo de eu demorar para postar. Eu estou amando escrever essa história que eu deixei de lado a muito tempo atrás, porém eu tenho obrigações e a faculdade para fazer além de outra fanfic em andamento que precisa acabar logo.

Então, talvez eu não poste tão rápido outro capítulo mas eu posto um dia ksksk 

Se tiverem alguma dúvida ou algo que não ficou claro, mande aqui:

É isso, hey houh marujos!


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