Parte dois.


(...)

Você;

Quando o jantar ficou pronto, chamei-o para comer. Ele apareceu, sem camisa, novamente me observando enquanto eu colocava a comida na mesa.

— Sabe, você realmente não precisa tirar a camisa toda vez que está calor — disse, tentando parecer indiferente.

Ele riu novamente enquanto Sentamos para jantar.

(...)

— Você vai dormir aqui comigo? — perguntou ele, com um tom provocador.

Olhei para ele, surpresa com a pergunta.
— Não vou dormir com você. Vou dormir no quarto que sua mãe mandou eu ficar — respondi, tentando manter a calma.

— Ah, poxa — disse ele, fingindo decepção. — Mas se quiser, meu quarto tem espaço o suficiente.

Revirei os olhos, tentando não dar atenção ao comentário.

— Boa noite, Jungkook — disse, firmemente. — Nos vemos amanhã.

Ele ficou ali, parecendo inquieto. Resolvi insistir para que ele fosse dormir.
— Você não vai dormir agora? — perguntei, tentando parecer casual.

— Não vou dormir agora — respondeu ele, desafiadoramente.

— Mas é melhor você ir dormir. Deve estar cansado — insisti.

— Não estou cansado. Pare de me tratar como um bebê.

Suspirei, tentando manter a paciência.
— Melhor você ir dormir cedo — sugeri, tentando parecer firme.

Jungkook se levantou e se aproximou de mim, seu rosto a poucos centímetros do meu. Meu coração acelerou um pouco, mas mantive a compostura.

— não — disse ele, seu olhar descendo rapidamente até meus seios antes de voltar para meus olhos. — Se você quer me ver cansado, talvez devesse fazer algo para me cansar.

Olhei diretamente nos olhos dele, determinada a não mostrar fraqueza. — Se eu não estivesse enganada, Jungkook, diria que você está flertando comigo — disse, tentando manter a voz firme e desafiadora.

Ele riu, um som baixo e provocador.
— E se eu estiver? — perguntou ele, ainda próximo demais.

Mantive minha postura, sem desviar o olhar.
— Então você está brincando com a pessoa errada — respondi, com uma confiança que eu esperava ser convincente.

Ele sorriu de canto, aparentemente gostando do meu desafio.

— Vamos pro meu quarto? — perguntou ele, mudando de assunto de repente. — Jogar vídeo game?

A mudança abrupta me pegou de surpresa, mas decidi seguir o fluxo.
— Claro, por que não? — respondi, com um leve sorriso. — Só espero que você não seja tão competitivo quanto parece.

Ele riu e começou a subir as escadas, me chamando para segui-lo. Ao entrar em seu quarto, percebi que o ambiente refletia bastante sua personalidade: desorganizado, mas com um certo charme rebelde. Havia um console de videogame e uma TV grande no canto do quarto.

— Qual jogo você quer jogar? — perguntou ele, pegando dois controles.

— Você escolhe — respondi, sentando-me ao lado dele no chão.

Jungkook se inclinou para a frente, pegando o controle da minha mão e desligando o console. Ele olhou para mim com um sorriso provocador.

— Jogar vídeo game não vai me deixar cansado — disse ele, sua voz baixa e carregada de intenção. — Que tal brincarmos de algo mais divertido?

Meu coração acelerou, mas mantive a expressão neutra, sem querer mostrar o efeito que ele estava tendo sobre mim.

— Como o quê? — perguntei, tentando soar desinteressada, mas sentindo a tensão no ar.

Antes dele começar a falar, notei que o notebook dele estava aberto ao lado da cama, e decidi quebrar o gelo com uma pergunta simples.

— Você faz faculdade de quê? — perguntei, olhando para a tela.

Ele hesitou por um momento antes de responder.

— Não comecei a fazer ainda...

Fiquei curiosa e me inclinei mais para perto do notebook. Foi então que percebi uma aba aberta, mostrando uma página de pornô. Meu coração deu um salto, e virei-me para ele.

— Você vê pornô? — perguntei, tentando esconder minha surpresa.

Jungkook não desviou o olhar. Em vez disso, seus olhos desceram até meu corpo, parando em minha bunda.

— Sim — respondeu ele, sem vergonha.

Levantei-me rapidamente da cama, sentindo o calor subir ao meu rosto.

— Pare de ficar olhando para a minha bunda, isso é mal-educado — disse, tentando manter a firmeza na voz.

Ele olhou para mim com um sorriso travesso.

— Me desculpe. É linda.

Eu revirei os olhos, tentando manter a compostura.

— Você não sente nojo? — perguntei,
referindo-me ao que havia visto no notebook.

— Do que? — perguntou ele, confuso.

— De assistir isso? — insisti.

Ele deu de ombros, sem parecer incomodado.
— Não. É só sexo, só que gravado.

Revirei os olhos, não completamente convencida.
— Eu acho nojento.

— E quem liga? — ele retrucou, sorrindo provocadoramente. — Vamos brincar de alguma coisa?

Suspirei, mas decidi entrar no jogo dele.
— Claro, contanto que isso te faça dormir depois.

Ele olhou para mim, e por um momento, ficamos apenas nos encarando, sem entender muito bem a dinâmica que estava se formando entre nós.

— Vamos brincar de verdade ou desafio? — sugeriu ele, quebrando o silêncio.

— Tudo bem — concordei, curiosa para ver onde isso nos levaria.

— Só que com uma condição — ele disse, inclinando-se mais perto.

— Qual condição? — perguntei, levantando uma sobrancelha.

— Vale tudo — ele respondeu, um sorriso malicioso se formando em seus lábios.

Eu hesitei por um momento, mas decidi seguir o fluxo.
— Tudo bem — concordei.

— E tem que fazer, se não leva um tapa na bunda — acrescentou ele, rindo.

— Isso não é uma coisa normal de se dizer — rebati, meio rindo e meio séria.

— Eu só estava brincando, Sn — disse ele, ainda rindo. — Vamos começar.

— Certo, eu começo. Verdade ou desafio? — perguntei.

— Desafio — respondeu ele, sem hesitar.

— Eu te desafio a... fazer uma flexão com apenas um braço — desafiei, querendo algo simples para começar.

Ele riu, achando o desafio fácil. Deitou no chão e fez a flexão sem problemas, se levantando logo depois.

— Agora é minha vez. Verdade ou desafio?

— você denovo?— perguntou ele.

— Verdade — ele escolheu, ignorando o fato de eu ir na vez dele.

— Por que as outras babás saíram? Conta a verdade — perguntei , a voz mais séria.
Pude ouvir ele Respirar fundo, sabendo que eu estava pedindo algo significativo.

— Elas não me suportaram — admitiu ele, sua voz baixa e um sorriso perverso nos lábios. — Eu era muito... exigente. Queria que elas fizessem coisas que não estavam no contrato, sabe?

Fiquei intrigada, querendo saber mais.
— Que tipo de coisas? — perguntei, minha curiosidade aumentando.

Ele se inclinou mais perto, seu olhar intenso.
— Coisas como isso — disse ele, sua mão roçando levemente minha perna, subindo devagar.

Meu coração disparou, e fiquei imóvel, sem saber como reagir. Ele se aproximou ainda mais, seu rosto a poucos centímetros do meu.
— Jungkook... — murmurei, tentando manter a voz firme.

— você concordou que vale tudo, lembra? — ele sussurrou, seus olhos brilhando de desejo.

Minha respiração ficou mais pesada, e eu podia sentir a tensão entre nós aumentar. Ele estava testando meus limites, e eu precisava decidir até onde estava disposta a ir.

— Certo, minha vez denovo— consegui dizer, tentando desviar a situação. — Verdade ou desafio?

— Não é assim que se brinca, mas escolho Desafio — respondeu ele, a voz ainda carregada de intensidade.

Pensei por um momento, tentando encontrar algo que mantivesse o controle comigo.

— Eu te desafio a... parar de me tocar por cinco minutos — disse, querendo ver se ele conseguiria se controlar.

Ele riu, recuando um pouco.
— Tudo bem, cinco minutos — concordou, ainda com aquele olhar desafiador.

Decidi fazer a pergunta que estava na minha mente há algum tempo.

— Você fazia sexo com as outras babás? — perguntei, minha voz baixa mas firme.

Ele sorriu de maneira enigmática.
— Não exatamente — respondeu ele, os olhos brilhando de malícia.

— Você não tem namorada? — perguntei, querendo entender mais sobre ele.

Jungkook riu, mas havia um tom amargo em sua voz.

— Nem sei o que é isso — respondeu ele. — E quanto as babás, elas sempre se despediam antes da brincadeira ficar séria.

Eu o olhei, perplexa.

— Você é lunático — murmurei, sem pensar.
Ele parou, seu sorriso desaparecendo. Ficamos em silêncio por um momento, e eu me perguntei se tinha ido longe demais.

— O que foi? Eu te machuquei por te chamar de lunático? — perguntei, tentando entender sua reação.

— Não, eu sou mesmo — disse ele, dando de ombros.

Ele se levantou e começou a guardar algumas coisas que estavam espalhadas pelo chão, a tensão no ar começando a dissipar.

— Minha mãe não me deixa namorar — continuou ele, com a voz mais suave. — Ela acha que nenhuma garota é boa o suficiente para mim. Que eu não sei escolher.

— Isso é ridículo — respondi, sentindo uma pontada de empatia por ele. — Você é mais do que capaz de tomar suas próprias decisões.
Ele olhou para mim, algo vulnerável em seus olhos que eu não tinha visto antes.

— Talvez, mas ela não vê assim — disse ele, se aproximando novamente. — E você? O que acha que eu preciso?

Eu hesitei, sentindo a intensidade do momento. Ele estava tão perto agora que eu podia sentir o calor de seu corpo.

— Acho que você precisa de alguém que te entenda, que te desafie, mas que também te respeite — respondi, tentando ser honesta.

Ele sorriu, um sorriso que era ao mesmo tempo doce e malicioso.

— E você acha que pode ser essa pessoa, Sn? — perguntou ele, sua voz baixa e provocante.

Ignorei e levantei, ajudando Jungkook a organizar as coisas no quarto, senti suas mãos repousarem em minha cintura. Surpresa, me afastei rapidamente.

— O que você está fazendo? — perguntei, um pouco desconfortável.
Ele sorriu de forma leve.

— Já se passaram os cinco minutos — disse ele, olhando-me nos olhos.
Suas mãos apertaram levemente minha cintura, e eu me senti tensa.

— Isso não parece certo — comentei, tentando manter a calma.

— Você já cometeu erros antes, Sn. Este pode ser apenas mais um deles — disse Jungkook, sua voz séria.

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