#28 Vamos Com Calma...
Damon Evans narrando.
- Como assim ela não morreu? Eu vi o corpo sendo enterrado.
Minha mãe disse ao meu lado, estávamos de frente ao quarto onde Evelyn estava sendo examinada por um médico. Meu coração voltou a se alegre ao ver minha linda princesa, mas estava tão mau, levei ela nos braços pro meu castelo sem Penélope saber, ainda não sabia o porque dela ter feito isso com minha noiva.
- É... Eu não entendi nada só sei que ela é ela e que está bem, nada mais importa pra mim.
Falei e vi o médico sair do quarto onde ela estava. Seu semblante era de preocupação e eu fiquei nervoso.
- Como ela está?
Minha mãe perguntou retirando as palavras da minha boca sabendo que eu queria perguntar, mas faltava forças pra abrir a boca.
- Ela ficará bem, só precisa de repouso absoluto, entendeu? Nada de estresse pra ela, nervosismo ou preocupações, ela precisa de descanso, quanto mais melhor.
Ele foi embora e eu entrei no quarto. Ela estava deitada, ainda desacordada.
- Minha princesa
Falei chegando perto dela. Suas mãos estavam jogadas ao lado de seu corpo lindo e escultural, mas estava um pouco magra e pálida, seus lábios ressecados, mas ainda me dava vontade de beijá-la e amá-la como nunca pude. Passei minha mão na sua e ela abriu os olhos devagar com um sorriso fraco.
- Achei que você nunca mais iria me achar.
Falou baixo sem forças e eu senti uma dor no meu peito e uma culpa imensa por ter demorado tanto pra encontrá-la.
- Me perdoa!
Falei encostando nossas testas, ela não disse nada, passou devagar suas mãos pelos meus cabelos e sorriu.
- Me deixa deitar com você.
Falei querendo carinho dela, sentir que aquilo não era sonho e sim realidade, e se fosse sonho eu iria aproveitar.
- Vem!
Ela disse, mas senti que não estava a vontade comigo. Me deitei do seu lado e coloquei sua cabeça no meu peito sentindo sua respiração bem próxima do meu corpo.
- Não queria que nada disso tivesse acontecido, você não sabe o quanto sofri sem você.
Falei beijando o topo de sua cabeça com delicadeza e ela me olhou atenta.
- Não sofreu mais do que eu.
Ela disse e eu senti como se estivesse chateada comigo. Será por que não a-encontrei rápido? Ou será que é porque tudo isso é minha culpa?
- Não, mas cheguei perto com certeza. Quero fazer sua dor sumir meu amor e quero seu perdão, eu fui um idiota como sempre, um lerdo achando que realmente estivesse morta.
Seus olhos demonstraram o espanto por minhas palavras, será que ela não sabe que todos achávamos que ela estava morta e que encontramos um corpo no seu banheiro? Eu sei que pensaram bem antes de fazer tudo isso, até colocaram seu perfume no corpo queimado.
- Eu? Morta? Porque pensou isso? Aquela mulher... Ela... Disse que...
Suas lágrimas começaram a descer e eu não queria ver ela chorando então lhe abracei.
- Não precisa me contar agora, vamos ter tempo pra tudo.
Lhe dei um beijo no pescoço e ela me afastou, me senti um inútil, um idiota, um covarde por deixar ela me afastar, mas fiquei olhando seus olhos ensopados de lágrimas.
- Ela falou que você mandou ela me tirar da sua casa, que vocês iam se casar, que você estava cansado de me ver todos os dias e que se eu morresse você estaria livre de mim.
Eu não sabia o que dizer, não sabia o que fazer. Como alguém pode ser tão cruel com um anjo desse jeito? Ela estava... Péssima daquele jeito, não só pela surra que levou, mas também porque falaram várias mentiras sobre mim, colocando a prova meu amor por ela que eu nunca falei que sentia... Mas não vou apressar as coisas, vamos com calma.
- Eu nunca faria isso, nunca mandaria alguém te machucar.
Ela se virou de costas pra mim e escutei ela soluçar algumas vezes e meu coração se partiu em milhões de pedaços.
Estou me sentindo um gay, nunca fui assim "romântico", muito menos fofo com alguma garota, mas ela não é qualquer garota, ela é ela.
Genteeee tô amando escrever esse livro e espero que estejam gostando também, comentem e votem, vão me deixar muito feliz.
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