#21 Falando Sobre Maldição
A mãe de Damon me olhava com raiva e nojo. Coloquei a mão no ombro de Damon, estava assustada e nervosa, sabia que agora ela poderia me banir do reino, ela é a rainha e Damon é o príncipe, então a mesma ainda tem mais poder do que ele.
- Isso é jeito de entrar no meu quarto?
Damon perguntou e só agora eu notei que não estava no meu e sim no dele. Me senti como sua noiva, mas dessa vez de verdade e não com mentiras.
- Eu entro como eu quiser, o castelo ainda é meu.
Ela disse e saiu pegando as roupas espalhadas no chão. Ela estava apressada e tentava não olhar pra nós dois na cama.
- Você mau fica nesse reino, este castelo é meu e eu trago pra cama quem eu quiser, principalmente se essa pessoa for minha futura mulher.
Os olhos dela foram com ódio em minha direção, vi que ela queria me queimar viva. Damon segurou minha mão me dando força e eu beijei suas costas. Ele estava sentado na minha frente e a vontade que eu tinha era de alisar todo seu corpo, mas seria um perigo.
- Vocês me dão nojo, se vistam e desçam para tomar café, lá conversamos.
Ela jogou todas as roupas no colo de Damon e saiu. Eu deitei minha cabeça em suas costas e ele se virou me colocando sentado no eu colo, mesmo com seu membro ainda duro, senti ele pressionar minha bunda.
- Calma meu amor, vai dar tudo certo e eu não vou deixar ela separar você de mim.
Ninguém teria forças pra isso! Sinto que nosso amor é mais forte do que a muralha da China. Ele me dá forças para lutar contra tudo e todos que tentarem nos impedir de ficarmos juntos.
Eu deitei minha cabeça em seu peito, ele beijou o topo da minha cabeça com carinho e me puxou para ficar bem perto de seu corpo. Se pudesse fazer meu corpo entrar no dele já teria entrado com tanta força que ele me puxa e me abraça... E eu simplesmente amo esse carinho meio bruto dele.
- Olha pra mim!
Ele disse e eu movi meu rosto devagar até estar olhando seus olhos, que ainda estavam castanhos. De todo jeito ele fica lindo, de olhos azuis ou castanho ele é perfeitamente meu príncipe.
- Você aceita casar comigo? Sei que já somos noivos, mas não é oficial, nem fiz o pedido. Fui um idiota desde o dia que te vi, mas quero que essa mentira se torne verdade.
Meu sorriso surgiu e eu pulei em seus braços lhe abraçando forte e beijando seu pescoço.
Aquilo era o que eu queria, que ele assumisse seu erro e se tornasse o cara que eu sempre quis como namorado.. Noivo.
- É claro que eu quero!
Ele riu um pouco junto comigo depois me beijou calmo, encostou nossas testas e eu vi seu olhos mudando devagar para o azul, senti agora seu corpo queimando. Ele retirou o sorriso do rosto e se afastou um pouco, ainda sentado na cama.
- Vamos nos trocar logo, minha mãe, dona Amélia, está nos esperando.
Falou e se levantou vi ele andando pelado até o banheiro, eu me joguei pra trás na cama pedindo forças para aguentar a mãe dele sem falar algo que possa me prejudicar, ou mesmo, que faça ela me mandar para a forca.
Me levantei, peguei minhas roupas e saí. Fui até meu quarto, coloquei tudo encima da cama e peguei outra roupa, tomei um banho bem rápido, me vesti e saí do quarto.
Eu tinha colocado um vestido curto, preto e simples, mas lindo e uma sapatilha preta, deixei meus cabelos soltos e penteados e deixei meu rosto sem maquiagem nenhuma.
- Vamos!
Falei vendo ele me esperar encostado na porta do meu quarto, estava de capuz e com uma calça apenas, deixando seu abdômen a mostra e eu ficava louca só de ver aquilo tudo na minha frente.
Ele me olhou de cima a baixo e sorriu, segurou meu braço e começamos a andar.
- Você está linda!
Apenas sorri em agradecimento e não falei nada, até chegarmos na cozinha onde a rainha Amélia Evans nos esperava.
- Finalmente! Achei que iriam me deixar esperando enquanto terminavam seus joguinhos sexuais.
Fingi não ouvir e me sentei, Damon fez o mesmo ao meu lado. Sua mão tocou minha coxa e ficou ali, segurando sem se preocupar se sua mãe poderia ver ou não.
- Agora vamos conversar... O que está desqualificada está fazendo no MEU castelo?
Olhei pra ela com raiva, me segurando pra não dizer quem é a desqualificada. Damon retirou a mão da minha coxa, pegou dois copos, fingindo não escutar sua mãe e colocou suco de laranja pra nós dois, colocou um do meu lado e pegou um pouco da salada de frutas, colocando também perto de mim e outro perto dele.
- Vai me ignorar, Damon?
Sua mãe perguntou e eu olhei pra ele, que agora estava pegando pães e queijo e colocando no prato de nós dois, depois bolo.
- Não vou comer tudo isso!
Falei rindo e ele riu também, pegando uma uva e colocando na minha boca.
- Vai sim meu amor, eu vou colocar na sua boca!
A uva estava uma delícia, ele pegou uma colher e pegou um pouco da salada de frutas e colocou na minha boca, me fazendo sorrir, ele beijou minha bochecha e eu pude ver a raiva nos olhos de sua mãe.
Ele estava só provocando ela!
- Ela sabe comer sozinha, Damon.
Ela disse segurando seu braço, impedindo dele colocar de novo na minha boca, limpei com um guardanapo vendo o clima esquentando mais um pouco e vendo Damon parado, encarando a mesa sem dizer nada, mas depois riu, soltou seu braço e se levantou.
- Vem, meu amor?
Segurou minha mão e eu me levantei sem entender nada, olhando pra ele, mas seu capuz me impedi de vê-lo.
- Volte aqui Damon e se sente, precisamos conversar.
Falou a mãe dele e levantando com pura raiva de nós dois.
- Não temos nada que conversar, estou feliz com minha noiva e isso você não vai mudar... Irmana leve meu café da manhã e da minha noiva no meu quarto!
Ele disse e começamos a andar de mãos dadas. Vi a empregada indo pra cozinha preparar tudo numa bandeja.
- Não se preocupe, não vou deixar ninguém lhe ofender nesse castelo, todos vão lhe respeitar, pois você é minha princesa e isso nunca vai mudar!
Falou e beijou meu rosto, depois minha boca. Fomos pro quarto dele e a comida foi entregue rápido, ficamos sentados na cama dando comida um na boca do outro, claro que Damon tirou o capuz logo quando entrou no quarto, ficamos trocando carinhos, mas seus olhos não paravam de brilhar, um azul intenso que podia cegar qualquer um.
Fingi não ligar pra cor de seus olhos, mas estava difícil olhar pra ele, pois meus olhos começavam a arder.
- Meus demônios se escondem atrás de meus olhos...
Ele disse vendo eu desviar o olhar dele para não arder mais, o mesmo segurou minha mão e falou:
- Você é a cura da minha Maldição, não quero me afastar de você, mas também não posso deixar você muito perto de mim, posso te machucar quando estiver com minhas crises.
- Crises?
Perguntei curiosa lhe interrompendo, ele fez que sim com a cabeça e colocou o capuz na tentativa de seus olhos não me machucarem tanto, mas foi em vão, dessa vez estava forte demais e passava do capuz.
- Sim crises, não consigo me controlar, a raiva me domina e eu faço coisas que não quero, da última vez queimei móveis do castelo, já quase te machuquei e logo depois me arrependo, é como se fosse outra pessoa me controlando.
Ele disse segurando forte minha mão, entendi naquele momento que Damon precisava de ajuda, da minha e de todos que possam ajudar, que saibam mais sobre essa maldição que lhe machuca tanto e lhe atormenta.
- Essa é só a primeira parte da maldição.
Ele disse e soltou minha mão, senti seu medo e angústia em mim mesma, não queria ver ele assim, não queria ver ele sofrendo, principalmente com algo que eu não posso ajudar.
- Qual é a outra parte?
Perguntei e ele se levantou, andou devagar pelo quarto, parecia procurar as palavras certa pra me dizer e eu estava mais assustada ainda, cada segundo que passa fico imaginando coisas horríveis que podem acontecer.
- Se agente tranzar, você morre...
Ele disse de uma vez, de costas pra mim, eu parei no tempo naquele momento congelei, não sabia o que dizer ou o que fazer, vi suas mãos se fechando, então me levantei e o-abracei por trás
- Vamos dar um jeito, eu prometo.
Falei e beijei seu pescoço de leve com medo dele não aceitar aquele toque, mas ele aceitou e se virou colocando nossas testas bem próximas.
- Eu já tentei... Desde o dia que soube que você seria minha noiva comecei a te vigiar, vendo como você era especial e tinha tudo que eu procurava pra ser minha mulher...
Ele sorriu e eu sorri de volta lembrando dos momentos bons e de quando vi ele no castelo de meu pai.
Vi que o brilho azul diminuía, ele só ficava com os olhos daquele jeito quando está com raiva ou nervoso, mas sorrindo e calmo não.
- Já procurei magos, feiticeiros, bruxos, fiz de tudo e nada deu certo, todas que eu pensava que gostava, levava pra cama e elas morriam na minha frente, comecei a levar garotas que eu não conhecia pro remorso não ser tão grande, e elas também morriam... Nada funcionava, parei por um tempo de procurar a cura, mas agora com você aqui eu não quero mais ficar parado, quero uma cura urgente, quero que seja minha, totalmente minha e pra isso preciso me curar.
Ele disse segurando minhas duas mãos e eu sorri.
A cura dele podia ser difícil de encontrar, mas eu vou achar nem que pra isso tenha que dar minha vida.
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