Capítulo 06: Flocos de Neve em seu Olhar
NOTAS INICIAIS
Olá, aventureir♥️s! Tudo bem?
Quem é vivo sempre aparece! :3
Peço desculpas pela demora, é que estou sem PC e pelo celular eu fico me distraindo e não consigo ser produtiva! Mas também me esforcei porque queria entregar um capítulo com qualidade e carinho! ♥️
Sem mais delongas, peguem as garrafinhas de água e boa leitura! ♥️
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"Cola o teu desenho no meu pra ver se cola
Cola o teu retrato no meu, e me namora
Comigo nessa dança, um sonho de criança
E o meu coração colado ao teu pra ver se cola."
Pra ver se cola - Trem da Alegria
❄️
[Vilarejo Namsangol, vinte e quatro sóis de Guwol, nono mês lunar, 1508 d.D]
- Kook! - Namjoon alargou seu sorriso assim que abriu a porta de entrada de sua hanok e encontrou os semelhantes olhos azuis do mais jovem. - Estávamos esperando por você, entre!
- Com sua licença, Namjoon hyung. - Em saudação, o de fios negros retirou seus gomusins e os guardou no móvel próprio ao lado da entrada. - O que Seokjin e TaeTae hyungs estão aprontando? O mensageiro da família disse que não soube detalhes.
- O Tae está empenhado em impressionar os sogros, de fato. - Compreendendo o motivo e esquecendo-se de lembrar o alfa novamente do compromisso marcado em sua hanok com seus appas, Jungkook sentiu as bochechas esquentando gradativamente.
Ele não precisaria lembrar o namorado de se lembrar.
- Esta noite teremos um jantar especial, hyung.
- Sei bem! - Namjoon lhe deu uma piscadela. - Inclusive, ordenei mais cedo que Taehyung tomasse um longo banho, sua apresentação vai contribuir para a boa impressão de seus appas.
Ambos os ômegas soltaram risadas baixas e cúmplices.
- Eu ouvi, hyung! E meus banhos são longos todas as luas! - Taehyung resmungou do cômodo ao lado. - Kook! Venha ver como a sobremesa está ficando!
Animado com o chamado do namorado, Jungkook rapidamente foi até ele, seguido do anfitrião da hanok aconchegante e decorada com diversas plantas e flores em vasos coloridos de porcelana por todos os lados.
Com os olhos impressionados levemente arregalados, o de fios negros parou defronte para a mesa baixa de madeira, onde os dois alfas se mantinham de joelhos sobre suas almofadas, completando o contorno da sobremesa circular com os morangos frescos da horta de Seokjin.
Farejando o ar, o aventureiro mais jovem também constatou o aroma perfumado despregando da pele dourada de Taehyung, com as mangas do hanbok dourado erguidas, protegidas da massa branca e doce que manuseava junto das frutas, o rosto bonito concentrado com um sorriso quadrado nos lábios. Reparou mais uma vez o quanto ele era um alfa bonito.
- Estou orgulhoso, filhote! - Seokjin elogiou usando o apelido carinhoso, afagando as costas do mais jovem. - Aprendeu a fazer sua primeira sobremesa!
- Quanta dedicação, TaeTae hyung!
- Você gostou, flor?
Namjoon e Seokjin trocaram olhares risonhos pela interação adorável entre os filhotões.
- Muito! - Jungkook se ajoelhou sobre uma almofada colorida, assistindo-o posicionar alguns morangos no topo da sobremesa, finalizando a decoração. - Os morangos parecem muito apetitosos também. - lambeu os lábios e Tae riu de seu jeito adorável, em seguida, aproximou uma fruta da boca dele, esse que abocanhou prontamente. - Hum! Delicioso!
- Cresceram tão rápido filhotes! - Seokjin fechou os olhos, apoiando uma mão no peito suspirando dramaticamente. - Luas atrás eu lhes provocava, aparentemente a vontade de dar uns beijinhos realmente passou para vocês! - riu alto e desengonçado.
- Hyung! - Taehyung deixou a bacia com morangos de lado, cruzando os braços e encarando o outro alfa com as sobrancelhas franzidas em descontentamento e vergonha simultaneamente.
- Não tente enganar-me! Já não dão uns beijinhos por aí? Hum?
O jovem casal baixou os rostos em sincronia, as bochechas vermelhas, os denunciando.
- Há! - Seokjin bateu uma palma. - Mas não há problema algum, afinal, hoje esse grande alfa vai pedir a permissão dos appas do namorado para dar uns beijinhos, não é?
- S-Sim! Agora, deixe-me em paz! - Emburrado, o aventureiro colocou a forma redonda sobre delicados pedaços de papel de seda branca, cobrindo a sobremesa e fechando a embalagem com um laço de fitilho dourado.
- Querido, permita-os frequentarem a nossa hanok sem provocá-los, sim? - Namjoon o repreendeu com doçura, porém, discretamente passando uma mensagem sublime com o olhar que ocasionou o marido engolindo em seco. Ameaçador.
- E-Está bem, marido. - Ambos se levantaram. - Está tudo pronto, filhotes! Devem ir para chegar a tempo do jantar! A pontualidade é a primeira observação que os appas do Kook podem fazer!
- A bem e verdade, acredito que meus appas só desejam que façamos como mandam as tradições, mas já concordaram com o nosso compromisso, não é, hyung?
- Certamente, flor. - Tae concordou, esboçando uma expressão insegura no rosto. - Vamos? Eu também preparei com a ajuda de Namjoon hyung, um presente para a madrinha!
- Ah, isso mesmo! - Animado, o ômega se retirou por alguns segundos, retornando com um embrulho pequeno e delicado. - Preparei alguns sabonetes caseiros com as essências das flores que cultivo.
- Tenho certeza de que a omma vai adorar, Namjoon hyung! - Trazendo o embrulho oferecido para suas mãos, Kook inspirou, sorrindo com o relaxante e acolhedor aroma floral o invadindo.
- Conte-me na próxima visita!
- Certo!
- Então vamos! - Com uma das mãos livres e suadas, o acastanhado puxou sua flor para além da porta aberta por Seokjin. Se despediram rapidamente devido ao nervosismo do alfa provocado pelo considerado irmão mais velho.
- Acredito que conseguimos fazer tudo o que planejamos, não é, Kook? - Acalmando-se aos poucos com a ajuda da caminhada ao lado da flor, o alfa relaxou os ombros.
- Sim, TaeTae! Eu auxiliei as betas e a senhora Min a preparar tudo, escolhi os pratos preferidos do appa e da omma para ganharmos alguns pontos!
- Espertinho!
Riram baixinho, ignorando os olhares curiosos que recebiam de outros aldeões durante o percurso da estrada.
Os aventureiros construíram uma conversa com vários assuntos diferentes, e mal perceberam quando pararam em frente aos enormes portões robustos de madeira e ferro da propriedade da família Jeon.
Jungkook foi o primeiro a entrar, acariciando as orelhas de Saron que veio os recepcionar, olhando para trás e franzindo o cenho assistindo o alfa, parado e quieto do lado de fora.
- O que foi, hyung?
- N-Não é nada demais, flor.
Kook sorriu compreensivo.
- Acha que estou apresentável o suficiente?
- É claro! Está parecendo um príncipe! - O ômega voltou alguns passos, segurando novamente a mão do namorado, entrelaçando seus dedos carinhosamente. - Então por que não entra? Meus appas estão nos esperando!
- É que... desta vez será para uma visita importante.
- Está com medo, hyung? - Jungkook o provocou.
- Não, estou perfeitamente confortável! - o alfa empinou o nariz.
- Então entre!
Desmanchando a posição confiante, tornando-se um filhote acanhado, Tae passou a acompanhá-lo junto do cachorro São Bernardo que havia se tornado um membro importante em suas aventuras e um fiel fofoqueiro para o Mestre Jeon.
- Não entendo porquê está tão nervoso, mais do que qualquer outro lobo, você frequenta a nossa hanok e já faz parte da família, hyung.
- Mas jamais os visitei com a intenção de pedir a sua mão, hoje será como o desabrochar da última mugunghwa da estação, Kook!
Jungkook gargalhou, empurrando-o levemente esbarrando em seus ombros.
- Omma e Appa têm conhecimento do nosso compromisso, não há com o que se preocupar.
Taehyung assentiu, engolindo em seco após, pois ainda que tivesse demonstrado coragem o suficiente para prometer a seu padrinho que iria honrar o filhote dele e o compromisso que estavam assumindo, Jungkook parecia ter mais coragem de nomeá-los do que si próprio na frente dos mais velhos.
Os filhotões adentraram a elegante hanok estranhamente silenciosa, retirando os gomusins no tapete grosso cor de areia e depositando-os separadamente nas prateleiras abertas de um armário pequeno e rústico, entregando a sobremesa e o presente à senhora Min que os recepcionou e caminharam em direção a sala principal, onde Misook sorriu serena ao vê-los, confortavelmente sentada sobre uma almofada à mesa. Junho, por sua vez, andava de um lado para o outro com a mão enroscada na barba castanha avermelhada, enquanto, formava um bico emburrado nos lábios. Pensativo.
- Bem vindos de volta, queridos! Chegaram a tempo do jantar!
- Hum! Estou faminto, omma! - Enérgico e descontraído, Kook puxou o alfa pela mão, levando-o ao encontro dos progenitores.
- C-Com licença, madrinha e padrinho. Boa noite. - envergonhado, Tae se curvou antes de juntar-se a eles. Ajoelhando-se na almofada bordô e macia ao lado do namorado.
- Hum... - resmungou o mais velho.
- Appa? Junte-se a nós!
- Hum...
- Está tudo bem, marido? Precisa de um pouco de água? - provocou a esposa.
- Hum... - O alfa não ousou revirar os olhos para ela, apesar da vontade, enxergando a mesma energia espoleta que o filhote defronte havia herdado. - A bem da verdade, solicitei que o jantar fosse adiado por um instante. - explicou, retornando alguns passos até se sentar ao lado da esposa. - gostaria de saber... se vocês tem algo a nos contar, perguntar, talvez...
- Marido! Não irá perguntar antes como foi a tarde deles?
- Tenho medo da resposta, prefiro ser direto, querida. - Os olhos dourados encontraram diretamente Taehyung. - Então...?
O jovem alfa congelou em seu lugar ao lado da flor, guardando em sua memória a expressão séria e sombria do padrinho, jurando ter visto a pálpebra de seu olho tremendo em sua direção.
- E-Eu... - começou, dando uma pausa para respirar fundo e inflar os pulmões de coragem. - Gostaria de pedir a permissão dos senhores para oficializar meu compromisso com o Kook!
Pediu sem pausas, arregalando mais os olhos a cada palavra dita.
- Sim! Nós estamos namorando! - O ômega se agitou sobre sua almofada, causando um riso espontâneo na progenitora.
- Como? Eu e sua omma ainda não os autorizamos! - Junho ergueu uma sobrancelha em direção ao filhote.
- Mas vão autorizar, não vão? - Os olhos azuis encontraram o alfa, pidões e esperançosos.
- Filhote levado! - Ele encarou a esposa de forma incrédula, e ela apenas concordou com a cabeça, apoiando a mão nos lábios escondendo o riso. - Faz esse gesto porque sabe que não resistimos a ele!
- Por favor, Appa! Eu quero namorar com o TaeTae hyung!
- Tenha calma, filhote! - O Jeon pigarreou voltando-se para o... genro. Arrepiou-se completamente ciumento, somente com aquele pensamento. - Está bem, as suas intenções com o meu filhote são boas, meu afilhado?
- Sim, senhor. Eu vou honrar o nosso compromisso e ser um bom alfa para o Kook!
- Muito bem... - Junho encarou a esposa novamente, recebendo um assentir para a resposta que haviam ensaiado durante o tempo aguardando os filhotes. - Fico feliz que queiram compartilhar conosco as suas intenções e que estão dispostos a seguir as regras tradicionais, pois então, nós... p-permitimos - a palavra escorregou seca pelos lábios do patriarca. - o compromisso de vocês.
- Oba! Estou tão feliz, hyung! Somos oficialmente namorados! - carinhoso e pegajoso, o moreno abraçou o namorado pelo pescoço, rindo quando ele o retribuiu com os braços ao redor de seu tronco e farejou seus cabelos.
- Também estou feliz, flor!
- T-Tudo bem, encerrem as comemorações! - Junho esticou os braços sobre a mesa, separando-os com um leve empurrão ciumento. - Devem manter uma distância respeitosa entre vocês!
Por fim, o jantar foi alegre e harmonioso, logo estavam todos conversando normalmente como havia se tornado rotina desde a chegada do alfa em suas vidas. Junho se desculpou e perguntou se foi um bom líder da família ao se portar com seriedade, arrancando risos de todos. Apenas seguiu desconfiado de suas desculpas esfarrapadas para se esconderem no quarto do seu filhote e não descreverem exatamente o que iriam fazer juntos, após a sobremesa e a entrega do presente a Misook. Porém, foi somente espiá-los por alguns instantes, que seu peito acelerou e aqueceu, observando o alfa mantendo a distância respeitável que exigiu, ouvindo Jungkook lendo um livro, enquanto faziam comentários e conversavam tranquilamente.
Suspirou derrotado, no fim das contas ele já sabia o que iria acontecer quando vislumbrou aquele alfa com apenas dez anos dormindo abraçado com seu filhotinho, mas confiava nos garotos que criou junto da esposa e sabia que iriam honrar seus compromissos desenvolvendo-os nas idades corretas. Eram bons garotos.
Seu lobo só não acreditava que a bola de pelos que estava atrelada a seu filhote, já estava grande o suficiente para namorar e deixar o ninho.
❄️
O Jovem Mestre Park chegou à propriedade Jeon algum tempo após o jantar, não interessado em participar da conversa com os patriarcas e o casal de amigos, sem antes cumprimentar o ômega de lindos fios dourados. Passando pela soleira a mostra, devido a porta aberta, encontrou Yoongi sentado à mesa com sua omma beta, os olhos azuis concentrados na história fantástica que ela lhe contava com um largo sorriso.
- Boa noite, Yoongi e senhora Min! - Os sobressaltos deles lhe causaram uma risadinha. - Perdão, a porta estava aberta.
- Não tem problema, filhote! Vamos, entre! - A mais velha o recepcionou com um sorriso. - O que lhe traz à nossa humilde hanok? Além, claro, do meu filhote? - Ela o encarou com um olhar risonho como nos lábios, provocando-o.
- O-Omma!
- Está tudo bem, Yoon. - De bochechas coradas, Jimin tentou acalmá-lo. - Hum... também venho por causa do aroma atrativo de seu célebre chá de ervas, senhora Min!
- Acertou em cheio! Fiz realmente pensando em você, sente-se! - Ela se levantou, erguendo as mãos em rendição sendo alvo do olhar estreito do loiro. - Yoon deve ter pensado que faria outra sugestão... - apoiou uma das mãos nos lábios para esconder o sorriso.
- Omma está alegre, por isso tantas piadas. - justificou-se o ômega, encolhendo os ombros levemente, quando o alfa se sentou ao seu lado.
- Qual o motivo para tamanha felicidade assim, então? - perguntou com interesse.
- Ela serviu o jantar e escutou os padrinhos permitindo o compromisso do Kook e do TaeTae, isso a deixou feliz, - Com delicadeza, a expressão do loiro foi transformando novamente, deixando-o sonhador e brilhante, como percebeu quando passou pela porta anteriormente. - a bem da verdade, eu também estou muito feliz por eles!
- Suponho que sim. - O Park soltou uma risadinha, observando o sorriso bonito e gengival em sua direção. - Eu também estou feliz. - admitiu, recebendo um olhar surpreso e igualmente orgulhoso do amigo. - Me conte mais, qual história fantástica Noona estava lhe contando? - começou um novo assunto, aceitando a caneca fumegante e aromática, juntamente do carinho em seu ombro, oferecido pela beta. Sorriu e a reverenciou em agradecimento.
- A-Ah nada demais, hyung. - A risada da mais velha denunciou as bochechas pálidas e macias corando violentamente. - Omma me contava sobre a primavera em que o Kook e o Tae trocaram pulseiras Sin Sai, prometendo amar e proteger um ao outro, mesmo sendo filhotes, por fim, Tae lhe deu um anel e estávamos dizendo que a história deles é bonita, somente isso.
- Realmente. - Jimin concordou, mordendo o interior das bochechas. A história de Tae e Kook era bonita, mas a que desejava para Yoongi era maior e indescritivelmente bela. - Então na primavera os jovens ganham essas pulseiras?
- Não exatamente, filhote. - A beta sorriu carinhosa chamando sua atenção, não o julgando por não conhecer as tradições, pois o appa nunca o havia levado para participar. - As pulseiras Sin Sai são presentes dos monges no festival da primavera, para jovens apaixonados ou já comprometidos, casados.
- Compreendo. - voltou a encarar o amigo. - Você gostaria de ter uma, Yoon?
- Gostaria. - Ele foi direto e preciso, suspirando em seguida. - Mas não sou um lobo comprometido para ser presenteado.
- O Tae e o Kook também não eram naquela primavera. Irei conseguir uma para você! - Jimin garantiu determinado, bebericando um longo gole do chá quente aquecendo suas mãos.
- Obrigado, hyung. - Yoongi sorriu pequeno e envergonhado.
- Deveria aproveitar o presente e aceitar uma também, Jiminie! - A senhora Min comentou aérea, ignorando a feição assustada de seu filhote.
- Tenho pensado realmente em aceitar, senhora Min.
Yoongi intercalava o olhar esbugalhado entre os outros dois.
- É uma boa escolha, um presente abençoado pelos monges do templo vai atrair uma boa parceria de vida, queridos, afinal, até a primavera vocês podem ter alguma surpresa... - deixando-os confusos para trás, a beta de idade passou pela porta em direção a hanok da família Jeon, apta a organizar a sala de jantar e ouvir a família Jeon sobre a sobremesa feita pelo jovem alfa que havia lhe pedido especialmente para cuidar de seu trabalho feito com as próprias mãos para surpreender os sogros.
- Está tudo bem em sua hanok, hyung? - O ômega perguntou após alguns segundos de silêncio e constrangimento.
- Eu não vejo meu appa há algumas luas, então acredito que sim. - mentiu o alfa, sorrindo de maneira contida, tentando escapar dos olhos analíticos do outro.
- Então tudo bem...
- A bem da verdade... ainda não consigo dormir em minha hanok, apesar dos chás que sua omma preparou. - As olheiras debaixo dos olhos dourados, denunciavam o quanto Jimin sentia-se perturbado com as contínuas explosões de raiva em seu peito e as palavras cortantes do progenitor todas às vezes que se encontravam.
- Você gostaria de dormir aqui essa noite? - Yoongi o encarou com expectativas, apoiando a mão quente sobre a gélida do alfa recém chegado.
- E-Eu poderia?
- Vou perguntar a omma e ao appa! - Ele se levantou enérgico e puxou o alfa consigo para além da porta de seu chalé.
No meio do caminho, no entanto, encontraram Tae e Kook e distraíram-se durante algum tempo conversando e se divertindo juntos, da forma como descobriram que a amizade nascida entre eles se desenvolvia.
O Mestre Jeon e seu fiel amigo trabalhador Min, foram os únicos a quase arrancar todos os fios de cabelos das cabeças, recebendo tais pedidos especiais de seus preciosos filhotes, colocando-os em posições de preocupação extrema, mal conseguindo dormir naquela noite, tendo conhecimento dos alfas dormindo em suas hanoks, perigosamente próximos dos ômegas que tanto amavam e protegiam.
Taehyung e Jimin, porém, dominados pelo pensamento inocente e a vontade de serem acolhidos pelos feromônios doces dos ômegas, suprindo a necessidade da carência que carregavam, sorrateiramente conseguiram se infiltrar nos braços dos mais jovens. Taehyung sendo a conchinha maior para seu namorado, protegendo-o do frio. Jimin contornado pelos braços do loiro, infiltrando o nariz em seu pescoço e dormindo imediatamente com o estado de calmaria que o ômega especial para si, o deixava.
Naquela noite, teve a certeza de que conseguiria uma pulseira Sin Sai para ele e para si próprio, realizando os desejos simples e bonitos que tinha em seu coração.
[Hanok da Família Park, duas luas de Yeongju, décimo mês lunar, 1508 d.D]
Os únicos dois membros da família Park estavam sentados na extensa e exagerada mesa da sala de desjejum, o silêncio desconfortável afetando negativamente o mais jovem, esse tentando controlar a respiração, não tocando na comida em sua frente, pois com o sentimento em seu interior, sentia náuseas.
- Não está com fome, Jimin? - Seu appa perguntou desinteressado, erguendo o olhar vermelho devido ao álcool, sorrindo ironicamente em sua direção.
- Não estou me sentindo bem, appa.
- Você nunca está se sentindo bem, não é?! - O alfa bateu os punhos na mesa, em seguida, lançou a garrafa de bebida contra a parede.
O primogênito sobressaltou em sua almofada, o corpo tremendo de raiva. Era instantâneo, como se o Park cortasse os efeitos do chá calmante sobre si.
- Acha que tem exclusividade?! Que somente você pode se sentir mal?!
- N-Não, Appa. - Fechando os punhos contra o colo, Jimin respirou fundo falhando ao tentar se acalmar.
- Então desfrute do alimento, são produtos nobres, caso contrário não haverá mais nada nessa sala ou nas cozinhas!
Concordando, o Jovem Mestre passou a comer, engolindo as carnes e ensopados temperados com dificuldade.
- Além disso... - O patriarca voltou a falar no tom desinteressado de antes, como se tivesse gritado ou assistido com muita atenção uma ômega gestante vir e se abaixar para limpar os restos cortantes da garrafa lançada. Sem piedade alguma. - O Mestre Jeon não fala em outro assunto, a não ser sobre o compromisso de seu filhote com aquele alfa órfão e imundo que ele apadrinhou...
- Sim, é verdade, Jungkook e Taehyung estão comprometidos.
- E o que você estava fazendo esse tempo todo na hanok da família Jeon, hum?
- Eu... me tornei amigo deles, não tenho a intenção de desposar o Jovem Mestre Jeon.
- Ah, você não tem? - O alfa mais velho debochou, rindo alto e esganiçado, puxando outra funcionária ômega para que sentasse em seu colo. - Você deve fazer o que eu lhe ordeno!
- Perdoe-me, appa. - Sentindo a raiva florescendo desde seu interior, Jimin se afastou da mesa. - Preciso me retirar, não tenho fome.
- É o melhor mesmo, não aguentaria olhar para a sua cara nem mais um minuto! Saia!
Completamente afetado, o jovem alfa deixou a sala e não surpreendeu o progenitor quando abriu a porta de entrada e deixou a hanok, correndo pelas ruas do vilarejo, conseguindo imaginar perfeitamente o chalé aconchegante e o belo ômega que o receberia de braços abertos.
Seu peito subia e descia rapidamente, a sensação esmagante em seu coração conforme se afastava da propriedade, no entanto, compreendendo o que significava a estranha sensação de formigamento em suas mãos, as mordidas no interior das bochechas e os olhos buscando por qualquer objeto que pudesse quebrar, o fez obrigar-se a desviar o caminho conhecido por si e bater à porta do curandeiro do vilarejo.
Quando o alfa, risonho e relaxado o viu, suas sobrancelhas se ergueram de surpresa.
- Jovem Mestre, Park?
- E-Eu preciso de mais ervas, a dosagem não está mais funcionando! - ele rosnou, fechando as mãos em punhos contendo-se.
- Bem... entre, por favor. - Tornando seus feromônios mais fortes devido a presença das três ômegas do lado de dentro, o curandeiro abriu espaço para que passasse por ele. - Fique à vontade, irei colher mais ervas, só um instante. - falou o mais velho de forma séria, garantindo que seu cheiro estivesse marcando todo a hanok, mostrando que era o alfa dominante ali e deixando Jimin desnorteado com o excesso de raiva presa dentro de seu peito.
Respirando fundo, franzindo o nariz pelos fortes feromônios, ele observou as ômegas do outro lado do cômodo, lhe encarando de volta curiosas.
- Olá! - A menor delas, filhote, abanou a pequena mão em sua direção, o sorriso faltando alguns dentinhos, grande e radiante em sua direção.
- O-Olá.
- Você está sentindo dor? - A segunda mais jovem lhe encarou com preocupação, apontando em direção as palmas de suas mãos condecoradas com finos filetes de sangue, pela força que apertava a carne com as unhas.
- Um pouco. - mentiu ele, pois a dor que sentia o fazia querer arremessar e quebrar e rosnar para todas as direções até a raiva desaparecer.
Era como um rugido que estivesse preso dentro de si e o sufocasse por não poder sair.
- Está febril. - A mais velha concluiu, franzindo o nariz com os feromônios a invadindo.
- Estou me controlando para não causar nenhum mal com a minha doença.
A filhote tombou a cabeça para o lado, deixando de ouvir as irmãs preocupadas e se aproximou de si, tocando uma de suas mãos.
- O que é a sua doença, alfa?
- É uma doença no meu peito que pode machucar outros lobos se eu ficar próximo demais. - Jimin baixou o rosto.
- Mas você parece um alfa bonzinho!
- Talvez eu não seja, por isso preciso de uma cura.
- Essa doença é perto do seu coração? - Sorrindo pequeno pela inocência dela, o Park assentiu. - Eu e as minhas irmãzinhas dançamos! Faz com que os nossos corações fiquem quentinhos e felizes! Gostaria de tentar?
- E-Eu não acho que... - Sentindo as palmas úmidas de suor quando foi puxado pela filhote até o centro da sala de estar, o alfa se curvou em respeito às mais jovens, deixando seus feromônios fracos mesmo tremendo de nervoso.
- Assim, alfa! - A menor entre elas começou a mexer o corpo coberto por um delicado hanbok com de rosa de forma desengonçada, gargalhando ao rodopiar, balançando a trança negra de seu cabelo brilhante.
- Não é exatamente assim os movimentos, estamos a ensinando. - A segunda mais velha sorriu pequeno, idêntica a filhote, passando a guiá-la ordenando os passos projetando uma dança ritmada e bonita.
- Você pode mexer seu corpo sem medo, - A mais velha estava desconfiada, observando-o de cima a baixo. - Appa nos ensinou que os movimentos livres podem nos tirar da prisão de nossa mente, deixamos de pensar nos problemas e nos ajuda a acalmar. Principalmente a filhote, pois perdemos nossa omma recentemente.
- Eu entendo perfeitamente. - Jimin repuxou os lábios entristecido e assentiu lentamente, buscando imitar as mais jovens, falhando pois seu nervosismo mantinha o corpo rígido. Rosnou.
- Eu não consigo fazer isso! - Se afastou alguns passos, sendo surpreendido com a filhote segurando a sua mão novamente.
- Eu lhe ajudo! - Ela sorria grandemente, sua aura infantil e fofa lhe contagiando aos poucos.
Assentindo, o alfa assistiu todas as irmãs darem as mãos, completando um círculo consigo conectando sua palma livre a da mais velha das ômegas, inclusive que si próprio, reparou devido suas diferenças de altura e estrutura.
Juntos fizeram três voltas, soltando-se e movimentando os braços primeiramente, após, combinando com as pernas e quadril.
A onda efervescente que estava causando dor de cabeça, esfriou gradativamente, os rosnados do alfa cessaram e o aperto no peito diminuiu conforme movimentava o corpo. Jimin sorriu ao respirar e sentir o ar passear e inflar seus pulmões livremente, sem nada o impedindo. Parou somente quando notou a presença do curandeiro, se afastando de suas filhas dando os passos restantes ao seu encontro novamente.
- P-Perdão senhor, eu somente aceitei o convite de sua filhote... ela queria brincar.
- Tudo bem, Jovem Mestre Park.
- Jimin... me chame somente pelo meu nome, por gentileza.
- Está bem... Jimin. - O alfa franziu levemente o cenho, não acostumado devido às suas diferenças hierárquicas dentro do vilarejo. - Você passou alguns minutos entre minhas filhas e a dança, o que você sentiu?
- Eu me senti livre e o peso sobre meus ombros desapareceu, bem como todos os meus pensamentos até este momento.
Jimin percebeu que sua mente havia apagado os feromônios e as palavras duras de seu Appa, deixando somente as que lhe traziam felicidade, como a dança e como Yoongi.
Tornou a sorrir. O efeito igual ao que aquele ômega tinha sobre si, quando lhe permitia farejar seu cheiro e dormir abraçado a ele.
- Acaba de me ensinar algo a mais sobre sua doença, Jovem... Jimin. - O curandeiro o retribuiu. - Talvez possa dividir os intervalos entre as canecas de chás, com a dança. Minhas filhas praticam na escola, a mais velha pode guiá-lo nos primeiros dias.
- Eu adoraria! - Jimin se virou para encarar a ômega de sardas no rosto e cabelo igualmente negro e trançado. Ela estreitou o olhar e cruzou os braços. - S-Se não for atrapalhá-la, senhor. - O alfa encolheu os ombros.
- Não irá, mas deverá se dedicar às aulas.
- Conte com isso! Vejo que será um ótimo calmante para minha doença!
- Está bem. - A jovem moça concordou por fim.
- Somente devo alertar-lhe. - O mais velho chamou sua atenção novamente. - Não há muitos alfas que apreciam a dança, pode ouvir comentários indesejados.
- Não me preocupo com as opiniões alheias, necessito de uma cura!
- Espero que a dança lhe ajude, Jimin, também aconselho a visitar-me frequentemente, iremos avaliar seu comportamento após as aulas e com o passar das luas. Estou confiante com este processo.
- Acredita que eu posso ser curado? Essa doença deixará de ser minha condenação? - Os olhos dourados o encararam completamente esperançosos.
- O tempo irá nos dar uma resposta, Jimin. - O curandeiro o confortou com um aperto suave em seu ombro direito.
Com expectativas altas e determinado a sentir novamente a sensação de liberdade que os curtos movimentos lhe proporcionaram, o alfa se despediu do curandeiro e sua família, voltando para casa conseguindo ouvir o canto das corujas e o relinchar dos cavalos, sons que não ouvia há tempos com seu estado nervoso sempre o dominando completamente.
Ao deitar-se em sua cama, no pequeno quarto distante de qualquer outro cômodo aristocrata da enorme hanok, Jimin dormiu instantaneamente, um pequeno sorriso ansioso nos lábios desejando contar sobre aquela chance de cura a Yoongi.
❄️
Algumas luas se passaram e a filhote mais velha do curandeiro levou sua palavra com seriedade, mantendo Jimin até o término das aulas de dança todas as tardes, o puxando pelos corredores da escola com tanta pressa, o impedindo de procurar por Yoongi, aprisionando sua vontade de contar tudo a ele e de como estava sentindo-se reestruturado e calmo com a atividade.
O ômega loiro, por sua vez, sentava-se em um banco próximo das salas de aulas todos os dias, com a esperança de lhe encontrar e perguntar se havia feito algo errado para si. Temendo que as provocações de sua omma, insinuando os sentimentos que tinha por ele e ansiava ser retribuído, tivessem o afastado de repente.
Naquela tarde em específico, estudava literatura enquanto aguardava, ouvindo passos pelo piso de madeira à frente, levantando o olhar e encontrando os lobos mais velhos deixando suas salas, descendo os degraus passando por si em direção aos portões. Entretanto, acompanhou com a cabeça a direção de dois betas caminhando à sua esquerda comentando sobre o nome do alfa especial para si.
- Desta vez acredito que o Aristocrata Park encontrou uma companheira para a primavera!
- Eu também o vi conversando com uma ômega mais velha, luas atrás, pelos corredores! Ela é a sua escolhida?
- É o que dizem!
- Quem diria... logo aquele alfa estranho pode encantar uma ômega antes de nós.
- De fato!
Eles se afastaram ainda animados com a conversa, alheios ao loiro com o
coração retumbando ardente no peito, empurrando as paredes como se quisesse escapar de dentro de si.
Se levantando com os olhos ressumbrados pela dor que o afetou, a sensação de abandono e pela tristeza da rejeição em ter conhecimento de que nunca poderia nutrir sentimentos por ele, Yoongi adentrou a escola novamente, procurando por alguma sala vazia onde pudesse colocar sua dor para fora, não olhando para trás para conferir se seu Appa adotivo estaria lhe esperando. Ainda era complicado entender que não era mais um filhote solitário.
Secando a coriza que escapou de seu nariz com o esforço em segurar as lágrimas, não prestando atenção para os corredores andava, parou de repente ao escutar uma melodia abafada, porém, forte e lindamente doce.
Distraído e curioso, arrastou as portas de madeira revestidas de hanji, colocando a cabeça para dentro e encontrando um professor ômega, com os cabelos castanhos soltos e compridos o suficiente para ultrapassarem o banco que estava sentado, correndo as polpas dos dedos delicadamente pelo instrumento grande e cheio de teclas pretas e brancas a sua frente.
Encantando, o Min se aproximou até poder observar o que ele fazia, suspirando com a música que entoava pela sala enquanto ele tocava e apertava as teclas em alguma sequência que não conhecia. Os olhos azuis do professor o encontraram, então ele sorriu e encerrou a canção.
- Você não é meu aprendiz, mas é uma honra conhecê-lo.
- D-Dsculpe, professor. - Yoongi se curvou, passando as mangas do hanbok cinza pelas bochechas úmidas com as lágrimas que escaparam. - O prazer é todo meu, me chamo Min Yoongi. - Sorriu pequeno com a sensação quentinha que o tomou ao ditar em voz alta seu sobrenome.
- Pode me chamar de professor Eum. Meu nome significa música, acredito que meus appas tenham traçado meu destino antes de mim. - Eles riram baixinho em conjunto. - O que lhe traz a minha sala de aula?
- Nunca ouvi algo parecido, foi uma bela canção.
- Não é comum um piano de cauda em nosso país, veio de muito longe... - ele contou. - Muitos dos alunos preferem seguir as tradições e tocar nosso instrumentos folclóricos, mas acredito que há beleza no que é estrangeiro. - Ele o analisou, os olhos sorrindo carinhosamente. - Você é um exemplo, jamais vi cabelos feitos de fios de ouro, és lindo.
- O-Obrigado. - O Min sentiu o rosto aquecendo na região das bochechas. - A propósito, como tens conhecimento da sequência para formar uma música?
- Tens interesse em aprender? - ele o respondeu com outra pergunta e o Min assentiu freneticamente, arrancando-lhe um riso. - Volte amanhã neste mesmo horário, estarei pronto para iniciar seus estudos. - Ele se levantou, acompanhando-o até a porta novamente e além dos corredores.
- Sabe? Algumas vezes aprender sobre um novo prazer pode ser a medicina para sentimentos joviais bagunçados. - Ele estendeu o polegar, secando uma última lágrima escorrida pela bochecha pálida do ômega mais jovem.
- C-Certo! Obrigado! - Yoongi o reverenciou mais uma vez, acenando para seu appa ao longe, as mãos apoiadas na cintura demonstrando preocupação, relaxando os ombros somente quando o viu.
❄️
Sem contato pelas próximas luas, alfa e ômega seguiram aprendendo em suas novas atividades de forma afastada, alimentando suas inseguranças ao procurarem um pelo outro, desencontrando-se nos corredores da escola e nos caminhos para suas hanoks.
Após mais um término da aula de dança, o Park coletou suas coisas rapidamente e deixou a sala com pressa, decidido a procurar novamente pelo ômega que permanecia em seus pensamentos, pois sentia que estava enlouquecendo, desejando sentir o seu cheiro, seu toque quente e delicado e ouvir a sua voz.
Passando a passos rápidos pelo último corredor da escola, ele virou para a esquerda e esbarrou em um professor ômega, que resmungou assustado com o baque.
- P-Professor! Perdoe-me! - Se curvou três vezes consecutivas, colhendo seus pertences que se esperramaram pelo assoalho de madeira nobre.
- Está tudo bem, apenas fui surpreendido, estava perdido em pensamentos. - Ele sorriu para si, o acalmando.
- Obrigado! - Passando ao seu lado, ele se despediu com outra reverência e seguiu alguns passos, pensando se aquele professor poderia ajudá-lo, virou-se para ele novamente. - Professor!
O ômega que havia seguido seu caminho pelo corredor de onde o Park veio, colocou metade do corpo para o lado em que estava novamente.
- Sim?
- Por algum acaso, o senhor teria visto um ômega com cabelos dourados por estes corredores?
- Yoongi? - Jimin arregalou os olhos.
- Sim! O senhor o conhece?
- Nos conhecemos há pouco, ele é meu novo aprendiz. - O ômega sorriu. - Por obséquio, eu o deixei em minha sala de música no final do corredor, enquanto, irei buscar algumas partituras simplificadas para as aulas.
- Certo! Lhe garanto não atrapalhá-lo durante a aula!
- Está bem!
O professor assistiu o alfa se afastar com uma breve corrida, adentrando a sala que citou. Negando para si próprio, continuou seu caminho com um sorriso nos lábios.
- Yoon! - Jimin o chamou assim que encontrou os fios compridos e dourados.
- J-Jiminie! - Os olhos azuis o encontraram arregalados pela surpresa.
- Pelos dEuses lhe encontrei! - Sem receios, se aproximou abraçando-o com a saudade sentida, farejando seus feromônios florais e doces despregando suavemente da pele quente. - Há algo que quero lhe dar! - Afastando-se, retirou do bolso interno de seu hanbok vermelho, um elástico de tecido preto. - Para prender seus cabelos durante as aulas, dessa forma, não caíram sobre seus olhos!
O coração do ômega acelerou e suas bochechas esquentaram, no entanto, Yoongi não pegou o objeto oferecido a si, desviando o olhar.
- Não posso aceitá-lo.
- Por que? - Jimin franziu o cenho.
- Não deve presenteá-lo a sua escolhida?
- Minha escolhida? Eu não tenho uma!
- Não? É o que todos estão comentando pela escola! - Formando um bico nos lábios, Yoongi voltou-se para as teclas do piano, apertando a primeira sequência ensinada pelo professor.
- Não confie em boatos, Yoon! Eu não tenho uma escolhida, isso é sério!
- E a ômega com que lhe viram? - A pergunta escapou do loiro, fazendo-o cerrar os punhos sobre as teclas, desejando não ter perguntado. - D-Digo...
- Ah! - O alfa prosseguiu sua explicação. - Sobre ela, não há necessidade de preocupação, preciso na verdade lhe contar que ela está ajudando-me com uma possível cura para a raiva exacerbada que sinto!
- Oh! - O Min se virou para si novamente. - C-Como? - Perguntou tentando disfarçar a curiosidade, arrancando um largo sorriso do alfa, gesto que escondeu seus olhos em uma expressão bonita.
- Ela me guia junto a uma professora nas aulas de dança! Os movimentos ritmados têm me deixado calmo e nas últimas luas tenho conseguido dormir!
Yoongi sorriu verdadeiramente, os ombros relaxando com o alívio que o dominou, afetado pela alegria do alfa em sentir-se bem e ter desejado compartilhar tudo consigo. Seus sentimentos bagunçados afetaram a força de seus feromônios ao redor dele.
- Isso é incrível, hyung! Estou muito feliz por você!
- Obrigado! - O alfa se aproximou novamente, abaixando a cabeça pedindo com um gesto carente um afago sobre os cabelos, como um grande filhote. O Min riu antes de entrelaçar os dedos no cabelo negros e lhe acariciar. - Mas de nada adiantaria se não tivesse me ajudado com seus conselhos e incentivado a minha procura pela cura!
- Você se esforçou e conseguiu por conta própria, o mérito é todo seu, hyung!
Eles encontraram um momento de silêncio enquanto aproveitavam a presença um do outro e satisfaziam suas saudades, confusos com o turbilhão de sentimentos causados pela distância daquelas luas anteriores entre eles.
- Eu tive uma ideia! - Yoongi anunciou, encontrando os olhos dourados do alfa. Secretamente seu escolhido. - Meu professor pode retornar logo e tenho que treinar a primeira sequência que dá origem a qualquer música, então lhe proponho, que tal você me mostrar sua dança e eu a música com a sequência que conheço?
- É uma ótima ideia, Yoon, aceito! - Se afastando até o centro do cômodo, o alfa preparou a posição inicial de seu coroo como havia aprendido, igualmente o ômega com os dedos nas teclas corretas.
Daquela forma, ambos combinaram seus ensinamentos em uma sinfonia harmônica e especial somente para eles. Uma aventura para Jimin e Yoongi.
[Hanok da Família Park, treze luas de Yeongju, décimo mês lunar, 1508 d.D]
Naquela lua cheia, o jovem alfa havia tomado um longo e relaxante banho após bons momentos treinando os movimentos de dança que havia aprendido na aula e visitou o curandeiro do vilarejo, alegrando-se com as boas notícias sobre sua recuperação física e emocional. Desde que havia iniciado a atividade e retornado a permanecer ao lado de Yoongi, não sentia o peito esmagado pela onda incontrolável de raiva, somente a aceleração constante pela admiração que sentia por ele, pelo que estava nutrindo de sentimentos por ele.
Educado como sua omma lhe ensinou desde filhote, surpreendendo a todos com sua gradual mudança e transformação, despediu-se dos funcionários da hanok e se escondeu em seu cômodo confortável, no pequeno quarto sob as escadas, com pertences da matriarca, uma cama macia, cobertores e livros de literatura e filosofia e o jantar de lua nova que sua ama lhe preparou com carinho. Sentia que seu quarto enorme e luxuoso não oferecia o consolo para a solidão que passava em mais uma lua nova.
O Park acostumou-se rapidamente a fechar os olhos e dormir profundamente, aguardando por um novo sol e o prazer da rotina que seguia, porém, momentos depois, escutou passos pesados, gritos e garrafas colidindo contra as paredes. Usou os cobertores para abafar o som em seus ouvidos, sentindo seu coração acelerar e o sufocar impedindo-o de respirar de repente, suas presas surgiram e o brilho feroz dos olhos encheu seu peito de medo e raiva. Ele detestava ver tudo o que seu appa fazia de mal dentro da hanok, seus gritos e palavras ofensivas contra si, sua agressividade e seu desrespeito com os ômegas que dominava, maltratando-os enquanto estavam afetados sob seu feromônios, suas repreensões que o deixavam machucado e descontrolado imitando seus gestos.
Seu corpo passou a tremelicar mesmo sob os cobertores e o cômodo se tornou sombrio, o jovem alfa temia tornar-se como o progenitor e repudiava aquilo de todas as formas, acabando por machucar a si próprio na falha tentativa de manter o controle.
Mordeu a própria mão ouvindo seus gritos tão próximos, abafando um resmungo assustado quando uma garrafa se partiu do lado de fora.
Trazendo alívio, os passos continuaram se afastando, a sombra deixou a frente do papel artesanal da porta, seus olhos transbordando em lágrimas não acompanharam com nitidez.
Tinha conhecimento de que ele iria retornar a qualquer momento para perturbá-lo, e sendo ligeiro, vestiu-se e deixou a hanok sorrateiramente, aproveitando a distração do mais velho com os funcionários para pular a janela da sala de estar, sem precisar atravessar o quintal frontal, chegando diretamente nos portões. Em seguida, passou a correr pelas ruas do vilarejo silencioso e perigoso para um filhotão, em direção ao chalé da família Min outra vez.
Acolhendo seus pensamentos certeiros, antes que a lua chamasse completamente a atenção no centro do céu, estava sentado ao lado do ômega no banco do jardim traseiro da propriedade, sendo também aceito pelo casal de betas para que pudesse dormir em seu chalé novamente.
Aqueles gestos faziam-o se dedicar ainda mais à família que tanto passou a admirar e respeitar, recebendo seus ensinamentos e o carinho que tinham um com o outro.
- Você quer conversar, hyung? - O ômega perguntou baixo, chamando sua atenção com os olhos azuis preocupados.
- Meu appa estava alterado, então pensei que pudesse ter a sua companhia aqui.
- Sempre terá minha companhia!
- Obrigado, Yoon.
- E ele lhe machucou? - As mãos quentinhas tocaram seu rosto, analisando-o com zelo.
- Não desta vez, pois não me encontrou, mas não estou me sentindo bem, é como se tivesse algo entalado em minha garganta. - Sua respiração era irregular e o peito subia e descia agitado. Sentia a força se acumulando em seus punhos e a vontade de gritar quebrando tudo o que entrasse em sua visão. Tantas luas e sóis de esforço trouxeram uma onda maior de raiva quando fugiu de seu controle.
Porém, a voz doce o puxou novamente. A voz daquele ômega que havia lhe conquistado e cultivado confiança, anestesiando aqueles sintomas que repudiava e não tinha conhecimento de como arrancá-los por completo.
Aquela era sua lenta condenação. Desanimou-se.
- Permita-me examiná-lo, hyung.
Inesperadamente, o loiro inclinou o tronco, apoiando a cabeça em seu peitoral.
- O-O que está fazendo?! - Jimin exasperou, segurando a borda do banco de madeira com tanta força que os nós de seus dedos arderam.
Yoongi não o respondeu, continuou com a cabeça encostada em seu peito, sorrindo ao sentir o bater forte e rápido do coração do alfa.
- Este é um coração com muita energia, de fato.
Jimin sentia as pernas formigando e amolecendo, mesmo sentado, era incapaz de movê-las.
- Não é aconselhável ficar tão próximo, Yoon.
- Por que? O que há de errado com o seu coração, Jiminie?
- Ele... d-dói. - Jimin prendeu a respiração por alguns segundos, sentindo o suor acumulando nas têmporas com o corpo se obrigando a ficar parado.
Yoongi o acalmava e causava aquela intensidade de sentimentos ao mesmo tempo.
O Jovem Mestre sabia que começou a nutrir sentimentos pelo ômega devido sua aproximação e amizade, um vínculo criado pela convivência. Porém, se fosse efeito daquele fato, por que então não conseguia controlá-los? Estava entregue nas mãos do ômega com a mente repleta de massa branca e sem respostas. Estava permitindo ele fazer o que quisesse consigo naquele momento.
- Doi? - Os olhos azuis encontraram os seus. Então, no pensamento surgiram várias imagens o lembrando do quanto já admirou aquele par de olhos bonitos. - Eu posso consertá-lo com o meu... o que acha?
Com amargura e estranha surpresa, o Park sorriu. Seu crescimento trouxe consigo uma força e desajeito incomuns, ele agora não só quebrava e arremessava tudo ao seu redor, como também machucava a si próprio com maior frequência. Como poderia aceitar aquela proposta?
Porém, mesmo com o tremor ao soltar o banco, segurou as mãos do ômega com delicadeza.
- Não posso aceitá-lo. - sentenciou, com o peito ardente e quebrado ao vê-lo perder o sorriso gengival de outrora. - De maneira simplória, eu sou uma maçã podre, e se me curar com o seu coração tão puro, não lhe restará nada além de apodrecer também.
- M-Mas... Jiminie.
- Eu não posso machucar o... - meu escolhido. Ele não terminou a frase, engolindo em seco. - m-meu melhor amigo. Essa doença pode não ter cura, é instável e eu tenho medo.
- Não precisa enfrentá-la sozinho! Deixe-me ajudá-lo, hyung!
- Mas e se eu te machucar? Não vê como podemos nos afastar assim?
- Se me machucar, eu prometo que irei me afastar e não insistir em ajudá-lo. Me manterei seguro, por mais que saiba que ao seu lado não tenho preocupações, pois jamais deixarei de ser seu... amigo.
Jimin sentiu seu interior explodir, mas daquela vez era diferente, não em raiva descontrolada e sim em lágrimas quentes e intensas.
Em surpresa, Yoongi lhe abraçou, permitindo que encostasse a cabeça em seus ombros e chorasse até que a dor desaparecesse.
Os betas preocupados com o sumiço dos jovens, ao encontrá-los, decidiram apenas espiar um pouco da conversa e por fim, deixá-los em privacidade. Emocionados com o filhote de coração que criaram e que havia se tornado um garoto doce e amoroso.
- Está tudo bem, Jiminie, eu estou aqui.
Aquela frase somada a toda a emoção que o Park estava sentindo desde sua saída conturbada da propriedade de sua família, o levou as lembranças de sua falecida omma o cuidando, lhe dizendo aquelas mesmas palavras, fazendo juras de cuidado, carinho e proteção. Sentiu-se quente e calmo nos braços do ômega, como somente ele saberia o fazer sentir dali em diante.
- Yoongi... - chamou após conseguir se acalmar, esfregando o rosto no ombro do mais jovem, inebriado pelos feromônios de camomila e lavanda.
- Sim, hyung?
- Essa lua... é minha lua nova.
- Isso é s-sério? - O ômega o afastou, somente para que pudesse encontrar seus olhares. Assentiu com um sorriso pequeno. - Feliz lua nova, hyung! Perdoe-me eu não preparei um presente a tempo, não saberia de qualquer forma, mas eu lhe prometo um presente bonito e que demonstre o quanto és especial para mim! - O sorriso gengival que ele abriu fez-se o presente que Jimin tornaria seu favorito. - Vamos contar a omma e ao appa, o jantar será especial!
Calmo e confortável outra vez, o alfa sentiu seu estômago sinalizar o quanto concordava com seu escolhido.
No entanto, decidido mesmo que ainda amedrontado pelo futuro incerto que as palavras trocadas os levariam, segurou as mãos do ômega.
- M-Mas antes, - respirou fundo tomando coragem, sentindo as bochechas esquentarem. - eu posso ser egoísta e lhe pedir um presente neste exato momento?
- Claro, hyung! O que é?
Sem respondê-lo com palavras, o alfa se aproximou até que seus lábios se encontraram brevemente, deixando a sensação doce e vibrante ao se afastarem, ambos com as bochechas coradas e olhos arregalados.
Ali, Jimin também havia dado sua resposta, sua entrega, permitindo o ômega de curá-lo com seu coração, porém também prometendo a si próprio que continuaria se esforçando pela cura daquela raiva enraizada em seu ser, para que não existisse o risco de machucar seu escolhido enquanto pudesse estar próximo daquela forma dele, nutrindo sentimentos e o admirando-o cada vez mais.
[Vilarejo Namsangol, vinte e quatro sóis de Sibilwol, décimo primeiro mês lunar, 1508 d.D]
Durante aquela tarde, Taehyung e Jungkook seguiram além da floresta, encontrando um emaranhado de mata fechada e após alguns rasgos pelos hanboks com os galhos baixos e espetados e poeira, encontraram uma clareira que torceram para serem os primeiros a desbravarem, beijada pelo sol refrescando seus pulmões com ar fresco e uma linda montanha de paisagem coberta com neve densa e brilhante. Os aventureiros sentiram-se pequenos iguais aos flocos de neve, mesmo longe o suficiente daquela visão mágica de sua aventura.
- É tão lindo... - Os olhos azuis mantinham-se arregalados, como se pudessem registrar a maior parte da paisagem o mais rápido em sua mente, temendo perder aquela oportunidade de alguma forma.
- É mesmo. - Tae se aproximou esbarrando seu braço no ombro do mais novo, desviando o olhar da imensa montanha diante de si, da aventura inigualável que desejou desde filhote, para as aventuras que descobria todos os dias no seu reflexo nos olhos azuis, tão puros e grandes como na primeira vez que os encontrou. - É lindo. - Disse baixinho, olhando diretamente para o namorado.
Sorriu grande e quadrado com o título em seus pensamentos.
Jungkook encontrou seus olhos, sentindo as bochechas esquentarem diante da indiscrição do alfa por quem estava nutrindo e desenvolvendo seus sentimentos românticos, como nos livros.
- Vamos nos sentar um pouco para observar, TaeTae.
- É uma boa ideia.
Estendendo a toalha retirada do saco nas costas do moreno, eles se sentaram e passaram a lanchar em silêncio na companhia do cão amigo, assistindo o pôr do sol os cobrindo com graça, distribuindo os últimos raios solares afetados pelo frio se aproximando.
Eles eram jovens corajosos e aventureiros, mas também bons para os progenitores Jeon, Noona Kim e Namjoon e Seokjin, que os criaram juntos naquela amizade e os aconselhavam naquela nova fase, porém, algumas regras impostas tiravam-os da privacidade que queriam, e sob o último fio de luz dourada, trocaram alguns selinhos envergonhados, aconchegando-se um ao outro naquele momento somente deles, ainda que Saron soltasse alguns latidos tentando avisar o Mestre Jeon ao longe, como havia sido treinado, porém, sendo preguiçoso, somente deitou-se perto dos donos e passou a descansar da longa caminhada e brincadeiras com borboletas que tiveram até ali.
Antes de escurecer completamente, Taehyung cumpriu a ordem do patriarca e levou sua flor novamente para o lar, os dedos entrelaçados para todos que quisessem ver o escolhido do famigerado Jovem Mestre Jeon, parando no portão, despediram-se com um abraço longo e apertado e o latido de Saron ocasionou em Junho colocando a cabeça para fora da porta de entrada principal da hanok, curioso e enciumado.
Taehyung e Jungkook negaram um para o outro rindo de forma sapeca, próximos o bastante para que seus feromônios se misturarassem.
- Não se esqueça de pedir o mapa da montanha a Noona Kim, hyung!
- Não irei, amanhã mesmo trarei o mapa em nossa nova exploração.
A animação do alfa se perdeu por um segundo e ele suspirou de repente, apoiando o queixo sobre a cabeça do mais baixo.
- Aconteceu alguma coisa, TaeTae?
- Não sei se terei muito mais tempo para acompanhá-lo com este mapa. Logo estarei partindo para o Palácio Real...
- Então eu vou lhe esperar e proteger o nosso mapa! Appa também prometeu que vai ser bom, confie nele!
- Eu confio, - se afastaram voltando a encontrar seus olhares. - é só que vou ficar longe de você. - Taehyung foi sincero, recebendo um sorriso largo e envergonhado de dentes avantajados.
- Eu também não sei o que sinto em relação a isso, mas será bom para o futuro, onde poderemos passar muito tempo juntos!
- Está certo, flor. - Tae sorriu quadrado, acariciando os dorsos das mãos descansadas sobre suas palmas.
- Para que a saudade não seja dolorida, eu planejei seu presente de lua nova!
- É sério? O que é?
- Irei lhe presentear com um anel, assim quando olhar para sua mão se lembrará do nosso compromisso e não precisará ficar triste, somente ansioso aguardando pela sua volta no festival de primavera!
- Eu adoraria, flor! Me lembrarei com detalhes da minha lua nova todos os dias, até retornar para lhe visitar!
- Então ficaremos bem!
Sorrindo um para o outro, Tae foi surpreendido primeiro ao notar pequenos flocos de neve caindo sobre a cabeça de fios negros e de ondas bonitas e brilhantes, refletindo nos olhos de diamante conectados aos seus.
- Ficaremos. - suspirou admirando-o.
Apesar de confortarem um ao outro, eles conseguiam sentir os lobos conectados às suas almas resmungando chorosos de saudades. Abraçaram-se outra vez, movendo-se lentamente em um círculo na dança que usariam de desculpa para retardar sua separação naquela noite.
[Vilarejo Namsangol, seis sóis de Jeongwol, primeiro mês lunar, 1509, d.D]
Cada lua e sol foram aproveitados pelos filhotões, cada par com suas aventuras e seus sentimentos em desenvolvimento. Sob os flocos de neve caindo espessos, trocaram palavras inexperientes sobre amor e curtos selinhos, no tempo que, aprendiam como um compromisso funcionava.
A lua nova de Taehyung reuniu-os no lago congelado da Floresta Encantada de Rosas de Saron, onde os últimos momentos como filhotões os alegraram até a lua subir aos céus.
As dezoito luas novas dos alfas confirmaram suas novas responsabilidades ao que puderam assistir o sol nascendo no horizonte e se despediam dos lobos importantes para eles. Jimin e Taehyung estavam com medo, porém, honrariam seus compromissos como alfas e parceiros dos seus escolhidos.
Jimin não via seu appa há muitas luas, optando por ir acompanhado do Mestre Jeon e Taehyung, a quem considerava um amigo próximo e agradecia por ele ter cedido a sua amizade igualmente. Observava-o se despedindo de Jungkook ao longe, completamente oficializados, enquanto, trocava um longo abraço com o doce ômega de fios de ouro, escolhendo suas palavras para não denunciar o compromisso que gostaria de assumir com ele igualmente.
- Escreva-me cartas, hyung! - Yoongi pediu com os olhos inundados, apertando-o em seus braços. - Sentirei saudades até o festival de primavera!
- Será minha primeira tarefa para quando chegar ao Palácio, Yoon! Também irei sentir saudades até poder visitá-lo!
Jimin encarou os pulsos e dedos anelares dos amigos, observando as confirmações de seu compromisso nitidamente. Assentiu por fim, lembrando-se de sua promessa para colocar um par semelhante em seu escolhido na primavera e pedir a benção de seus appas para seu compromisso.
- Sim, não perderia o festival da primavera com você, por exatamente nada!
Yoongi sorriu gengival, abraçando-o novamente.
Próximos da carruagem preparada para levá-los, Jungkook chorava contra o peito de seu namorado, escondendo-se em seu abraço como se daquela forma pudesse evitar sua partida.
- Assim que chegar ao Palácio escreva-me, hyung!
- Farei com todo o meu coração, flor.
- Fico feliz, TaeTae, prometo que irei cuidar do nosso mapa e de Saron.
- Certo, flor! - Tae sorriu largo o contagiando, aproveitando a distração do Mestre Jeon para roubar um selinho do namorado. - Ainda que esteja seguro em sua hanok, se necessitar de algo, basta gritar: Taehyung! Eu venho correndo ao seu encontro!
Os aventureiros riram emocionados, recordando de suas conversas enquanto filhotes pequenos.
- E você pode gritar: Jungkook! Eu também irei ao seu encontro, príncipe!
Com mais algumas juras de amor inocente, os jovens ômegas foram deixados quando em um chamado do Mestre Jeon e o fiel amigo beta, os alfas adentraram a carruagem e ficaram cada vez mais distantes uns dos outros, desaparecendo das vistas dos namorados ao deixarem os enormes portões de entrada.
Uma nova aventura os aguardava, só não saberiam por onde ou o que lhes esperava. Nem o quanto cresceriam até que pudessem vivenciá-la.
❛ ━━━━━━・❪ ❄️ ❫ ・━━━━━━ ❜
NOTAS FINAIS
E então, o que acharam??
Uma nova fase está entrando em cena e estou muito ansiosa para mostrar mais um pouco do crescimento dos filhotões!
Reforço que, esses primeiros capítulos foram separados de dois em dois anos das vidas dos personagens, pois eu queria testar uma ideia nova e ver como me sairia desenvolvendo-os desde pequenos, com mais detalhes e traços de todas as idades! Mas também, quando chegarem à fase adulta, será somente ela até o final realmente! Espero que não tenha causado confusão e que seja divertido ver os filhotes crescendo!
Com isso, o que acham que vai acontecer agora???
Obrigada por estar aqui comigo, me apoiando e dando seu carinho! ♥️
Perdoe-me também os errinhos, quando pegar meu Pc os ajeito, e até a próxima atualização!
Se cuidem direitinho! ♥️
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