Fase 4
Desejando um céu
Desejando uma cicatriz
Se houver um sol
Eu gostaria de sonhar
Desejando um céu
Desejando uma cicatriz
Se houver um luar
Eu não gostaria que me acordassem
Sonho acordado, sonho acordado
Caímos no ponto de partida o quarto, dessa vez ele estava mais escuro e uma musica tocava no ambiente deixando-o confortável, ideal para uma baladinha, olhei para J-Hope que já dançava no ritmo da canção ao fundo, não deixei de rir com seus movimentos exagerados e suas caretas sem noção, examinei um pouco o quarto notando que havia um globo de espelhos em cima da cama e quando acordei naquele ambiente eu tinha a plena certeza de que aquilo não estava lá.
- O que isso faz aqui? – perguntei tocando no objeto
- Momento da dança e isso ajuda!
- Isso foi planejado? Espera estou confusa.
- Tudo aqui é planejado e imaginado por nós mesmo cabecinha – ele me deu um peteleco na cabeça – basta apenas se entregar.
Me Entregar! Abraçar ideias absurdas e não me questionar sobre isso, acho que comecei a fazer isso na segunda fase desse louco sonho, olhei para aquele local e para o garoto, ou melhor, homem distraído ao meu lado e quis ter aquele mesmo sonho todos dias, acho que seria uma forma interessante de passar a noite e desbravar aquele enorme universo paralelo que ele chamava de Daydream, me imaginei naqueles breves segundo o admirando tendo a companhia dele em todos os sonho e apesar de não ser físico ou real por assim dizer eu ainda estava ali, ainda estava com ele.
Fui tirada de meus devaneios quando o mesmo me puxou para dançar junto com ele, sabe existe uma musica que fala dancing on the ceiling*, mas naquele momento eu trocaria a palavra ceiling* pela palavra silence*o que também combinava perfeitamente com aquela musica; estávamos dançando no silencio com luzes que refletiam daquele globo espelhado e devo dizer que ate era bom, relaxante e confortante.
Quando finalmente nos cansamos, caímos na gargalhada, não foi um dos momentos mais loucos que tivemos ou ainda deveríamos ter, porem foi um momento divertido e leve. Sentamos no chão e deixamos o silencio consumir o espaço, J-Hope olhava o teto concentrado como se houvesse algo ali que chamava e fixava sua atenção, já eu absorvia tudo que estava acontecendo tentando gravar os inúmeros momentos em alguma parte da minha memória, torcendo para que o tempo não passasse tão rápido lá fora.
- Entende o motivo daqui? – ele interrompeu o silencio
- Não muito! – até aquele momento ele não havia explicado o motivo daquele local e eu tinha minhas duvidas e também minhas perguntas
- Daydream é um local que criei para fugir da realidade, um universo só meu em que posso fazer minhas loucuras e ser feliz, um universo que ninguém mais entraria até você chegar; mas estou feliz de dividir essa realidade com você.
- E Hope World!
O mesmo riu e me encarou:
- Meu universo criativo, o local onde escrevo minhas musicas e me concentro no meu trabalho, na verdade Hope World e Daydream são a mesma coisa, só que uso mais o primeiro nome para o local físico onde fica meu lab e o segundo essa vasta utopia onde posso construir e destruir da forma que bem entender...
Suas palavras mesmo tendo significado soavam triste, um homem que tinha tudo e ainda era infeliz era uma novidade para mim, conhecer aquela parte dele realmente me deixou balançada e com pena do mesmo.
- Vem está na hora do jantar!
Ele me puxou e eu soube que aquela atitude foi um método de encerrar a conversa que antes estávamos tento, era estranho como o tempo corria dentro de um sonho, se me lembro bem a poucos minutos havíamos acabado de comer o café da manhã e agora já iriamos jantar, e por incrível que pareça eu estava com fome!
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