Fase 3

"Além dessa linha que mostra as fronteiras

Vamos sentir isso

Como o buraco em que Alice caiu

Como a estrada que leva a Hogwarts

Será um mundo de miragens

E será tudo meu

Será exatamente como eu imaginei

Mas não vai durar pra sempre"

E novamente estávamos em um novo ambiente o impacto foi sentido por toda a minha estrutura corporal, eu estava em uma fase mais profunda de meu sonho e tudo aquilo estava perdendo o controle. Ele parecia extremamente calmo brincando com miragens que se formavam pelo sua incrível imaginação e ao seu lado eu parecia escurecer mais e mais, parei um pouco para analisar a visa daquele rapaz apesar de tantas coisas que tinha passado ele ainda mantinha sua cabeça erguida e afastava o peso de seus ombros. Por que eu não podia também fazer isso?

- Apenas relaxe – sua voz soprou harmoniosamente como uma melodia a meus ouvidos – para que essa escuridão toda.

- O que sugere? – o encarei e ri de seus estranhos movimentos de dança

- Apenas deixe fluir!

Segui seu conselho e deixei minha mente me levar, desbravei um novo universo e para minha surpresa poderia ser divertido e uma aventura, me senti como em um trecho de sua musica onde o mesmo dizia para apenas deixar tudo fluir e sentir tudo como uma louca aventura, e tudo poderia ser assim, criar e destruir tudo naquele quarto, tudo naquele sonho.

Brincamos com bolhas de sabão, dançamos musicas que criamos em nossa cabeça, conversamos sobre coisas aleatórias, corremos sem rumo e sem pensar, tudo em um pequeno quarto que tinha o poder de fazer você imaginar...

No canto da parede se abriu um pequeno buraco e curioso J-Hope me puxou para descobrir o que existia no fim daquilo, pode parecer louco, mas era um sonho então não temos que esperar coisas com nexo, mas demos de cara com um lindo jardim com flores que emanavam um aroma mais que refrescante e nos jogamos ali admirando aquela imensidão que nossa imaginação criava.

Comecei a notar que parte das coisas que existiam em Daydream também correspondiam a mim e não somente a J-Hope, quer dizer ele pareceu um pouco confuso com o campo de flores e disse que não existia aquilo quando ele criou o aquele mundo.

- E se eu ao estar aqui algumas coisa foram acrescentadas! – disse sentindo o aroma de uma flor

- Bem isso pode ser bom, você está finalmente acrescentando coisas e aceitando os fatos!

E realmente eu estava, estava abraçando a ideia daquele mundo realmente existir em sonhos, de que poderia ser prazeroso estar ali nem que fosse por apenas aquele momento, de que eu poderia relaxar e mostrar o melhor de mim, colorir meus pensamentos e expulsar a negatividade.

- Antes era tudo meu, mas agora – o mesmo me olhou e esticou uma flor que peguei sorrindo – é tudo nosso!

De inicio é complicado entender ou aceitar, mas depois que os minutos vão passando você desiste de lutar contra e abraça a ideia, você acaba vendo que aquilo te faz bem e não machuca ao contrario do que pensava, você começa a baixar suas barreiras e guardas e abrir o caminho para o livre acesso, começa a fazer parte do que temia e quando menos espera já está dentro daquilo que antes negava.

Estar naquele mundo me fazia bem, me relaxava e criar novas coisas nele era melhor do que eu queria imaginar.

Corremos por todo aquele campo, até nossos corpos cansarem (se é que era possível) e chegamos ao final dele dando de cara para um precipício, estranho que não conseguíamos ver nada nem mesmo sua profundidade e dali J-Hope teve uma louca ideia, esticando sua mão sorriu e levantou as sobrancelhas:

- Topa?

- Pular? Estar louco?

- Vamos apenas tentar, não morreremos, estamos em Daydream, tudo aqui é...

- Um sonho?

O mesmo assentiu e eu segurei sua mão, com um leve frio na barriga me tomando pulei com ele e caímos... Em onde tudo começou.

O quarto!

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