Fase 2

"Descontente, desajustado

Não é nada disso

Amo minhas regras

Mas, por uma vez, eu quero ser diferente na vida

Eu quero desenhar um sonho em uma tela"

Ele me chamou novamente com a mão e naquele momento senti tomar a decisão certa, caminhamos para o que parecia ser uma cozinha e a mesa já estava recheada de alimentos que continham diferentes cores, algo interessante sobre essa lugar que J-Hope tinha era que tudo era extremamente colorido e claro, não havia escuridão ou pesar, apenas alegria e animação.

Ele pareceu animado para se alimentar, já eu achava que por estar em um sonho não deveria comer nada afinal nada daquilo deveria ser real, só que foi totalmente o contrario, eu podia sentir o aroma de cada alimento, e aquilo começou a despertar meu apetite e curiosidade para saber o gosto.

- Você deveria se alimentar, temos um dia longo hoje! – o mesmo disse com a boca cheia

- Eu não sei se devo – tentei escolher as palavras

- Acha que não é real?

- Eu...quer dizer... não sei!

- Você deveria tentar, deveria experimentar – ele esticou a mão sem me intimidar, e eu peguei, em minhas mãos era real, o aroma era real e o gosto...

- Hmm delicioso! – sorri me arrependendo por duvidar mais uma vez

- Nosso dia será cheio de coisas que mexerão com sua mente, não deve em nenhum momento duvidar, apenas aproveite.

- Algo me diz que será uma louca experiência.

- E será! – ele sorriu genuíno, e algo naquele sorriso me dizia para confiar apesar de que era apenas o começo de tudo.

Quando acabei aproveitei para desbravar um pouco da cozinha, já que os outros acessos da casa não estavam perceptíveis para a minha pessoa, somente J-Hope podia abrir e fechar portas, ele era o dono daquilo tudo ele controlava tudo.

Observei o mesmo e também o ambiente aquele que refletia sua áurea, o que mais me intrigava é de onde vinha toda aquela claridade já que quando olhava pela janela eu não via nada a não ser uma imensa escuridão, resolvi não perguntar sobre, pensei que aquilo fosse algo que só descobriria com o tempo e quando pensei em falar algo encontrei o mesmo ao meu lado olhando o mesmo que eu.

- Estranho como não vejo nada! – disse ainda encarando o vazio que estava lá fora

- Eu vejo tudo! – o encarei e o mesmo passou a me olhar também distraindo aquele momento  piscando e sorrindo logo em seguida; segurando em minha mão e me puxando para longe daquela janela, talvez meus olhos não estivessem acostumados, ou talvez o que eu via refletia o que eu pensava, será que deveria me mudar ou então me permitir? Eram muitas coisas para serem pensadas e resolvidas.

Resolvi não me importar por as coisas sumirem em segundo de cima da mesa, afinal aquilo era um sonho, coisas sem sentido sempre aconteciam quando sonhávamos e lá estava eu sendo levada para outro lugar, outra fase que o mesmo me permitiria ver, e algo em mim começou a palpitar; um misto de ansiedade e felicidade começou a tomar conta. Eu estava me sentindo bem ali, deveria aceitar e continuar...

Mas por que era tão difícil na pratica?

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