5 - Just a distraction

05
Noah Urrea
New York, NY

Posso ouvir os caras conversando assim que entro na mansão, me dirijo para a sala e encontro eles rindo de alguma coisa qualquer e Claire está no meio deles com cara de tédio. Ela voltou da casa dos pais em Bronx essa manhã e, como ela é o cérebro da equipe, ela foi quem descobriu tudo sobre a vida de Any.

— E aí, ele estava naquele colégio? — Brad pergunta ao notar minha presença ali.

— Não, ele não estava. — Me sento desleixadamente no sofá, ao lado de Claire. — Mas eu pude reconhecer alguns capangas dele lá. O que diabos ele quer em um colégio?

— É o que nós precisamos descobrir. — James diz. — Peter está agindo em silêncio. Nós não podemos deixar ele crescer na cidade, temos que acabar com todos os seus planos.

— Ele quer destronar a nossa gangue, não podemos deixar isso acontecer. — Brad diz antes de levar a garrafa de cerveja até a boca e tomar um gole.

— Isso não vai acontecer. — Garanto.

— Nós temos que descobrir o motivo de ele estar colocando pessoas infiltradas em um colégio. Pode ser algo grande, nós temos que atacar antes de sermos atacados. — Claire entra na conversa.

— Noah vai continuar naquele colégio vigiando os capangas e tentando descobrir o motivo de Peter estar vigiando um colégio, Claire vai recolher informações sobre os passos de Peter, Brad e eu vamos enfraquecer seu império em Nova York. — James dá as ordens, como sempre. Ele é mandão pra caralho e isso já gerou várias brigas entre nós, mas apesar de todas as diferenças aqui somos uma equipe, uma família. Com exceção de Claire, todos deixamos a família pra trás para protegê-los da vida que levamos.

— Eu estou tentando descobrir uma senha que pode me dar acesso aos arquivos do computador de Peter. — Claire diz com um sorriso convencido no rosto. — É lógico que ele tem vários computadores e é esperto o suficiente para espalhar as suas informações mas eu vou descobrir a senha do principal, que provavelmente é o que está em sua casa, e descobrir todos os seus esquemas.

— Essa é a nossa garota. — Brad diz abraçando Claire de lado, ajudando a aumentar o seu ego.

— Você precisa dar um jeito de descobrir com quem ele faz negócios, podemos roubar seus parceiros de negócios para roubarmos também seus lucros. — James diz. — Nós vamos acabar com Peter, vamos tirar tudo o que ele conquistou aqui nos Estados Unidos para depois termos a cabeça dele como prêmio.

— Peter vai se arrepender de ter pensado que podia nos destronar. — Sorrio orgulhoso.

Abro a porta do quarto de Claire e entro no cômodo quando vejo ela sentada na cama com o seu notebook no colo. Fecho a porta atrás de mim e Claire não desvia a sua atenção do que está fazendo por nem um minuto sequer, ela parece concentrada nisso. Me jogo despreocupadamente em sua cama, eu não sei ao certo o motivo de eu estar aqui. Acho que nos últimos dias eu tenho tido muitas coisas para me preocupar, eu estou querendo esquecer os problemas por um tempo e é aí que Claire se encaixa.

— Certo, Urrea. O que você está fazendo aqui? — Desvio o meu olhar do teto e olho para Claire, seus grandes olhos azuis agora estão me fitando.

— Eu preciso de uma distração. — Fico sentado na cama, ao seu lado, e coloco a minha mão em sua coxa exposta. Ela está vestindo um de seus pijamas sexy, parece que estava adivinhando que eu viria até seu quarto hoje.

— Por que você só me procura para sexo? — Claire revira os olhos fechando o seu notebook e o colocando na mesa de cabeceira.

— Porque você só não é irritante quando estamos transando.

— Você está mesmo me chamando de irritante achando que vai conseguir transar comigo dessa forma? — Ela levanta uma de suas sobrancelhas me encarando, dou uma risada baixa e seguro a sua nuca para aproximar o seu rosto do meu. Claire sempre tenta se fazer de difícil quando eu venho até ela por diversão mas o modo como a sua respiração fica descompassada quando estamos perto um do outro prova que ela se entrega fácil pra mim.

— Eu vou acabar transando com você de qualquer forma. — Meu tom de voz é baixo devido a nossa proximidade, Claire fecha os seus olhos quando eu encosto meus lábios nos seus e eu sorrio ao vê-la já entregue a mim.

Any Gabrielly
New York, NY

Ouço o som da porta sendo fechada e olho na direção dela vendo a minha mãe se atrapalhando para trancá-la. Assim que a mulher de cabelos loiros consegue trancar a porta ela se vira parecendo surpresa ao ver eu e Tyler sentados no sofá, minha mãe tem uma expressão assustada no rosto e tenta disfarçar com um sorriso que sai mais forçado do que ela pode imaginar.

— O que estão fazendo acordados a essa hora? Vocês tem escola amanhã cedo. — Ela deixa um beijo na minha testa e logo em seguida beija a testa de Tyler, que resmunga por ela ter ficado em sua frente enquanto ele assiste televisão.

— Tyler queria terminar de ver um filme e eu resolvi fazer companhia enquanto esperava você chegar do trabalho. — Respondo a sua pergunta, minha mãe está mais pálida do que o normal e eu começo a ficar realmente preocupada. — Aconteceu alguma coisa? Você parece assustada.

— Não, não. Não aconteceu nada. — Ela se apressa em dizer. — Apenas problemas no trabalho.

— Devo me preocupar?

— Não, querida. Eu tenho o controle de tudo. — Minha mãe abre um pequeno sorriso, parecendo mais sincero dessa vez, antes de pegar o controle e desligar a televisão fazendo Tyler reclamar. — Já está tarde. Eu quero os dois indo para a cama, agora.

— Mas estava quase acabando, mãe. Faltava apenas mais dez minutos. — Tyler resmunga ainda incrédulo com o que minha mãe acabou de fazer.

— Você vê esse filme outro dia, Tyler, agora você precisa ir dormir. — Meu irmão cruza os braços deixando uma carranca ocupar o seu rosto e eu não consigo reprimir uma gargalhada. — O seu pai virá te buscar amanhã cedo, ele vai te levar para a escola e vocês vão passar o dia juntos depois. Não quero você cansado.

Sem querer aguentar a birra que meu irmão vai continuar fazendo eu me levanto do sofá e faço o meu caminho até o meu quarto depois de bagunçar o cabelo de Tyler e dar um abraço em minha mãe.

— Bom dia, luz do dia. — Josh diz sorridente assim que eu entro em seu carro. Depois de muito insistir ele veio até a minha casa me buscar para irmos para a escola juntos, já que o pai de Tyler levaria ele para a escola e minha mãe já foi para o trabalho eu não queria ter que ir sozinha.

— Por que você está de bom humor? São sete horas da manhã. — Resmungo encostando a minha cabeça na janela, pronta para colocar em prática o meu plano de dormir durante todo o caminho até o colégio.

Sinto alguém sacudir o meu corpo com certa impaciência e abro rapidamente os meus olhos, olho para o lado e vejo meu melhor amigo balançando o meu corpo com o objetivo de me acordar do meu pequeno cochilo.

— Até seus cochilos são pesados. — Ele resmunga se virando para pegar sua mochila no banco de trás do seu carro.

— Eu sou profissional nisso. — Abro a porta do carro e saio ajeitando a minha mochila no meu ombro, felizmente Josh estacionou o carro próximo a entrada do colégio, o que significa que eu não terei que andar muito.

Assim que entro no colégio a minha vontade de estar na minha cama dormindo cresce ainda mais, como Josh odeia chegar atrasado nós chegamos dez minutos antes das aulas começarem. Eu o acompanho até o seu armário para ele pegar os seus livros e eu encosto a minha testa nos armários me sentindo cansada. Eu dormi muito mal essa noite, eu não consegui parar de pensar em Noah e em como ele estava próximo do meu irmão na saída da escola. Eu até fiquei pensando sobre minha mãe ter chegado daquele jeito ontem a noite, será que Noah está envolvido em todo nervosismo dela? Eu não engoli aquela história de "problemas no trabalho".

— Aquele não é o seu carinha com a vaca da Catherine Wilson? — Josh me resgata de meus pensamentos e eu desencosto minha testa dos armários para olhar pra onde ele estava apontando.

Catherine estava encostada na parede com Noah em sua frente. Ela está fazendo uma cara de oferecida e ele parece estar gostando disso pois ele beija ela de uma forma desesperada, como se eles não estivessem em público. Se eu fosse ele eu teria nojo de beijar alguém que já pagou boquete para todo o time de futebol americano da escola.

— Do que você está rindo? — Meu melhor amigo me olha como se eu fosse maluca e é quando eu noto que estou rindo por causa dos meus pensamentos maldosos.

— Eu te conto depois, precisamos ir para a aula agora. — Digo cessando minha risada ao ouvir o sinal ecoar por todo o colégio.

Notas Finais:
Querem mais hoje?

Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top