41 - Happy Birthday

41
Noah Urrea
New York, NY

Empurro seu corpo para dentro do quarto vago da boate - o qual eu tive que pagar uma boa quantia para ter - e posso ouvir a risadinha nervosa que Any dá enquanto eu tranco a porta. Any parece tímida quando eu me aproximo dela novamente, fazendo-a dar passos para trás até estar encurralada entre mim e a parede.

Passo minhas mãos pelas suas coxas e vou subindo-as, trazendo junto o seu vestido. Any fica de costas para mim, indicando o zíper. Ela apoia suas mãos na parede quando eu desço o zíper do seu vestido, preenchendo minha mente de pensamentos sórdidos com ela nessa posição.

Bato em sua bunda quando seu vestido cai em seus pés, suas costas desnudas provam que ela não se importou em colocar um sutiã essa noite. Ela tenta se virar novamente mas eu a impeço, pressionando meu membro em sua bunda.

- Tem noção do quanto eu quero comer você nessa posição? - Sussurro em seu ouvido, ouvindo-a arfar.

Any consequentemente remexe sua bunda ao tentar se ajeitar, me fazendo dar uma risada nasalada antes de bater mais uma vez no mesmo local de antes.

Puxo a minha camisa para fora do meu corpo e abro o zíper da minha calça observando a bunda de Any com algumas marcas vermelhas causadas pelos tapas. Minha sanidade parece se esvair apenas por observar seu corpo.

Puta que pariu, essa garota vai me deixar maluco.

Ao me livrar da minha calça e cueca, eu viro Any de frente para mim novamente. Ela fica na ponta dos pés para capturar meus lábios, nos fazendo iniciar mais um beijo. Minhas mãos exploram o seu corpo já conhecido por mim, apenas para garantir que tudo está como da última vez - ou melhor.

- Ajoelha.

Seguro em seu cabelo e afasto o seu rosto do meu, seus lábios estão inchados e avermelhados agora.

Any obedece, se ajoelhando na minha frente. Seguro em meu membro e movimento minha mão nele, notando o nervosismo de Any.

- Eu nunca fiz isso, Noah. Eu nem sei como fazer. - Ela diz, revezando seu olhar entre o meu rosto e meu membro que está a centímetros de distância da sua boca.

- Você também nunca tinha fodido com ninguém e sua primeira vez foi comigo. - Relembro. - Não vai ser diferente agora. É só não pensar demais, lembra? - Ela assente. - Agora, abre a boca.

Any faz o que eu mandei. Seguro em seu cabelo com a minha mão livre e puxo sua cabeça para frente, fazendo meu membro entrar em sua boca. Ela parece um pouco perdida no início e começa os movimentos meio desajeitada, faço questão de avisá-la para não usar os dentes porque eu sei o quão desastrada Any é.

O movimento é lento mas eu não apresso as coisas, ela ainda está se acostumando. Masturbo a parte que ela não consegue colocar na boca, fazendo-a notar minha mão ali.

- Me deixe fazer isso sozinha. - Ela diz como uma criança, empurrando a minha mão dali e substituindo pela sua. Rio nasalado com sua atitude e apoio a mão na parede, com a outra segurando seu cabelo.

Any decide usar a língua, passando-a por toda a minha extensão. Arfo quando ela suga apenas a glande antes de colocar o máximo que pode dentro da boca, perco o resquício de sanidade que tenho quando ela me olha enquanto chupa, parecendo um anjo cometendo o primeiro pecado.

Forço a sua cabeça contra o meu membro, coordenando seus movimentos. Um gemido rouco escapa da minha boca quando os movimentos se tornam rápidos, Any entra no ritmo e por um milagre dos céus ela não engasga. Não parece que é o seu primeiro boquete.

Puxo ela para cima pelo cabelo e a empurro na cama presente ali, abro suas pernas sem delicadeza e me inclino para passar a língua no vão entre seus seios antes de nivelar nossos rostos.

- Como você usou essa boca muito bem eu vou deixar você escolher como quer ser fodida. - Digo contra seus lábios.

Sei muito bem o efeito que minhas palavras sujas causam sobre ela e por isso faço questão de usá-las.

Any me empurra de cima dela para conseguir se mover, quase engasgo quando a vejo ficar de quatro. Caralho. Eu sou um filho da puta sortudo. Apalpo sua bunda antes de puxar o elástico de sua calcinha com força, arrebentando-a.

- Noah - Ela choraminga. - Não é difícil tirá-la.

- Prefiro rasgar. Sabe por quê? - Fico ajoelhado atrás dela e puxo-a para levantar seu tronco, ficando com as costas encostadas em meu peitoral.

- Hum? - Ela murmura.

- Porque você terá que sair daqui sem calcinha e quando tentar se lembrar o motivo de estar sem ela vai se lembrar do que acontecerá aqui essa noite. E você vai ficar molhada como está agora e só eu vou poder te ajudar com isso.

- Eu tenho dedos que podem me ajudar com isso. - Ela rebate, desafiadora.

- Você só ficará satisfeita com o meu pau, Elly.

Faço ela ficar de quatro novamente e me inclino para depositar um beijo em suas costas desnudas.

Por mais que eu queira pra caralho fazer isso por trás eu não vou. Não tenho nenhum lubrificante ou qualquer merda que possa amenizar a sua provável dor e eu não vou penetrar a seco pra ela sentir uma dor da porra e amanhã não conseguir nem levantar da cama. Mas isso não quer dizer que eu não posso comê-la de quatro, do jeito que ela quer.

Posiciono meu membro na sua entrada, penetrando sem aviso prévio. O gemido surpresa que escapa de seus lábios entram em meus ouvidos como se fosse música. Seus dedos apertam o lençol vermelho quando eu começo a me movimentar dentro dela com rapidez.

Seguro em sua cintura para facilitar as estocadas, Any acompanha os movimentos e joga a bunda para trás. Entro nela com força mais uma vez ouvindo Any soltar um gemido mais alto, sorrio presunçoso ao notar que encontrei o seu ponto sensível e repito o movimento mais vezes. Seus braços fraquejam e ela cai de cara no colchão, mas eu não paro meus movimentos.

Saio de dentro dela ouvindo um gemido em reprovação, rio nasalado. Me sento na cama e Any logo vem para o meu colo. Talvez esse tempo que ficamos sem transar tenha sido bom porque ela parece mais sedenta agora.

Ela senta lentamente em meu membro, com seus lábios entreabertos e os olhos fechados. Sua expressão de prazer é a melhor de todas.

Any rebola, provocando gemidos de ambos. Inclino a cabeça para conseguir tocar seu seio com meus lábios, sugando-o. Sinto sua mão segurar meu cabelo assim que minha língua entra em contato com a sua pele sensível por causa do chupão recente. Volto a erguer minha cabeça e dou um tapa em sua bunda para incentivá-la a rebolar. Any me dá um selinho antes de começar a quicar em meu membro.

Ela joga sua cabeça pra trás enquanto geme.

Puta que pariu.

Eu poderia gozar só de ver a sua expressão atual e os seus seios saltando a cada vez que ela senta com força.

Seu corpo estremece denunciando que ela está chegando ao seu limite. Seguro a sua cintura obrigando-a a parar com todos os seus movimentos e ela me olha incrédula.

- Só vou deixar você gozar se me prometer uma coisa. - Reúno todo meu autocontrole para não deixá-la continuar rebolando como uma vadia. A minha vadia.

- Não posso prometer nada. - Any solta um gemido sôfrego e eu tenho que firmar meu aperto em sua cintura para mantê-la parada quando ela começa a rebolar. - Noah, me deixe fazer isso. Por favor. - Ela choraminga quase em desespero por estar tão perto do seu orgasmo.

- Me promete e eu deixo você gozar.

- O que você quer?

- Gozar na sua boca.

- Noah... - A interrompo.

- Prometa.

- Eu prometo. - Ela diz ao tentar se livrar das minhas mãos em sua cintura. - Agora me deixe fazer isso.

Solto a sua cintura com um sorriso satisfeito por ver a forma como eu posso deixá-la. Any reveza seus movimentos entre quicar e rebolar em mim, não é preciso mais do que isso para que ela dê um último gemido arrastado ao ter finalmente o que queria. Seu orgasmo.

Tiro a Any de cima de mim e ela fica sentada na beirada da cama, eu fico de pé na frente dela. Noto meu membro ereto melecado com o seu gozo.

- Limpa. - Ordeno, segurando seu cabelo para trazer seu rosto para mais perto.

Any usa a sua língua para limpar toda a extensão do meu membro. Ela suga a glande enquanto me masturba e eu apenas observo a cena, mordendo meu lábio e me concentrando no meu próprio orgasmo. Puxo a sua cabeça para frente fazendo meu membro entrar até a sua garganta e me desfaço ali, Any o tira da boca por causa do susto e por isso um jato acaba sujando seu rosto. Sem que eu precise mandar, Any engole todo o líquido que estava em sua boca. Parecendo não estar satisfeita com o que tinha na boca, ela limpa a sua bochecha com o dedo e o leva até a boca para sugar o líquido ali antes de sugar a glande do meu membro para limpar qualquer vestígio de gozo.

Me inclino para aproximar nossos rostos, nossas respirações ofegantes se misturando enquanto meus lábios pairam sobre os seus.

- Feliz aniversário, Any. - Murmuro, deixando um beijo em seu lábio inferior.

Me jogo na cama ofegante e puxo ela para cima de mim, Any deita sua cabeça em meu peito e nós ficamos ao som das nossas respirações e a música abafada da boate do lado de fora do quarto.

Traço formas invisíveis em suas costas desnudas gostando pela primeira vez de um pós-sexo. Nunca gostei de muita proximidade com as putas com quem eu saía então eu sempre cortava todo esse pós-sexo, me sinto estranho por estar apreciando esse momento agora.

Precisava disso para dar um fim à minha confusão mental. Se Any é mesmo uma vadia descartável como o meu subconsciente insiste em me lembrar sempre, por que parece tão difícil deixá-la ir? Talvez eu deva ser honesto comigo mesmo e admitir o que, no fundo, eu sei que sinto por ela. Eu não a amo, disso eu tenho certeza. Mas seria mentira eu dizer que Any não tem efeitos diferentes sobre mim.

Agora ela tem o Chris que está disposto a dar-lhe tudo o que ela quer em questões sentimentais. Qual é, eu não vou conseguir estar em um relacionamento sem partir o seu coração de mil maneiras diferentes. Eu não estou apaixonado. Eu não a amo. Não posso lhe dar tudo o que ela quer, não posso ser quem ela precisa. Eu gosto da Any, mas isso não parece ser o suficiente.

Any se manteve em silêncio durante longos minutos, eu comecei a considerar que ela estivesse dormindo mas de repente ela se levanta da cama em um pulo, andando pelo quarto atrás da sua roupa.

Fico sentado na cama com as sobrancelhas unidas em confusão quando vejo ela se esforçando para conseguir fechar o zíper do vestido sozinha.

- Ei - Chamo sua atenção. - Pra que essa pressa? Eu posso te deixar em casa.

Any me olha pela primeira vez desde que tudo aconteceu, minha confusão só cresce ao ver os seus olhos marejados.

Que porra está acontecendo?

- Você conseguiu o que queria. - Ela pega os saltos do chão, colocando-os em seu pé já traçando seu caminho até a porta.

Me levanto rapidamente da cama ao ver que ela pretende mesmo ir embora.

- Any, eu nã...

- Só cumpra a promessa que fez de que me deixaria em paz, por favor.

Ela sai apressada do quarto me deixando sozinho ali, logo depois de eu ter admitido coisas absurdas em meus pensamentos.

Me levanto da cama ainda um pouco absorto e rodo o quarto todo atrás das minhas peças de roupa, vestindo-as. Saio do quarto com pressa, procurando qualquer vestígio da Any pela boate.

Consigo vê-la no final do corredor enfeitado com luzes colocando o seu salto no pé, ela olha por cima do ombro e arregala os olhos ao me ver andando em sua direção e desiste de colocar o sapato para correr para longe de mim, se colocando na multidão de pessoas. Que porra Any está tentando fazer? É difícil e exaustivo tentar entendê-la.

Continuo atrás dela, passando entre as pessoas que lotam a boate para não perdê-la de vista. Sigo Any para fora da boate, ela corre devagar na calçada enquanto segura o seu sapato. Ando mais rápido para conseguir me aproximar dela e agarro o seu braço, a impedindo de continuar. Any tem as bochechas molhadas por lágrimas e ela engole em seco, junto minhas sobrancelhas em confusão por não entender o seu estado.

- Que porra está acontecendo?

- Você prometeu - Ela diz, um pouco ofegante por causa da sua tentativa de fuga. - Você prometeu que iria me deixar em paz, que essa seria a última noite.

- Você já devia ter aprendido que não se deve acreditar nas promessas que eu faço. - Digo após uma risada sarcástica.

- Eu não suporto mais isso. - Ela choraminga. - Por que você faz isso? Por que não acaba com essa merda e me deixa em paz? Você já deixou claro que eu sou só uma vadia insignificante pra você e eu já deixei claro que o que você me oferece não é o suficiente pra mim. Não é mais fácil colocarmos um fim nisso?

- Já te respondi isso uma vez.

- Você disse que não conseguia me deixar ir mas há dias atrás me mandou ir embora e hoje veio atrás de mim. - Any seca as bochechas com raiva. - Estou de saco cheio desse ciclo. Eu já disse que isso não é o suficiente pra mim, nunca será. Se eu sou tão insignificante pra você e você não pode ser a pessoa que eu preciso que seja, então por que não coloca um fim nisso logo?

Any me encara esperando uma resposta.

Minha vontade é realmente acabar com essa porra. Quem sabe, com a Any morta eu pare de sentir coisas por ela e pare de ser fraco ao ponto de me importar e gostar de alguém. Essa garota está dando cabo da minha saúde mental.

- Eu não...

- Tenho certeza que você sabe sobre Chris e eu. - Ela me interrompe para continuar. - Ele está sendo bom pra mim, não que isso vá importar pra você. Estou gostando de passar um tempo com ele e ele está disposto a me dar o que eu sempre quis, ele está disposto a ser quem eu preciso. Ele consegue estar em um relacionamento sério. E você nã...

- É a porra de um namoro que você quer? Tudo bem então, nós namoramos se você quiser essa merda. - A interrompo para gritar as palavras em seu rosto.

Arregalo os olhos quando noto o que eu disse, a expressão de surpresa e incredulidade da Any se assemelha à minha nesse momento. Nós dois fomos pegos de surpresa pelo meu impulso.

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