34 - Oh, Any
34
Noah Urrea
New York, NY
A mansão de James no Brooklyn não é tão ruim assim. Eu estava cansado pra caralho da noite estressante mas mesmo assim eu não consegui dormir, e é nessas horas que eu posso afirmar com toda certeza que insónia é uma merda. Eu a tenho há anos mas parece que nos últimos meses tem ficado pior.
Nós chegamos na mansão às cinco da manhã, agora já são nove e eu já estou de pé a caminho do escritório.
Não é um escritório tão bem equipado como o da minha mansão mas ele serve. Claire irá providenciar uma mansão nova assim que acordar, nós não podemos voltar para a antiga já que eles já devem ter decorado grande parte dela.
Tenho que organizar tudo rápido já que um amigo meu já está a caminho de Nova York. Eu entrei em contato com ele quando vi que as coisas com Peter estavam ficando feias para o meu lado, quando toda a equipe topou eu entrei em contato com ele que estava na Rússia fazendo trabalhos independentes. Ele é muito bom com armamentos, é um dos melhores nesse meio e também sabe como criar bombas como ninguém. Ele é um ótimo estrategista e é de total confiança. Nós crescemos juntos, eu, ele e James. Agora ele está vindo para cá para fazer parte da minha equipe pessoal também.
Encaro os papéis em cima da mesa que Claire fez antes de ir dormir, nele contém os estragos causados por Peter e alguns nomes dos novos seguranças que ela contratou. Me esforço ao máximo para focar a minha atenção nos papéis mas não funciona já que meus pensamentos vagam por um lado negativo.
"Eu quero alguém que esteja cem por cento só comigo, que não seja bipolar na metade do tempo, que não me trate apenas como a porra de uma vadia sem importância e que consiga estar em um relacionamento."
As palavras dela se repetem na minha mente me incomodando desde que foram ditas. O que essa filha da puta está fazendo comigo? Parece que meus pensamentos estão dando um nó e isso me causa uma dor de cabeça irritante. E a culpa dessa dor de cabeça é dela.
Eu não estou apaixonado por ela, eu saberia se estivesse. Mas eu também não vou tentar enganar a mim mesmo achando que ela não tem um efeito diferente sobre mim porque ela tem. Any não tem nada de especial. Ela não tem o corpo das garotas com quem eu costumo transar, ela é chorona pra caralho e desastrada na mesma medida, não tem nada que chame muita atenção e tem uma espécie de beleza tímida. Mas mesmo assim ela é a única garota que pode me ter na palma da mão e nem mesmo sabe disso.
Por que ela tem que complicar as coisas? Por que ela tem que querer rotular o que nós temos? Não estava ótimo transar casualmente? Odeio relacionamentos. A cobrança que tem e o fato de eu me sentir sufocado. Eu já namorei uma vez, ela foi a minha primeira namorada e eu jurei que seria a última também. O pequeno período em que estivemos em um relacionamento sério foi o suficiente para me mostrar que não é isso o que eu quero e nem o que eu procuro.
Por que ter uma se eu posso ter todas?
Meus devaneios são interrompidos por batidas na porta, a pessoa entra sem que eu dê permissão. Meu velho amigo e novo membro da equipe entra no escritório e eu me levanto da cadeira quando ele se aproxima para fazermos um toque de mãos.
- Porra, pensei que iria demorar mais pra chegar. - Digo.
- Eu vim atrás de diversão, você sabe. As coisas na Rússia estão paradas pra caralho. - Christian Beadles se joga na cadeira em frente a minha mesa.
- As coisas não estão divertidas aqui, não para o meu lado.
- Então vamos fazer ficar. - Ele dá de ombros. - Peter não está querendo jogar? Vamos jogar então.
Chris não conhece Peter de hoje. Ele fazia entregas para Peter quando era só um pivete, Peter fez dele um traficante de merda do Bronx. Quando Chris começou a saber demais sobre seus negócios e crescer nesse meio, Peter armou uma emboscada para ele e o fez ser pego pela polícia com uma mochila cheia de drogas. Ele tinha apenas doze anos então só ganhou uma multa e teve que fazer serviços comunitários, mas tudo isso foi o suficiente para alimentar a sua sede por vingança. Seus pais se mudaram do país com ele para tirá-lo do crime e foi quando ele se mudou para a minha vizinhança, mostrando para mim e para James tudo o que a máfia podia oferecer.
- Você sabe como aquele filho da puta é, nós temos que ter todas as jogadas planejadas se quisermos entrar nessa porque se eu entrar nesse jogo não vai ser para perder.
- E a filha dele? - Chris já está por dentro de todo o assunto, até mesmo sobre Any.
- Não podemos usá-la. Ela agora é um espécie de protegida do James e do Brad também. - Reviro os olhos.
- Qual é, Urrea. A garota só tem dezesseis anos. Você estava mesmo pensando em iludir ela?
- Por que vocês me olham com essa cara de idiota quando eu falo sobre isso? - Resmungo. - Não é, nem de longe, a pior coisa que eu já fiz na vida. Ela tem dezesseis anos e resolveu se apaixonar, eu não tenho culpa se ela é idiota.
- Só não é necessário. - Chris continua. - A garota não tem nenhuma ligação com tudo isso, ela nem mesmo sabe sobre o seu pai. Usar sentimentos contra uma pessoa é uma merda.
- É por isso que eu digo que amor é uma fraqueza. Any se apaixonou, estão aí as consequências que ela enfrentaria.
- Você sabe que eu não concordo com suas teorias sobre o amor. - Ele ri nasalado.
- Tanto faz, essa não é mais a questão. - Dou de ombros. - Teremos que encontrar outro modo de atingir Peter.
- Eu tenho umas ideias macabras que eu guardo para usar contra ele desde que ele me passou pra trás, isso não será um problema.
Chris é um bom estrategista, com nossas duas mentes funcionando nós conseguiremos chegar até algo que preste. A única certeza que eu tenho é que Peter estará morto e todo o seu império será meu no final das contas.
•
Entro na minha nova boate com James, Chris e Brad logo atrás de mim. Ela inaugurou há duas semanas mas quem cuida de tudo por aqui é Claire, eu só entro com o capital. O ramo de boates não é tão ruim quanto eu pensava, rende muito dinheiro. Claire tem feito um bom trabalho por aqui, o lugar está sendo cada vez mais procurado e eu estou faturando cada vez mais por noite.
Olho ao meu redor procurando por uma pessoa específica, achando-a perto do balcão de bebidas. Saio de perto dos caras e desvio das pessoas que lotam a minha boate para chegar até lá, ela está virada de costas colocando alguns copos cheios de bebida em uma bandeja, seguro em sua cintura e ela olha por cima do ombro para ver quem é.
- Sentiu saudade? - A ruiva abre um sorriso sensual.
- Não se ache demais mas você é uma das minhas favoritas. - Consigo ouvir sua risada por cima da música alta. Amber se inclina de propósito no balcão com a desculpa de pegar o canudo, só por que sua bunda está encostada em meu membro.
Amber trabalha na boate, não como uma puta e sim como bartender. Mas seu corpo é melhor do que o de muitas dançarinas daqui, o que chamou a minha atenção na primeira vez que a vi. Me lembro que ela tentou se fazer de difícil no começo mas, como todas as outras, acabou em uma cama comigo no fim da noite. Amber não cobra compromisso e aceita essa de sexo casual, o que faz dela uma das minhas favoritas.
- Sinto muito mas estou trabalhando, Urrea. - Ela gesticula para a bandeja com drinks e eu apenas ignoro.
Viro o seu corpo de frente para mim e a imprenso no balcão, fazendo-a arfar em surpresa. Meus lábios pairam sobre os dela enquanto eu sinto suas mãos deslizando pela minha pele por debaixo da camisa, com Amber arrastando suas unhas grandes em minhas costas ao mesmo tempo que passa a língua entre os lábios para umedecê-lo.
- Tenho certeza de que seu chefe não vai se importar se você me pagar um boquete agora. - Amber assente com a cabeça após dar uma risada.
•
Admiro o seu corpo nu com todas as marcas de chupões recentes pela sua pele desde o seu pescoço até abaixo do seu umbigo enquanto ela rebola em mim. Trago mais uma vez o cigarro de maconha pela metade que descansa entre meu dedo indicador e o médio, soltando a fumaça em seu rosto antes de soltar o cigarro no cinzeiro. Amber joga todo o seu cabelo para um único lado ao segurar em meu membro e posicioná-lo em sua entrada, eu gravo em minha memória a sua expressão de prazer quando ela se senta completamente.
O meu escritório no terceiro andar da boate está exalando a maconha e o sexo, a música que toca do lado de fora é abafada por estarmos com a porta trancada. O sofá que ocupamos tem embalagens de camisinha e drogas espalhadas. Amber reveza entre rebolar e quicar em meu membro, seus seios balançando em meu rosto de acordo com seus movimentos.
Seu corpo treme, denunciando que ela está prestes a ter o seu terceiro orgasmo da noite. E de repente ela estava ali. Com alguns fios do seu cabelo escuro grudando em sua testa, seus lábios finos entreabertos e sua expressão de prazer que, sem dúvidas, é a minha favorita. Ela joga sua cabeça para trás como sempre faz quando está prestes a gozar. Escondo meu rosto no vão entre seus seios e afundo meus dedos em sua cintura quando sinto meu orgasmo chegando também.
- Oh, Any... - Gemo baixo ao preencher a camisinha com o meu gozo. Jogo a minha cabeça para trás com a respiração descompassada e Amber levanta a cabeça, me olhando com o cenho franzido por eu ter errado o seu nome.
Aquela vadia não sai da minha cabeça nem na hora das minhas fodas?
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