11 - He needs help

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Noah Urrea
New York, NY

Assim que eu entro em casa eu vejo James sentado no sofá anotando coisas em um bloco de notas, provavelmente algo relacionado ao nosso plano para acabar com Peter. Eu me jogo no sofá de frente para o que ele está sentado e só aí ele nota a minha presença. Eu deveria estar naquele maldito colégio vigiando os capangas de Peter mas aquele não é bem o lugar que eu queira estar no momento.

- Alguma novidade? - James pergunta voltando a rabiscar o bloco de notas, deve ser algum rascunho de plano.

- Vigiar eles é perda de tempo. - Digo. - Nem eles sabem o que estão procurando.

- Como assim não sabem o que estão procurando?

- Eles não tem nomes. Acho que Peter deve ter descrito uma pessoa para eles e isso é tudo o que eles tem. - James une as sobrancelhas em confusão. - Apenas Peter sabe quem é a pessoa.

- Mas de qualquer forma os capangas devem saber de alguma coisa, como o motivo de Peter estar atrás de alguém em um colégio de ensino médio. - Ele coloca o bloco de notas em cima da mesa de centro, o deixando de lado. - Você acha que seria melhor a gente usar o galpão vermelho com eles?

- Eu não sei, os capangas de Peter são leais. Eu duvido que eles falem alguma coisa, mesmo sob tortura. - Fico sentado no sofá. - A forma mais rápida para darmos um fim a esse problema é Claire descobrindo a senha do computador dele. Nós teríamos muitas informações importantes.

- Ela está trabalhando nisso mas não é uma coisa simples. Claire é inteligente pra caralho mas Peter também é.

- Falando de mim? - Claire entra sorridente na sala, eu conheço esse sorriso... É o sorriso de quando ela se acha foda.

- O que você fez? - Eu pergunto, com certeza tem um motivo para ela estar se achando foda.

- Me acompanhem, rapazes. - Ela começa a andar em direção ao escritório e eu e James a seguimos.

Claire se senta na cadeira e começa a digitar coisas no computador sem perder o seu sorriso, ela vira a tela do computador para que a gente consiga ver e na tela aparece imagens de várias câmeras de segurança mas eu não conheço o local.

- O que é isso? - James pergunta observando a tela do computador.

- Imagens da câmera de segurança da casa do Peter. - Desvio o meu olhar da tela do computador para o gênio sorrindo. Eu não acredito que ela conseguiu. - E eu agora tenho a senha do computador que fica em seu escritório.

- Como você conseguiu? Dormiu com algum capanga ou com o próprio Peter? - Isso realmente não iria me surpreender. Claire usa todas as suas armas para conseguir o que quer.

- Muito engraçado, Urrea. - Ela revira os olhos voltando a virar a tela do computador para ela. - Mas o sistema de proteção dele é um dos melhores, quando formos invadir seu sistema teremos que ser rápidos.

- Essa parte não é problema. - James sorri orgulhoso. - Nós vamos deixar você finalizar tudo aí, pequeno gênio. - Ele faz para mim um sinal com a cabeça indicando a porta e eu o sigo quando ele deixa o escritório.

- Onde está o Brad?

- Treinando a mira no galpão preto. - Ele se senta no sofá. - Quando você vai voltar para o colégio?

- Eu não vou. - Digo firme.

- Como não vai? Eu achei que você iria se amarrar na sua parte do plano para recolher informações pelo simples fato de poder ficar rodeado de garotas.

- Aquela vadia me tirou do sério.

James une suas sobrancelhas em confusão. - Que vadia?

- Any. - Me sento de modo desleixado no sofá.

- Como assim vadia? Não foi ela que não quis transar e começou a parecer puritana?

- Sim, foi ela.

- Então por que a chama de vadia se ela não é? - Pela sua expressão confusa eu posso apostar que seus neurônios estão queimando agora.

- Porque eu nunca lidei com uma não-vadia antes, é mais fácil pra mim chamá-la assim como se ela fosse uma e não como se ela fosse diferente de todas as outras.

- Isso não faz sentido algum, cara.

- Eu sei. - Suspiro. - Já podemos encerrar esse assunto.

- Eu consegui a lista das pessoas que fazem negócios com Peter. Ou pelo menos as que mais dão lucro pra ele. - James muda de assunto pegando o bloco de notas que ele tinha colocado em cima da mesa de centro e jogando pra mim.

Any Gabrielly
New York, NY

- Eu odeio trânsito. - Josh diz impaciente batendo com as mãos no volante.

A fila de carros parece menor agora, provavelmente vai começar a normalizar o trânsito em breve. Coloco os meus pés apoiados no painel, ficando mais confortável no banco de carona enquanto Josh bate com seus dedos no volante no ritmo da música que está tocando no rádio, completamente impaciente. Olho pela janela para ver a movimentação de pessoas na calçada até que meus olhos fixam em algo. Ou melhor, em alguém.

- Aquele ali não é o Brad? - Me sento direito no banco observando o rapaz moreno com dificuldade para andar, ele tem as suas mãos pressionadas em sua barriga e uma expressão de dor.

- Eu te responderia se eu soubesse quem é Brad. - Meu melhor amigo diz para mim olhando na direção do rapaz. - Céus! Ele está sangrando.

Saio do carro assim que eu noto o líquido vermelho sujando a sua camiseta verde claro na área onde sua mão está. Josh aproveita o trânsito e também sai do carro, me seguindo até chegarmos perto do rapaz. Brad se encosta em um poste na tentativa de sustentar o seu corpo quando ele fraqueja.

- O que aconteceu com você? - Ele abre os olhos ao ouvir minha voz mas assim que vê que sou eu ele volta a fechá-los. Retiro a sua mão da frente do seu ferimento com cuidado para ver o motivo de tanto sangue e arregalo levemente os olhos ao ver a perfuração causada por um tiro.

- O trânsito está começando a andar, vamos sair com ele daqui. - Josh diz já colocando um braço do moreno em seu ombro para sustentar seu corpo.

Eu ajudo Josh a carregá-lo, mesmo sabendo que meu melhor amigo está fazendo mais força que eu para manter o seu corpo, e nós colocamos Brad no banco de trás do carro ao som das buzinas irritantes já que o trânsito normalizou mas o carro de Josh ainda está parado. Eu volto a assumir o meu lugar no banco de carona e Josh entra no lugar do motorista, logo começando a dirigir pelas ruas de Nova York enquanto eu digo o caminho para a mansão.

Olho para trás para checar se Brad está bem mas ele se encontra desacordado agora. Eu estou nervosa com toda essa situação, ver toda a quantidade de sangue e o nervosismo no ar faz lágrimas se formarem nos meus olhos mostrando o quão fraca eu sou para essas situações. O rapaz moreno que sempre foi legal comigo está deitado no banco de trás do carro do meu melhor amigo perdendo muito sangue enquanto Josh acelera sem se importar com as leis de trânsito, querendo chegar o mais rápido possível na mansão antes que Brad corra risco de perder a vida.

Noah Urrea
New York, NY

A porta da entrada é aberta abruptamente, fazendo eu e James entrarmos em alerta. Junto minhas sobrancelhas em confusão ao ver dois dos seguranças carregando Brad, que está desacordado, para dentro da casa. Minha confusão aumenta ainda mais quando Any entra logo depois acompanhada daquele seu amigo, que eu acho que é seu único amigo. Ela evita contato visual comigo, olhando apenas para James com seus olhos marejados. Suas bochechas estão molhadas então eu posso chegar a conclusão de que ela estava chorando.

- Ele precisa de ajuda. - Any funga, secando suas bochechas molhadas de lágrimas.

Notas Finais:
O que estão achando?

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