DADDY ISSUES [✾]END
— EVIE HASTINGS:
Observei Johnson subir no palco, ficando em frente ao microfone, por algum motivo desconhecido por todos nós ele foi escolhido como orador da turma. O loiro deu uns tapas no microfone antes de começar a falar.
— Primeiro, parabéns a todos que se formaram, Nate quem sabe na próxima — ele pisca para o outro garoto que acena para ele. — segundo: obrigada Google, YouTube, entre outros a me ajudar a passar nessa merda – varias risadas foram ouvidas – terceiro: sempre odiei essa escola, seus professores e diretor, cara você é um idiota – o pai de Sammy revirou os olhos – porém ela me trouxe as melhores pessoas da minha vida. Trouxe o Gilinsky, meu melhor amigo, Nathan, a pessoa que me ensinou a enrolar um baseado, Misty, que me fez descobrir o amor verdadeiro – ele mandou um beijo para sua namorada – Evie, que apesar de ter chegado depois,já se tornou muito importante pra mim, ela é o tipo de pessoa que coloca os problemas dos outros acima do seu...
— Eu que o diga. — Sammy gritou ao meu lado.
— E não podia faltar o Sammy, que apesar de todas as merdas que acontecem com ele é um cara incrível, amos vocês pessoal, o resto da turma eu só aturava mesmo. — o diretor Wilkison tentou tirar o loiro de perto do microfone. – Enfim, espero que todos obtenham sucesso em suas profissões, menos o Nate porque ele tá na mesma, e que levem as amizades verdadeiras que fizeram aqui para toda a vida!
Todos aplaudiram o garoto e fizemos a cena clichê de jogar o chapéu para cima. Finalmente a escola acabou mas uma parte de mim queria que não, pois com o fim do colégio, ele vai embora.
— Ei, hoje não é dia de ficar triste. — Sammy percebeu minha mudança de humor, ele me abraçou, beijando o topo da minha cabeça. — Na verdade, é dia de agradecer que essa merda acabou.
— Com o fim dessa merda, você vai embora. — senti ele suspirar. — A gente mal teve tempo de ficar juntos.
— Eu sei, amor. — Wilk me afastou, fazendo com que olhe em seus olhos. — não vamos pensar nisso, não hoje. Vamos aproveitar nossa formatura com nossos amigos.
Concordei com a cabeça, limpando as lágrimas salientes que desciam pelo meu rosto. Beijei sua boca,para ir depois de encontro a nossos amigos.
[...]
— Acho que você é a única pessoa triste nessa festa. — Nate disse, surgindo atrás de mim. A comemoração estava sendo na casa do Gilinsky.
— Impressão sua. — sorri para ele. Sam ainda não tinha contando para os meninos.
Juro que tentei ficar animada mas a ideia de me separar dele por um tempo me deixa triste. Não consigo parar de pensar nisso, em como vai ser, se ele vai conhecer outra pessoa, e se eu conhecer alguém? Perguntas e mais perguntas sem respostas rodam minha cabeça, impedindo que eu me divirta.
— Sei qual é o motivo. — ele colocou suas mãos no bolso da calça. — Você devia estar aproveitando.
— Não consigo.
— Ele não vai esquecer você, Evie. Sabe, sempre pensei que a Stassie fosse a mulher da vida dele mas depois que você apareceu e começou a se meter na vida dele,bem o resto você sabe. Enfim, ele melhorou, entende. A vida dele melhorou e se vocês não tivessem brigado, nada disso teria acontecido mas, entendo que ele foi um idiota por ter medo dos sentimentos só que agora, ele quer mais do que nunca ficar com você...
— Só que a gente tá sendo sempre separados.
— Talvez não seja a hora. Mas que vocês são um para outro, não tem quem duvide disso.
Nesse instante meu olhar encontrou o do Sammy. Ele sorriu do jeito que só ele sabe, mostrando as rugas que ele tem ao redor dos olhos, esses que brilhavam e tenho certeza de que a o mesmo brilho no meu olhar.
Eu amo esse garoto, amo até os problemas que ele tem com seu pai. Deixei o Nate com outras pessoas e fui até ele.
— Vem comigo. — sussurrei no ouvido dele.
Sam me seguiu até a rua, já que toda a casa está cheia de pessoas.
— Aonde vamos? — ele perguntou.
— Gosto de vir pra casa do G, porque é mais próxima da praia.
— Nosso lugar. — concordei com a cabeça. — Vem, sobe.
Ele inclinou suas costas para que eu subisse, assim o fiz.
Não demorou muito para chegaremos a praia, sentamos na beira do mar, observando o vai e vem das ondas a água gelada tocando nossos pés.
— Toda vez que passo aqui sozinho, lembro de você. — Sammy releva, mexendo no meu cabelo.
— A areia lembra a cor do meu cabelo? — brinquei.
— Também, na verdade em qualquer lugar eu vejo você. Tudo que vejo é uma garota loira que não sabe ver os outros com problemas sem tentar ajudar e você não sabe o quanto sou grato por isso. Evie, você melhorou tudo na minha vida! Até o que eu achava impossível, que era a situação com meu pai, você foi lá e deixou as coisas pelo menos toleráveis...
— Mas ele colocou a gente nesse situação. Não quero que você vá, Sam. — toquei o rosto dele.
— Também não quero ir,mas, vou te prometer uma coisa — ele tomou meu rosto entre suas mãos. – vou voltar pra você daqui dois ano, é o tempo do alistamento e talvez você se pergunte se o sentimento vai durar esse tempo todo, e eu te garanto que vai. Não tem nenhuma pessoa no mundo que eu ame mais que você, Evie.
—Também amo você, Sammy. Mesmo sem saber, você me tirava dos problemas da minha casa,resolver suas coisas, me fazia esquecer do meu irmão idiota, padrasto imbecil e da minha mãe que só pensa nela.
— Ela não deu mais notícias mesmo?
Neguei com a cabeça. Depois disso passamos varias horas apenas observando o movimento da água, sentindo a brisa no rosto.
— ACHEI OS MERDAS! — o grito da Misty soou atrás de nós. Me virei vendo nossos amigos, vindo na nossa direção com garrafas de bebidas.
Eles se juntaram a nós e ficamos ali, apenas aproveitando a companhia um do outro, pois depois dali cada um vai pra um cidade ou faculdade diferente.
— DOIS DIAS DEPOIS:
Estou parecendo uma criança fazendo birra quando não consegue algo que quer. Simplesmente não consigo desgrudar do Sammy, tô sendo melosa demais? Sim! Até demais para o meu gosto.
— Samuel, vamos! — seu pai gritou do lado de fora da casa.
— Tchau, querido. Se cuida e quando poder mande notícias. — sua mãe mal conseguia falar por conta das lágrimas. Os dois se abraçaram indo até a frente da casa onde nosso amigos estão.
Sammy contou pra eles apenas ontem e eles tiveram a reação que esperávamos.
— Vamos sentir sua falta, cara. — fizeram um abraço em grupo nele.
— Só não morre, por favor. — Nathan falou.
Dei um beijo demorado nele e um abraço. Acompanhei ele até o carro.
Me abaixei até ficar com o rosto na altura do pai de Sammy.
— Sabe, agora que você não pode me expulsar porque eu já terminei a escola, tenho umas coisas pra dizer. — ele bufou me olhando com tédio. — Você é um filho da puta! Sabe, a idade tá chegando tio e alguém vai ter que cuidar de você mas não vai ter ninguém,porque seu filho odeia você, sua mulher também, e advinha tudo isso por sua culpa. Porque você é um babaca. Nem sequer pode ser chamado de pai, porque um pai de verdade não diz as coisas que você diz para Sammy, enfim, tem muitas outras coisas que você precisa ouvir mas a vida vai fazer questão de mostrar que você devia ter sido uma pessoa melhor.
— Essa baboseira toda que você disse não vai fazer com que eu mude de ideia. Samuel vai sim pro exército e se depender de mim não vai sair de lá nunca mais! — ele praticamente cuspiu as palavras na minha cara.
— Quer saber de uma coisa, vai se foder, seu velho de merda!
THE END.
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