40.Confisão
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Minha insegurança rasteja apertando meu pescoço, não aguento mais esconder o quanto estou machucada, queria poder esquecer facilmente a forma que todos eles me manipularam. Quando pulei aquele penhasco e Jacob me resgatou eu deveria ter seguido em frente, mas lá estava ela me arrastando para salvar seu amante.
Puxo as cobertas enroscando minhas pernas, não quero pensar muito sobre isso, por Deus às vezes quero que tudo seja um pesadelo. Encaro as bolsas de roupas abandonadas no chão, Alice me trouxe para casa assim que terminamos as compras com Jasper na nossa cola como um cachorro que caiu da mudança, resmungando algo para si mesmo com irritação, quase um choramingo.
Quando cheguei em casa Charlie me recebeu contando as novidades com um sorriso no rosto ao apresentar a mulher da reserva, eu pensava que ele era gay... sinceramente todos suspeitavam, ele andava muito com Billy e me decepcionou não ser a nova irmã de Jacob, mas tive que fingir não ligar, afinal ele sorriu dizendo "Ela é minha noiva" comemorou, até forcei um sorriso e ignorei a forma que fui deixada para trás.
Eles vão começar uma nova família, minha mãe tinha meu padrasto, meus amigos vão para a faculdade e eu estou presa com um clã que não tem um pingo de senso de responsabilidade emocional nem com eles mesmos, compra roupas não vai me fazer esquecer todas as noites que não consegui dormir, como gritava e Charlie vinha preocupado.
Arranho a coberta encolhendo contra a cabeceira, aconchegada no escuro, fracos feixes de luz vem do poste na rua fazendo sombras dançarem sua própria melodia, sou terrível por querer que Jasper se machuque por ter acabado com todas as minhas esperanças no amor?
Talvez eu seja culpada por ser tola de cair nas doces palavras, lembro da noite quando pedi para irmos embora, para deixar a proteção de Maria... fugir, ele poderia ter aceito, estava sendo corajosa, inconsequente, mas no fim o clã Cullen são sua família, mesmo que se odeie, estão anos e anos juntos, uma guerra se aproxima... sou só uma marionete.
Sei que é amargo, mas a dor deveria ser doce?
Abraço a jaqueta sentindo o cheiro suave dele ainda impregnado no tecido de couro, seguro as lágrimas, fecho os olhos, lembro do vento quente tocando minha pele, dançando pelo cabelo de Jasper, seus óculos escuros, sol beijando sua pele pálida como a neve, estávamos fugindo, poderíamos ter fugido para sempre.
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Não posso cercar um leão sendo uma híbrida, meio humana e vampira, não tenho como derrubar os Cullen sendo tão fraca, Jasper sozinho conseguiu me dominar mesmo eu sendo uma recém criada.
Preciso ser furtiva, não posso ceder aos seus planos maquiavélicos.
Ainda me incomoda a ideia, porque deveríamos ir para a Itália... Carlisle está caçando uma guerra, somos seus soldados.
Chuto as cobertas as jogando no chão, forço minha respiração sentindo a fragrância deliciosa ainda presente na jaqueta estilo militar, relutantemente me mexo percebendo que estou molhada, droga de sonhos, estavam me irritando, lembrando da mordida, do nosso beijo no provador, se eu tivesse dito sim... isso não sai da minha cabeça, mordo o lábio frustrada, tenho que dar um jeito de bloquear esse laço, mas como Deus?
Eu não consigo entender esse laço, não consigo nem me entender.
Levanto rápido, tenho que esconder a jaqueta, esmago ela em uma gaveta e marcho pras sacolas que não guardei, jogo as roupas para dentro do armário sem olhar muito, uma pequena caixa com fita aos meus pés revelando o conteúdo, era o vestido que provei pra irritar um certo alguém, não lembro de tê-lo comprado... suspiro, Alice deve ter pego.
Nunca devolvi a jaqueta da mesma forma que o desenho, ele não notaria, passo a mão pelo cabelo o bagunçando enquanto encaro o desenho da cabeça do Edward empalada, acho que o dia até animou agora, seguro a risada e com esforço desvio minha atenção da obra de arte marchando até o banheiro, sou rápida, não posso chegar atrasada hoje.
— Jacob está devorando sua parte do café da manhã! — Ouço a voz de Charlie lá de baixo ecoando no corredor — Desça logo filha!
— Já estou descendo! — Coloco uma meia calça, botas que vão até meus joelhos.
Agradeço a Deus por Jacob ser um esfomeado, porque sinceramente tudo que eu quero agora é uma bolsa de sangue.
Visto rapidamente um vestido cobrindo quase toda minha pele, deslizo as mãos pelo veludo que acentua todas as curvas, o preto destaca a jaqueta marrom de couro que jogo por cima.
Não era uma roupa que eu costumava usar, nem um pouco meu estilo, Alice fez questão de escolher a maioria das peças, até mesmo lingeries com um sorriso no rosto, ela sabia que eu não as usaria com Edward, só isso poderia explicar sua tranquilidade.
Desço rapidamente bagunçando um pouco mais meu cabelo, tenho que parecer com a velha Bella que não se cuidava, assim é melhor.
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— Seu cabelo cresceu desde da última vez que a vi. — Jacob assobia por cima do vento que bagunça sua juba.
Controlo minha força tentando não machucá-lo, mas ele não facilita, os pneus cantam no asfalto, pegar carona em sua mota me custou meu penteado desarrumado chique com o capacete coco.
— Digo o mesmo menino lobo. — Sorri travessa segurando sua cintura com um pouco mais de força em uma curva.
Jacob sorri quase abanando o rabo, ouço o ronco da moto, sinto seu cheiro de cachorro molhado, muito, muito desagradável.
— Não pegou muito sol em Phoenix? — Sorri brincando.
— Infelizmente não. — Dou de ombros focando nas casas, mesmo em alta velocidade elas estão nítidas para mim.
— Quer vir na reunião das tribos? — Questiona não conseguindo ficar quieto, parece ansioso com o convite — Depois da formatura.
— Tribos? — Interrogo ouvindo seu resmungo ao ter que baixar a velocidade da moto ao nos aproximarmos da escola.
— Tribos estão vindo de fora do estado, é algo raro de acontecer. — Explica manobrando para dentro do estacionamento, pulando um quebra mola — Terão mais como eu... lobos.
— Um monte de lobos em Forks? — Ergo uma sobrancelha mesmo ele não podendo ver, que maravilha.
— Eles são legais... tirando que são caçadores de vampiros. — Sussurra a última parte para si mesmo, não quer que eu ouça.
— Caçadores de que? — Minha voz falha um pouco.
Tento não pensar nas possibilidades, mas é inevitável pensar o pior... Jacob para a moto perto da Van onde meus amigos estão conversando animados, tento acalmar meu coração, caçadores de... encaro o céu nublado, provavelmente vai nevar no fim do dia.
— As outras tribos caçam vampiros. — Jacob abaixa a voz.
Sua mão toca a minha protegida por luvas, escondendo a nova temperatura estranha, embora eu pudesse ficar quente debaixo das cobertas, ser híbrida é estranho, ainda não compreendo como meu corpo funciona... Aperto a mão de Jacob, sei que quer me tranquilizar, isso é problemático.
— Mas porque? — Tiro o capacete descendo um pouco rápido demais da moto, droga.
Jacob me olha com estranheza como se eu fosse outra pessoa, mas um sorriso largo desliza por seu rosto, ele abaixa a cabeça passando a mão pelo cabelo rindo suavemente.
— Somos os mocinhos aqui... — Resmunga baixo — Charlie... — Jacob fareja o ar fechando os olhos, franze os lábios em uma careta.
— O que tem Charlie? — Hesito segurando o capacete com força demais, ouço um estalo.
— Droga, Bella! — Rosna seus olhos brilhando selvagemente.
Jacob bufa, ele sabe, ele sabe que sou uma Cullen. Meu coração se aperta com o nojo em seus olhos que logo é substituído por pena. Eu deveria ter ouvido Jacob desde o começo, os vampiros não são os mocinhos, mas não posso voltar atrás.
— As tribos vão eliminar os vampiros nessa região. — Sussurra tão baixo que mal ouço.
— Mas e o tratado? — Eles não podem fazer isso.
— O tratado só vale pra gente da reserva... e eles quebraram esse maldito tratado! — Acusa pegando o capacete de minhas mãos com rudeza.
— Não... outra pessoa me transformou, não foi eles! — Gaguejo recuando um passo.
No fundo eu sabia que Jacob não ia aceitar isso bem, porém não esperei seu olhar de nojo seguido de desdém.
— Bella, quanto tempo! — Ouça a voz enjoada de Jéssica me desconcentrando.
Antes que eu possa impedir Jacob dá a partida na moto me deixando, fugindo, lembro de suas palavras, ele preferia me ver morta do que uma vampira.
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Apresso meus passos pelo corredor ignorando os olhares curiosos dos estudantes, Jessica tinha feito um interrogatório, nada que boas mentiras não a resolva, mesmo assim sinto o suor frio escorrendo pela minha nuca, Jacob é um lobo... e mais lobos estão vindo, será que os Cullen sabem? Alice não consegue ver eles, droga, droga!
Empurro a porta da minha próxima aula na esperança de encontrá-la, mas não tem ninguém além de um loiro com sorriso suave rabiscando em seu caderno perto da janela.
Jasper balança suavemente o lápis perdido em seus pensamentos, parece feliz... não gosto disso.
— Existem tribos de lobos caçadores de vampiros? — Bato na classe dele fazendo o mesmo se encolher um pouco na cadeira, levantando o olhar com cautela.
Prendo o caderno dele debaixo da minha mão, espio o desenho, uma mulher está desenhada de forma encantadora, ele tinha me desenhando dormir novamente, isso é estranho, porque tanto fascínio em meu sono, seria inveja?
— A gente se odeia por algum motivo. — Sorri de lado mostrando os caninos, carregando a voz de sotaque — Os Quileutes são os únicos "civilizados" que já conheci.
— Mas Edward nunca me falou sobre... — Mordo o lábio furiosa, filho da puta, porque gostam tanto de omitir as coisas?
Sento em cima da classe sem paciência, quero respostas, preciso saber o que mais estão escondendo, isso é algo para se contar! Afasto o caderno jogando o mesmo para a outra mesa, encaro o Major em desafio.
— Falando nisso, onde ele está? — Questiono nervosa, observo a porta de entrada, a próxima aula vai demorar.
— Fazendo os preparativos, arrumando as malas. — Da de ombros girando um lápis entre os dedos — Vamos embora depois da formatura, antes que os lobos arranquem nossas cabeças. — Seus olhos brilham em brasa.
Não parece nem um pouco assustado com a possibilidade, tão irritante.
— Claro, até porque a Itália parece o destino ideal. — Reviro os olhos, estou cansada de todo esse teatro.
Não escondo minha irritação de Jasper que devora minhas emoções com prazer masoquista, seus dedos giram o lápis novamente de forma charmosa, era irritante demais ele ter dedos tão habilidosos.
Estamos indo embora não só porque os Volturi irão mandar soldados, mas também porque esse lugar estará cheio de lobos para devorar os soldados deles, calculado, e agora sou uma hibrida, tão complicado.
— Ninguém desconfiaria, iremos para os alpes brincar de casinha, novos disfarces — Arrasta a voz entediado, abandonando o lápis perto da minha perna.
— E se eu não quiser ir? — Provoco, não tenho escolha, terei que fugir com eles, mas não resisto a irritá-lo.
— Vai morrer na boca dos lobos — Melancolia passa por seus olhos — Não que eu vá deixar isso acontecer.
— Você não decide por mim — Faço careta torcendo os lábios, balanço suavemente minhas pernas, não conseguindo alcançar o chão.
— Eu sei que você se lembra de nós, Isabella. — Pronúncia rouco, passando a língua pelos caninos.
Jasper levanta o olhar quente, selvagem para capturar os meus, tento ignorar o aperto em meu peito, concentro nas rajadas de vento lá fora, como ele descobriu? Mordo o lábio, depois de ontem é meio difícil não descobrir, a não ser que seja lerdo, coisa que infelizmente não era.
— Hmm. — Rosno balançando as pernas, é melhor assim, posso parar de esconder meu ódio por todos.
— Como você descobriu, Major? — Provoco jogando minha perna por cima do ombro dele.
— Alguém tinha que ir vigiar seu sono, Milady. — Sua voz aveludada me arrepia, ele passa a língua pelas presas sedento, enquanto sua mão desliza segurando meu tornozelo — Se precisar de outra jaqueta pra sentir meu cheiro é só pedir. — Pisca suavemente, os dedos apertam minha panturrilha.
Ele tinha me visto dormir agarrada a sua jaqueta na noite passada... droga, Droga!
Em meio ao meu surto interno percebo seus olhos se perderem entre minhas pernas, droga Bella! Como posso ter esquecido que estou de vestido... ao menos estou de calcinha... ao menos isso.
Minhas bochechas esquentam enquanto um sorriso cheio de desejo repuxa em seus lábios, tiro minha perna de seu ombro com rapidez.
Antes que eu possa pular de cima da mesa o loiro inclina a cabeça me paralisando, em ondas suaves posso sentir suas emoções, desejo, fome, desespero.
Jasper não demora a carimbar as mãos em minhas coxas me pegando desprevenida, puxando para seu colo, meu corpo reage em resposta arrepiando por inteiro, agarro um pouco de ar surpresa. Seus olhos dourados brilham selvagens.
Meu coração bate como se eu tivesse corrido uma maratona, tal corrida só poderia ser fugindo da verdade do que realmente sinto, do que não devo sentir. Nossos narizes roçam de leve, sinto seu hálito gelado e doce se misturar com o meu, luto contra o desejo de selar meus lábios nos dele.
Eu não deveria ter dormido abraçada em sua jaqueta, mas foi mais forte que eu... isso é tão vergonhoso, será que ele sabe que tive sonhos quentes ontem a noite? Droga, droga, costuma falar dormindo.
— Ou eu posso "dormir" na sua cama se preferir. — Tenta me seduzir, encurralando-me em seus braços.
Era uma proposta indecente, estava tentada em aceitar.
— Eles já sabem? — Apoio as mãos nos ombros protegidos pela jaqueta militar dele, não consigo deixar de imaginar como fica todo fardado... tão irritante.
— Não... — Sussurra seu foco perdido em meus lábios entreabertos — Gosto de ver o Edward perturbado, é divertido a confusão dele. — Sorri malicioso.
— Sinceramente. — Reviro os olhos bufando em seguida, também gosto muito, seguro o riso.
Não quero levantar, mas preciso levantar, preciso fazer isso antes que eu caia na tentação de entrelaçar meus dedos em seus cachos e o beije até esquecer meu nome.
— Não era esse seu objetivo? — Ergue a sobrancelha sugestivamente — Criar caos na nossa família? Bom, nossa família sempre foi um desastre.
— Família... vocês são um clã de soldadinhos — Resmungo virando o rosto, escondendo a dor.
— Sim, infelizmente você tem razão. — Sussurra baixo, sinto sua respiração em meu pescoço.
— Deveria contar para eles que lembro de tudo... que os odeio. — Rosno deslizando minhas unhas pela nuca dele o fazendo suspirar em prazer, não gosto disso, era para doer... agora estou desconcentrada.
— Você pode contar, quando se sentir segura para isso. — Repuxa os lábios em um sorriso frágil — Eles não vão te machucar... não mais.
— Hmm. — Resmungo tentando levantar, porém suas mãos apertam mais minhas coxas com pânico, não me permitindo ir embora.
— Preciso que ouça com atenção, Milady. — Sussurra em meu ouvido como se fosse um segredo, colando meu corpo no dele.
— O que? — Gaguejo me embriagando no seu cheiro, doce como mel.
— Você estava terrivelmente... deliciosa naquele vestido ontem. — Pronúncia rouco seus lábios tocando meu pescoço com suavidade perigosa, mordendo minha orelha.
— Eu sei — Ofego abaixando a guarda.
— Vou te ajudar em seus planos. — Sussurra fraco, apertando as mãos em minha cintura nos afastando um pouco, seus olhos dourados hipnotizam os meus com bondade — Deixe-me ser seu soldado?
Escapando entre meus dedos posso sentir a resistência, não quero continuar lutando... não contra o que sinto, lágrimas fugitivas deslizando por minhas bochechas, seguro um soluço, pensei que seria impossível, mas meu peito aperta assustado... esse sentimento deveria ter sumido.
— Eu...
Estou com medo que esteja mentindo, que seja um plano cruel para tentar me manipular, mesmo assim quero agarrar essa esperança.
Descobri tarde demais, acho que tenho uma fraqueza terrível, não consigo resistir quando os olhos dele estão dourados, feições tão perfeitamente selvagens, mechas loiras como ouro emolduram seu rosto, pisco suavemente me perdendo em seus lábios macios e convidativos.
Nossa respiração se mistura me esquentando, seu aperto em minha cintura afrouxa, posso lembrar da última vez que provei.
Da última vez que provei do doce veneno do seu amor, quero me embriagar, Deus tinha o feito tão perfeito, deveria ser pecado ser tão fofo e sexy ao mesmo tempo, meus lábios se repuxaram em um sorriso, porque eu amo esse lado dele da mesma forma que desejo um pouco de paz.
— Eu... — Ergo o olhar percebendo que está perdido na minha boca — Não é justo...
— O que não é justo? — Sussurra rouco, seus lábios tocando suavemente os meus com crueldade.
— Eu te odeio. — Confesso pressionando minha boca na dele em um selinho — Eu te odeio tanto que dói... — Soluço deixando as lágrimas escaparem.
— Eu também me odeio — Pressiona os lábios nos meus com calma, seus olhos refletem os meus — Odeio ter mentido para você, odeio não ter te encontrado antes, não ter fugindo com você. — Sussurra com a voz embargada, poderia estar chorando se fosse permitido.
— Por favor... não me deixe em pedaços. — Imploro não conseguindo esconder o medo, quero acreditar no amor.
Quero acreditar que vale a pena lutar por algo, entrelaço meus dedos nas mechas do cabelo dele me inclinando pra frente fazendo a cadeira bater na parede.
— Eu não vou machucá-la... não mais — Sorri suave, culpado.
Jasper pressiona seus lábios nos meus com lentidão, saboreando, fecho os olhos me entregando ao medo de perdê-lo, perder a última coisa que consegue me fazer um pouco feliz... um pouco menos desesperada.
Mordo seu lábio inferior pedindo passagem, ele não nega, parece querer ser meu refém... suas mãos apertam suavemente minhas coxas subindo e descendo, gemo convidando, provocando.
— Jas... — Chamo manhosa, afastando meus lábios dos dele com relutância.
— Hmm? — Murmura baixo como um gato insatisfeito.
— Onde seu carro está estacionado? — Questiono deixando meus dedos brincarem com os botões de sua camisa social, desabotoando, consigo sentir ele endurecendo embaixo de mim.
— Na parte de trás da escola, afastado... — Sussurra rouco, sorrindo em seguida.
— Perfeito — Levanto o puxando pela camisa, ele me segue sem relutar.
Não queria pedir isso, mas estou faminta.
— Preciso que me de uma carona, para fora da cidade... para caçar.
— Fora da cidade? — Ergue uma sobrancelha de forma maliciosa, porém seu sorriso vai sumindo — Caçar...
— Quase mordi a Jessica no corredor, não estou conseguindo lidar com tudo isso — Confesso, pera... ele achou que eu estava o chamando para transar em seu carro?
Balanço a cabeça com o pensamento e para minha alegria Jasper realmente não parecia muito animado com a ideia de caçar, que soldado descontente.
Será que devo tortura-lo mais um pouco?
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Notas:
Teorias para os próximos capítulos?
Estarei respondendo os comentários do capitulo anterior S2
Enquanto isso gostaram desse capitulo?
Ainda não revisado, qualquer erro me avisem :)
Até o próximo meus amores!
Deixem aquela estrelinha de voto! Pois isso me motiva muito S2
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