34.Monstro

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Pov.Bella

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A noite está quente, mas estranhamente acolhedora, esfrego mais um pouco a toalha secando o cabelo, quando cheguei em casa não encontrei Emmett só um loiro batendo o pé perto da porta esperando seu cachorrinho que fugiu de casa voltar.

Não disse uma palavra quando passei por ele com uma carranca e duas sacolas nas mãos, não devo explicação do meu paradeiro, ele nem ao menos me contava onde estava, claro, porque contaria que eu sou uma arma a ser empunhada? Mesmo assim não passo de uma boneca de porcelana, será que fizeram o mesmo com Alice... seu dom para a vidência é muito útil.

Fecho os olhos sentindo o cheiro do perfume doce impregnado nos vestidos, pensando bem todo o clã Cullen parece ter sido construído para um possível confronto, Edward pode ler a mente de qualquer um, Rosalie é uma beleza que faz os homens suspirarem, Emmett é bem dizer um urso, Esme tão amigável, faz parece que todos eles são fracos e inocentes.

Jasper era o estrategista, aquele com experiência de batalha, Carlisle escolheu bem... todos são extraordinários, não seria estranho Aro suspeitar deles, agora que penso nisso, Edward realmente tentou se matar por mim? Ou foi só a maneira mais fácil de me ter em seus pés.

Pego o vestido em cima da cama e visto com raiva, eu fui quebrada com as palavras e verdades que neguei aceitar, mas no fundo tudo era lindo demais para ser real. O quanto do que sinto por Jasper é realmente meu? Porque ele pode facilmente me manipular, não quero pensar nisso, não quero sentir nada.

Dou um passo à frente observando meu reflexo no espelho, não me reconheço, Maria realmente tinha razão "Você vai ficar deslumbrante" eu estava surrealmente irreconhecível, não tem nenhuma garotinha assustada, só uma mulher prestes a pular de um penhasco.

Olho para o outro vestido mais indecente, em duas horas no shopping ela me encheu de presentes, tentando me comprar a cada segundo, eu não posso mais voltar com os Cullen, não serei mais usada, estou cansada de deixar que brinque com meus sentimentos.

Não quero sentir nada, lembro de quando vi Jasper pela primeira vez na escola, ele era tão fascinante e assustador, tentei me distrair olhando para seu irmão que já me encarava.

Desde de quando estou sendo manipulada... o que sentia por meu ex era real? Eu o amava tanto a ponto de me matar? Provavelmente, manipulável... como eu não seria manipulada? Eles são centenários e eu recém tirei a carteira.

Mas me sinto culpada mesmo assim, passo a mão pelo cabelo o soltando, deixando cair em camadas por cima dos meus ombros, escondendo um pouco o decote e as marcas de mordidas, alças finas seguram o vestido, giro sentindo o tecido se mover em minhas curvas, vermelho, ele é vermelho como sangue.

"Use esse vestido se a resposta for sim" sim eu irei me juntar a Maria.

Dou um passo pro lado ouvindo batidas suaves na porta, como um cavalheiro Jasper não entrou mesmo tendo meu silêncio raivoso como resposta. Retoco a maquiagem passando um batom brilhoso o bastante para deixar meus lábios maiores.

Olho para o quarto irritada, eu pensei que finalmente tinha encontrado alguém que pudesse me amar pelo o que eu sou, em pensar que quando acordei achei que esse ia ser meu lar.

— Já está pronta? — Pergunta do outro lado da porta, sua voz nervosa.

Seguro a vontade de chorar, engulo as lágrimas, ele não pode me ver desabar. Termino de me arrumar colocando os saltos pretos, ela iria me transformar, hoje é um dia especial.

Empurro a porta sendo recebida por um sorriso de lado, tão inocente, nem parece que me quer como uma arma. Aponto para o escritório no final do corredor deixando claro que descobrir seus segredos, não abaixando a cabeça para a verdade, estou cansada de tudo isso, segredos e mais segredos.

— Isso é verdade? — Minha voz se arrasta quebradiça, traidora — Esse tempo todo... — Bato os dentes segurando as lágrimas, quero sentir raiva, mas não consigo — Você e sua família estavam me manipulando!

— Bella, por favor... — Dá um passo à frente ainda sorrindo, fingindo-se de confuso.

— Não bastou Edward quebrar meu coração! Porque fingiu se importar comigo? — Gaguejo não conseguindo segurar as lágrimas grossas escorregando pelas minhas bochechas quentes, entregando todas as minhas emoções — Foi divertido brincar com meus sentimentos?

— Isabella, eu não queria mentir pra você, mas foi necessário. — Suas palavras são rápidas e afiadas.

— Claro, vamos esconder a verdade da humana estúpida! — Rosno dando um passo a frente levantando a cabeça para encará-lo com determinação, não vou recuar. — Carlisle também pediu para me fazer se apaixonar por você?

Ele é um soldado, recebe ordens e eu não passo de uma bolsa de sangue para eles, observo o vermelho escuro de seus olhos que são como brasas, quero gritar, quero bater nele, mas sei que acabarei quebrando minha mão no processo.

— O que tivemos é verdadeiro — Dá um passo pra trás encurralado na parede — Eu te amo... — Sua voz aveludada acaricia meus ouvidos, sua mão se estende tocando minha bochecha — Você é meu Tchan, Bella.

— Hmmm. — Resmungo abaixando a cabeça fitando o chão, meus saltos desconfortáveis.

Sinto seus dedos suavemente descendo da minha bochecha, deslizando para meu pescoço, levanto o olhar não conseguindo conter a careta amarga em meu rosto ao ver seu semblante melancólico. Jasper tem olhos animalescos cheios de desejo, as mechas douradas emolduram seu rosto, luto contra a vontade de ficar na ponta dos pés e beija-lo.

— Isabella você é meu mundo. — Sussurra arrastando as palavras, seus lábios tocam minha testa dando um beijo demorado — Eu te amo mais que tudo.

— Mentiroso... — Agarro seu colarinho mergulhando em seus olhos — Eu sei o que eles pediram para você fazer... "Faça a humana se apaixonar por você, traga ela para o nosso lado, manipule suas emoções". — Relembro em voz alta a mensagem deixada no celular de Jasper. — Carlisle te pediu isso, não foi?

O loiro engole em seco seu semblante se tornando frio, porém seus olhos brilham em um vermelho intenso, estava irritado, furioso. Eu deveria recuar, no entanto aperto meus dedos em volta do colarinho fazendo ele chegar mais perto, embriagando o mesmo com meu cheiro tentador.

— Sim... — Sua voz sai sem emoção, culpado.

— Ia me transformar em uma arma contra os volturi, não é? — Sussurro com a voz trêmula — Victoria não está atrás de mim só por causa de James... — Olho para seus lábios sedutoramente mentirosos — Ela quer destruir a arma que posso me tornar, não é verdade?

— É verdade... ela sabe do seu potencial — Admite sua atenção se perdendo em meus lábios — Seu escudo pode bloquear Aro, pode ser muito útil na guerra que virá.

— Guerra... — Balbucio irritada, afrouxo o aperto o libertando, dou longos passos para trás furiosa comigo mesma — Haverá uma guerra, não é?

Jasper respira superficialmente se desencostando da parede, ainda tenso demais para abaixar a guarda, ajeitando a camisa social, abrindo alguns botões como se estivesse com calor.

— Alice previu a guerra entre os clãs... não tem como impedir. — Sorri irritado, sua atenção indo para a escadaria lá embaixo.

Passo a mão pelo cabelo não conseguindo esconder minha irritação, encaro a luz da lua dançando nos vitrais que descem para a escadaria, quero simplesmente ir a esse baile e esquecer tudo. Dou um passo à frente, Jasper me acompanha em silencio, apoio minha mão no corrimão da escada, todos aqueles pesadelos, Edward estava me hipnotizando o tempo todo para amá-lo, beber meu sangue... Ele só queria uma bolsa de sangue, em nenhum momento desejou mais que isso, embora fosse possessivo, ele não me queria fisicamente, meu sangue bastava, me beijar era uma tortura para ele e tudo que sei agora é que não posso confiar nos Cullen.

— Então decidiram me manipular? — Ergo um pouco a voz fingindo não estar totalmente magoada — Você achou que era honrado me fazer de brinquedo?

— Bella, eu nunca tive a intenção de manipular você, só tive que omitir... — gagueja tentando se defender.

— Omitiu a verdade, verdade essa que Maria me contou!

— Claro... — Revira os olhos irritado — Imagino que ela te contou também que ira entrar nessa guerra com um sorriso no rosto.

— Ela me ofereceu sua ajuda. — Ajeito o vestido vermelho ignorando a fenda nele que deixa minha perna a mostra, isso era irritante — Vou ser um membro do clã dela. — Pronuncio fitando seu rosto que se tornou sombrio. — Maria vai me transformar... em vampira hoje a noite. — conto.

— Você não pode, Maria não é o que você pensa! — Se apressa em dizer me acompanhando conforme dou pequenos passos, degrau por degrau.

— Eu deveria ficar então com o seu clã maravilhoso! — Sarcasmo enche minha voz transbordando — Deveria ser a bolsa de sangue.

— Bella... — Gagueja sua voz quebradiça — Edward errou e eu quero matá-lo por isso, mas não pode ir com Maria! Ela é perigosa.

— Eu não pedi a sua opinião, pode partir amanhã se desejar, mas eu vou ficar. — Rosno erguendo um pouco a saia do vestido longo tentando não tropeçar nos degraus.

Jasper bufa passando a mão pelo cabelo como se não me compreendesse, quando vai parar com essa fachada de bom moço?

Esfrego a mão pelo rosto limpando as lágrimas, degrau por degrau desço convencida, Maria é a melhor opção. Bato meus saltos no piso frio, ouço meu coração e a respiração suave de Jasper se alterando, caminho em direção a porta que leva para fora, para a verdade.

Antes que eu conseguisse alcançar meu objetivo o loiro para na frente da mesma, cruzando os braços, seus olhos vermelhos brilham frios.

— Não, você não vai! — Seu tom é intimidante, mas falho.

— Saia da minha frente! — Grito já sem paciência, dou um passo tentando passar por ele.

Com rapidez sobre humana Jasper gira as chaves das portas atrás de si, esmagando as mesmas chaves na mão após fechá-las. Isso é sério? Bufo, quem ele pensa que é? Para quem diz ser inocente isso é uma atitude muito suspeita, porque não pode aceitar minhas escolhas... "Mate-a." lembro das palavras que ouvi na mensagem de voz, Carlisle pediu que me matasse se eu fosse rebelde.

— Isabella pensa em Charlie, não pode seguir Maria. — Diz dando um passo à frente.

— Estou pensando nele, e vou fazer isso pelo meu próprio bem! — Recuo levantando a cabeça meio intimidada com sua altura, ele é um soldado, um predador, um assassino.

— Se transformar em um monstro, um peão dela? — Questiona deixando os braços soltos ao lado do corpo, parece querer me passar tranquilidade porque sou abraçada pelas emoções de calma.

— Melhor do que ser uma bolsa de sangue para você e Edward! — Levanto a voz como nunca antes, superando o medo.

Eu lembro das agulhas, do sangue enchendo as bolsas, encaro o vampiro em minha frente, Jasper era o mais descontrolado, mas o único forte o suficiente para provar diretamente da fonte.

— Bella, eu nunca mais vou beber uma só gota do seu sangue. — Faz uma falsa promessa — Por favor, deixe-me explicar tudo... — Súplica fazendo uma careta triste, coitadinho, mente tão mal.

— Explicar o que? — Grito.

— Carlisle pediu para Edward se aproximar de você... Ele fez errado, todo mundo errou, mas eu não sabia que Edward... — Range os dentes com raiva não conseguindo completar a frase — Se eu soubesse teria impedido desde o começo.

— É tarde, vou ficar aqui com Maria. — Não vou voltar atrás.

— Não posso permitir. — Sua voz é dura e fria, dando um passo para frente, ele não me deixará escapar.

— Não estou pedindo permissão. — Gaguejo e inutilmente corro até a saída, mas seus braços envolveram minha cintura. — Me solta!

— Me perdoe, Milady. — Fala com a voz aveludada, sua mão aperta mais forte conforme luto tentando me debater — Não vou deixá-la fazer isso consigo mesma.

— Me solta! — Choramingo — Está doendo, você está me machucando! — Gaguejo sentindo seu aperto afrouxar, não hesito em escapar de suas mãos.

— Bella, por favor. — Jasper reclama, tenso.

Corro movida pelo pânico em direção a cozinha sabendo que tem uma porta de saída lá, ele me deixa ir... não olho pra trás, mas ouço ele batendo o pé no chão, antes que eu consiga atravessar o corredor sinto um puxão, vou com tudo pro piso frio.

Apoio as mãos na madeira sentindo a dor se alastrar nos joelhos e nas minhas palmas, queimando, me viro sentando no chão, acompanho a cauda do vestido repuxada, rasgando, Jasper a segura.

— Você é um monstro — Acuso sentindo o gosto de sangue na ponta da língua.

— Eu sei. — Admite seu olhar caindo sobre a fenda do vestido que deixa minhas pernas nuas, sangue escorre dos arranhões.

— Eu peço perdão. — Jasper não gagueja, seu tom é sem emoção, quase inumano. — Aconselho que suba para o seu quarto e desista dessa ideia.

Como um soldado controlado Jasper não olha em meus olhos, parece ter dificuldade em pronunciar as palavras, mas mesmo assim ele disse.

— Eu nunca tive escolha, não é? — Soluço sentindo as lágrimas, apoio as mãos na parede levantando, sentindo a dor do tombo.

Ele não responde, puxo o tecido de sua mão e caminho em um mancar pela batida em meus joelhos, soluço atravessando o corredor, escondendo minhas emoções, levanto a cabeça olhando a porta trancada, por Deus isso parece um pesadelo.

Levo a mão a boca tampando um soluço, não tenho forças para correr novamente, não quero pular uma janela, não vou ser a caça para o predador. Sento no primeiro degrau da escada que leva para meu quarto, minha cela.

Escondo o rosto entre os joelhos, não consigo segurar meus soluços que se seguem, Jasper não me deixaria ir embora, ele nunca foi meu amigo... nunca fomos nada, foi tudo manipulação.

Sinto o toque suave de seus dedos em meu cabelo, levanto a cabeça observando Jasper colocar uma mecha atrás da minha orelha com delicadeza, seu dedo desliza pelo meu pescoço de forma calculista, parece satisfeito com as marcas que deixou em minha pele.

— Vai me morder? — Acuso dando um tapa em sua mão.

— Eu sinto muito que isso tenha acabado assim. — Sua voz é tão falha quanto a minha — Eu peço perdão... só não me odeie — Gagueja quase implorando.

Ele era um bom mentiroso, se pudesse chorar estaria derramando lágrimas, torcendo os lábios Jasper sente a forma cética que vejo a situação, mentiroso.

— Eu te odeio profundamente. — Pronuncio pausadamente vendo algo se quebrar dentro dele.

Levanto furiosa, acha que vou cair em seus truques? Estou farta de tudo isso, marcho até a janela, fodasse se vou cair em um arbusto, abro sentindo o vento morno da noite, antes que eu passe a perna Jasper me pega no colo, colocando um braço atrás dos meus joelhos e outro nas minhas costas, com facilidade ele me carrega como uma carga preciosa, puxo seu cabelo lutando contra.

— Me solta! — Grito agarrando o corrimão da escada conforme ele pisa degrau por degrau, me debato tentando fugir.

Ele nem ao menos para quando puxo com força seu cabelo, quero arrancá-lo, em passos rápidos, porém ainda humanos atravessamos o corredor, agarro as cortinas, sinto os pontos da minha mão rasgando, puxo com toda a força que tenho fazendo o varão da cortina cair batendo em nós, acertando minha cabeça e as costas dele que nem reage.

Tudo fica borrado, em um passo controlado ele não se importa, continua andando como se nada tivesse acontecido, paro de resistir ficando fraca em seus braços, não luto mais.

Sou acolhida pelo calor da lareira de seu quarto e jogada na cama dele como um objeto sem sentimentos, afundo nos travesseiros, encolhendo contra a cabeceira, seu olhar assassino percorre meu corpo com atenção assustadora, ele vai me matar?

Estou com medo, tremendo sem conseguir controlar os soluços que escapam entre meus lábios, em um gesto rápido Jasper abre uma gaveta e pega um kit de primeiros socorros.

— Não vou te machucar. — Não existe emoção, nem um pingo de pena quando seus olhos vermelhos me encaram vazios.

— Já machucou... — Retruco arrastando-me para trás, como se eu pudesse atravessar a parede.

— Me dê sua mão, preciso refazer os pontos. — Estende a própria mão para agarrar a minha.

Ainda lembro da sensação das agulhas, iria doer, encolho chutando as cobertas para escorregar para longe, Jasper não tem paciência, simplesmente segura minha panturrilha e me puxa com força, não consigo conter o grito, surpresa com sua forma áspera.

— Fique longe de mim! — Gaguejo tentando me livrar do seu aperto de ferro, sento na beirada da cama incomodada com toda sua atenção.

Seu aperto afrouxa e ele pega a agulha para costurar novamente os pontos, seus dedos se entrelaçam nos meus por baixo não me deixando afastar minha mão machucada, ele me costura como se eu fosse um objeto que precisasse de conserto.

Entre um soluço e outro Jasper não parece vivo, tão vazio como se não estivesse presente, fungo sentindo a agulha em minha mão fechando mais um ponto, seus olhos vermelhos observam o sangue escorrendo entre meus dedos trêmulos.

— Jas... Jasper, tá doendo — Gaguejo com a voz trêmula, mordendo o lábio em lágrimas.

A agulha entra novamente me fazendo encolher em um choro baixo, fecho os olhos não conseguindo parar de soluçar, tento puxar minha mão, quero correr, fugir, bato os dentes olhando para os olhos selvagens e nem um pouco humanos dele.

— Por favor...

Ele hesita com a agulha, seus olhos vermelhos encontram os meus como se tivesse despertado, parece devastado, como se quisesse chorar.

Não sei o que o moveu, mas me puxa para seu colo apertando-me em seus braços, sussurrando alguma coisa repetidamente, estava pedindo desculpas com a voz carregada de sotaque, ainda me embalando em seus braços como se isso bastasse para acalmar a dor.

— Jas... — Choramingo soluçando.

Com suavidade ele me ajeita em seu colo, pegando minha mão, beijando as pontas dos meus dedos, sinto sua língua lambendo o sangue, deixando sua saliva anestesiar o ferimento o suficiente para parar de latejar, covardemente me sinto segura em seus braços, apoio minha cabeça em seu ombro soluçando, fraca demais para fugir.

— Me perdoe. — Sua voz está quebradiça.

Se eu disser que quero ir embora ele vai me matar como foi ordenado a fazer, encaro seu rosto tenso em dor, ele estava absorvendo minhas emoções.

— Estou com medo. — Gaguejo afundando meu rosto na curva do seu pescoço, não consigo controlar o choro.

— Não vou te machucar. — Repete me abraçando, embalando-me em suas mentiras. —Eu não vou te machucar, por favor acredite em mim.

— Porque eu deveria? — Sinto as lágrimas escorrendo pelas minhas bochechas quentes.

— Eu só quero que você fique segura. — Seu olhar quebra meu coração, ouço sua voz e me recuso a acreditar.

Jasper deveria ser meu amante, não meu inimigo.


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Notas:

Estarei respondendo os comentários dos capítulos anteriores S2 Amo vocês S2

Enquanto isso gostaram desse capitulo? 

O que será que vai acontecer agora?

Qualquer erro me avisem :)

Deixem aquela estrelinha de voto! Pois isso me motiva muito S2

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