25. Morango

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Pov.Jasper

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Na profunda escuridão do céu, estrelas cintilam como pequenos vagalumes, em um relevo elegante as montanhas abraçam tudo à nossa volta, olho de soslaio para a garota mordendo o lábio com nervosismo.

Seu mau hábito me irritava cada vez mais, ela não percebia o perigo de suas ações, por pouco entregou nossa desagradável mentira a Maria. Aperto o volante sentindo as ondas de suas emoções, seu coração jovem batendo assustado com minha presença.

Minha fome se arrasta dolorosamente, passo a língua pelos dentes pontuados, sei que consegue notar o quanto estou lutando comigo mesmo para não atacá-la.

— Falta muito ainda? — Questiona em um fio de voz.

— Um pouco... — Sussurro tentando esconder a rouquidão de sede.

Não poderei manter a dieta animal aqui, não quando Maria despreza isso, podem achar que estou molenga se eu ficar caçando coelhos por aí... Markus com certeza não hesitaria em brincar comigo, pateticamente me desafiaria para um duelo, claro que eu ganharia, mas isso é irritante, uma perda de tempo... porém não sei como posso manter meus olhos vermelhos, não quero matar inocentes.

— O que o está preocupando? — Bella levanta a cabeça deixando a fascinação pelo chão e sendo capturada por meus olhos.

— Hmmm — Ranjo os dentes tenso, passo a mão pela nuca, não sei como dizer isso de forma agradável — Terei que beber sangue humano enquanto estiver aqui.

— Mas...

— Eles não podem ver uma brecha, fraqueza. — Já me basta uma companheira humana. — Porque não vão hesitar em se aproveitar disso para usar contra mim.

Penso no que Markus disse, aquele bastardo era atrevido, todos eles olharam e cobiçaram algo que já é meu por direito, Bella é minha, querendo ela ou não.

— Entendi. — Boceja levantando a mão, sonolenta.

A lua cheia no céu reflete em seus olhos fazendo eles ganharem uma tonalidade suave de prateado, ela se aconchega no banco, apertando o cinco nas pequenas mãos, sei que não quer admitir, mas posso sentir seu medo, a incerta. Afundo o pé no acelerador, fazendo o carro cantar pneu, subindo as montanhas. Não demora muito para portões altos se colocarem em nosso caminho de forma imponente.

Nenhum controle remoto, Maria ficou responsável pelo local quando eu fui embora, mas pelo visto ela simplesmente o abandonou.

Desço do carro me mantendo em alerta, empurro os portões com facilidade, respiro fundo aproveitando o ar puro, fazendo o sufoco diminuir.

Tenho que interpretar o papel, ser o amigo... mas acho que temos novas mentiras a contar.

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Pov.Bella

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Tento não pensar muito no que Jasper disse sobre sua dieta, estou incomodada com isso, não quero que se sujeite a algo que odeia, matar inocentes, isso vai acabar com ele. Tenho que pensar em uma solução, no entanto tudo que me vem à cabeça é imoral...

As luzes dos faróis iluminam a estrada de pedrinhas, árvores e árvores estão de cada lado da rua formando um arco, suas folhas caindo em cascata sobre o caminho de uma só mão. Inclino para frente vendo melhor o enorme casarão de três andares, tijolinho por tijolinho o lugar tem um charme único e aconchegante.

Jasper manobra o Jeep parando em frente a entrada, não parece muito animado em ver seu antigo lar.

— Então essa é sua casa? — Questiono empurrando a porta, não me atrevo a descer, porque tenho quase certeza que vou cair no escuro.

— Sim, foi pagamento pelos meus anos de serviço como major. — Sorri de lado, dando a volta rapidamente no veículo.

— Por aqui, senhorita. — Estende a mão para mim como um perfeito cavalheiro.

— Obrigada. — Pego sua mão sentindo o frio de sua pele contra o calor agradável da minha.

Desço com cuidado, um passo de cada vez tento não tropeçar no escuro, os faróis não iluminam mais que a frente da casa, Jasper gira as chaves nos dedos indo em direção a enorme porta, em um ranger barulhento a porta dupla se abre dando a visão de um hall amplo.

— Nossa! — Não consigo me conter, dou um passo à frente admirada pela escadaria elegante que sobe para o segundo andar.

Em passos barulhentos levantado a cabeça, um enorme lustre cai como lágrimas de cristal do teto. Tudo está coberto por uma camada fina de poeira, espelhos, quadros. Feixes da luz da lua entram pela enorme janela no alto da escadaria indo do chão ao teto alto.

Jasper distraidamente puxa a lanterna do bolso, sua mão livre vai de encontro com a minha, entrelaçando nossos dedos com cuidado.

— Gostou? — Questiona nervoso, como se tivesse motivo para isso.

— Esse lugar é lindo! — Declaro sorrindo, será bom passar uma semana aqui. — Você que decorou?

Em passos calmos observo a mobília elegante, algumas peças estão cobertas por lençóis, teias de aranha, encolho-me na direção de Jasper, que não hesita em apertar suavemente minha mão, me acalmando.

— Algo do tipo. — Da de ombros, provavelmente foram os empregados.

— O que é aquilo? — Levanto o braço apontando para um lugar com sombras estranhas, agarradas as cortinas.

Um barulho baixo vem de lá como um chiado, Jasper levanta a lanterna na direção das sombras. A luz faz os morcegos voarem sem direção, agarro-me a ele escondendo meu rosto em seu peitoral, abraçando instintivamente, não consigo conter um grito.

— Jas...

— Está tudo bem, são só morcegos. — Sua voz cheia de preocupação ecoa pelo lugar — Melhor eu te levar para seu quarto logo antes que tenhamos mais surpresas.

— Jas... — Choramingo quando tenta se afastar de meu abraço.

— Não se preocupe, limparei o lugar. — Gagueja tenso com o medo que emano em minhas emoções.

O solto do meu aperto, mas ainda agarro seu braço entrelaçando no meu, degrau por degrau subimos a escadaria enorme de mármore, apoio me nele enquanto a lanterna clarear o traço elegante das paredes de madeira, ornamentadas com classe.

Depois de longos minutos paramos em frente a um corredor amplo, em passos calculados fico atrás de Jasper que vai puxando as cortinas deixando a luz entrar.

— Você vai ter que fazer uma boa faxina. — Digo já tirando o meu da reta, capaz que eu vou limpar essa casa enorme.

— Farei isso enquanto você dorme. — Responde neutro, sorrindo suavemente.

Encaro o corredor enorme que parece dar voltas e voltas, Jasper finalmente para em frente a uma porta, empurrando a mesma, revelando um quarto grande, os móveis estão cobertos por lençóis, graças a Deus nada de morcegos.

Jasper abre as janelas e bate as cobertas da cama espalhando o pó, tirando os lençóis dos objetos enquanto espero do lado de fora segurando a lanterna.

— Quer ajuda?

— Não precisa, amanhã ligarei a luz — Sorri calmo, seus olhos ficando levemente mais escuros de fome — Pode ir se deitar, vou pegar algumas coisas no carro.

— Ok... — Gaguejo apertando a lanterna entre meus dedos, olhando ao redor, procurando alguma aranha, ouço seus passos pesados me deixando sozinha no lugar.

Não demoro a explorar o quarto, parece que nunca teve um dono, abro o enorme guarda roupa, tem algumas peças dobradas, camisas neutras, pego uma levando ao nariz, têm o cheiro dele e incrivelmente não está cheia de pó, parece bem conservada.

Espio pela porta, tento ouvir passos, mas estou sozinha, escondo-me atrás do biombo e troco de roupa colocando a camisa como pijama, bem mais confortável. Largo minhas peças de roupa dentro do guarda roupa esperando ele voltar, em passos suaves sinto o vento gelado do lado de fora, inclino-me na janela levantando a lanterna para olhar o enorme campo que se estende até onde vão os portões lá longe.

Ele tinha conquistado tudo isso com muitos anos de trabalho, matando inocentes... criando recém criados... suspiro tentando não pensar nisso, ignorando facilmente, as vezes esqueço que ele já foi um... assassino.

Tiro os sapatos ficando só de meias, encaro a cama grande, sento na beirada, é macia o suficiente para uma boa noite de sono, conto os segundos esperando que ele volte pela porta entreaberta.

Será que foi caçar um cervo?

Depois de um tempo a curiosidade me vence, levando indo em direção a porta, bato na lanterna piscante, em passos lentos observo o lugar cheio de sombras, galhos arranham as janelas na ventania. Empurro uma porta no final do corredor, ela range em protesto,

— Que não tenha mais morcegos. — Sussurro pra mim mesma.

O que encontro é um escritório grande, cortinas pesadas, janelas bem trancadas, mapas estão jogados na mesa, empoeirados. Folhas perdidas no chão e nas gavetas, rabiscos, agacho e pego uma folha amassada do chão, um toque do passado, tem algo escrito, desamasso tentando ler melhor, ele odiava esse lugar.

Pego outra folha, está parece ser de um diário, aqui diz que ele tinha inveja de seu amigo ter achado uma parceira e ele não... oh isso é tão trágico, dou um passo para trás olhando as folhas e desenhos decorando o quadro junto com mapas e linhas, levo a lanterna vendo melhor o desenho fofo de um cachorro.

— Bella... — Jasper chama me pegando no pulo.

— Sim? — Gaguejo nervosa.

— Está tarde, deveria ir dormir — Pronúncia arrastando as palavras, seus olhos vão do chão ao papel em minha mão com certo medo. — Trouxe seu jantar.

— Estou faminta — Forço um sorriso largando a folha onde a peguei — O que tem para comer?

Jasper parece menos tenso quando me aproximo deixando minha curiosidade de lado, ele fecha a porta atrás de mim quando saímos, girando uma chave como se escondesse algo.

— Leite frio e biscoitos.

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Não gosto de dormir, quando fecho os olhos os pesadelos voltam a me atormentar... A escuridão costumava ser confortável, no silêncio podia simplesmente colocar meus fones de ouvido e ignorar todos meus pensamentos, tenho fugido a tanto tempo da verdade, Edward tinha me deixado em abstinência.

Engulo os comprimidos amargos que Jasper me trouxe, deslizo meu dedo pelo copo vazio, largo ele na mesinha ao lado da cama. Forço um sorriso tentando não parecer desesperada por companhia, ele deve ter mais com o que se preocupar do que com meus pesadelos diários.

— Você quase entregou o jogo para Maria. — Sua voz aveludada se aconchega no quarto.

— Desculpe... não sou uma boa atriz — Brinco fazendo ele sorrir suavemente, sentando na beirada da cama.

— Então vamos tentar esse exercício. — Jasper sorri malicioso — Me trate como seu noivo a partir de agora.

— Tudo bem, se isso vai nos manter seguro, posso fazer isso. — Tento parecer determinada, mas minha voz entrega o nervosismo.

A solidão costumava ser confortável para mim, profundamente mergulhada na escuridão, nas sombras do que restou do meu coração apaixonado, mas esses dias tenho percebido que nos olhos de Jasper encontro um refúgio, um lugar onde posso me esconder de mim mesma.

— Não precisa ter medo, estamos seguros aqui. — Declara repousando sua mão no meu ombro com cuidado exagerado, como se eu fosse quebrar ao mínimo toque.

— Eu sei...

Tudo na minha mente diz que é errado, como se a única coisa certa fosse Edward, ele era meu tudo... e agora eu não sou nada para ele. Sussurros me dizem que não posso amar alguém além dele, que não devo desejar nada que não seja ele, como se fosse um mantra em minha mente, irritantemente força-me a isso.

— Jas... — Estendo minha mão tocando a sua em meu ombro, entrelaçando nossos dedos.

Não posso ter Edward para mim, não posso sentir sua pele fria, não podemos ficar juntos. Isso está me enlouquecendo, jogada no vazio... quero tanto ver a nitidez das cores novamente, sorrir fácil, rir de qualquer coisa.

— Sim? — Inclina a cabeça se aproximando mais de mim.

Aperto sua mão com força mergulhando em seus olhos vermelhos, quase pretos, está faminto. Eu não deveria sentir nada, mas quando ele me toca tudo parece parar, eu o desejava mais do que gostaria, nem mesmo Edward conseguia beijar melhor do que ele, qualquer sentimento que queimava em meu peito era vergonhoso... não quero usá-lo para esquecer seu irmão... isso seria crueldade demais comigo e com ele.

— Está com fome? — Sussurro sentindo o frio de sua mão contra a minha, lentamente levo ela até meu pescoço.

— O que está fazendo? — Gagueja seus dedos deslizando suavemente pela minha pele, dando-me um choque térmico.

— Não precisa matar inocentes... — Solto sua mão deixando que a sua decore meu pescoço. — Pode me morder.

— Eu não vou conseguir parar. — Abaixa o olhar com seu tom quebradiço, dor... sua expressão é de dor.

— Tente — Sussurro em um gaguejo, não tenho medo. — Edward me disse uma vez que vampiros podem conter o veneno se tiverem muito auto controle...

— Ele disse o que? — Ergue a voz arregalando um pouco os olhos, sua mão deixando meu pescoço para se fechar em punhos na coberta.

Pisco confusa com sua surpresa, tento buscar onde Edward me contou isso, mas minha cabeça começa a doer... como se fosse um fragmento de um sonho.

— Não é verdade? — Gaguejo encolhendo, recuando um pouco, batendo as costas na cabeceira.

— Sim... — Sua voz treme com raiva, mas seus olhos capturam os meus com preocupação — O que ele fez...

— Fez o que? — Pisco sendo tomada por uma onda de nervosismo, ele está projetando suas emoções para fora, inundando o quarto em uma tristeza agoniante.

— Ele te mordeu? — Questiona se aproximando mais, encarando-me como um predador.

— Não... — Eu acho que não.

— Não? — Estreita as sobrancelhas como se não acreditasse.

— E se sim, porque se importa tanto? — Sua raiva borbulha em mim, em um piscar irritante a lanterna se apaga mergulhando o quarto no breu.

— Porque somos amigos, não somos? — Sua voz se arrasta trêmula, com receio, mentiroso.

— Amigos... — Sussurro odiando a mim mesma, por que essa palavra parece tão errada agora?

— Então porque não me deixa ajudá-lo? Amigo. — Levanto a voz a deixando se aconchegar no quarto.

A pouca luz da lua cheia entra pelas janelas me permite ver sua expressão amarga, prendendo a respiração. Mordo o lábio o machucando, passo a língua sentindo o gosto de sangue na ponta da minha língua, Jasper ofega seus olhos perdidos entre meus lábios.

— Não preciso desse tipo de ajuda. — Fala rouco, se afastando.

— Prefere matar inocentes?

— Sim... — Pronúncia levantando com raiva. — Eu não consigo controlar o veneno, não vou te machucar! — Declara se distanciando como se eu fosse contagiosa.

Antes que eu pensasse duas vezes desenrolo a faixa em minha mão, seus olhos brilham perigosamente em minha direção, antes que eu pudesse fazer algo, Jasper desaparece deixando a porta aberta.

Não deixarei que faça mal a inocentes, não por mim... levanto a mão, ainda não está cicatrizado, cravo minhas unhas abrindo o corte, não consigo conter um grito, soluço rasgando mais fundo, grito sentindo o sangue escorrer quente entre meus dedos.

Ofego segurando um gemido doloroso, como esperado Jasper vem até mim atraído pelo cheiro, parando na beirada da cama me vendo deitada como uma boa refeição na mesa, não deixarei que mate pessoas por mim, ele passou tantos anos lutando, sentindo a morte de suas vítimas, em uma depressão que não quero que retorne.

— Bella, pare de se machucar! Por favor... — Sua voz é quebrada como meu coração tolo.

Afundo mais os dedos na ferida o fazendo agarrar meu pulso, puxando-me para seu colo, Jasper senta na beirada da cama me segurando em seus braços.

— Prefiro me ferir do que ver você matar inocentes. — Soluço tentando soltar minha mão do seu aperto — Está doendo. — Reclamo infantilmente.

— Desculpe... — Solta meu pulso hesitante — Vou buscar curativos, não faça nada imprudente, por favor. — Pronúncia de forma lamentável.

— Não prometo — Gaguejo o deixando paralisado, sem escolha.

Não penso muito ao carimbar minha mão suja de sangue em seu rosto.

Jasper segura meu pulso com dureza me fazendo gemer de dor, afastando minha mão, mas seus lábios já estão pintados de vermelho. Sangue escorre entre meus dedos conforme mexo, dolorosamente contenho um gemido fechando minha mão em punho, fazendo o sangue escorregar mais, gotejando, caindo na coberta.

— Isso é crueldade, humana tola! — Engole em seco seus olhos assassinos direcionados a minha mão, passando a língua pelos dentes. — Vou buscar os curativos... — Sua voz falha sem fôlego, sua fome arranhando.

— Jasper, está me machucando. — Gemo seu nome, tentando puxar minha mão de volta para mim, seu aperto se torna mais forte em meu pulso.

— Garota estupida. — Rosna baixo em uma ameaça, seu aperto desliza do meu pulso, entrelaçando seus dedos nos meus por trás do ferimento, levando minha mão a boca.

Seus lábios beijam minha pele me arrepiando completamente, sinto sua língua deslizar entre nossos dedos, por Deus eu não deveria me sentir assim, mas estranhamente gosto.

Não tenho medo, eu deveria ter medo... seus dedos arranham rasgando minha pele abrindo mais o ferimento me fazendo gemer de dor, seus olhos ganham um novo tom de vermelho, puxo minha mão ouvindo um rosnado em protesto, ele aperta minha cintura, impedindo-me de fugir.

— Jasper, acho que já deu... — Gaguejo em lamento.

Sinto as lágrimas escorrendo por minhas bochechas, ele inclina a cabeça fazendo as mechas douradas de seu cabelo esconderem seus olhos de mim, um sorri se repuxa de lado em seu rosto, se afastando um pouco, mordendo o lábio ainda faminto. Seu aperto afrouxa, soltando minha mão, tento me afastar um pouco.

Com um sorriso animalesco sinto suas mãos em minha pele empurrando-me com força, afundo nas cobertas perdendo o fôlego.

— Eu ainda estou com fome. — Sussurra rouco, conforme tento me afastar.

Apoio as mãos no colchão em um arrastar lento e doloroso, escorrego para seus braços rapidamente, sem escapatória.

— Jas...

— Não faça isso. — Rosna baixo afastando minhas pernas para se aconchegar entre elas.

— Fazer o que? — Gaguejo sentindo as borboletas em meu estômago, suas mãos deslizam apertando minhas coxas me puxando para baixo de si.

— Não me chame assim... Faz eu querer fazer coisas indecentes com você amor — Sussurra seu olhar se perdendo demoradamente em meu peito que sobe e desce com nervosismo, parando em meu pescoço.

— Indecentes? — Gaguejo sentindo o rosto esquentar.

— Coisas que um casal faz quando quer procriar — Sussurra rouco, cheirando.

Com suavidade se aproxima, aperto a coberta entre meus dedos contendo o nervosismo, sinto sua respiração em meu pescoço, com um puxão rasga o tecido da camisa deixando meu ombro nu, sua língua deslizando para baixo, antes que eu pudesse protestar suas presas crava em minha pele.

Não consigo conter um grito pela dor inicial, como uma picada de abelha, mas logo sou tomada de nova sensação eletrizante percorrendo meu corpo, quente, amoleço em seus braços derretendo. Deveria doer, mas tudo que consigo pensar é em como isso é gostoso, ouço Jasper gemer em prazer saboreando meu gosto, suas emoções sendo projetadas para mim.

Puxando-me totalmente para seu colo, suas unhas arranham minhas coxas apertando, gemendo contra meu pescoço, sinto seu cheiro amadeirado, estranhamente doce, puxo o ar embriagada. Jogo meus braços por cima dos seus ombros, meu corpo esquenta pulsando, ofego pegando uma maço de seu cabelo puxando com força, ele nem ao menos se mexe.

Fecho os olhos evitando de revirá-los, contenho um gemido sentindo os arrepios me percorrerem como um rio. Puxo o cabelo do loiro colando meu corpo ao seu tentando afastar a sensação perigosa que sinto, estou perdendo o controle.

— Jasper... — Gemo alto tremendo em seus braços.

Amoleço derretendo, uma sensação maravilhosa se segue como energia percorrendo todo meu corpo, não era veneno, era prazer... eu estava tendo um orgasmo.

Jasper se afasta do meu pescoço, deixando sua marca, com delicadeza deposita castos beijos, lambendo o sangue na extensão, arrepiando-me.

— Não deveria doer? — Gaguejo com a voz molhada.

Um sorriso de lado decora seu rosto perfeito, com perversidade passa a língua pelos dentes não desviando seus olhos do meu rosto nem por um segundo, suas mãos deslizam para cima deixando minhas coxas marcadas em uma tonalidade vermelha.

Encolho em seus braços frios, minhas bochechas formigarem conforme seu olhar intenso me analisa, vermelho, seus olhos tinham ganhado um tom pecaminoso.

— Jas... — Gaguejo nervosa.

Jasper sorri mais ainda mostrando os dentes já brancos, sua mão desliza para minha cintura adentrando o pijama.

— Eu disse para não me chamar assim, amor. — Sua voz se arrasta perigosamente.

— Jasper... pare com isso! — Resmungo não conseguindo controlar a raiva, apoio minhas mãos em seus ombros.

No momento que tento me erguer meu corpo falha irritantemente, ainda quente demais, respiro rápido segurando as lágrimas, aquela sensação maravilhosa parece estar de volta, pulsando, tremo suavemente fazendo Jasper sorrir malicioso, intensificando o que estou sentindo, isso não é justo!

— A mordida não deveria doer? — Tropeço nas palavras tentando esconder meu rosto, tudo que consigo é deixar mais óbvio o quanto estou excitada.

Ele não tinha passado o veneno pelas pressas, ao contrário foi tão prazeroso que pensei estar sonhando...

— Deveria, mas você é especial... nossos corpos se entendem muito bem. — Fala rouco, ainda insatisfeito.

Escondo meu rosto na curva de seu pescoço, sinto minhas lágrimas quentes, não consigo conter um gemido, repetindo novamente o orgasmo, ficando mais molhada, ofego tremendo.

Tento sair do seu colo, mas pareço feita de gelatina, escorrego grudando minha testa na sua, ranjo os dentes com raiva, porque ele é tão bonito? Delirantemente perfeito, puxo seu cabelo entrelaçando meus dedos nas mechas douradas o fazendo ronronar em prazer.

— Você tem gosto de morango. — Sussurra rouco, seus olhos de um tom carmesim.

Apoio minha mão machucada em seu ombro, desistindo de sair do colo, ignorando o quão duro ele está e como isso faz as borboletas dançarem em meu estômago.

Respiro nervosa, nossos narizes roçam levemente, sinto seu cheiro encantador, como um imã sou atraída para seus lábios entreabertos, ainda sujos de meu sangue, sua língua desliza limpando sedutoramente.

Por um momento não penso em nada além da sensação agradável de cansaço, acho que posso ignorar um pouco a realidade, mergulhar nesse delírio.

Ouço meu coração batendo contra meus ouvidos, zunindo, respiro devagar sentindo a tensão no meu corpo aumentar, seus olhos vermelhos parecem faiscar em desejo.

— O que eu faço com você? — Sussurra rouco, seu nariz roçando contra o meu, apertando minha pele em suas mãos frias.

Fecho os olhos ouvindo sua respiração superficial, pisco suavemente segurando as lágrimas, minha pele queima contra a palidez sobrenatural da dele, seu toque é de outro mundo, encaro seu rosto perfeitamente moldado pelas mãos de um anjo. Ofego sobre seus dedos, com um deslizar sinto se endurecer debaixo de mim, sua mãos deslizam da minha cintura a barra da camisa, puxando, enrolando ela em seu dedo, com um puxão o tecido desliza pelo meu ombro. Jasper sorri passando a língua pelos dentes alinhados, seus caninos ansiando em me morder novamente, marca minha pele.

— Seja minha distração essa noite — Peço em um sussurro tímido.

Por meros segundos algo sombrio sai a superfície de seus olhos selvagens, animalesco.

Deslizo minha mão pelas mechas douradas de seu cabelo o aproximando mais, sinto seu cheiro me embriagar, encaro o vampiro que parece desesperado, parecer querer me devorar, como mergulhar no oceano sinto suas emoções inundarem o quarto, abraçarem meu corpo sufocando-me em desejo, um amor possessivo.

— Jas... — Gemo baixo

Seus lábios pressionam os meus com urgência, como um animal faminto seu toque é descuidado.

— Swan você é quente. — Provoca maldoso, deslizando sua língua pelo meu lábio inferior, mordiscando em seguida — Tão deliciosa, quero te ouvir gemer meu nome bem alto. — Rosna levantando o olhar predador me intimidando.

— Jasper... — Gaguejo perdendo a coragem, suas mãos deslizam pelas minhas coxas puxando para mais perto me fazendo senti-lo.

— Minha noiva não me quer? — Morde o lábio em uma voz manhosa, seu nariz roçando contra o meu.

Não consigo segurar o sorriso que desliza pelos meus lábios, noiva, estava sendo um bom ator, fingindo-se de bom marido, jogo meus braços por cima de seus ombros mais possessivamente, mergulhando em seus olhos animalescos.

— Não quero. — Ofego passando minha língua pelos meus lábios como uma boa mentirosa.

Sua atenção se perde em meus lábios entreabertos, sem hesitar ele me beija, aprofundando rapidamente, um toque bruto, selvagem.

Nossas línguas se encontram, por Deus isso é bom, muito bom. Seus lábios voltam a pressionar os meus, mordiscando meu lábio inferior deslizando a mão para minha cintura aproximando nossos corpos deitando-me completamente na cama, Jasper morde arrancando sangue, sua língua pede passagem com urgência.

Ouço a ventania do lado de fora, os galhos arranhando as janelas, arrepios me percorre com suas mãos frias contra minha pele, Jasper me faz gemer involuntariamente com o choque térmico, sua língua toca com pressa a minha, fazendo me ofegar sem fôlego, puxo seu cabelo arranco seus lábios dos meus, agarro o ar sentindo meu peito subir e descer em desespero.

Jasper sorri apreciando a forma como estou derretida em seus braços, eu não deveria me sentir atraída por um homem com mais de cento e sete anos, era imoral.

Fecho os olhos sentindo a sonolência me abraçar, cansaço, as sensações estranhas em meu corpo, estou quente, antes que eu perceba tudo ficou escuro demais, caio em um sono profundo, muito cansada para lutar contra a calmaria.

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Notas:

Esse capitulo era para ser publicado ontem, mas houve leves complicações :D Mas olha o lado bom, temos aqui um capitulo grande hehehe

As atualizações vão mudar meus amores, agora será atualizado só nas sextas-feiras, att dupla :)

Estarei respondendo os comentários do capitulo anterior S2

Enquanto isso gostaram desse capitulo?

Até o próximo meus amores!

Deixem aquela estrelinha de voto! Pois isso me motiva muito S2

Não se esqueça de adicionar a Fanfic na sua biblioteca para ser notificado das atualizações.


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