Três homens em Marte
Na Terra
Em 2040, a raça humana estava expandindo seus horizontes, tanto no céu quanto nos mares, tendo visto inúmeros lugares nas profundezas do Oceano que até então eram desconhecidos pelos seres humanos. Até que após muitas pesquisas e reviravoltas, os todo poderosos do planeta Terra, decidiu morar em Marte, um planeta que estava sendo transformado em um local seguro para eles, havia pequenas estufas, e locais no subterrâneo, enquanto a superfície continuava em difícil acesso pela grande quantidade de carbono, e pela ausência de água boa para ingestão.
É aí que entram nossos heróis, Mark, Greg e George. Três homens completamente diferentes entre si, sendo Mark um homem forte, negro e de olhos bem vividos, com os ombros largos que inspiravam confiança e de tom de voz brando, segundo sua mulher, era uma característica para não levar as pessoas a sua volta para bem longe, e além de tudo isso, era um homem que gosta de cantar Michael Jackson nas horas vagas, que por sinal, eram muito poucas. Pobre Mark, não conseguia treinar o suficiente para ficar bom, era pelo menos o que seus vizinhos diziam, tentando desencorajar de cantar, porque afinal era bem complicado descansa com aquela voz afinada entrando dentro do seu lar num sábado a noite, não é mesmo? Ele olha profundamente para a sua esposa e diz:
- Eu já te disse hoje que a senhora é o amor da minha vida? – olhou constantemente esperando ver o sorriso da sua amada, que estava bem-vestida, de fato era uma ocasião diferente de tudo que vivera, seu esposo estava indo para Marte, um dos primeiros, para aquilo que chamava de a Grande Exploração, e o acesso à prosperidade do Sistema Solar, era muita coisa. É assim mesmo.
- Eu sei que sou, e o senhor trate de voltar inteiro para mim, promete? – mulher sabe como dar uma ordem com delicadeza, a e como elas sabem, pelo menos foi o que veio na mente daquele homem que embora fosse muito grande, quando se aproximava de Carmen, sua mulher, ele se tornava apenas um garoto, sempre foi assim e segundo os seus amigos, sempre será, ainda bem para Mark que adorava tudo isso.
- Eu irei voltar, então me espere com um banquete, porque pelo que me dizem viagens assim dão uma fome e você sabe que... – ela o interrompeu e o deu um beijo, longo e apaixonado, o olhando, gravando seus olhos verdes dentro dos olhos castanhos e dizendo:
- Você fala demais, te esperarei, querido – e o abraçou novamente, foi um abraço quente e virtuoso ajudando a esconder as lagrimas daquele grandão.
Ao mesmo tempo em que ele se despedia de sua esposa nosso segundo personagem se despedia de seu namorado, Greg. Um jovem rapaz, formado em engenharia, e que tinha como cultivo várias flores em seu campo, se intitulava o senhor das montanhas e adorava cães, não cantava nas horas vagas, mas sim, jogava vídeo game e adorava ofender seus rivais em jogos, segundo seu namorado, ele era uma máquina de vencer. Vindo de uma origem humilde, Greg sempre teve que ser destaque em todas as provas e vestibulares, correndo atras de todos os seus sonhos, era desprezado por alguns da sua família por motivos de um preconceito que ainda não havia atingido seu fim, uma espécie que cultiva pensamentos infames e tortuosos aos seus semelhantes é uma espécie que em algum lugar do tempo fracassará, pelo menos eram os seus discursos no bar, quando estava alcoolizado pelas cinco latas de cerveja que ele conseguia tomar com muito esforço, Greg era o típico rapaz que diz ser bom em superar seus limites com o álcool, mas que esta longe disso. É assim mesmo.
- Você vai estar por aqui quando eu voltar? – pergunta Greg ao seu parceiro de romance.
- Vou sim, e me traz alguma coisa de lá, quero exibir nosso prêmio. Juntos! – falou empolgado, Diego era o rapaz mais empolgado daquele lugar, não estava tão elegante quanto Carmen, mas estava mais alegre que qualquer um por quilômetros, alimentava dentro de si um orgulho por seu amor, e que entendia que aquilo marcaria a vida deles, e em todas as formas que aquilo estaria presente seria para engradecer os feitos de Greg e isso o enchia de paz.
Se abraçaram com muito afeto.
Foi quando o clima de afeto e amor foi quebrado por George, um home que todo atrapalhado, era exageradamente sem graça, vivia contando piadas, mas da mesma forma que ele era inconveniente, tinha uma inteligência absurda, mas não a usava com sabedoria, alguns jovens são assim mesmo, e mesmo que fosse algum importuno tinha consigo Barbara, sua namorada que merecia um premio Nobel por aturar aquele rapaz de mais ou menos um metro e meio, m as que tinha o orgulho do tamanho de Golias, Davi se virava de seu tumulo quando ele usava o seu nome em vão para se referir a si mesmo, pobre Davi, eu sei que você era mais alto que George, ou pelo menos não tão chato. Ninguém conseguia ser essa mistura de petulância e inconveniência com tanta força.
- Estou indo nessa, Barbara - falou berrando, de modo que todos ouviram e procuraram quem era essa tal de Barbara, pobre moça, quem sabe você não encontre alguém melhor, quem sabe né.
E lá se foram nossos três heróis, grandes homens, ops, me empolguei! homens grandes nesse feito, e a dúvida que corria nos corações das pessoas que estavam vendo a matéria em seus telefones celulares, nos computadores, tablets e afins, eles seriam capazes de voltar para casa, e se errarem o alvo? Pensamento que se foi ao ver a grande nave se despedindo dos céus.
Como é lindo! Essa foi a verdadeira coisa que ficou perpetuada nos corações das pessoas que viram aquilo, os astronautas que estão lá dentro? Nada mais era do que composição de cenário.
Em Marte
Ambos já se conheciam, seus treinos tinham sido juntos, mesmo que George tivesse todo aquele problema com sua inconveniência e sua arrogância que eram os trajes da sua baixo autoestima, os demais sempre levaram numa boa, sendo bem nítido que as vezes o deixavam falando sozinho. O lugar não era grande, a espaço nave cabia os três e mais alguns utensílios e instrumentos que eram necessários, nada que pesasse o suficiente para na impedir que chegassem sãos e a salvo, o material humano impedia de aumentar a força da aceleração para aquilo que a companhia já estava acostumado com seus robôs, mas valeria a pena passar mais alguns meses com essa tripulação que era deveras peculiar, principalmente pelo jeito engraçado de Mark, que era todo cautelosos em respeitar seus companheiros mas que tinha piadas guardadas para si, principalmente em momentos tensos, a ideia era não deixar que seus parceiros se abatessem, dava certo com Carmen em alguns períodos, menos na TPM, para isso ele tinha seu arsenal de chocolates, mas como ambos ali não tinham esse período ele guardou os chocolates para si mesmo, e fez bem.
Os minutos se passaram e ouviram uma explosão, foi quando sinal o verde apareceu nas telas dos visores os alertando para entrarem em suas capsulas, cada um tomou sua posição.
- Boa sorte a todos vocês! – disse o presidente. A verdade é que ninguém ali gostava do presidente e no fundo ninguém gosta, a avó de Greg dizia que político bom era político morto, Greg sempre dizia que a lucidez de sua avó era algo a ser admirado, como Dona Christie faz falta.
- Muito obrigado, senhor, estamos contentes em sermos a grande iniciativa para o crescimento do pensamento colonizador, Marte está em nossas mãos, vamos abraçar a cada momento e iremos cumprir nosso papel. – disse todo pomposo o nosso herói George, logo em seguida sendo o último a entrar na cabine.
E no final, lá estavam eles desacordados e torcendo para que o companheiro que abrisse sua capsula não tivesse que lançar fora os seus restos. O medo de explodirem na capsula era algo que eles tinham, os filmes de ficção cientificam tinham suas doses de gore e eles eram viciados em filmes assim, é assim mesmo.
A forma como tudo estava sendo conduzido estava dentro daquilo que todos os líderes da operação Erebus acreditavam ser o correto até que. Bom. Tudo saísse do planeja.
Por um erro de direção os aparelhos sofreram uma colisão e seus danos foram tão graves que simplesmente todo o contato que as pessoas da estação tinham com seus heróis foram cortados, de maneira repentina, o medo de todos estavam salientados em discursos de, “podemos consertar isso”. “Durará poucos segundos de lapso”. “Temos capacidade acima do que poderíamos imaginar há anos, iremos recuperar nossos homens”. Erebus estava caindo por terra em cada momento de uma tentativa de comunicação que não dava certo. O gênio forte dos homens que estavam no comando, estava sendo refletida nas notícias que vazavam uma após uma, e os jornais, carniceiros malditos, pelo menos segundo o pai de Mark, estavam sugando de tudo que poderiam para fazerem as suas manchetes, tudo isso acontecendo e os nossos homens desacordados em sono profundo, em suas pequenas capsulas. É assim mesmo.
Até que após uma turbulência a nave cai em terra firme, ao pousar, o elemento químico que era transmitindo dentro do modulo de cada um estava parando, dando assim a possibilidade para cada um deles acordar em segurança, tudo muito bem pensado, não e porque, de modo gênico é claro, eles eram cobaias que não teriam as suas condições favorecidas para a segurança e conforto deles, até que o barulho de uma abrindo e ali estava nosso grandioso homem com as mãos e bochechas rosadas, George, o próprio, que ainda com sono, observava que o sol de Marte lembrava muito o sol da Terra, ele ficou meio confuso, era para estar mais denso, o que de fato fazia sentido, e o ar de Marte não estava tão pesado, e graças a Deus por isso, mas nada de tempestade por enquanto, outro aleluia em sua mente.
Pegou toda a força que tinha e abriu a capsula de Mark e ambos em seguida abriram a de Greg, Greg olhou ao seu redor e disse:
- Rapazes, finalmente, agora podemos começar a trabalhar, somos os Adãos! - A referência bíblica fez Mark dar uma risadinha, e fez George dizer que Adão era mais feio que eles, era o rascunho de Deus, somos a perfeição da imperfeição no processo natural do Criador, pelo menos foi o que aprendeu com seu tio, desse senhor eu já não me recordo o nome, vamos chamar ele de Alaf, nome diferente para um tio comum.
Ambos pegaram seus trajes, e saíram para investigar aquele planeta, tudo seco, o que de fato fazia sentido, e ali estavam, caminhando e colhendo que diziam serem amostras, do que de fato não sabemos, não havia mais nada ali, apenas os três, que faziam as suas caminhadas e gravavam com seus instrumentos dados pelo governo, sempre que colocavam suas botas, Mark dizia que sentia falta de seus tênis da Nike, era um homem em peculiar.
Passaram-se dias, que eram calculados pelo nascer e adormecer do sol, George achava estranha a velocidade bizarra dos dias, segundo estudos, eram 72 horas um dia naquele lugar, julgou que estavam caminhando de maneira insana e precisam arrumar os dispositivos que marcavam a hora e o de comunicação, sem esses, eles não conseguiriam pontuar ao certo quantos dias estavam ali e sem a comunicação e o rastreamento, ninguém saberia ao certo onde eles estavam em Marte, afinal, Marte não é uma micro cidade é um planeta.
E os dias se passaram.
E novamente.
E mais uma vez.
E mais uma vez novamente.
Até que por um descuido, o nosso pequeno e notável conseguiu destruir o que restava de comida, os experimentos inflamáveis de George deveriam ter hora e lugar e o rapaz achava que regras não eram para serem seguidas à risca, pobre dos outros que sofreram pelo egoísmo sem fundamento de nossa excelência.
E após mais alguns dias a loucura já estava gravada nos olhos de George que estava sendo consumido pela culpa, mas estava cedendo por agua e por comida, e ele não era o único, como tinha pouquíssima comida, os dias se alimentando seriam poucos, ate que Greg, que lembrou de sua família e de seu amor, decidiu sobreviver por eles e colocou em sua mente que o que conseguiria ser racionado por quarenta dias para três homens , poderia ser racionado por mais dias com dois apenas, pois, quem sentiria a falta de George, Barbara estaria melhor sem ele, o mundo estaria melhor sem o homem que destruiu o lugar que o alimento deles estavam, foi quando se lembrou das armas que ambos tinham para a sua segurança e achou louvável a ideia de reduzir as bocas apara alimentar.
- Hey, George, o que você acha de irmos procurar por alimento, você está aí tentando arrumar essa máquina há dias, relaxa um pouco e vamos focar na nossa sobrevivência – falou em um tom mais calmo do que lhe era comum.
- Você está doido? Precisamos nos comunicar, precisamos dizer que estamos bem e que estamos pegando composições químicas por aqui, que o ar está semelhante ao terrestre, por alguma circunstância e que os dias têm passado mais rápido que o normal, o maldito relógio que a gente tinha também não está pegando e não tem como usarmos Internet não é mesmo, meu jovem, não consigo relaxar quando penso nessas coisas, se você consegue, parabéns! Aqui está seu prêmio - mostrando o dedo do meio para o rapaz, que entendia o fato de até mesmo sua mãe o detestar, aquele homem pequeno de caráter duvidoso deveria comer terra.
- Mas antes de você se esforçar tanto, saia para procurarmos por alimento, não se esqueça que você é o grande responsável de estramos aqui nessa escassez.
- Não teria como eu me esquecer, vamos, antes que eu me arrependa – e dentro de Greg uma voz gritava “você não irá se arrepender”.
Quando estavam suficientemente distantes da nave, Greg que não suportava andar mais um metro sequer ao lado aquele homem, tira a sua arma de dentro de sua roupa e atira sem relutar na cabeça de George. Que não teve reação alguma, nem Judas foi tão rápido na traição, envolvido pelo vento, Greg levou o corpo de George para um lugar aonde tinha uma grande pedra, e o colocou ali, Mark não iria até ali, e assim poderiam ficar mais alguns dias com vida até chegar o resgate ou até a comunicação alcançar o lugar aonde estavam para mandarem mais alimentos, até isso acontecer, ali estaria o corpo do primeiro vitimado em solos marcianos, e que não foi morto nem pela tempestade de areia e os ventos assassinos da noite e nem pelo sol escaldante e muito menos pela agua toxica, mas sim com uma trinta e oito de um homem pacato, quem sob um problema que a sua vida era a pauta se tornou outra pessoa. É assim mesmo.
Voltando para nave, viu ao longe nosso parceiro de batalha, Mark, que estava sentado, olhando para a ração e falando sozinho, Mark sempre encarou a todos com muita polidez e um sorriso, porem nesses últimos dias, nem suas piadas estavam presentes nos diálogos dos dias, o homem tinha se tornado naquele amigão de todo mundo com frase de efeito para colocar na coxinha, nada mais que isso, e de fato isso incomodava Greg, ter que colocar a sua vida em risco por aquele homem era um desperdício, porem ao ver seu companheiro grande e honesto lhe estendendo a mão, bem distante em forma de aceno, ele acenou de volta, a dor das circunstancias diziam bem calmamente na mente daquele rapaz, “essas rações podem durar mais para um do que para dois”. E de fato durariam mesmo.
Foi quando percebendo que ali seria o melhor momento, afinal seu parceiro estava em alguma espécie de desvaneio, pegou sua arma que estava na cintura e se aproximando com mais velocidade doque ate então, chegou a mais ou menos oito metro de distância de Mark e apontou a arma para aquele homem grande e atirou sem pensar, pois se pensasse não teria feito aquilo, atirou novamente para garantir que não estaria vivo para revidar, e aquilo para ele era a garantia de mais dias de sobrevivência, e encobrir os casos seria muito fácil, afinal, “será que a jurisdição da terra serviria para aqueles que estavam em outro planeta?” e deu sorriso, aquilo era de explodir a mente de qualquer um e a arma quente de Greg era a grande responsável pelo súbito riso de um homem que não era mais o homem adorável e vencedor, a sua astucia e ambição se tornaram egoísmo e ganancia.
Foi depois de alguns dias que, Greg, escutou a computador chamar pro aguem ali, a máquina estava funcionando, tudo estava voltando os dias em que estavam ali, sua localização, temperatura e a comunicação com a estação, tudo estava funcionando, a alegria de Greg estava prestes a terminar quando ele olhou para tela que marcava “Local da espaço nave: Terra” com as horas terrenas, dias terrenos, climas terrenos, indicadores em um bom inglês dizendo que a localização era em uma parte do Texas, em alguma região árida, que ele conseguira ao caminhar por quilômetros encontrar uma convenia qualquer, e ao saber que a missão tinha sido um fracasso, as lagrimas cobriram o seu rosto, ele não estava em Marte, em nenhum momento esteve, em nenhum momento eles de fato morreriam ali, nem por tempestade ou pelo clima, nãos seriam destruídos e as escavações que Mark estava combinando seria em vão, assim como os tiros que Greg deu em seus dois parceiros, as lagrimas eram de dor e não de alivio, tinha destruído a vida de pessoas que tinham amigos e amores, ate mesmo George tinha Barbara, e agora? As pessoas nunca o entenderia, afinal, ele matou porque pensou que seria necessário para a sua sobrevivência, ele não queria matar ninguém desde o começo, mas a sua mente queria se livrar do fardo de não sobreviver em Marte, é isso, a ilusão de Marte matou seus companheiros, não ele, ele apenas saiu de uma maneira que cem por cento da população agiria, sem medo de pensar em algo tão conveniente, ele ficou ali tremendo, olhando para tela do computador gigante que o encarava, foi quando ouviu a voz.
- Alguém responda, a missão foi um fracasso em termos de irmos para Marte, mas espero que todos estejam bem e tenho novidades George, Barbara estava gravida de três meses quando você foi para a missão, estamos dando a notícia de que o senhor agora é pai de uma garota linda, parabéns, talvez vocês estejam descansando, acredito que passar tanto tempo sem comunicação tenha fortalecido o espírito de ambos, e tenho receio de que se tornaram grandes amigos, mas desde então deixo aqui o meu recado, vocês são incríveis, não conseguimos nos comunicar com vocês antes por motivos desconhecidos, não sabemos o que aconteceu, o acesso estava reduzido a nada, porem conseguimos depois de muitos meses se empenhando de maneira gigantesca providenciar esse contato e para alguns dias o resgate de vocês, fiquem bem e por uma América grande, sejam vocês nas entrevistas.
E Greg ao ouvir tudo isso fugiu para bem longe daquela nave, e ninguém ao certo soube de seu paradeiro. E a mensagem se repetiu até que enfim os homens que vieram resgatá-los, viram que de fato não havia mais ninguém ali que precisava de resgate.
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