Capítulo 04 | Esposinha
[...]
Próximo ao dia do casamento, Harry já não estava mais conseguindo se segurar. A todo instante em que parava alguns minutos de qualquer coisa que estava fazendo, voltava a pensar e imaginar o garoto em cenas quentes.
Durante as madrugadas, acordava inquieto com os cabelos suados e grudados ao redor do rosto, era como se estivesse voltado aos quinze anos, com problemas de puberdade.
E mesmo com esse atormento, quando Harry se lembrava do quanto sua futura noiva era ardilosa, se sentia idiota. Sabia que ela daria trabalho. Mas mesmo assim não havia como voltar atrás depois da aprovação do pai, Harry precisava obedece-lo.
Então em uma manhã fria e chuvosa, o que não era bem novidade no mais sul de Londres, Harry entrou devagar no quarto em que Louis dormia, se sentou próximo ao corpo do garoto e se amaldiçoou mentalmente quando seus dedos o traíram e acariciaram a bochecha do menor.
Ele parecia um pequeno anjo e ressonava tranquilamente, as mechas de cabelo pelo rosto, os ombros nus e aquela alça delicada de uma camisola em azul bem clarinho. Harry se imaginou acordando pelas manhãs com aquela visão. Bem, talvez casar não era uma ideia tão absurda assim.
Com um sono leve, Louis acordou mais rápido do que Harry desejava. Sua reação foi muito bem compreendida, quando o menor observou o cacheado ali, se assustou na mesma hora e se encolheu ao sentar-se em sua cama.
Harry apenas sorriu ladino, cinicamente.
— Oh, eu sinto tanto... Só queria visitar a minha querida, esposinha.
Louis suspirou coçando os próprios olhos ainda em alerta e puxou com mais força o seu cobertor na intenção de cobrir seu próprio corpo, afinal ele dormia apenas com uma camisola.
Na mesma hora viu o olhar de Harry se endurecer como se o dissesse que poderia ver o que quisesse, e a hora que bem entendesse.
— Não poderia esperar que eu acordasse?– Louis sussurrou baixo soltando devagar a pressão que fazia nos dedos para segurar o cobertor.— Você não vem me ver á dias, pensei que iríamos nos encontrar apenas no altar...
O rapaz concluiu olhando para qualquer outro lugar. Fazia dias que Harry praticamente havia desaparecido, Louis passava as tardes com Anne e seu falatório, e bem, de vez em quando jogava cartas ou andava a cavalo com Zayn. Sim, os dois garotos estavam compartilhando as tardes em conjunto.
— Eu estava resolvendo algumas coisas...– Harry murmurou se levantando da cama e se colocando próximo a janela, ficando de costas para Louis. Harry simplesmente não ia conseguir se segurar depois de ver aquela alça delicada da camisola do garoto cair distraidamente.— Fui visitar alguns... Colaboradores da empresa. Sabe bem como são as agendas de um empresário e bem, fazia tanto tempo que eu não via o tão sumido Mark Tomlinson... Nem mesmo me lembrava daquela casinha imunda em Eastbourne.
Na mesma hora Louis sentiu suas pernas tremerem.
— Ah, e Mark foi tão caloroso que até me deixou conhecer o seu quarto...– o cacheado se virou de frente para o garoto na intenção de se deliciar com a sua expressão de terror.— Cheirei bastante as suas calcinhas.
Com o pensamento em seu pai, Louis rapidamente levantou-se da cama, sem se importar como se vestia.
— Oque você fez? Eu quero ver o meu pai agora, agora! Você não pode encostar nele!– exclamou já aterrorizado, recebendo apenas um leve riso do mais alto. Louis queria bater naquela cara linda e sonsa dele.
Harry suspirou forte, agora podia olhar o garoto de cima até embaixo com muita atenção. Mordeu os lábios com aquela visão. Se sentia enfeitiçado.
— Ah, querida... Vai me deixar louco desse jeito...– sussurrou se aproximando o suficiente para segurar levemente o maxilar de Louis, levantando os olhos azuis até os seus. — Eu o trouxe... Afinal, ele precisa nos ver casar. Esse é o meu presente pra você.
Aquelas palavras fizeram Louis instantaneamente, relaxar os ombros. Se sentia aliviado por saber que seu pai estava vivo, e agora que estava ali, perto dele.
Então como um de seus superpoderes, ele pensou rápido. Percebeu que agora estava sem o seu cobertor e que Harry parecia perdido, perdido em seu corpo. Louis também sabia brincar.
— Então além de um brutamontes, você também é um pervertido que cheira calcinhas?– perguntou de forma inocente, mas seu sorriso cínico demonstrava outra coisa para Harry.— Gostou do que encontrou?
— Eu adorei.– a voz de Harry saiu fraca, e sua expressão estava quase que completamente suavizada. É, ele era muito bonito. Especialmente quando começou a encarar os lábios finos do garoto.
Louis suspirou, estava sentindo algo diferente. Algo bom.
— O-obrigado... Por trazer o meu pai.– murmurou de repente se sentindo perdido com aquele homem tão perto.
Harry não retribuiu seu agradecimento, calou-se por exatos dez longos segundos, que para o menor pareciam longas horas, e por fim suspirou.
— Acho que mereço um beijinho, não acha?
Na mesma hora Louis voltou a se sentir congelado novamente, especialmente quando as mãos grandes de Harry pousaram em sua cintura.
Existia um único problema.
O cacheado se aproximou um pouco mais, e essa aproximação dele fez o estômago de Louis embrulhar pelo nervosismo. Mais perto e... Harry parou a quase quatro poucos centímetros de colar sua boca a do garoto.
Se Louis era bom em pensar rápido, Harry era um detector humano ambulante. Encarou os olhos azuis de Louis como se pudesse lê-los.
— Está de brincadeira.– murmurou chocado, não era possível.— Já... Já beijou alguém antes?
Quando o garoto suspirou e desviou o olhar, Harry teve certeza. A verdade é que Louis não iria contar esse pequeno detalhe para ele. Se soltou devagar do aperto do mais alto e voltou a se sentar na cama, se sentia envergonhado.
— Não. Mas você não deve rir de mim, você ao menos perguntou minha idade e.... Eu sei que é estranho um garoto de 17 anos nunca ter beijado antes, mas eu estava quase lá...
Louis confessou de cabeça baixa.
— Eu pensei que ia casar com um puta... Mas estou casando com um padre!– Harry resmungou com irritação ainda sem acreditar.— Vamos logo, você vai aprender agora, eu espero a porcaria do sexo, mas o beijo não!
Exclamou sentando-se a cama e pegando o corpo do garoto como um saco de batatas e o pondo no colo, de frente um para o outro. Louis rapidamente cruzou os braços e torceu o nariz, claramente chateado.
— Eu não estou me negando a beijar você, também não precisa me tratar assim.... Será que você não consegue parar de ser um brutamontes?– questionou após cruzar os braços.
— Ora, tenha mais respeito ao falar comigo.– reclamou o mais velho e como punição deixou uma palmada naquela bunda avantajada do garoto, estava doido para fazer aquilo á dias.
Louis grunhiu, mas fechou logo os olhos para que enfim Harry pudesse beijá-lo. O biquinho que o garoto fez foi impossível de aguentar, então Harry riu.
Riu gostosamente, e Louis se esqueceu por um segundo que o homem ria dele, e admirou aquela risada. Era realmente calorosa. Bem, pode ter sido mais de 1 segundo, talvez 12.
A mão de Louis golpeou devagar o peito de Harry e o bico de Louis aumentou, mas agora de raiva. Harry foi se recuperando até enfim voltar a postura anterior e abraçar a cintura de Louis.
— Adorável.– murmurou já um pouco bêbado pela vontade de beijar o garoto. E foi o que fez em seguida, encostando seus lábios devagar.
O maior voltou a descansar uma das mãos na cintura de Louis, e a outra guiou até os cabelos dele, para que assim pudesse beijá-lo com mais força. Harry foi gentil, calmo e paciente, usando sua língua de maneira tranquila mostrando como se fazia para Louis.
Em questão de segundos, aquele beijou ficou quente. Harry o deitou na cama sem se quer parar e ficou por cima entre as pernas do mais novo.
Aquele beijo se prolongou menos do que Harry gostaria, mas quando as bocas enfim desgrudaram, ambos se encararam. Os olhos azuis de Louis pareciam ainda mais intensos, desejo.
Harry apoiou uma das mãos na cabeceira de madeira da cama, enquanto mantinha seu rosto ainda grudado ao do garoto que respirava forte, o peito de Louis subia e descia agitado.
Foi realmente surpreendente quando os braços de Louis rodaram o pescoço de Harry e o menor levantou o rosto o beijando novamente. Dessa vez Harry utilizou a mão livre para correr pelo corpo de Louis, precisava saciar aquele desejo absurdo que alimentava nos sonhos que teve nas últimas noites.
Mas foi quando empurrou seu quadril entre as pernas de Louis, que ouviu o garoto gemer em seus lábios de forma manhosa. Maldita regra idiota...
— Eu estou tão louco para entrar em você, você deve ser tão molhadinho...– Harry murmurou deixando agora uma leve chupada no lóbulo da orelha do garoto, o observando se contrair.
Louis estava dormente, para a sua enorme surpresa, havia gostado muito do beijo, havia gostado tanto e tinha sido tão bom que chegou a ficar com falta de ar.
Naquele momento pôde enfim olhar para Harry com um olhar diferente, não apenas como o marginal que o ameaçou o tempo inteiro, e sim como um homem charmoso que será seu marido muito em breve. Talvez em quatro paredes a relação não seja tão ruim, exatamente como a mãe de Harry havia comentado.
— Eu quero... Quero que entre logo, deve ser tão bom...– o menor sussurrou de volta sentindo seu corpo absurdamente quente, sentia que ia fazer xixi a qualquer instante.
Mas suas palavras foram o que bastaram para enlouquecer o mais velho. Harry grunhiu sentindo suas calças apertadas e então em um só movimento, virou o garoto de bruços e sem tempo para que ele pudesse reagir esfregou com força seu pênis duro entre as nádegas de Louis, que instantaneamente gemeu.
Um gemido fraco e sofrido, como se chorasse pedindo por mais. Harry nem mesmo precisou perguntar, pois sentiu o garoto arrebitar o quadril para cima involuntariamente.
— Por favor...
Pediu baixinho envergonhado quando sentiu Harry puxar seus quadris o deixando em quatro apoios na cama, além de o segurar pelo maxilar levantando um pouco o seu rosto e se encaixando por trás.
— Vai ser bem aqui...– Harry murmurou tocando devagar com a mão livre o meio entre as bandas da bunda de Louis, sentiu o garoto tremer só pelo contato.
O tecido da camisola era tão fino que Harry conseguia sentir a pulsação. O garoto estava coberto pelo tesão.
— Eu prometo que será bem gostoso...
Harry concluiu deixando um beijinho no dorso da coluna de Louis.
— Eu acredito em você, eu acredito... O dia já está perto.– o garoto sussurrou fraco tentando se manter naquela posição. Faltava apenas 3 dias para o casamento e agora Louis estava absurdamente ansioso. Não pelo casamento, e sim pelas núpcias.
— Vou te fazer minha mulher...– Harry voltou a falar e então apoiou a mão grande na coluna de Louis, o fazendo deitar a cabeça na cama, mas mantendo a bunda arrebitada.— Feche os olhos.
Mandou de repente, e Louis rapidamente os fechou.
— Quero que me fale o que você será minha, daqui à 3 dias.
Pediu devagar subindo o tecido da camisola de Louis com a ponta dos dedos. Em segundos pôde ver a renda azulzinha da calcinha que o garoto usava. Sentiu a boca salivar.
— S-sua esposa...– Louis murmurou sôfrego ainda sentindo as pernas trêmulas. Fechou os olhos com uma força absurda quando sentiu o dedo indicador de Harry afastar o tecido de sua calcinha para o lado.
— Oh... Eu não ouvi. Fale mais alto.
Pediu Harry começando a abaixar sua cabeça devagar.
— Serei sua...– o que se ouviu depois foi um grito.
Quando Louis sentiu aqueles lábios quentes em sua entrada, era como se estivesse derretendo de tanto prazer. Como uma experiência nova, prazerosa e quente.
Gemeu, chamou por seu futuro marido e chorou, chorou de prazer enquanto sentia ser chupado como uma daquelas frutas doces feitas de água.
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