Capítulo 32

OIEEEEE!!!!

Tudo bem com vocês??? 

Voltei com capítulo novinho pra vocês!!!

A fanfic está quase batendo 100 k e eu nem acredito nisso 🥺

Obrigada a todos vocês que me acompanham. Vocês são incríveis 💕

Será que conseguimos chegar aos 100 ainda essa semana? 👉👈

Não vou enrolar mais...

Boa leitura 💕

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Azriel

Seus olhos estavam escuros como da outra vez. Como na primeira vez em que seus poderes se manifestaram. 

Ela murmurou meu nome baixo. Tão baixo que mal pude ouvir. 

— Obrigado…- desabafei aliviado. Com uma voz arrastada e exausta. Minha garganta estava seca e dolorida.

Eu a puxei para meu peito novamente e alívio tomou conta de mim quando senti seus braços me envolverem de volta. Aos poucos senti a dor diminuir. O ar agradavelmente quente acariciava nossa pele e as sombras já não estavam presentes. 

Nossos suspiros aliviados me disseram que ambos estavam bem. 

Estávamos bem. 

— O que aconteceu? 

A voz abafada ainda abraçada em meu peito.

— Seus poderes…- esclareço - acharam uma brecha em suas emoções de novo.

Ela se afasta o mais rápido que eu passo a intervir.

— Não - ela lamenta.- Pelos deuses, eu te machuquei? Você está bem? Por favor, não me diz que eu feri você. Eu não vou me perdoar se eu…

— Querida! - segurei seu rosto de novo e senti sua respiração oscilar - Eu estou bem! Você não me causou nenhum mal. Não se preocupe.

Lyra suspira aliviada.

O que causou, por algum motivo egoísta, um sorriso em mim.

— Eu sinto muito mesmo, Az…

— Não se desculpe- eu me afasto alguns passos.- Venha, você precisa repousar.

Antes que Lyra responda eu me abaixo e a carrego em meus braços. Lyra se ajeita em meu colo um pouco tímida. O que resulta em mais um sorriso.

Ela estava permitindo que eu cuidasse dela. E naquele momento...era a única coisa que me parecia correta.

Eu a coloco na cama com cuidado e a ajudo a se cobrir.

— Está sentindo alguma coisa? 

— Um pouco de dor de cabeça - fala enquanto esfrega as têmporas. 

— Vou descer e pedir que preparem algo para dor, e assim que tomar você deve descansar.

Lyra segura meu punho.

— Não, por favor! Não preciso de nada… Eu tenho um pouco de água naquela jarra. Já é o suficiente - seus olhos encontraram os meus. - Por favor, fique mais um pouco. Eu não quero ficar sozinha. 

— Está bem, eu fico. Mas agora eu vou pegar a sua água e a senhorita, por favor, fique deitada. 

Deixo Lyra se ajeitando na cama enquanto vou até uma das mesas em seu quarto. Derramo um tanto considerável de água em um dos copos e volto até ela. Lyra bebe água como se estivesse sem beber alguma coisa por semanas. Ao mesmo tempo, contrariando o meu pedido. Ela se ajeita para o lado na cama e dá algumas batidinhas no espaço livre ao seu lado. E eu mais uma vez aceito o seu pedido e me sento ao seu lado. 

Levo alguns segundos para adaptar as asas e a cabeceira de sua cama. Mas assim que fico confortável eu a encaro.

— Melhor? 

Ainda com o copo nos lábios, ela assente e faz um sinal positivo com o dedo.

Sorri aliviado.

— Az…- ela toma fôlego - talvez seja melhor…

Eu sabia o que ela iria pedir, mas eu via em seus olhos que ela estava exausta demais para ter essa conversa agora.

— Shhhh! - Seguro sua mão. - Amanhã falamos disso, Estrelinha. Amanhã.

— Amanhã! - Lyra leva sua mão até o punho. E seu dedo acompanha as pedras azuladas do bracelete. - Você... você acha que um dia eu me lembrarei de tudo? Acha que um dia vou conseguir me lembrar dela sem ter dúvidas? 

Tinha muito mais do que insegurança em sua voz. Tinha medo e tristeza e impotência. Para Lyra, não lembrar dessa parte de sua história. Quero dizer, não lembrar com a riqueza de detalhes que tanto gosta… para ela é como se uma parte dela não existisse. Queria dizer a ela que acho que sei como se sente. Viver sem se sentir completo machuca, machuca muito. Ninguém com coração batendo no peito merece sentir de tal forma. Muito menos alguém  com um coração como o dela. 

Respondi a ela com um sorriso sincero. 

— Quando suas lembranças e o seu coração estiverem alinhados. Você lembrará de tudo…- Ela me olha com doçura - De qualquer forma, estarei ao seu lado quando isso acontecer.

Lyra não respondeu, e não foi preciso. O brilho nos olhos e o sorriso largo foram respostas convincentes. Ela estava em paz. E isso era a única coisa que me importava.

Ficamos um tempo em um silêncio confortável e então Lyra me olha. 

— Eu cantei! 

Sua empolgação na sua voz me fez recordar uma de nossas conversas. Lyra ama música. Vive por música. E lamentava não conseguir mais tocar ou cantar. Então ouvi-la dizer que conseguiu cantar… isso traz uma felicidades fascinante e inesperada em meu peito.

— Estou orgulhoso por saber disso.

Ela lança um daqueles sorrisos maravilhosos. E só então me dou conta da força da fêmea que está ao meu lado. Nada parece abalar sua felicidade. Lyra pode sofrer o que for, mas sempre será doce.

— E estou muito feliz também. 

Ela coçou a bochecha envergonhada.

— Obrigada! - agradeceu baixinho - Eu estava sozinha aqui no quarto. Estava na sacada olhando as estrelas e pensando em… - uma pausa e Lyra reorganiza a mente - Então senti vontade forte de cantar, lembrei a canção e fechei meus olhos. Quando dei por mim eu estava na metade da canção.

— Isso já é uma conquista e tanto - afirmo.- Como se sentiu depois? 

— Em paz… e ainda mais próxima de uma parte minha que eu amo tanto.

Alívio.

Alívio.

Alívio.

Era tudo o que sentia agora. 

— E você acha que está pronta para voltar a tocar? 

Fiquei um pouco hesitante assim que fiz a pergunta, mas ela me encarou esperançosa.

— Acho que sim! Só preciso de mais um tempinho e então…

— Quero muito ouvir você um dia! 

A interrompi com um pedido mais do que sincero. 

— Você será o primeiro a me ouvir cantar, eu prometo.

— Obrigado, querida.

Lyra sorri docemente.

— E eu também já sei a música perfeita para tocar especialmente a você, quando eu voltar a tocar. 

— Ah, é? E você pode me contar qual?

Ela solta uma risada como se eu tivesse feito uma pergunta estúpida.

— Claro que não! 

— Por que não? Se eu sou sua inspiração eu ao menos devo saber a música que eu inspirei você a tocar. É uma troca justa. 

Tento persuadi-la, mas Lyra é astuta demais.

— Está certo, senhor inspiração! - Ela debocha. - Então me responda uma coisa…

— Qualquer coisa. 

Ela revira os olhos e eu rio baixo.

— Quieto, encantador de sombras. É minha vez de fazer as perguntas agora - ela me encara. - Você acha que eu contava aos meus clientes sobre as músicas que seriam dedicadas a eles? 

Antes que eu respondesse ela levanta um dedo.

— Ah, exceto uma vez! Houve uma vez que eu precisei avisar a noiva sobre a escolha da música que seu parceiro escolheu…- Lyra faz uma careta e estremece na cama.

— Por quê? 

Era possível contar nos dedos quantas vezes a curiosidade me pegava. Mas dessa vez eu não pude evitar quando vi o sorriso malicioso nos lábios de Lyra. Aquilo era algo incomum quando se tratava dele. Mas não deixou de ser...Hm... Interessante?

— A música era obscena! Não acho que a noiva gostaria que algo assim tocasse em sua cerimônia.

Eu a encaro por um tempo em silêncio e então gargalho alto. 

— É sério Az, não ria… - ela murmura enquanto se esforça para não rir-  na hora foi desesperador.

Mordo minha bochecha e me forço a parar o riso.

— E o que vocês fizeram? 

— Bem, eu fiquei assustada com a sugestão no início. Ninguém nunca antes pediu uma música obscena. Enquanto eu dava gritos internos. Nymeria gargalhava e batia as mãos na perna de tanto rir. E então, depois que a noiva foi embora. Eu me juntei a ela, porque a cena teria sido bem interessante. 

Balanço a cabeça.

— Tudo bem! Eu já entendi o que quer dizer. Eu posso conviver sem saber o que me espera.

— Você não vai se arrepender, encantador de sombras. Eu garanto. 

Sorrindo ela se aconchega na cama. E vejo que seus olhos estão mais lentos. Estavam chegando a hora de deixá-la dormir.

— Falando em coisas obscenas…- ela retoma - Eu terminei de ler o livro que me indicou.

Pela mãe...

— Ah…

— E eu adorei! - ela fala animada - Ele faz muitas coisas imorais com a parceira. Mas os dois são perfeitos um para o outro.

Coço a garganta um pouco envergonhado. Como não prestei atenção nesse detalhe?

— Que bom que gostou…

— Ah, e sabe da melhor parte? Eu estava lendo um dia na biblioteca, quando Cassian chegou e me pegou lendo…

Deixei escapar um grunhido e Lyra deu uma risadinha.

— Segundo Cassian, os livros expressam nossos desejos mais obscuros.

— Saber que essas palavras saíram da boca dele não me surpreende. 

Socaria aquele rosto irritante mais tarde.

— Nem eu…- Lyra suspira e seus olhos começam a fechar - Agora eu estou pensando em comprar um livro sobre envergaduras e presentea-lo. Já que hoje ele pareceu muito empenhado em discutir o assunto. 

Rio baixo.

— Ótima idéia. Por favor, certifique-se que eu estarei ao seu lado quando isso acontecer.

— Claro que estará lá. Assim como todas as outras.

Penso em responder, mas seus olhos já estão fechados. Então eu apenas me inclino e beijo sua testa e murmuro um boa noite.

Me levanto com cuidado e ando calmamente até a porta.

— Az… - chama sonolenta.

— Hm?

Ela se remexeu mais uma vez sob a coberta.

— Agora seria uma boa hora para uma sobremesa de morango. 

Lyra

— Vamos Lyra, concentre-se! - Cassian repreende. 

Meu treinador era um palhaço fora dos campos de treinamento. Mas quando assumia o controle dos treinos, não tinha quem tirasse sua concentração e a ambição pela vitória. Cassian me disse uma vez que me treinaria para poder me defender sozinha, sem depender se um deles para ser o meu grande "salvador" e eu mesmo poder realizar o feito. Mas a verdade vai muito além disso. O illyriano estava me treinando para a guerra. Como se ele sempre estivesse esperando por uma. 

Não sei sobre todas as coisas que aconteceram em seu passado. Feyre me contou poucas coisas, mas sou muito ciente de como os illyrianos vêem aqueles que consideram bastardos. Assim como Rhysand e Azriel, Cassian sofreu um bocado nesse lugar horrível. Consigo sentir o sangue de Cassian ferver quando estamos em terras illyrianas. Consigo sentir todo o autocontrole necessário que o general é forçado a usar para não arrancar os olhos de Devlon a cada frase afiada que o general dispara sobre nós. 

Eu não o culpo. Aquele macho é extremamente repugnante. Somente de ficar próxima a ele, já sinto náuseas fortes. 

Mas o que me intrigava mais era a diferença de meus amigos para os outros machos illyrianos que encontro aqui. Graças aos deuses Azriel, Cass e Rhysand não se comparam aos outros. Isso me causa um alívio maior do que eu pensava. Já ouvi muito sobre os illyrianos. Ouvir histórias que diziam o quão bárbaros eles podem ser. 

Saber se todas essas histórias fazem minha admiração por aquele círculo íntimo aumentar. Tanta dor e sofrimento. Cada um deles com a sua história de partir o coração. Qualquer um poderia desistir ou optar por transformar toda aquela angústia em maldade, mas não. Eles escolheram seguir o lado dos sonhos. Talvez Azriel não esteja errado quando diz que a corte dos sonhos é o lugar perfeito para mim. Porque a única certeza que tenho no momento é que quero ao meu lado pessoas que sonham. Eu preciso desse lado doce da vida de novo. Preciso sentir que o mundo ainda é um lugar bom e preciso abastecer o meu corpo com as vibrações e as sensações de fogos de artifício explodindo dentro do peito. Nesse momento, sei que preciso disso para me manter viva.

— Você não está se concentrando! 

Ele fala sério antes de me acertar com um golpe e me levando ao chão.

— Ai! - murmuro colocando a mão no quadril. 

— Levante-se! Vamos tentar de novo. 

— Calma! Me dê só um minuto…- me levanto com calma e quando tento esticar minha coluna sinto uma dor insuportável no fim da coluna - Aí…

Gemo com a dor e mordo os lábios.

— Isso dói! - resmungo baixinho.

Cass cruza os braços e o peitoral brilhante e tatuado para saltar para fora do corpo. Treinar com Cassian e sua alergia a camisas já não me assustava mais. Eu provavelmente vi mais o guerreiro sem camisa do que suas amantes. 

— Não tente me comprar com essa carinha de dengosa que isso não funciona comigo. 

— Desculpe, como? - pergunto confusa.

Ele revira os olhos.

— Essa mesma! - ele aponta um daqueles dedos enormes para meu rosto. E depois solta um suspiro exagerado e faz beicinho.

Isso mesmo! 

Um guerreiro illyriano. Enorme. Com quinhentos e alguma coisa. Cabelos compridos e barba por fazer, fazendo beicinho. E aparentemente me imitando de uma forma muito caricata e exagerada.

Eu sei que devia ficar irritada, mas não consigo.

— Eu não faço essa cara! - rebato.

— Você faz! 

— Não! Eu sou muito mais bonita que você - ele arregala os olhos. - Eu fico bonita com um pouco de drama, mas você fica assustador.

A risada alta e rouca corre pelo campo de treinamento.

— Vejo que sua dor já passou, está até fazendo piadinhas! - Ele se aproxima e segura meu punho - Venha, vamos tentar mais uma vez.

Eu xingo baixinho e dou um passo em sua direção e mais uma fisgada dolorosa na coluna.

— Ai merda! - esbravejo. 

Cass se aproxima e agora sua feição é de preocupação.

— Onde está doendo? 

Suspiro e esfrego a região onde doía.

— Aqui…- aperto uma parte inchada - próximo ao fim da coluna…

Franzo a testa e suspiro irritada pela dor.

— Deixe-me ver! 

Antes que eu pudesse responder ele já estava atrás de mim com os olhos fixos em minhas costas. 

— Você se importaria de tirar sua jaqueta e levantar um pouco sua blusa? 

A educação em sua voz e o cuidado me fizeram engasgar com uma risada. Não me lembrava qual a última vez que ele tinha sido tão cordial comigo.

— Não me importo.

E assim o fiz. Tirei a jaqueta de couro que vestia e ergui um pouco da blusa. O vento frio toca a minha pele e me faz estremecer. 

Bem baixinho escuto Cass chiar. 

— O que foi? - pergunto preocupada.

— O Beron é um maldito! 

Cassian esbraveja e então percebo que ele está encarando a pele marcada de minhas costas.

— Oh… - cício baixinho.

Cass ergue um pouco mais o tecido que cobria minhas costas. E a cada cicatriz que encontrava ele disparava uma série de xingamentos. Podia sentir a raiva reverberando de seu corpo. 

— Nuala e Cerridwen sempre cuidam de cada uma delas. - Aviso baixinho. - A situação era bem pior quando cheguei - falei em uma tentativa de nos consolar, mas mais a Cassian do que a mim.

— Quantas vezes? 

— Muitas! 

Um suspiro irritado e Cassian deu a volta e parou em minha frente. Suas feições fizeram meu corpo congelar. Nunca o vi daquela maneira. A mandíbula pressionava meu maxilar com tanta força que eu me perguntava se não era possível seus ossos se partirem. A raiva incandescente nos olhos avelãs. Tão diferente do sorriso arrogante e debochado que eu tanto gostava.

— Essas marcas não são só de açoite! 

— Não, não são. Dependendo da raiva que eu os causava. Eles usavam um instrumento diferente. Começou com as correntes e insultos. Depois tapas e chutes - sentia minha garganta começar a fechar. - Foi depois disso que entraram os açoites e as adagas. E depois...

Me calei quando vi Cassian estremecer e os sifões piscarem. Eu o encaro pedindo perdão por vomitar nele minhas lembranças, mas parte de mim necessitava contar a alguém tudo o que acontecia comigo naquele lugar. Todos precisavam saber o quão cruel Beron podia ser. 

Lancei mais um olhar de súplica para Cassian.

— Tudo bem, pode continuar. 

— Depois de um tempo eles decidiram que açoites não eram o bastante. 

— E vieram queimaduras?!

Assinto.

— Não aparecem queimaduras feitas por fogo - ele engole seco. - Usavam ácidos? 

Meus olhos começam a arder e sinto um gosto amargo na boca. 

— Isso…

— Maldito! - ele explode - E te deixando jogada sangrando até que as feridas secarem? 

Eu abraço meus braços. Eu tremia, mas não era o frio. Eram lembranças.

— Na maioria das vezes, sim. - Tomo coragem e o encaro de novo. - Houve uma vez, a primeira vez que me castigaram com o ácido… Bem, a dor foi tão forte que não demorou muito para que eu perdesse a consciência. Eu me lembro de estar aos gritos pela dor e então senti que minha alma estava fraca. Eu estava apagando então tudo o que eu conseguia ver eram borrões. Eu vi um borrão alaranjado, eu acho, e uma sensação quente no rosto e acredito ter ouvido gritos. Então eu apaguei. Acordei, acredito que dois dias depois e minhas costas estavam enfaixadas. Escondidas na minha cela estavam ataduras e uma poção curativa. 

Cass franzia a testa.

— Sabe quem ajudou você? 

— Antes eu não sabia, mas hoje desconfio que foi a mãe de Lucien. 

— A pobre senhora fica presa naquele inferno. Como ela deve sobreviver naquele lugar?

A tristeza cresce em meu peito ao me lembrar dela.

— Eu não sei, Cass. A única certeza que eu tenho é que ela não merece estar lá. Se ele for tão perverso como era comigo com ela, ela pode não sobreviver por muito tempo.

O desespero domina meu corpo e antes que eu desmoronasse Cassian me encarou.

— Vamos dar um jeito! Eu lhe prometo. - Ele se aproxima - Mas você nunca mais vai por os seus pés naquele lugar. Em você, Beron não coloca as mãos mais.

Por um impulso eu me jogo em seus braços e o abraço forte. 

— Obrigada! - Agradeci com cada gota de gratidão em meu corpo. - Nunca vou conseguir agradecer a vocês por tudo o que fazem por mim…

Cassian retribui o abraço.

— Faremos o que for preciso para proteger você, Lyra. Você é parte da família agora.

Eu controlo o soluço. 

— Obrigada! 

Ficamos um tempo abraçados e então eu sinto outra pontada na coluna.

— Aí...ainda dói.

Cassian se afasta e me encara.

— Vou buscar um óleo para passar na sua coluna. Ele vai anestesiar a dor! - Ele ameaça sair, mas para em seguida - Você contou tudo isso a ele? 

Não queria encher sua cabeça com meus problemas. 

— Não, além de você, só Feyre e Lucien que sabem. 

Cassian assente. 

— Ótimo. Me prometa que vamos manter assim por um tempo, não sei se é seguro contar a ele agora. 

— Por quê? - pergunto a ele mais nervosa do que curiosa.

Cass que já tinha dado as costas e voltado a seguir seu caminho em direção a um das cabanas do acampamento, parou novamente e me olhou.

— Porque Azriel se importa demais com você. Ele se preocupa e se sente responsável por sua proteção. Se ele souber de tudo o que fizeram com você naquela maldita corte. Ele é capaz de voar sozinho até a Outonal e matar Beron com as próprias mãos e não terá quem o impeça de fazer tal coisa. 

Eu não o respondo. 

— E eu sei que você iria mover céus e infernos para ir atrás dele caso isso acontecesse. 

Solto todo o ar dos pulmões.

— Eu o protegeria com a…

— Eu sei! Eu fiz o mesmo a algum tempo atrás. Só espero que Azriel não demore tanto tempo para perceber o mesmo que eu. 

Meu peito acelera. 

— O que é? - eu me aproximo dele - O que você percebeu?

Um sorriso sincero e amável dança em seu rosto.

— Que você é o que ele tanto procura. 

E então ele finalmente vira e marcha para a cabana. E me deixa ali, com uma coluna dolorida e um coração explodindo como fogos de artifício.

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Escrito por Julia.

Isso é tudo... Por hoje... Prometo voltar na próxima semana. Talvez com um capítulo extra comemorando os 100k 🥰💕

Tenham uma semana linda, estrelinhas. E fiquem bem 😘

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