Capítulo 25
Oieee, tudo bem???
Capítulo novo pra vocês...
Eu preciso confessar que é um dos fiquei insegura de postar 😂😂
Acontece né amores!?
Boa leitura ❤️
***
Azriel
Não esperava que essa reunião com o Rhysand fosse demorar tanto, a cada hora que se passava e a noite foi se aproximando, mas eu queria sair daquela sala e ir direto para o quarto da Lyra, buscá-la para jantarmos e conversarmos.
-Azriel! -Cas e Rhys gritaram juntos me trazendo de volta a realidade.
-Desculpa, o que foi? -Falei sério, tentando disfarçar a vergonha.
Os dois se olharam e começaram a dar risada, então voltaram a mim novamente.
-Amanhã pela manhã, voltamos a discutir isso. -Rhys disse ainda risonho- Quando todos estiverem com a cabeça no lugar.
Cass ergueu as sobrancelhas.
-Me desculpem, eu só me distrai um pouco...
-Quem te distraiu, Az? Lyra ou Elain? -Cassian me interrompeu com o tom debochado, ele e Rhys encheram a sala de risos.
Respiro fundo.
– Podemos voltar ao que interessa? - Encarei Rhys, um olhar que dizia que queria que aquele assunto morresse imediatamente.
Ele ajeitou sua postura, recostando o corpo na cadeira.
Cassian dá uma risada abafada e bebericando um pouco da bebida.
– Não descobrimos quem pode ser o líder deste clã de rebeldes.
Ainda enfrentamos problemas com grupos rebeldes de illyranos revoltados por levarmos nossas tropas para a guerra. Cassian passava dias nas montanhas illyrianas buscando e coletando informações, mas nada havia sido resolvido até então.
– São clãs grandes - Cass murmurou atraindo a atenção de todos-. Ainda não tenho muitas informações. Não sei quais guerreiros resolveram se juntar ao movimento.
– Ou seja, não podemos agir - Rhysand cessou.
– O descontentamento cresce a cada dia - afirmei -. Precisamos descobrir quem é o responsável, ou então, ficará impossível de controlar...
Rhysand esfregou as têmporas e Cassian trincou o maxilar.
– Illyranos de merda! - esbravejei - Nos apontam como culpados, sendo que fomos treinados para isso. Fomos criados para a guerra. Hipócritas.
Rhysand suspirou.
– Azriel…- Rhysand começou.
– As famílias perderam algo insubstituível, estou ciente disso, Rhysand. Mas todos nós perdemos! - Interrompi - Você perdeu! Assim como a mim e Cassian, e nem por isso somos uns merdas!
Cassian tossiu.
– Os desgraçados querem nos deteriorar.
Cass proferiu enquanto gesticulava com as mãos.
– Por qual motivo? - perguntei mesmo já tendo conhecimento da resposta.
– Isso não vem ao caso agora. As tentativas que Cassian de ajudar as famílias durante o solstício não foram tão eficientes quanto pensávamos.
– Eles são orgulhosos demais - Cassian interrompeu.
- De qualquer forma, precisamos pensar em outras formas de acabar com essa ameaça. Uma revolta com lâminas envolvidas não é melhor para nós nesse momento.
Eu encarei Rhysand.
– E se atacarem?
Rhys trincou o maxilar ao ouvir minha pergunta.
– Se caso o fizerem...- ele hesitou - Teremos que voltar a caçada mais um vez.
Meu irmão levantou de uma vez e ajeitou a túnica preta.
– Continuaremos essa reunião em outro momento. Agora vou aproveitar uns momentos de paz com a minha parceira.
Cassian virou o resto da bebida.
– Sabemos o que isso significa Rhysand - Cassian falou enquanto se espreguiçava.
Rhysand gargalhou baixo.
– Talvez seja isso que esteja faltando para você, meu irmão.
Cassian inflou o peito.
– Lhe garanto que não! - o general rebateu.
Eu seguia em silêncio. Me coloquei em pé em silêncio, não ousei falar para evitar que toda aquela situação voltasse a mim.
– E você, Azriel? - Cassian perguntou em um tom debochado.
Eu sorri.
– Não irei contar e correr o risco de deixá-lo deprimido e sozinho no quarto - Cassian arregalou os olhos e gargalhou. - Agora se me derem licença tenho um compromisso a cumprir.
Cass murmurou alguma coisa e não me dei o trabalho de responder, levantei e saí do escritório. Mal tinha acabado de me atravessar a porta quando senti um braço envolver o meu.
-Estava te procurando. -Elain disse e olhando com um sorriso largo no rosto.
-Aconteceu alguma coisa? -disse voltando a andar, e ela me acompanhou.
Não queria ser indelicado, mas eu estava atrasado para o jantar com Lyra e realmente não queria deixá-la esperando.
-Bem... -a fêmea ia começar a me responder quando Rhys e Cas passaram por nós aos risos.
Cassian passou assobiando e Rhysand o cutucou com o cotovelo e entrelaçou os braços aos de Cass, imitando nós dois. Antes que eu pudesse dizer algo, os dois atravessaram.
-Bobos. -Elain exclamou e sorriu tímida.
-O que dizia? -perguntei.
-Bem, não aconteceu nada, eu só estou precisando de um pouco de companhia. -ela me olhou e sorriu- Feyre e Nestha estão discutindo e eu não quero ficar sozinha.
-Elain, eu... -Ela me olhou com uma cara triste, e formar as palavras de repente estava difícil. -Elain... eu irei sair essa noite, me desculpe por não poder te ajudar.
Ela ficou quieta e pensativa, e voltamos a caminhar, mas ainda não me soltou.
-Vai sair com quem? -ela disse quando chegamos ao topo da escada que levava a sala.
-Comigo. -uma voz perto disse.
Quando olho para o topo da escada me deparo com Lyra.
Eu senti minha garganta oscilar. As sombras vibraram.
Eu tinha certeza que meu olhar traidor havia me entregado. Eu lutei para não encarar aquele corpo por completo. Lyra estava linda. Maravilhosa, melhor dizendo. Não queria causar algum incômodo com um olhar que pudesse ser interpretado de outra forma, mas ela estava deslumbrante.
Lyra vestia um vestido da corte. O tecido justo no busto com alguns brilhos, que me faziam lembrar do céu noturno. Mangas compridas e soltas caiam de seus ombros, era possível enxergar a pele por baixo do tecido transparente. Saia longa e com tecidos que deslizavam pelo corpo e marcando algumas curvas, um decote amplo logo no início de sua perna se entendia até o chão, deixando a pele à mostra e nos pés sandálias pretas, o mesmo tom do vestido.
Linda.
Eu já havia reparado em sua beleza outras vezes, mas agora era diferente. Porque Lyra estava diferente, em muitas de nossas conversas ela sempre afirmava que estava livre e sua liberdade a permitia viver e reconstruir sua história, voltar a ser o que era… As roupas sofisticadas e a os cuidados que tinha ao alcance de suas mãos agora, não se comparam a esperança que ela sentia de voltar a sentir-se viva e completa. E eram esses detalhes que a deixavam bonita. A vontade de viver e a esperança de Lyra eram o que a deixava bonita. Era o que tornava impossível não notar sua beleza.
– Você está muito bonita, Lyra - a voz de Elain por uns instantes foi abafada por cada pensamento meu. -Boa noite para vocês.
A fala de Elain me tirou de um tranze, e mesmo assim eu mal percebi quando ela se foi.
Eu subi as escadas e me aproximei.
– Você está linda! - elogiei.
Lyra sorriu e levou uma mecha de cabelo ondulado atrás da orelha. Pude notar as bochechas pintadas pela maquiagem ficarem um pouco mais coradas.
– Obrigada Az...- ela agradeceu envergonhada - Eu pedi a Nuala e Cerridwen que me ajudassem. - Ela me encarou e sorriu - Eu perguntei se teria algo simples e elas me vestiram com este vestido - ela tira seus olhos de mim e passa as mãos pelo tecido.
Eu sorri.
– Elas acertaram na escolha, você está ótima.
Ela deu um sorriso doce.
– E se formos analisar... Não tem como ser simples quando se trata da corte noturna.
Ela fala com um tom brincalhão.
– Devo concordar com você, mas você agora faz parte de nós, então não imagino vestimenta mais adequada do que está.
Nós apenas nos olhamos, sem dizer ao menos uma palavra. Eu encarava aqueles olhos castanhos que brilhavam como nunca. Eles estavam lindos, não sabia se eram os cílios mais escuros que destacavam o brilho ou se era eu quem estava dando muita atenção a cada parte dela.
Quando percebi que o silêncio ainda existia, eu pisquei algumas vezes e olhei para minhas próprias roupas.
– Eu que não estou vestido à altura para andar ao seu lado. Devo vestir algo mais adequado.
– Ah não! - Lyra falou rápido - Você está lindo, não precisa mudar nada...- suas bochechas coram mais um pouco - Quer dizer, você está ótimo.
Eu sorri.
– Muito obrigado querida. Podemos ir? - eu falo enquanto estendo a mão a ela.
– Claro! Estou animada... Onde pretende me levar?
Ela segurou em minha mão e descemos as escadas juntos.
– Tem um restaurante muito bom, reservei uma mesa para nós hoje durante a tarde. Quando não jantamos aqui ou na Casa dos Ventos, optamos por ir até lá.
– Deve ser um lugar muito especial!
Ela comentou com um sorriso doce.
– Com certeza - respondi.
Lyra
Ele estava tão bonito quando eu o encontrei. Não pelos trajes sofisticados, pelo contrário. Az vestia trajes simples, eu diria. Roupas escuras e sapatos escuros. A túnica estava levemente amarrotada, provavelmente devido a reunião em que estava minutos antes. Os primeiros botões estavam desabotoados, mostrando um pouco da pele bronzeada e das tatuagens sob a roupa. Me perguntava se Azriel notava a informalidade de seus trajes. As mangas compridas estavam dobradas até a altura dos cotovelos e os cabelos levemente bagunçados.
Quando ele tirou seus olhos de mim e notou suas vestes, ele deu um risinho envergonhado, o mesmo que deu quando me viu no topo das escadas. E as bochechas voltaram a corar. Eu pensei e guardei cada significado daquele momento. Eu pela primeira vez não me senti insegura ou com medo.
– Podemos ir? - Az perguntou novamente diante da porta de saída.
– Claro!
Azriel pegou o seu casaco que estava no armário próximo a saída.
– Coloque isto nos ombros - ele pede enquanto o mesmo coloca o casaco sobre meus ombros.- Sei que não está frio, mas é só até chegarmos no restaurante.
Eu sorri.
A sensação de ser cuidada por ele…
– Mas e você? E se você sentir frio?
Ele lançou um olhar atencioso e deu o braço para que eu me segurasse, e assim o fiz.
– Não se preocupe comigo, querida. Eu estou bem!
Sorrimos juntos.
Caminhávamos pelas ruas de Velaris. Era uma sensação estranha que sentia, como se tivesse pequenas borboletas no estômago. Era estranho e bom ao mesmo tempo, talvez, estranhamente bom, melhor dizendo.
Azriel contava um pouco sobre o lugar onde iríamos jantar, eu ouvia atentamente cada detalhes, detalhes esses, que me deixavam ansiosa para conhecer o lugar. Ouvia cada palavra com atenção, só para poder ter o prazer de escutar a voz calma e doce. Era tão diferente do que estava acostumada a ouvir. Com ele ali, tudo era tranquilo, não havia gritos e insultos. Havia paz e tranquilidade. Então eu aproveitava cada segundo.
Em alguns momentos minha mente fugia e retornava para minutos atrás. Quando alguns degraus nos separavam, os olhares não passavam despercebidos. Pelo menos não por mim, e me perguntava se o mesmo teria acontecido a ele.
Depois de alguns minutos chegamos ao local e eu não conseguia acreditar no que via…
– O que achou? - Ele perguntou com um sorriso ao me ver admirar o lugar encantada com cada detalhe.
– É lindo!
Continua...
***
Escrito por Becca e Ju ❤️
Espero que tenham gostado...
Estamos finalizando o próximo capítulo...se vocês comentarem bastante nós postamos ainda essa semana...
Beijinhos, fiquem bem 💕💕
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