Capítulo 18
Oieeeee!!!!
Como prometido aqui está o capítulo de hoje!!!
Um dos que eu chorei escrevendo 😂
E ainda liberei um pouco mais cedo!
Boa leitura ❤️❤️
***
Lyra
– Vocês não fariam isso comigo, fariam? - eu perguntei as estrelas da janela do quarto.
Com a cabeça explodindo com tantas informações.
– Não…- falei mais uma vez- vocês não fariam isso.
Eu tinha dificuldade em respirar, em entender ou em qualquer coisa que quisesse fazer. Eu ainda estava ofegante por subir aquelas escadas rápido. Quase correndo, eu diria. Só não corri porque deixei para fazer quando tivesse saído do alcance dos olhos de todos.
– Me digam... gratidão é muito parecido com paixão, não é?
Talvez eu estivesse somente grata.
Era isso!
Precisa ser somente isso.
Não há espaço para dúvidas.
Eu não tinha como ter dúvidas.
Eu conseguia vê-los da janela. Morrigan com seu braço entrelaçado ao de Cassian, conversando, muito provavelmente rindo de alguma de suas piadas. Mas ele…
Eu saí do quarto em que ficava a minutos atrás. Com o único objetivo de encontrá-lo. Eu sabia. Não neguei ou menti a mim mesma sobre isso. Eu queria vê-lo.
Queria conversar com ele, escutar sua voz, escutar o que teria a dizer a mim sobre Lucien ou qualquer outra coisa que quisesse falar.
Ele era meu amigo. Eu sabia e sentia, isso era tão claro para mim quanto eu fechar os meus olhos e acreditar que as estrelas me ouviam, e que, de alguma forma, elas me atendiam. Eu acreditava que eu poderia confiar e contar qualquer segredo que fosse. Com ele, estaria seguro. Eu estaria segura.
Meus primeiros amigos depois de tantos anos.
Meus primeiros amigos depois de tanta dor e sofrimento.
Meus amigos que me acolheram.
Meus amigos que me salvaram.
Então desci aquelas escadas e deixei que minhas pernas me levassem onde eu sentia que o encontraria. E não fiquei surpresa em saber que não estava errada. A voz de Cass ecoou pelas paredes. E eu sorri em saber que os encontraria ali.
Eu entrei.
E então tudo começou a ficar confuso dentro de mim.
A voz de Cassian estava distante, mal sei como consegui respondê-lo, falei a primeira coisa que me veio em mente e que a Mãe me ajudasse que tivesse algum sentido.
Eu só conseguia pensar em como ele é lindo.
A riqueza de detalhes que o vira na primeira vez, parecia simples perto de como o via agora. Parte disso porque eu o conhecia.
Meu amigo.
Não precisava de muito para saber que ele não abandonava seus amigos.
Então fui até ele e o agradeci.
Agradeci por ter me ajudado.
Me perguntava se ele sabia o significado que aquilo teria a mim. Eu estava com medo, assustada, muitas e muitas lembranças me encurralando e me deixando pequena, tão pequena. Eu via borrões gigantes. As sentinelas e Eris e Beron e me via pequena diante as aberrações.
Mas ele estava ali e por impulso segurei a sua mão. Ele não rejeitou. Apenas segurou mais forte e quando dei por mim, ele estava firme entre mim e Lucien.
Ele estava parado ali, o encarando… Azriel sabia que Lucien não me faria mal, todos ali sabiam. Mas de alguma forma Azriel parecia ter entendido meu medo. E ele continuou ali, parado em minha frente, firme, era uma barreira, uma proteção.
Eu passei mais de cinquenta anos desprotegida. Não tinha ninguém para cuidar de mim. Tinha dias que nem eu mesma conseguia. Eu não tinha forças para cuidar de mim. E agora eu estou em uma casa onde todos o faziam.
Eu ousei a olha-lo de longe mais uma vez. Ele ainda estava afastado dos amigos. Estava parado, com toda a sua atenção para o céu. Vê-lo ali, me fez questionar como eu não pude perceber antes...como não fui capaz de notar antes. Ele conversava comigo normalmente, toda a sua atenção voltada a mim, seus olhos presos aos meus…
Então ele a viu.
E naquele momento tudo ficou claro. Queria que não tivesse reconhecido aquele olhar. Mas eu conhecia, eu sabia do que se tratava. Já vira ele várias e várias vezes. O eu o encontrava quando observava os parceiros ou os amantes dançando enquanto eu tocava a música favorita do casal. Era assim que eles se olhavam. Eu o reconhecia dos inúmeros livros de romance que li. Havia amor ali, desejo e, talvez, pela forma como olhara para Mor, podia jurar que não era um sentimento recente. Era um olhar apaixonado, mas também um olhar exausto. Eu sabia o que significava porque eu já olhei da mesma forma para alguém no passado. Por muito tempo, eu compartilhei do mesmo olhar, a mesma intensidade, até que...
Não queria resgatar essa lembrança, que ela ficasse esquecida em qualquer lugar sombrio dentro de mim.
Azriel estava apaixonado por Morrigan.
Havia muito amor naquele olhar, mas também tinha medo e arrependimento e tristeza.
Azriel não manteve o olhar para Morrigan por muito tempo, principalmente depois de notar que a feérica desviou seu olhar dele. Eu sentia mais uma vez aquela tensão vindo de seu corpo.
Eu senti o arrepio correr por cada parte do meu corpo. Nauseas, uma pontada forte na cabeça e a visão turva. Sentia o nervosismo percorrer minhas veias. E meu coração e cabeças confusos com todas aquelas sensações. E eu só conseguia reconhecer algumas delas.
Eu senti algo que não sentia a muito tempo. A tristeza que meu coração sentiu ao ser deixada de lado…
– Pela mãe, Lyra! - repreendi a mim mesma- O que você estava fazendo? Que besteira está pensando!
Eu precisava me controlar e precisava sair dali o mais rápido possível, antes que explodisse. Era essa a sensação que tinha, que iria explodir se continuasse ali.
Recusei o convite que acabara de aceitar.
Recuei do toque de Azriel ao segurar minha mão.
E me recusei a encarar aqueles olhos preocupados de novo.
Eu subi as escadas tão rápido…como uma criança birrenta. Era isso o que eu era! Uma boba, tola e um poço de confusão. Um princípio de culpa começou a crescer em mim. Eu fugi e ao menos me importei com tudo que acabara de reparar. Ignorei a tristeza no olhar de Azriel, ignorei a preocupação e estava o ignorando parado ali...diante meus olhos...sozinho. Ele estava sozinho. Talvez se eu corresse…
Eu poderia acompanhá-los, assim ele não ficaria sozinho...
– Lyra?! - Feyre chamou enquanto abria a porta do quarto - Podemos entrar?
Ela estava acompanhada por Lucien. Mesmo depois de conversarmos sobre todos os nossos medos e histórias e pedirmos desculpas – mesmo sabendo que não éramos culpados das dores que foram causadas, Lucien ainda hesitava em estar perto de mim. Pelo visto também era muito cedo para ele. E eu não o culpava.
– Claro! Por favor, entrem.
Eu continuei próxima a janela, e pelo canto do olho, conseguia ver que Azriel ainda olhava o céu.
– Viemos convidá-la para passar um tempo conosco, aceitaria?
Eu olhei para Lucien que assentiu e deu um leve sorriso. O mesmo sorriso de sua mãe. E por uns minutos senti saudades dela. Imagino o que a falta dela causa em seu filho.
Vê-los ali me deu vontade de não ficar sozinha. Eu não queria passar o resto da noite com os olhos fixos na parede e me culpando por sentir. Eu ainda mal conseguia entender o que era aquilo crescendo no meu peito, ou, não queria admitir que aquilo estava ali. Eu respirei fundo e abri um dos meus melhores sorrisos.
Coloquei toda ela confusão em algum lugar escondido dentro de mim. Resolvi que depois me daria o trabalho de me preocupar com ela. Depois, não agora, agora eu precisava de diversão, de lazer, de amigos…eu devia isso a eles, mas principalmente, devia isso a mim mesma.
Meu coração aqueceu ao ver o sorriso que Feyre me deu em resposta, até Lucien se libertou de qualquer coisa que o prendesse e sorriu. Sem nenhuma amarra, apenas deu um sorriso grande e sincero.
– O que vamos fazer? - perguntei curiosa.
Entrelacei meu braço ao de Feyre e então saímos do quarto.
***
Escrito por Julia ❤️
Espero que gostem....
Até semana que vem ❤️😉
Fiquem bem ❤️❤️❤️❤️
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