Capítulo 13

OIIEEEEE

Eu estava tão, mas tão ansioosa pra esse dia. Que na segunda fiquei super nervosa com o capítulo kkkkkkkk se não fosse por uma amiga me salvar, sei lá o que ia ser de mim kkkkkkkkkk

Enfiiiiiim

Fiquem a vontade pra começar a conhecer um pouquinho mais da Lyra....

Boa Leitura ❤️

***

Azriel

— Foi você!

Mesmo que a voz de Lyra fosse quase um sussurro, a sala ficou em silêncio, toda atenção direcionada a ela.

— Foi você quem me salvou! - ela olhou para Feyre — Eu me lembro...agora eu me lembro. 

— Você se lembrou de tudo o que aconteceu? - Feyre perguntou.

— Uhuum - Lyra ciciou.

Em seguida sua atenção veio até mim novamente. Ela caminhou em minha direção, parou pouco mais de 30 centímetros de mim. 

— É um prazer conhece-lo...me chamo Lyra!- ela exibia um sorriso tímido quando estendeu uma das mãos. Senti que ela estava um pouco nervosa. Já esperava por tal comportamento. Todas as pessoas que se aproximaram dela nos últimos anos era pra machuca-la. E não queria pensar no que os machos daquele lugar possam ter feito a ela.

— Azriel...- respondi e tomei sua mão com cuidado- É um prazer conhece-la.

Ela inclinou a cabeça para lado.

— Obrigada, Azriel...obrigada por ter salvo minha vida.

Lyra levou sua outra mão a minha. Agora as duas a envolviam. As cicatrizes pareciam não assusta-la . Ela as segurou com cuidado e com carinho. 

Eu sorri.

- Não precisa agradecer, fiz o certo. E faria de novo.

Ela sorriu e não ignorei quando algo eu meu peito acendeu. 

Lyra ameaçou a dizer alguma coisa quando Cassian urrou. 

— Podemos comer ? Estou morto de fome! 

— Com sempre muito educado - Mor disse com sarcasmo. 

— Podemos nos sentar para jantar, Lyra? - Feyre perguntou ao concentrar-se em mim e em Lyra novamente. 

— Claro! 

Lyra tirou sua atenção de Feyre e me encarou. Ela sorriu mais uma vez.

— Você vem ? - Lyra perguntou a mim.

Feyre me olhou surpresa com a pergunta e então respondi:

— Claro!

Quando Lyra deu as costas, as cicatrizes em suas costas ficaram visíveis. Três cortes grandes cobriam sua pele, cicatrizes que não foram cuidadas. A pele ainda vermelha, Nuala havia avisado que eram muitas marcas em suas costas, provavelmente todas escondidas pelo tecido do vestido. 

Acabará de tocar naquela pele. Senti a delicadeza e a sensibilidade. Lyra tinha uma pele fina e...não consegui deixar de notar a maciez. A pele pálida confirmava que fora mantida presa muito tempo e mesmo a oportunidade de sentir o sol tocar-lhe a pele foi negada. O que facilitava que as suas marcas ficassem ainda mais visíveis.

Eu imediatamente olhei para minhas mãos. Queimaduras as cobrindo por completo. Eu era apenas uma criança quando a maldade e a covardia dos meus meio irmãos as colocaram ali. 

Maldade e covardia também prenderam e machucaram a jovem feérica por anos. Anos. E ainda fora privada de cuidados.

*****

Durante o jantar não tocamos no assunto de como a encontramos, ou então, como Lyra fora parar naquele lugar e muitos menos o que fazia antes de tudo acontecer. Não sabíamos por quanto havia passado e quantos traumas carregava. Não queria estragar sua noite com interrogatórios. Ao invés disso, a deixamos conversar com Feyre sobre os quadros da casa. Lyra pareceu encantada com a arte da Grã-Senhora, que prometera que a levaria para uma de suas aulas de pintura naquela mesma semana. Não pude deixar de notar a alegria nos olhos de Lyra. Não duvidei por nenhum momento que ela estava realmente agradecida por termos ajudado. Mas seu rosto...seus olhos...eles demonstravam muito mais que isso. Tinha desejo feroz por vida. Ela queria viver. E não tinha dúvidas que lutaria por isso.

Nós encontrávamos todos na sala. Cassian esparramado no sofá ao lado de Lyra. Um comportamento típico do general. Não fiquei surpreso por ele se acostumar tão rápido com a presença da fêmea. Lyra escutava com atenção algumas histórias que Morrigan contava. Deu uma atenção especial quando contamos os melhores lugares para se conhecer em Velaris. 

Demonstravamos ser uma família normal- na medida do possível. Até Cass soltar uma de suas piadas velhas e baixas. Rhysand obviamente caiu na gargalhada. E Lyra arregalou os olhos para o general e as suas maçãs do rosto coraram...Morrigan ia repreende-lo, mas então Lyra deu um largo sorriso e logo em seguida gargalhou. 

Quando dei por mim...eu estava sorrindo ao vê-la sorrir.

—Como? - a pergunta de Elain fez com que a conversa cessasse. Toda a atenção era direcionada a ela e Lyra.

- Oi? 

- Como consegue estar sorrindo depois de todas as coisas horríveis que passou? 

Lyra piscou algumas vezes para Elain e em seguida olhou para Feyre.

Eu me ajeitei na cadeira. E não ignorei a angústia em meu peito quando vi Lyra encarar Elain que estava ao meu lado, a observei controlar a respiração. Só então respondeu:

- Eu sentia saudades de sorrir...- a voz de Lyra estava trêmula e os olhos marejados.

Meu peito apertou quando nossos olhares se encontraram rapidamente. 

- Eu sentia falta de sorrir, cheguei a esquecer o som de minha risada e mal me lembrava de como é gargalhar. Eles - Lyra apontou para nossa direção- me devolveram a liberdade. Quero reencontrar aquela que eu era antes de… Eu sinto saudade de quem eu sou de verdade - ela deu de ombros, mas ainda mantinha o tom doce.- Só acho que devo aproveitar a bondade de sua irmã e sentir toda a felicidade que tem me causado. Não gostaria que vocês me encontrassem chorando pelos cantos...não depois do que fizeram por mim.

Eu lhe lancei um leve sorriso. 

Eu a compreendo, mas também a entenderia se precisasse de tempo para se encontrar...Assim como precisei.

— Nós entenderiamos se isso acontecesse - falei, torcendo para soar tão compreensivo para ela, como foi para mim.

E fiquei aliviado quando ela me olhou e sorriu.

— Ah, eu não tenho dúvidas disso! Mas a realidade é que eu não consigo não olhar para vocês e não sorrir.

Eu sorri em resposta.

Com a graças dos Deuses, Cassian mudou de assunto logo em seguida, evitando que outro momento constrangedor acontecesse. Depois de uma ou duas horas, Elain se retirou e todos seguiram suas conversas.

Vi Lyra recostada à janela e olhando para além dela, admirando a cidade. Seus olhos pareciam conversar com paisagem lá fora. Já as luzes de Velaris pareciam sorrir em resposta, pois pareciam todas direcionadas especialmente a ela. Penso que até mesmo a lua enviara um pouco de seu brilho...o rosto de Lyra estava tão iluminando que não pude evitar de notar em como é bonita

A pele do rosto era delicada assim como a das mãos. Frágil. As bochechas tinham um rubor rosado  natural, que destacava levemente as maçãs de seu rosto. 

Os olhos castanhos, estavam um pouco dourados pela luz que refletia neles. Mas estavam vivos e brilhantes e esperançosos. Diferente daqueles que tentei encarar quando a salvei. Mesmo com a maquiagem era possível ver os lábios naturalmente rosados por baixo. 

Eu me surpreendi quando me vi notando um marquinha que surgia próximo a boca quando ela sorria. O que ela havia feito com frequência está noite e ainda faziam enquanto olhava a cidade.

 Os grampos prateados reluziam nos fios castanhos longos e ondulados. 


Toda aquela delicadeza me fazia questionar o porquê, porque a feriram de tal forma? E como fora passar por tudo isso sozinha? 

No meu peito agora não tinha nenhum arrependimento...eu a salvaria de novo se fosse preciso. Algo nela me deixava esperançoso e quando dei por mim...

Eu estava ao seu lado e também admirando a cidade.

- É uma linda cidade, não é mesmo? - falei.

- É linda! - ela me olhou e respondeu sorrindo.

 Logo em seguida ela voltou a olhar para Velaris, ela apoiou uma das mãos na janela.

- Ela parece um sonho...

Eu sorria quando disse:

- É o nome da nossa corte.

- Como?

- Nós chamamos nossa corte de Corte dos Sonhos...- expliquei - bem, e Velaris é nossa cidade de Luz Estelar. 

Lyra ficou em silêncio por um tempo. Depois de um longo suspiro ela olhou para mim novamente.

- É um lindo nome! - respondeu enquanto enxugava algumas lágrimas.

Meu peito apertou mais uma vez.

- Você está bem ? 

Ela deu um sorriso sutil.

- Sim...só estou agradecida.

As palavras ficaram difíceis de falar.

- Acho que nunca encontrei uma maneira boa o suficiente para agradecer vocês... principalmente a você.

Meu olhar encontrou o dela.

- Acho que encontrar você hoje, despertou alguma coisa em minha memória e eu me lembrei de tudo o que aconteceu aquele dia. Eu lembrei que depois que consegui me desvencilhar pela segunda vez daquele monstro. Eu corri. Corri com toda força que conseguia, eu ao menos sabia o porquê corria para aquela direção. Acho que foi intuição, não sei ao certo, só sei que me entreguei a sensação e permiti que ela me guiasse.
" Foi então que eu senti a primeira flecha, mesmo com ela eu tentei correr, depois a segunda me derrubou. Mesmo com o peso dele sobre meu corpo eu lutava. Mas tudo foi ficando turvo e meu corpo pesado. Eu lembro de ouvir vozes depois de um tempo. Eu sentia muito frio e lembro que tremia muito. Foi então que senti um corpo quente próximo ao meu. Era você..."

Lyra me encarou.

- Lembro de você me chamando e pedindo pra eu ficar consciente. Lembro de ver as luzes azuis,- ela encarou meus sifões e até eu acompanhei seu olhar- eu lembro das suas mãos segurando o meu rosto - ela tocou as próprias bochechas-, você pedia...você dizia: " vai ficar tudo bem...você vai ficar bem...fique comigo". Foi então que eu lutei e usei o último resquício de força que tinha. Eu consegui abrir meus olhos, mas ainda enxergava nas mais de borrões...eu consegui ver seus olhos...

Minha respiração ficou mais lenta. E comecei a relembrar tudo o que havia acontecido. E me lembrei da sensação do corpo fraco de Lyra em meu braços.

- Eu lembro que tentei tocar em você, para mostrar que eu estava ali...que eu estava mal, mas estava ali...então eu apaguei, - agora havia frustração em sua voz- peço desculpas por não conseguir ficar acordada...

- Não, por favor, não peça desculpas por isso. Você estava muito machucada. Quando você desmaiou, trouxemos você para cá imediatamente...não sabiamos a gravidade de seus ferimentos e não queríamos arriscar que você piorasse.

Ela deu um meio sorriso.

- Posso fazer uma pergunta? 

- Claro.

- Feyre disse que você que sentiu que algo errado estava acontecendo...Você poderia me explicar como me encontrou? 

- Sou encantador de sombras - Lyra olhou para algumas das sombras em minha volta- e mestre espião. Costumo sentir algumas coisas antes de todos. Senti que tínhamos companhia por perto, em seguida senti o medo e a raiva e então seguimos a direção para onde éramos guiados e então a encontramos.

Ela virou a cabeça um pouco para o lado.

- Então devo a minha vida a você

- Não precisa agradecer...fico satisfeito em saber que está recuperando-se bem.

- Mesmo assim, faço questão de agradecer. Mesmo achando que nunca vai ser o bastante...- ela disse erguendo as sobrancelhas e usou um tom mais descontraído. 

Eu sorri. 

Ela aparentava ser muito divertida.

- Que o caldeirão me ferva....eu o conheci hoje e já tagarelei um monte... desculpe - ela pediu envergonhada. 

- Não se preocupe...não foi incomodo algum. 

E não fora mesmo.

Na verdade eu ao menos notei o tempo passar enquanto conversámos.

- Como você está? - Feyre perguntou.

- Estou muito bem, obrigada - respondi. 

Feyre ergueu as sobrancelhas.

- Por mais que eu fique feliz que esteja bem e muito surpresa com a sua piadinha, Azriel...eu estava me referindo a Lyra, na verdade.

- Ah! - respondi levando uma das mãos ao peito fingindo chateação.

Lyra riu.

- Estou muito bem Feyre...na verdade acho que já vou para o quarto, estou um pouco cansada. Você se importa? 

- Não, tudo bem...Nuala a acompanha até o quarto.

— Boa noite, Azriel - Lyra tocou em meu braço - Obrigada por conversar comigo!

— Eu quem agradeço! Foi um prazer conhece-la! Boa noite e fique bem.

Ela sorriu.

Depois que Lyra despediu-se de todos. Feyre ainda estava ao meu lado.

- Sinto que ela é boa, Az...

- Eu também.

Feyre me encarou.

- Ela ficará conosco. 

- É uma boa decisão, Feyre. 

- Com o tempo vamos descobrir o porquê de tudo isso...e não deixarei que toquem nela novamente. 

- Eu sei,- eu toquei os ombro de Feyre - aqui a manteremos segura. Fique tranquila. Eu lhe dou a minha palavra.

E iríamos mesmo.

Torcia para que agora ela tivesse a chance de se curar por completo. 

E que agora encontrasse a felicidade.

******

Escrito por Julia ❤️

Booom...esse foi o primeiro encontro dos dois....

Espero que vocês gostem ❤️❤️

Tem muita gratidão pelo Az no coração de Lyra, muita mesmo, ela nem imagina o quanto.

Até semana que vem.

Obrigada por me acompanharem nessa história.

Beijooos com muito carinho ❤️❤️❤️




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