Capítulo único
Capa por Singularity977 do NaturallyEdits
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O sol custava a dar as caras, mas o dia já havia começado no pequeno estúdio de games. Seus funcionários davam tudo de si na produção de um novo jogo, este inspirado em um livro encontrado no sótão da avó Kim, a senhora iria jogar o objeto fora porém seus netos o notaram e resgataram.
Namjoon e Jin terminavam de fazer o relatório, seria a base para o jogo que criavam, quando o celular de ambos tocou, já até imaginavam o que seria...
- É o Jimin de novo.
Antes que eles pegassem o aparelho, a voz de Taehyung ecoou pelos corredores fazendo ambos desistirem, era comum o mais novo enviar aquelas correntes de mensagem para os amigos, "nunca se sabe" ele dizia, mesmo que já tivessem tentado inúmeras vezes por em sua cabeça que aquele tipo de spam eram justamente para botar medo mas não tinha nada de real. O celular então tocou novamente.
- Agora é o Hobi.
A voz de Taehyung soou de novo fazendo o casal deixar um leve riso escapar, algumas correntes que apelavam pro lado emotivo sempre faziam Hoseok entrar nessa onda também, e por garantia Namjoon pegou o celular do namorado e apagou as mensagens, afinal conhecia a peça e as vezes ainda caia nessas coisas.
É bizarro como poucas palavras são capazes de manipular alguém tão profundamente.
Antes que os rapazes conseguissem voltar ao trabalho, um grito estridente foi ouvido, eles rapidamente levantaram e foram até a origem do som. Em sua sala, Hoseok estava encolhido na cadeira enquanto Jimin e Taehyung tentavam o acalmar, já Yoongi e Jungkook estavam analisando o livro da avó Kim que estava nas mãos do mais novo, eles tinham um semblante sério como se algo de errado tivesse acontecido.
- O que aconteceu? - Jin estava preocupado, então rapidamente foi verificar se o amigo estava bem, quem se importaria com um livro naquele momento?
- O Hobi tentou traduzir os símbolos daquela página estranha, e parece ser um tipo de maldição. - o rapaz estava tão abalado que Jimin precisou explicar em seu lugar, as palavras sequer saiam de sua boca, apenas resmungos assustados - os meninos estão tentando ver o que é de verdade, mas parece mesmo algum tipo de aviso.
Namjoon foi ajudar os rapazes a entender o que estava escrito, enquanto isso Jin saiu da sala logo voltando com um copo de água e entregando a Hoseok, as mãos do garoto tremiam e pareciam que não conseguiriam segurar o copo.
- Pus um pouco de açúcar junto, então beba e respire fundo. Nada de ruim vai acontecer.
- Obrigado. - apenas por estarem próximos que foi possível ouvir a resposta de Hoseok em um fio de voz.
O som de alguém limpando a garganta chamou a atenção deles, Yoongi fez sinal para Hoseok o seguir e foi prontamente atendido, apenas quando eles saíram da sala que Namjoon começou a explicar.
- Isso me parece mais um jeito peculiar de pedir para não se apossar dos direitos autorais da história, não sei o que tinha na cabeça de quem escreveu isso... Mas é só um tipo de aviso para não levar a história adiante ou sofrerá terríveis consequências.
- Que tipo de consequências?
- Então Jimin, melhor vocês não saberem, ou ficar igual o Hobi.
Jimin e Jin se entreolharam antes de engolir em seco, a curiosidade falava alto mas o medo os consumia, Taehyung pegou o resto de água que havia sobrado no copo, sentia que aquele seria um longo trabalho.
...
Fim do expediente, o horário que todos esperam ansiosos enquanto olham o relógio, mas naquele dia Jimin e Jungkook precisariam ficar até tarde. Enquanto o mais novo arrumava a programação do jogo, Jimin checava os contratos para o jogo que iriam lançar, o som de seu celular fez o rapaz tirar os olhos das longas cláusulas e ver o que era.
A notificação de uma mensagem brilhava na tela, porém o número desconhecido dava uma sensação estranha para o rapaz, além daquela fagulha de preocupação em seu peito toda vez que vai um número estranho, havia algo mais, era uma espécie de pânico que gelava sua espinha e o impelia a pedir ajuda. Quando terminou de ler acabou derrubando o celular das mãos. A ameaça explícita naquela corrente, extremamente específica para seu gosto, fazia o coração de Jimin acelerar descontrolado, suas mãos suavam e ele sequer conseguia pensar direito.
Ao notar algo estranho, Jungkook ergueu os olhos da tela encontrando o namorado naquele estado, antes que perguntasse qualquer coisa uma mensagem chegou em seu celular e rapidamente ele entendeu o que havia acontecido.
- Amor, já disse que essas coisas não são reais.
- Você viu, não viu? Ele falava claramente sobre um livro e um jogo, não pode ser coincidência. Não pode.
- Mas é, apenas uma coincidência infeliz, Jimin nada de ruim vai acontecer, talvez seja só um dos meninos tentando pregar uma peça, ou um funcionário que ouviu a conversa e ficou com medo.
- Mas...
- Amor, você confia em mim, não é? Não vai acontecer nada, eu prometo, é só um spam idiota que fazem para assustar quem tem um coração inocente como você.
- Não pode ser apenas coincidência...
Jungkook negou com a cabeça sabendo onde aquilo chegaria, calmamente salvou seu trabalho e desligou o computador antes de ir até o namorado.
- Vem cá amor, você tá cansado demais.
Os lábios dos dois rapazes se juntaram iniciando um beijo calmo e apaixonado, aos poucos a mente de Jimin estava tão focada no amado que nem lembrava mais das preocupações ou de mensagem, ou de coisa alguma, naquele momento se perguntassem para ele o que era um celular era capaz de não saber responder. Enquanto isso, em sua sala isolado, o vigia da empresa tentava entender o porquê o sensor de movimento estava acionado como se alguém viesse em sua direção, mesmo que as câmeras não mostrassem ninguém nas imagens.
...
Enquanto os 7 garotos faziam uma reunião sobre como prosseguir em relação ao jogo, um dos seguranças procurava por todo prédio algum sinal do vigia noturno, o homem não havia batido o ponto de saída e as câmeras estavam com as filmagens com interferência então se ele houvesse ido a qualquer lugar não poderiam ver, além dele não estar lá pela manhã na troca de turno.
O segurança já havia procurado em cada canto e agora procurava pelo porão, um andar que usavam para guardar tralhas antigas, quando um barulho nas grades do antigo elevador lhe chamou atenção, a lâmpada do lugar oscilava e aos poucos apagou, fazendo o homem acender a lanterna que trazia na cintura, um vulto então atravessou o corredor seguindo o som metálico.
O segurança perseguiu o vulto atravessando a porta do elevador, só quando parou de cara na parede que estranhou a falta do objeto. Um clique então lhe chamou atenção, pouco antes de sua lanterna apagar deixando-o na penumbra, ele sequer havia notado que a porta se fechara, mas quando tentou abri-la, tateando até achar a maçaneta, viu que estava trancada.
O som de um cabo rompendo se fez presente e em segundos o elevador despencou sobre o pobre homem, sequer viu o que lhe atingiu ou teve tempo de gritar, as portas então se abriram sozinhas fazendo o cadáver do vigia noturno cair para fora do cubículo de metal. E sob ele uma grande poça de sangue se espalhava manchando o chão e colorindo o rosto sem vida.
Mais uma noite que Jimin e Jungkook ficavam depois da hora no emprego, porém dessa vez seus amigos estavam ali lhe acompanhando, os 7 haviam decidido trabalhar no projeto do jogo até chegarem a um acordo.
Fazia horas que eles estavam na sala de reuniões, algumas embalagens vazias de uma rede de fast food se encontravam jogadas pelo chão, aquela havia sido a única refeição deles desde que entraram pela manhã em seu local de trabalho, agora o relógio mostrava que era passado de onze da noite.
Mas sequer haviam chegado em um consenso.
- Deu pra mim - Yoongi se levantou esticando os braços para estralar as juntas - Já tá tarde, amanhã a gente continua. Eu sei que a gente disse que só sairia quando entrasse em um acordo, mas acho que vocês também não esperavam que não iríamos chegar a acordo nenhum.
Nenhum dos garotos se opôs, todos estavam cansados de qualquer jeito, queriam apenas uma refeição decente e poderem descansar, mas ao tentarem abrir a porta notaram que ela estava trancada.
- Ok, quem trancou a porcaria da porta? - inutilmente Yoon tentava puxar as maçanetas com toda sua força - alguém tem a chave?
- Acho que a zeladora deve ter trancado, quem sabe achou que não tinha mais ninguém, normalmente ninguém fica até tarde - Namjoon tentava pensar em algo antes de fazer sinal para Yoongi dar licença, e tentar ele próprio abrir a porta, mas sem sucesso - só mandar mensagem pro vigia e pedir pra ele abrir, ele tem a cópia de todas as chaves do lugar.
O rapaz puxou o próprio celular do bolso para enviar a tal mensagem, mas mostrava que o vigia não via o celular desde a noite anterior, muito menos as mensagens eram enviadas.
- Que estranho, alguém usa o telefone da empresa e liga pra sala do vigia por favor.
Como Jimin estava mais perto da mesa ele pegou o aparelho e discou o ramal, mas por mais que chamasse ninguém atendia. Ele tentou novamente, mas nada.
- Ele não atende...
Os 7 rapazes começaram a se preocupar, Namjoon tentou achar o número da empresa de segurança enquanto Yoongi buscava o número de algum chaveiro que fizesse plantão, já Jin e Hoseok procuravam algum entregador de comida enquanto Jimin ligava para a sala do vigia esperando que ele só tivesse ido ao banheiro. O celular de Jimin então tocou, novamente a mensagem que havia recebido do número desconhecido estava ali na tela, antes que ele pegasse o objeto para repassar novamente Jungkook foi mais rápido.
- Não é hora pra isso amor.
Jimin apenas assentiu tentando a ligação novamente, antes de ouvir os outros 6 reclamarem que os celulares tinham parado de funcionar.
- Era só o que faltava, Jimin empresta o telefone um pouco.
O rapaz entregou o telefone para Tae que rapidamente discou o número da delegacia de polícia.
- Se nada funciona, isso deve funcionar.
Os 6 assentiram esperando que a ligação fosse atendida, mas assim que a voz da atendente soou o telefone parou, Taehyung tentou ligar novamente mas sequer a chamada se iniciava antes de desligar sozinha.
- Tem algum problema com esse telefone.
Jimin pegou novamente o aparelho e ligou para o ramal do vigia, porém dessa vez para seu alívio a chamada foi atendida.
- Oi moço, a gente ta na sala de reuniões, pode vim abrir a porta por favor? Tá trancada e a gente não tem chave. - apenas o silêncio foi a resposta, até que uma respiração pesada pode ser ouvida - Alô? É o vigia noturno da Bangtan, não é? Moço por favor, já é tarde a gente precisa ir pra casa.
- Boa noite senhor Park. - a voz grossa e etérea do outro lado da linha definitivamente não era do vigia. - bela noite não é?
- Como... como você sabe meu nome? E quem é você?
- Eu sei tudo sobre você, tudo mesmo. E sobre seus amigos, até sei que seu namorado parece bem preocupado - ao ouvir aquilo Jimin se virou para Jungkook, vendo que ele realmente estava com o semblante preocupado - vamos fazer um acordo, você me obedece e eu não mato eles, mas se fizer algo que não queira... você verá eles agonizando enquanto sente o sangue deles em si.
- O-o que você quer?
- Pegue seu celular.
- Mas...
- Pegue seu maldito celular agora. Sabe o duto de ar bem em cima de você? Tem uma bomba de gás mortal ali, eu posso acionar com um simples toque de um botão, vai ver seus amiguinhos tentando em vão escapar enquanto sente os próprios pulmões arderam em brasa. Então não brinque comigo Sr. Park.
- Espera... - o rapaz então estendeu a mão para Jungkook e pediu silenciosamente pelo aparelho celular, o outro entregou meio confuso mas preferiu não questionar pela aparência do namorado - e agora?
- Veja suas mensagens.
Jimin desbloqueou o aparelho indo até o App de mensagens... um grito então foi ouvido e o aparelho caiu no chão se quebrando. O rapaz estava pálido e estático, a tela rachada ainda mostrava os restos mortais do vigia e do segurança, os olhos sem vida pareciam implorar por misericórdia enquanto seus corpos estavam pendurados no posto, os outros garotos se aproximaram e Jungkook pegou o resto do aparelho.
- Amor, o que é isso?
Não houve tempo para Jimin responder, a voz voltou a soar no telefone em sua mão.
- Eu disse apenas para pegar o celular, não quebrar. Você realmente não me ouve. Eu sei onde vocês estão, vocês têm 5 minutos pra sair do prédio, ou os próximos serão vocês. Aproveite que hoje estou com vontade de caçar, eu poderia os matar aí mesmo.
- Mas a porta tá trancada.
- 4 minutos e 50 segundos, e contando.
Rapidamente o rapaz pôs o telefone no lugar e explicou o que estava acontecendo enquanto ia com pressa para a saida, Tae tentou o acalmar enquanto Jungkook e Namjoon tentavam arrombar a porta, mas sem sucesso.
- A gente vai morrer. - Hoseok já estava começando a chorar enquanto se agarrava a Yoongi - a gente já era, eu falei que aquele aviso não era a toa. Eu avisei. Vocês não me ouviram.
- A gente não vai morrer. - determinado Yoongi se desvencilhou do rapaz e pegou uma cadeira rumando em direção às janelas - se não dá pela porta - com força ele atirou a cadeira que rachou o vidro e caiu no chão - a gente vai pela janela - ele pegou novamente a cadeira acertando o vidro que se estraçalhou enquanto o móvel caia na calçada - quem vai antes?
- Você enlouqueceu? Assim a gente morre antes, e como vamos ter certeza que não é invenção da tal pessoa, a gente nem sabe quem ela é, pode muito bem ser apenas um trote... - a fala de Jin se perdeu conforme o som de tiros soava pelo prédio - tá bom, anda logo, quem vai?
Taehyung foi o primeiro a se arriscar, usando a arquitetura peculiar do prédio para se arrastar até a janela ao lado a abrindo e entrando no cômodo, os outros o seguiram restando apenas Jungkook e Jimin na sala de reuniões, o mais novo estava prestes a sair também quando sentiu a blusa ser puxada.
- Jungkook, será que a gente consegue? Tipo consegue sobreviver?
- Claro que sim amor, a gente vai sair dessa juntos.
Jungkook então sorriu e pulou a janela estendendo a mão para Jimin o acompanhar, quando eles entraram na outra sala os 7 rapazes se puseram a correr, Yoongi e Hoseok resolveram tentar os elevadores, os 3 Kim's correram para a escada de emergência enquanto o casal seguiu pela escada normal, enquanto corriam Jimin acabou pisando em uma armadilha de urso*, seu grito ecoou fazendo Jungkook parar e se virar.
- Tudo bem amor? - ao ver o rapaz tentando sozinho abrir aquela armadilha ele entrou em choque, rapidamente se jogou ao lado dele para ajudar a abrir aquilo - como isso veio parar aqui?
- Seja lá quem matou o vigia e o segurança deve ter posto, e se tem essa deve ter mais, amor isso é assustador, e tá doendo tanto...
Com muito esforço conseguiram abrir o objeto a soltar o pé do rapaz. O mais novo tirou a própria camisa e amarrou no tornozelo de Jimin, rezando aos céus para que não precisasse amputar, mas era quase possível ver o osso do tornozelo no meio da carne dilacerada, não queria nem pensar na dor que o amado sentia naquele momento.
- A gente vai sair daqui, e eu vou te levar pro hospital.
Com cuidado Jungkook ajudou Jimin a se apoiar em suas costas e se erguer, ficando como em cavalinho, sendo ajudado pelas escadas já que pode descer alguns degraus para facilitar, para então seguirem o caminho novamente, enquanto desciam os degraus correndo um brilho chamou a atenção de Jimin.
- Jungkook cuidado! Pare!
Com o grito do namorado Jungkook parou, bem a tempo pois um fio extremamente fino e aparentemente cortante estava estendido na altura de seu pescoço. Sua respiração estava pesada e ele sentia seu coração acelerado, pela corrida e pelo medo.
- Obrigado amor, preciso tomar mais cuidado.
- Olhe por onde vai, que eu procuro as armadilhas, se tiver claro.
Foi com muito custo que eles conseguiram descer alguns andares, aproveitaram para parar em um bebedouro descansar antes de seguirem em frente. Quando terminaram a água, l elevador parou naquele andar, o barulho das portas se abrindo foi ouvido quebrando o silêncio, mas não se ouvia ninguém descer ou falar, Jungkook deixou o namorado sentado enquanto foi verificar o motivo do elevador ter parado daquele jeito.
Pela porta escorria muito sangue, dentro do elevador a luz estava vermelha com os respingos que voaram nas lâmpadas, no chão os corpos estavam uma bagunça, nem as cabeças estavam completamente inteiras, a mandíbula de ambos havia sido arrancada, pelo estrago do cubículo e dos rapazes no chão Jungkook presumiu que alguma bomba foi explodida. Seu estômago revirou quando seu olhar recaiu para o olho de Yoongi, mesmo sem vida era possível ver o terror que eles mostravam.
- A gente tem que sair daqui rápido Jimin, vem, a gente precisa chamar a polícia.
Novamente os dois seguiram caminho, o mais novo sequer deu detalhes do que viu. Jimin já havia perdido a conta de quantas armadilhas desviaram pelo caminho, os corredores tão conhecidos por si agora pareciam um grande labirinto mortal. Ao chegar no térreo eles sorriram, estavam prestes a comemorar quando um tiro ecoou e Jungkook caiu, da porta da escada de emergência uma sombra chutou 3 cabeças que rolaram pelo salão.
- Falta só vocês.
Nenhum dos dois conseguia se levantar, o pé de Jimin estava todo ferrado e a perna de Jungkook doía demais, tanto pela bala cravejada quanto pelo esforço daquela noite. Eles tentaram engatinhar até a porta, mas a sombra puxou Jungkook pelo pé em direção às escadas.
- Jimin, foge! Eu me viro, só sai daqui e não olha pra trás por favor.
O rapaz então ficou em choque, seus amigos estavam mortos e seu namorado seria morto em breve, ele então começou a chorar descontrolado, seus soluços só aumentaram mais quando ele ouviu o grito agonizante de Jungkook. Os passos da sombra se aproximaram até que os dedos gelados erguessem o rosto de Jimin manchando sua pele com o sangue de quem ele tanto amou.
- Você pode ficar vivo, você foi o único que me levou a sério, mas lembre que eu posso aparecer a qualquer momento, basta uma simples mensagem, um simples aviso ignorado, e lá estarei eu.
...
O jornal local transmitia a matéria sobre os jovens assassinados na empresa de jogos, o sobrevivente do serial killer misterioso estava em um péssimo estado de saúde mental e física, Jimin sequer conseguia falar uma frase coerente, a única coisa que os policiais conseguiram tirar dele foram as palavras "livro" e "maldição" juntas.
A cadeira de rodas estava parada no meio do leito do hospital, o pé amputado não fazia diferença para Jimin, ele só pensava em seus amigos, em como eles sofreram. Uma lágrima caiu de seu rosto, quando ele foi olhar uma foto dos amigos notou uma mensagem.
Sua vontade era apenas se jogar daquela janela do hospital.
"Que tal um novo jogo Sr. Park? Aposto que um hospital deve ter ótimas opções, por que não pergunta para seu colega de quarto? Se correr ainda consegue o encontrar no banheiro antes dos vermes devoraram sua carne"
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*Pra quem não sabe, isso é uma armadilha de urso
Basicamente, é preciso armar ela, não sei como já que parece bem perigosa, e quando o animal pisa no centro ela funciona como uma ratoeira, já que o mecanismo é acionado e ela se fecha,
as garras nela impedem que a vítima escape.
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