Capítulo 20 | Fascinante

Nos túneis da Rebelião. Em algum lugar no subterrâneo do Paraná. 22/03/2020, 23:29 - Corte Sul.

Rosalie Armstrong

Ela devia estar cantarolando a mesma música há horas, ainda que o olhar do lobo a repreendesse sempre que sua voz aumentava uma oitava no refrão, fazendo Califórnia Dreames, da Katie Perry, ecoar por quilômetros à dentro dos túneis.

- Essa é sua maneira de invadir despercebida? – Kai perguntou pela conexão.

- Mais ou menos. - Rosalie segurou um riso, recomeçando a cantar, mas agora movimentando os braços no ritmo.

Ele a olhou de esguelha através dos olhos cinzentos:

- Sei porque está fazendo isso.

- Dançar? - jogou os braços acima da cabeça, os chacoalhando. – Eu amo dançar no ritmo da música.

- Você é péssima dançando, Rosalie. – o alfa murmurou, e ela levou uma das mãos ao peito, fingindo estar magoada. - Sei porque quer que sejamos encontrados. - A meia vampira o ignorou, e ainda no ritmo, chutou um pedregulho, que rolou pelo chão batido. Ele continuou - Estamos perdidos.

- Não estamos perdidos. - disse rápido demais, abrindo os braços para o que deveria ser o mesmo túnel ou paralelo, ou o irmão gêmeo do túnel principal. Ela suspirou. – Tudo bem, talvez estejamos andando em círculos... Não faço a mínima ideia. Tudo parece igual!

Feito de terra, escorado por toras de madeiras, úmido e frio. A única diferença era a brisa suave e gelada que perpassava entre eles de vez em quando, lhe arrancando calafrios.

Pelo menos sua dança sem jeito a esquentava.

- Esse é diferente. – O lobo devolveu, andando de forma cadenciada e relaxada. As patas, apesar de grandes, tocavam no chão como plumas, fazendo Kai parecer que caminhava nas nuvens.

- Por que? – ela encarou a parede ao lado como se houvesse algo que não fosse mais terra e toras de madeiras.

- A brisa está trazendo um cheiro leve de... - as narinas se dilataram. - Mofo e maresia.

Rosie fungou, tentando sentir algo. Mas nada foi revelado perante o seu olfato.

- Acho que estamos indo em direção à Paranaguá. – ela disse com o cenho franzido, se lembrando que o litoral era relativamente perto dos túneis.

Kai parou de andar, se sentando sobre as patas traseiras.

- Vamos parar um pouco.

- Melhor continuarmos.

- Rosalie, você está batendo o queixo.

Ela parou e levou a mão à mandíbula, como se pudesse segurar para os dentes não baterem. De alguma maneira, o frio aumentara exponencialmente, talvez pelo fato de andar cada vez mais longe do alfa.

- Exatamente. Por isso temos que continuar. – abraçou os braços revestidos pela jaqueta de couro - Se eu parar, a falta de movimento me deixará congelada.

- Não se ficar mais perto de mim.

Rosalie pendeu a cabeça, encarando o lobo branco.

- Uma hora não me quer perto porque meu cheiro está te matando, outra pede para que eu fique perto.

- Se trata da sua sobrevivência, não da minha vontade. -As narinas do lobo se dilataram novamente, mas agora em sua direção. - E seu cio deu uma trégua.

- Como assim? – uniu as sobrancelhas.

- Não sei. O cheiro só não está tão proeminente.

- Mas... significa que acabou?

- Rosalie, eu não sei nada sobre cios de meias vampiras. – ele afirmou o óbvio. Ela abriu os braços:

- E você acha que eu sei?!

- Deveria.

Ela suspirou, chegando mais perto dele, agora deitado perto da parede do túnel.

- Eu não sei quase nada sobre mim mesma. – admitiu, se sentando na frente dele. 

Somente de estar ali, era como se ondas calorosas fossem enviadas em sua direção. Mesmo assim, Kai se levantou e a rodeou, deitando-se a sua volta e fazendo com que estivesse sentada entre as patas. 

As costas dela se enrijeceram. A respiração de Kai soava alta e quente perto de seu antebraço direito. Na verdade, todo o lado direito do rosto queimava. Uma indicação de que os olhos do alfa estavam pousados em si.

- Sei como é. – ele devolveu pelo laço, agora abaixando a cabeça para descansar o focinho entre as patas da frente. – Tente descansar, Rosie.

Ela pressionou os lábios, tensa. Kai sugestionou, mas a voz ecoou como uma ordem:

- Deite-se.

A meia vampira olhou para ele, que se encontrava com os olhos fechados. O alfa parecia relaxado com sua cauda abanando de maneira graciosa o ar, porém suas orelhas pontudas estavam erguidas, e a qualquer pedrinha ou brisa, agitavam-se.

Ainda era espantoso observá-lo e percebe que, há alguns meses jamais se imaginaria tão perto de um lobisomem sem estar morta.

Nem quando elaborou planos para matá-lo, imaginaria que todo o jogo mudaria e agora não só agiam juntos com objetivos em comuns, mas como desenvolveriam uma conexão até então impossível.

- Isso é muito estranho. – deixou escapar, observando o contorno das orelhas felpudas tremularem ao ouvir sua voz.

- Sim. – ele disse através do laço. - Você está sentada como se estivesse presa numa camisa de força.

Rosie deu um sorriso irônico.

- Como se fosse fácil relaxar perto de você.

Sem abrir os olhos, o alfa devolveu:

- Se eu quisesse matá-la, já estaria morta, Rosie.

Ela pressionou os lábios, concordando com um aceno. Depois se virou para a direita do túnel, onde mais uma brisa gelada perpassou, eriçando todos os pelos de seu corpo:

- Gostaria de fazer uma pergunta.

O alfa resmungou, e Rosalie interpretou como um sinal verde.

- Raviel me disse que quando os lobisomens se transformam, ficam mais primitivos e com tendências à matar, ainda mais se for perto da lua cheia ou da lua negra. Então... por que você não me matou na caverna?

- Não sei. – ele respondeu depois de algum tempo.

- Mas é verdade o que Ravi disse?

- São duas perguntas. Mas é verdade sim.

Ela piscou.

- Só isso?

- Só isso o quê?!

- Você falava bem mais quando estava envenenado. – murmurou, cruzando os tornozelos.

- Você já fala o bastante por nós dois.

Ela dobrou os braços na frente do corpo. O lobo abriu os olhos ligeiramente para ver a reação dela, e suspirou.

- O que você quer saber sobre os lobisomens, Rosalie?

- Tudo.

- Pra descobrir como me matar... ou ter informações da minha espécie para vender?

Ela pressionou os lábios, sem saber o que dizer.

É claro que  a incumbência de matá-lo ainda existia, devido a promessa de sangue com Dacian. Mas quanto a parte de vender informações, não tinha passado pela cabeça dela – ainda que, pensando bem, pudesse ser bem lucrativo. 

- Temos uma promessa de sangue, Kai. Então eu só teria que te matar se não a cumprisse. E quanto a parte de vender... Você pode não acreditar, mas não vou fazer isso.

Ela não soube por quanto tempo ficaram em silêncio, apenas ouvindo a respiração um do outro e os ruídos subterrâneos.

Mas, de repente, Kai abriu os olhos e revelou:

- Não quero me desfazer da conexão.

- O quê?! – pensou não ter ouvido direito. Porém o alfa apenas continuou impassível. – Mas... Kai, se somente a nossa aproximação é proibida, imagina se souberem que uma conexão interespécie foi possível?

- Realmente acredita que eles já não saibam dessa possibilidade?

Ela pendeu a cabeça, indecisa. Kai levantou o olhar, a encarando através dos olhos cinzentos:

- Você também não quer se desfazer da conexão.

Rosalie ficou boquiaberta, e emendou rápido:

- Claro que quero! Isso é... proibido, é nossa sentença de morte. E...

- Sim, é tudo o que está dizendo.

A concordância do alfa a surpreendeu tanto que ela se calou, umedecendo os lábios enquanto ganhava tempo para pensar em alguma resposta. E quando nada veio na ponta da língua, arregalou os olhos.

Ela queria a conexão deles?

Não. Lógico que Kai havia colocado palavras em sua boca. Afinal, por que iria querer algo que a mataria? Ok. Tinha uma atração por perigo e adrenalina, a conexão era rara - senão impossível -, e saber que o tempo todo estava falando com um lobo porque o ouvia em sua mente, e podiam compartilhar memórias e sentimentos, e...

Rosalie fechou os olhos com força, murmurando um palavrão nada bonito.

- Tá bom. Talvez, bem lá no fundo, eu saiba que a conexão é ''especial''. – fez aspas no ar. - Mas isso não muda o fato de que pode nos matar.

O lobo pendeu a cabeça, e respondeu:

- Nossa sentença de morte foi assinada naquela luta no centro de Morretes, Rosalie.

Ela meneou a cabeça seguida vezes.

- Não... – afastou um mexa avermelhada que caiu sobre os olhos – Eu só salvei você.

- Na verdade, quem te salvou foi eu. 

Ela uniu as sobrancelhas.

- Você me lançou do segundo andar!

- E logo depois te peguei e aterrissamos em total segurança na rua.

Soltou um riso de escárnio.

- Total segurança?! A mochila que estava comigo voou do meu corpo!

- E quando foi pegar, eu tive que me jogar na sua frente para você não ser atingida por uma flecha que a mataria. – o lobo grunhiu – Eu merecia um obrigado.

Ela bufou, revirando os olhos.

- Não muda o fato de que também te salvei.

Ele grunhiu, e pelo laço mental, concluiu:

- Não importa. Porque todos perceberam que nossa ajuda mútua significa que somos aliados.

– Temos um trato.– o corrigiu. - Não sou sua aliada.

- É uma teimosa, isso sim. – a voz do alfa engrossou ainda mais. Rosalie sentiu uma pitada de divertimento pela irritação dele. - Se você não fosse atrás daquela mochila, ninguém saberia da nossa parceria e eu não seria envenenado.

Fez uma careta, se recusando a admitir que ele estava certo:

- O que está feito, está feito. Eu não faria diferente. - Ela deu de ombros – Agora somos parceiros...de crime.

As orelhas de Kai se dobraram, lhe dando uma aparência fofa.

- Eu não sou criminoso.

- Verdade. Acho que está mais para... sadomasoquista. – se referiu ao fato dele estar se exilando como autopunição.

Ela segurou um riso, limpando o sangue seco de lobisomens que estava debaixo das unhas. O lobo rugiu em resposta, dizendo:

- Você não é normal, Rosalie.

- Só você que é normal, Malakai Arsov. – afirmou com um sorrisinho nos lábios. E jogou verde, falando com uma voz fantasmagórica – O alfa dos alfas que fala com fantasmas.

Surpreso, os olhos do lobo se arregalaram brevemente, antes que respondesse:

- Não é um fantasma.

- Então o que é? Um encosto? – exigiu saber, as sobrancelhas arqueadas. A curiosidade em saber sobre o powerghost ondulava no âmago. – Você nunca parecia muito relaxado na presença dele ou dela.

Ela ainda se lembrava dos ''fica quieto'', ''agora não, e ''cala boca, que Kai murmurara diversas vezes.

- Não deixa de ser. – o alfa afirmou com pesar. – É Warren Arsov. Meu irmão.

Rosalie engoliu em seco. Os flashes de memória chuviscando diante dos olhos. Warren, ou apenas Ren, era o lobisomem que Malakai matara. A mesma morte que era um peso nas costas dele. O motivo de ter deixado tudo para trás e se exilar. 

Entre eles, a ponte estremeceu. Rosalie fechou os olhos quando um bálsamo de dor recaiu sobre ela, da mesma maneira que as tripas do irmão escorreram pelas patas do lobo e se espalharam pelo chão da arena.

Uma dor profunda, misturada com raiva, ódio e vergonha.

- Sinto muito. – se ouviu dizendo, piscando os olhos que ameaçavam se marejar. O alfa desviou o olhar para o túnel.

O pesar que o alfa carregava no peito era tão grande e profundo, que Rosalie pareceu até ter respirado com mais dificuldade.

- Ele sabia o estava acontecendo entre nós antes mesmo que eu soubesse.  – o ouviu soltar através do laço. – Ren deve saber muito mais... Mas desde que a conexão se solidificou, ele desapareceu.

Rosie tentou não perguntar, mas acabou sucumbindo à curiosidade:

- Como é esse poder? 

Talvez não fosse o momento certo para uma indagação como aquela. Mas ela tinha quase certeza que Malakai era a única criatura com aquele poder em milênios.

Certa vez, quando se esgueirara para dentro do dormitório de Julian - o rei assassinado que a protegia em troca de seus serviços como mercenária -  à procura do livro de registros de nascimentos da Corte, Rosalie encontrara um fichamento de todos os poderes e seu respectivos donos em todas as cortes vampíricas. 

E na parte sobre o powerghost, não havia ninguém desde o século XVII. O último vampiro, era uma fêmea da qual não se lembrava o nome, mas que lhe chamara atenção por ter o sobrenome Ivanov.

Aliás, foi nesse livro-catálogo que ela soubera que o olho esquerdo de Dom - seu ex - , escondido por um tapa olho de couro, na realidade significava que ele era detentor do dom da verdade, e não um deficiente que de vez em quando encarava os outros com um olhar azul claro tão límpido, que parecia transparente. 

Inclusive, havia uma parte pregada com um clipe destinada aos meios vampiros. Nela, seu nome jazia entre Rowan Mcgood e Ramires Estevam. Esses dois últimos tinham uma espécie derivada do powermind – poder mental -. O que devia ser impossível para um meio sangue.

Porém, ao lado do nome dela, um travessão estava posicionado na parte destinada aos poderes. O que confirmava o que já sabia: não tinha nenhum poder. 

Naquele dia mais tarde, soubera que o livro de registros que procurava, ficava a cargo do mão do Rei, homem que fora misteriosamente queimado em sua residência com todos os registros da Corte Norte três dias depois. 

Rosalie sacudiu levemente a cabeça, se lembrando do assunto com Malakai, que a observava como uma estátua. Ela pigarreou e concluiu sobre o poder:

– Deve ser bom saber que jamais perderemos um ente querido porque ele continua junto de nós.

- É uma maldição. – ele disse sem pestanejar. – A aparição de Ren me lembra de que eu o matei, e ele... nunca foi alguém fácil de se lidar.

Rosalie baixou o olhar. De certo, pensando por aquele lado, deveria ser muito difícil. 

O mesmo que ser assombrado para todo o sempre.

- Rosie. – ele a chamou. – Como sabe desse poder?

- Raviel Montgomery. - A face do amigo veio na mente dela, como um acalento de saudade. – É um amigo, mentor, às vezes pai... enfim. Ele me ensinou tudo o que sei da vida.

O lobo piscou, observando-a.

- Ele quem a criou. – Kai disse, e Rosalie soube que ele havia se recordado das memórias que haviam compartilhado.

Ela acenou a cabeça afirmativamente, com o coração repleto de gratidão. E sem se dar conta, se viu dizendo:

- Ravi me encontrou quando revirava cabanas e casas à procura de sobreviventes, depois de uma batalha que acontecera em um acampamento de vampiros perto da fronteira do México com os Estados Unidos. Eu tinha cinco anos... – ela piscou os olhos marejados, o rosto da mãe, uma fêmea de cabelos castanhos avermelhados e pele pálida, perpassou pela mente dela como um borrão.

- Você é parecida com ela. – o alfa murmurou pelo laço. Rosalie engoliu em seco, desejando que aquelas memórias fossem goelas abaixo. – Se serve de alguma coisa... acredito que ela não queria te deixar.

- Mas eu fui abandonada do mesmo jeito. – ralhou, odiando como a mágoa transpareceu na voz. Ela suspirou. – É só que... deixa pra lá. Nada do que já passou importa. Na verdade, a única coisa que me lembro do meu passado é o momento que ela me deixou. Mais nada. Nem sei se eu tinha um nome...

Uma das orelhas pontudas do lobo se dobraram, quando ele pendeu a cabeça e disse:

- Compreendo.

E aquela única palavra, que deveria ser pouco em comparação a tudo o que revelou, bastava. Fazia tempo que desabafava ou conversava de verdade com alguém que não fosse Raviel. 

- Por que ''Rosalie''? – ele indagou sobre seu nome, a fitando nos olhos.

Ela deu de ombros, explicando:

- Ravi disse que a casa onde eu estava tinha sido queimada e ainda cheirava a cinzas e carbono. Ele não entraria senão fosse a rosa vermelha intacta que tinha em frente da porta quebrada. – murmurou com a voz baixa. – Então ele me chamou de Rosalie, em homenagem a essa flor vulnerável, mas que como eu, de alguma maneira sobreviveu ao incêndio do acampamento. Já o sobrenome foi eu quem escolhi, como todos os meios vampiros costumam fazer.

Como não tinham linhagem certa ou reconhecida perante as cortes vampiras, os meio-sangues se autodenominavam. E ela escolhera Armstrong porque, como não tinha nenhum poder ou nada de significante, queria ser conhecida por sua força e capacidade de nunca desistir. 

Sempre aguentaria tudo com seus braços fortes.

Malakai continuou calado, parecendo absorver tudo o que dissera. Depois, sua voz ecoou pelo laço mental:

- Você não é o que eu esperava, Rosalie.

Ela arqueou uma das sobrancelhas, soltando uma risada sem graça.

- E o que esperava?

- Um história sem importância sobre alguém sem importância.

- É exatamente o que escutou de mim.

Porque, para espécie dela, não importava sua origem ou história, somente o que era: uma meia vampira. E só isso era o bastante para viver renegada.

Como dissera um aristocrata da Corte Norte, em um dos bailes de Julian: ela nem deveria existir.

Um focinho gelado encostou na mão dela, a fazendo levantar o olhar. O alfa a fitou através de seus olhos, como se de alguma forma, pudesse ver quem era de verdade. Um incógnita até pra si.

- Você é fascinante, Rosalie.

- O...quê?! - A meia vampira piscou, atordoada.

Como se não houvesse dito nada demais, Kai cruzou as patas da frente, deitando a cabeça novamente sobre elas.

- Mas...

– Agora tente descansar. Pelo jeito, andaremos por muito tempo. E meus instintos me dizem que esse lugar não é seguro. 

Sem se recuperar da revelação do alfa, Rosie praguejou mentalmente. Mas ainda assim, fez um esforço para relaxar as costas e deitar perto dele.

Foi quando algo espetou sua lombar que se lembrou do livro enfiado no cós traseiro da calça, embaixo da jaqueta de couro e da blusa fina que usava.

Rosalie se sentou novamente, retirando-o com cuidado. Graças a visão sobrenatural, o título em alto relevo foi facilmente lido apesar do breu dos tunéis: El conto de La bestia.

- Mofo. - ele farejou o livro, identificando o cheiro que havia sentido antes.

Rosie mordeu os lábios, apreensiva. Seus dedos formigaram quando perpassaram pela capa de couro. Porém, quando foi abrir, uma pergunta a sobressaltou:

- Onde encontrou isso?! – Malakai se sentou repentinamente. Rosalie fechou o livro às pressas, fazendo uma lufada de ar e poeira encontrar o seu rosto.

- Ah... na sua mochila. Aquela que voou das minhas costas quando você me lançou do segundo andar. – disse de forma acusatória, mas o olhar dele estava tão compenetrado naquele emaranhado de folhas poeirentas, que a assustou. – Está tudo bem?

- Acho que já sei o que Ren roubou do meu pai. 



Oiii minha gente! É, acho que não consegui cumprir a promessa de capítulos menores rs Mas vou continuar tentando. 

Nesse, temos muuuuitas informações, e só não vou falar mais (tô me segurando real kkk), porque senão vocês descobrem tudo. 

Já tem gente até fazendo teorias... kkkk e aí, você já tem alguma? Me conta! 

Podem comentar a vontade, e claro, não se esqueçam da estrelinha que ajuda muito para que outros leitores encontrem essa história. 

Beijos e até a próxima! <3 

Não está revisado.

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