13° cap: Eu não vou voltar❄
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Três meses se passaram após a morte do Jackson. Jimin ainda se encontra em coma, mas ele estava tendo todos os cuidados necessários, a senhora Milley havia contratado os melhores médicos para cuidar do seu único sobrinho. Jimin havia herdado uma grande fortuna do seu avô que a anos estava procurando por ele, mas infelizmente não chegou a conhecê-lo pois o senhor Park faleceu a um ano atrás.
Naquela mesma manhã os médicos haviam chamado a senhora Milley para conversar, eles disseram que já não tinham mais esperança que o loiro pudesse acordar e se caso ele acordasse iria ter sequelas graves.
- Meu Deus, por que tem que ser assim? A tanto tempo eu o procurava por ele, e quando eu o encontro essa tragédia acontece. - Se perguntava a senhora Park.
Ela estava procurando pelo paradeiro do seu único sobrinho a tanto tempo e não sabia por onde ele andava, seu pai antes de morrer implorou a ela para que não desistisse de procurá-lo.
E ver seu sobrinho nesse estado a fez ficar com mais raiva, então ela começou a culpar os amigos do loiro.
Então ela proibiu a entrada do Team em sua casa. Mas o moreno bateu o pé e a enfrentou dizendo que ela não podia proibi-lo de ver seu amigo. Mas ela não deu ouvidos e muito menos voltou atrás.
Team, havia se mudado para Seul para ficar perto do loiro, mesmo as coisas estando difíceis ele não pensou duas vezes e transferiu seu escritório para cá, sempre manteve contato com os amigos que ficaram em Busan. Naquela mesma manhã Jungkook ligou para ele avisando que o irmão do Yoongi havia falecido. Team, se sentiu mal pois como iria contar aos amigos e principalmente para o Yoongi que a tia do Jimin havia proibido a sua ida a casa dela.
Então o moreno decidiu não contar nada por enquanto, mas só ele sabe o quanto estava triste e desesperado por dentro. Ligou pela décima vez para a senhora Park e deu graças a deus por ela ter atendido.
| Oi senhora Park boa tarde, por favor não desligue, eu preciso saber como o Ji está?
| Boa tarde, meu sobrinho se encontra no mesmo estado e para piorar os médicos não me deram mais esperança que ele possa acordar.
| Por favor, eu só peço que permita as minhas visitas a ele.
| Irei pensar, mas no momento eu não quero que venha a minha casa, pois toda vez que eu olho pra você fico com raiva pois ele estava com você quando tudo aconteceu, e você não fez nada. - Milley falou em um tom firme mas estava chateada por não poder fazer nada para mudar.
| A senhora acha que se eu soubesse que isso fosse acontecer eu não teria evitado? Pois se pensou isso lamento informá-la que está erradíssima. Eu amo o Jimin mais do que a mim mesmo ele é como o meu irmão caçula ele não merecia estar passando por isso. Se eu pudesse, trocaria de lugar com ele.
| Preciso desligar o médico chegou, irei te deixar informado. - Milley desligou o celular.
Milley se assustou com o corre corre dos médicos em direção ao quarto do sobrinho, sentiu um medo enorme pois pensou o pior, não teve coragem de entrar então ela se encostou na parede esperando por notícias, mas tinha que estar preparada para uma notícia boa ou ruim.
- Senhora Milley! - Doutor Jack a chamou. - O jovem Park despertou, mas ele não se recorda de nada então sugiro que a senhora vá com muita calma, para não deixá-lo mais confuso.
Senhora Milley, ficou tão emocionada que começou a chorar, a empregada Clarice a vendo passar mal correu para pegar seus remédios para pressão.
Já mais calma, Milley entrou no quarto do sobrinho, ele estava dormindo, mas assim que ele escutou a porta se fechar ele abriu seus lindos olhos.
- Desculpe meu filho, eu não quis acordá-lo. Sei que tudo isso aqui é estranho pra você. Nossa, como você se parece com seu pai.
- Quem é a senhora? E onde eu estou? - Perguntou Jimin.
- Me chamo Milley sou irmã do seu pai!
- Isso não é verdade, meu pai nunca me falou que tinha uma irmã!
Mas o loiro ficou surpreso como ela se parecia com seu pai, a semelhança gritava.
- Não sei o motivo pelo qual ele não contou da minha existência, eu sou irmã gêmea dele, a tanto tempo eu venho procurando pelo paradeiro de vocês.
Jimin ficou calado analisando tudo o que havia acabado de escutar. Não entendia o porquê seu pai havia escondido isso dele.
- O que aconteceu? Porque eu não lembro de nada! A única coisa que eu lembro é que eu estava nos Estados Unidos. Como vim parar aqui? E porque eu não estou sentindo as minhas pernas?
- Calma filho, eu vou chamar o médico para examinar você.
Milley saiu do quarto do Jimin com um aperto no coração pois lembrou das palavras do médico, parou no meio do caminho, puxou a respiração. Milley disse ao médico que seu sobrinho não estava sentindo suas pernas. O olhar do doutor mudou, e isso fez ela sentir medo imaginando qual seria o diagnóstico.
Enquanto o médico entrou para examinar seu sobrinho, Milley resolveu ir para o jardim esperar por notícias. Ali longe de todos ela deixou suas lágrimas caírem, estava segurando a tanto tempo. Se culpava por não ter conseguido proteger seu único irmão.
Eram criança quando foram separados. Desde então seu pai nunca deixou de procurar o filho que sua ex-mulher naquela época vendeu para um casal de estrangeiro. Todas as vezes que ele descobria o paradeiro do casal eles se mudavam.
Passou muito tempo e o senhor Park não soube mais do seu filho, mas nunca perdeu a esperança de reencontrá-lo. O Senhor Park conseguiu vencer na vida construiu um grande império, ele contratou um dos melhores detetives para procurar seu filho, anos atrás o detetive encontrou o casal que havia comprado seu filho mas já era tarde eles haviam falecidos, mas nas correspondências havia cartas com o endereço do filho, quando descobriu que ele tinha um neto seu mundo encheu de alegria e esperanças.
Milley e seu pai foram até o endereço que o detetive havia lhe dado, mas ao chegar lá tiveram a triste notícia que o filho havia morrido em um acidente de carro com sua esposa, e que só havia sobrevivido Jimin. O Senhor Park caiu em depressão, ficou internado e muito doente, pediu a Milley que continuasse a procurar Jimin. E assim ela fez.
Ela já não tinha mais esperança em encontrar o sobrinho. Porém tudo mudou quando o celular dela tocou e o detetive deu a ela a grande notícia de que ele havia encontrado seu sobrinho. Seu mundo desabou quando soube que Jimin havia sofrido um grave acidente e que se encontrava em coma, não pensou duas vezes e embarcou com um grupo com os melhores médicos para o hospital em Busan.
- Senhora Park! - A voz do doutor Jack a trouxe de volta de suas lembranças.
- Então doutor, como ele está?
- Bem senhora Park, seu sobrinho precisa fazer vários exames clínicos, não posso confirmar nada, mas ele apresenta um quadro delicado. Sua coluna sofreu uma lesão e para completar ele apresenta uma perda de memória, não sabemos se ele irá se recordar do que aconteceu.
- Não seja por isso vamos levar ele hoje mesmo para fazer esses exames. - Milley falou firme.
- Sugiro que façamos isso amanhã, é melhor deixarmos ele se recuperar direito.
- Tudo bem Jack, você pode me indicar o melhor médico.
- É claro, irei fazer isso, senhora Milley.
O médico se retirou, Milley sentou e tirou o seu celular do bolso e discou o número do Team, bem ela pensou que talvez o amigo pudesse ajudar o seu sobrinho.
| Oi senhora Park aconteceu alguma coisa? Como o Jimin está?
| Team Jimin acordou, porém ele não se recorda de exatamente nada. Só liguei porque acho que sua presença vai fazer bem para ele pois entre todos nós aqui você é o único que não é estranho para ele.
| Eu não poderia receber notícia melhor, estou indo pra ir agora mesmo.
| Aguardo você.
Depois que falou o Team, Milley ligou para o advogado que ficou em Busan a frente do caso do sobrinho, senhora Park está com tanta raiva pelo o que aconteceu que ordenou para o advogado transformar a vida dos dois culpados em um inferno. Hoje era a audiência deles. Porém se depender dela, Wanessa e Marcos vão comer o pão que o diabo amassou.
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Park Jimin.
Acordei, e senti um medo enorme, tudo estava girando e para piorar aquele entre e sai de pessoas estranhas vestidas de branco me deixava apavorado.
Será que eu morri? - Me perguntei.
Meu coração começou a bater acelerado, senti uma pontada no peito, as vozes das pessoas estranhas pareciam estar longe, mesmo elas estando ao meu lado.
Porque será que eu não me lembro de nada do que aconteceu? E como eu vim parar aqui? - Eu me fiz essas e outras perguntas.
- Peter vá chamar a senhora Milley. - Disse o médico mais velho olhei para o nome que estava em seu jaleco.
- Por favor, doutor Jack, pode me dizer o que está acontecendo? - Perguntei meio confuso.
- Calma filho, a senhora Milley irá explicar tudo, mas por favor só não se mexa.
O médico caminhou até mim e aplicou alguma coisa no meu braço, o líquido foi passando pelas minhas veias me fazendo ficar sonolento.
Não sei por quantas horas eu dormir mas me espantei com a porta do quarto sendo fechada, uma senhora muito elegante estava parada em minha frente , ao olhar para ela sentir uma grande vontade de chorar e ao mesmo tempo de abraçá-la, pois a semelhança dela com meu pai gritava era como se eu estivesse vendo ele bem aqui em minha frente.
Como isso é possível?
Meu mundo virou de cabeça para baixo quando ela me disse que era irmã gêmea do meu pai.
Como assim? Isso é mentira, meu pai jamais iria esconder isso de mim, ou iria? Fiquei olhando sem acreditar. Tentei me mexer, mas senti muita dor na minha coluna.
- O que aconteceu? Porque eu não lembro de nada! A única coisa que eu lembro é que eu estava nos Estados Unidos. Como vim parar aqui? E porque eu não estou sentindo as minhas pernas? - Eu vi a tristeza e o desespero nos olhos azuis dela. Milley me pediu para me acalmar pois eu estava nervoso demais.
Porque Team não está aqui? Será que ele me abandonou também? Será que ele se cansou de mim? Tudo estava estranho, senti um vazio no peito. - Eu perguntava a mim mesmo.
O médico passou pela porta com mais dois enfermeiros e veio até minha cama.
- Senhor Park iremos fazer alguns exames. - Apenas acenei com minha cabeça.
Um dos enfermeiros tirou minhas meias enquanto o outro anotava tudo o que o doutor Jack falava.
- Aqui doutor. - O enfermeiro alto de cabelos pretos deu ao doutor Jack uma agulha fina.
- Jimin mexa o seu dedo do pé para mim, por favor. - Pediu o doutor Jack.
O médico olhou para meu pé e não viu nenhum movimento, e logo em seguida olhou para um dos enfermeiros e acenou com a cabeça.
- Agora vou tocar a ponta do seu dedo com essa pequena agulha você me diz se está sentindo. - Apenas balancei minha cabeça confirmando que havia entendido
O médico começou a tocar meu dedo mas eu não sentia nada, era como se ele estivesse dormente. Doutor Jack olhou para o seu auxiliar e apenas balançou a cabeça, ao ver ele fazer isso um nó se formou em minha garganta eu queria chorar mais algo dentro de mim não permitia. Era como se eu fosse outra pessoa, o doutor parou de fazer os toques e chamou minha atenção.
- Jimin, seu caso é delicado. - Nem deixei ele terminar de falar e o interrompi.
- Eu não irei mais andar doutor? - Perguntei, e a forma como ele me olhou me fez ficar sem palavras, mas eu não derramei uma única lágrima sequer.
- Não estou dizendo isso. Mas você sofreu uma lesão em sua coluna, mas iremos fazer outros exames mais específicos, você é jovem não pode perder as esperanças.
- Me deixe sozinho, doutor! - Virei meu rosto para o lado e fiquei olhando para a parte de fora do quarto. Estava com raiva de mim mesmo.
O que eu fiz para merecer tudo isso? Por que todos que eu amo tem que ir embora? Team, me abandonou e eu esperava de qualquer um menos dele. Um sentimento de amargura estava crescendo por dentro me fazendo ficar com ódio do mundo.
Fiz bem eu não ter voltado para Busan assim eu não sofro mais por ninguém, espero não recuperar mais a memória.
Quem vai querer ficar com um invalido como eu?
Deus, porque as coisas tem que ser assim? Porque eu?
Eu queria uma resposta, eu queria entender o porquê de tudo isso. Olhei para a mesinha de canto e vi um porta retrato com duas crianças ao lado de um senhor muito bonito, levei minha mão para pegá-lo e fiquei olhando para a foto.
Não entendo o porquê meu pai nunca me contou que ele tinha uma irmã e por cima gêmea. Minha cabeça estava tão confusa. Me assustei com as batidas na porta chamando minha atenção.
- Jimin! - Olhei para a senhora Milley. - Antes de qualquer coisa preciso te contar uma coisa. - Continuei olhando firme para ela. - Mas antes de começar vou pegar uma coisa para te mostrar! - Milley saiu do meu quarto e não demorou para ela voltar com uma caixa na cor vermelha toda sorridente.
Milley sentou-se ao meu lado, e sorriu para mim, nossa é como se eu estivesse vendo meu pai aqui na minha frente sorrindo para mim.
- Eu guardei isso para te dar no dia em que eu te encontrasse. - Milley falou já com lágrimas nos olhos, peguei a caixa de sua mão e abri ela. Era um álbum de fotografia.
- Sei que deve está pensando o porquê só apareci agora!
Nada falei, apenas fiquei olhando para ela.
- Éramos muito crianças quando eu e seu pai perdemos nossa mãe, vivíamos no interior mas éramos muito felizes. Song seu avô conheceu uma mulher que naquela época para nós ela era como a madrasta má dos contos de fada.
- Sofremos muito nas mãos dela, por mais que falássemos para nosso pai ele não acreditava em nós e sim nela. Em uma noite nosso pai havia ido para a cidade arrumar as coisas para vender na feira. Samilly chegou em um carro com um casal, ela estava completamente bebida. Eu estava fazendo janta para que quando o papai chegasse tivesse algo para ele comer. - Milley fez uma pausa porque as lágrimas estavam dificultando ela continuar.
- "Maninho" - Milley sorriu! - Sabe era assim que eu chamava seu pai., Jimin. Ele estava brincando na sala com um carrinho de madeira. Samilly gritou por mim no quarto, assim que entrei ela me trancou e escutei o grito do meu maninho pedindo ajuda. Não sei como, mas eu consegui abrir a janela e pular, mas já era tarde o carro que estava levando meu irmão já ia longe, eu corri atrás para tentar alcançar, mas eu.....
- Me desculpe Jimin por não ter conseguido salvar seu pai. - Milley chorava tanto que fez meu peito doer.
- Você não tem o porque me pedir desculpa, você era apenas uma criança o que poderia fazer naquela época. - Respondi.
- E para completar, Samilly me deu uma surra que eu fiquei desacordada. Acordei com meu pai me sacudindo perguntando o que tinha acontecido. Ao saber de tudo, papai ficou feito um louco caçando pelo paradeiro da Samilly e do casal que havia comprado o maninho.
- Seu avô jurou a mim que iria achar Park-Hoo, e assim ele fez. Seu avô nunca desistiu de procurar por vocês e nem eu. Todas as pistas que conseguimos eram falsas. A última que tivemos foi da cidade onde você e seus pais moravam, nós fomos até lá mas já era tarde a tragédia havia acontecido.
- Depois da notícia que seu pai havia morrido no acidente de carro seu avô caiu em uma depressão e ficou muito doente e acabou não resistindo mas antes dele partir ele me fez prometer que eu não iria parar de procurar por você meu filho. - Milley pegou em meu rosto e fez um carinho em minha bochecha.
- Eu te encontrei filho, e te garanto que não vou mais te perder. As pessoas que fizeram isso com você vão pagar, eu juro.
- E quem fez isso comigo, Milley? - Perguntei já sentindo meu coração disparar.
Fomos interrompidos com batidas na porta.
- Senhora Park sua visita chegou!
- Peça que entre.
- Sim senhora.
- Jimin tem alguém aqui que deseja vê-lo.
- Eu não quero ver ninguém! - Respondi alterado, eu não queria que ninguém me visse assim e muito menos me olhasse com pena.
- Nem eu? - Perguntou Team ao abrir a porta, não falei nada mais meu coração parecia que iria sair pulando pelo quarto.
- Irei deixar vocês a vontade, qualquer coisa é só chamar.
Antes de sair, Milley depositou um beijo em minha testa, sua atitude me fez sentir vontade de chorar pois me fez sentir falta da minha mãe, eu já havia aprendido a conviver com a ausência dela, mas ter Milley por perto me fez sentir um amor materno. A porta foi fechada e Team correu até minha cama e me abraçou tão apertado e começou a chorar feito uma criança.
- Ei eu estou bem! Você está me deixando sem ar.
- Cala a boca Jimin me deixa ficar aqui. - Sorri. - Você quer me matar de saudade é Jimin.
- Team! - O tom da minha voz o fez soltar o abraço e olhar em meus olhos.
- Diga Ji o que quer saber.
- O que aconteceu? Como eu vim parar aqui? Ninguém sabe me informar.
- Ji, a Wanessa e o Marcos foram eles que fizeram isso com você.
- Espera aí, quem são esses dois? - Team me olhou sério.
- Você não lembra? - Balancei minha cabeça dizendo que não.
Ao me contar toda a história, a minha cabeça ficou confusa mesmo.
- Team quero te pedir um favor.
- Diga o que queres que eu faça.
- Quero que não fale que eu saí do coma para os meus amigos.
- Porque Jimin? Eles estão sofrendo com tudo isso que aconteceu com você. Principalmente Yoongi.
- Eu não quero que ninguém me olhe com pena, pois eu não tenho mais esperança que vou voltar a andar.
- Você vai sim, eu sei que vai Ji.
Ficamos conversando por um bom tempo, passar o tempo ao lado do Team me fez esquecer um pouco o que aconteceu comigo.
Já sozinho no meu quarto, eu tentava de todas as formas recordar. Um nó se fez em minha garganta ao lembrar que Jackson deu sua vida para salvar a minha, lembranças e momentos que eu vivi ao lado dele estavam mais presentes do que nunca.
É tão estranho saber que Jackson não está mais presente, e pior é que eu nem pude agradecer pelo o que ele fez. Tá certo que não deu certo para continuarmos, mas eu jamais iria desejar a morte de alguém. - Joguei o copo de vidro contra a parede com raiva. Estava com raiva por não lembrar e por ter deixado isso acontecer.
Sei que o pedido que eu fiz ao Team foi egoísta, eu não me importo eu só não quero levar mais sofrimento para meus amigos, é bom que eles pensem que eu tô em coma ou que eu morri mesmo.
Passaram três semanas e tudo estava do mesmo jeito. Eu me encontro preso nessa cama, a minha aproximação com Milley tá cada vez melhor. Ela me disse que nós temos uma casa no campo muito linda, talvez o contato com a natureza possa me fazer bem, então ela disse que esse final de semana iríamos para lá. A equipe de médicos estava preparando tudo, eu disse a ela que não precisava, mas já viu né, ela é uma Park, difícil mudar de ideia então não iria adiantar em nada eu ficar batendo na mesma tecla. Eu convidei o Team, e prontamente ele deixou tudo o que tinha para fazer só para ficar ao meu lado.
De dentro do carro eu ia olhando a paisagem magnífica, tudo era lindo, abaixei a janela do carro e puxei o ar puro do campo. Sorri ao lembrar quando eu e meu pai inventamos de ir pescar.
- Papai eu não peguei nenhum peixe!
- Tenha paciência filho logo logo seu cesto vai está cheio.
Eu já estava cansado de esperar o peixe cair na minha isca, meu pai olhou para mim e sorriu.
- Jimin, se você continuar fazendo esse bico vai espantar todos os peixes.
- Papai eu não gosto de pesc-.
Parei de falar na mesma hora em que minha vara foi puxada com força me fazendo dar um passo para frente.
- Segura firme Jiji.
- É um peixão, papai ajuda-me.
Valeu apenas ficar horas debaixo daquele sol para pegar meu primeiro peixe. Ao voltarmos para casa de longe já dava para sentir o cheiro delicioso do bolo de coco da mamãe.
- Os homens da minha vida já voltaram? Como foi a pescaria?
- Aqui nosso jantar! - Disse papai ao entregar a cesta cheia de peixes para minha mãe.
Ao lembrar desse momento deixei uma lágrima cair, mas a limpei para que ninguém me visse frágil. Mas tenho certeza que meu amigo notou. Se eu pudesse mudar meu destino teria feito de tudo para ter morrido junto com eles.
- Chegamos! - Disse Milley.
Logo de entrada havia um caminho lindo de girassol, o cheiro dos cavalos no pasto invadiram minhas narinas, tudo diferente e gostoso. Minha vontade nesse exato momento é de poder me levantar dessa cadeira de rodas e sair correndo para montar.
Ao sair do carro, Team me colocou na cadeira de rodas e eu pedi para ele me levar até uma árvore grande que ficava perto do pasto onde os cavalos estavam sendo treinados.
- Ji eu tenho uma coisa para te dar. - Disse Team já levando sua mão até o bolso do seu casaco. - Pegue eu vou te deixar sozinho mas depois eu venho pegar você. - Team me entregou meu celular.
Senti um aperto no peito ao ver os vídeos que os meninos faziam e me mandavam todos os dias mesmo sem terem resposta. Mas entre tantas conversas ali eu não sei por qual motivo mais senti meu coração acelerar ao ver que tinha várias mensagens do Yoongi.
- Oi Jimin meu amor, não sei como vai ser quando você acordar mas quero que saiba. Que eu te esperarei mesmo que passe toda a minha vida eu não me importo. Eu te amo e vou está aqui te esperando, em frente aquela praia onde nos conhecemos, acho que você lembra. Espero que me perdoe por não ter me declarado a anos lá atrás, mas eu tive medo. Bem eu sei que eu fui um fraco.
- Oi, sou eu novamente, tá na hora de acordar meu belo adormecido.
- Jimin, hoje estou arrasado, meu irmão por parte de mãe faleceu, ele não merecia passar por isso. O mundo é tão injusto. Porque pessoas boas têm que partir?
Ao ler as mensagens do Yoongi comecei a sentir dores muito profundas na minha cabeça era como se ela fosse explodir.
Eu não vou voltar! Eu não vou atrasar a vida do Yoongi, ele merece ser feliz ao lado de alguém que seja bom para ele, e esse alguém não sou eu.
Horas depois a Team veio me pegar, eu nada falei e ele também não perguntou nada, fingi que estava tudo normal bem eu sou muito bom em disfarçar. A noite chegou e estava frio. Team me ajudou a me agasalhar adequadamente e ficamos ali olhando para a pequena fogueira. Os peões tocavam e cantavam músicas das quais eu não entendia mais o som era gostoso de escutar.
A noite passada não senti dor e consegui dormir melhor, porém acordei com as mensagens do Yoongi na minha cabeça. Eu queria muito lembrar para eu me entender melhor. Porque eu não sei realmente quem sou eu. De repente começou a trovejar, minhas mãos começaram a tremer, minha respiração começou a ficar pesada, eu puxava ela com bastante dificuldade parecia que as minhas vias nasais estavam entupidas. Tentei pedir ajuda mas minha voz não saía.
A chuva começou a cair fortemente e tudo piorava. Os trovões ficaram mais altos, meu coração disparou no instante que tudo clareou dentro do quarto. Tentei me arrastar na cama mais quem diz que eu consegui, eu poderia jurar que eu morreria aqui mesmo devido a falta de ar, minha vista foi ficando embaçada, eu sorri porque eu estava vendo meus pais em minha frente. Então ergui minha mão em direção a eles.
- Socorro, chamem o doutor Jack.
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Min Yoongi.
A ausência do Jimin está acabando comigo por dentro. Uma coisa é ter ele aqui perto de mim mesmo que esteja dormindo, a outra é ele ter sido levado para longe sob cuidado de estranhos.
É estranho que durante todos esses anos nunca ninguém sequer apareceu à procura dele, e assim do nada me aparece uma tia. Jimin nunca falou que tinha parente.
Hoje foi o enterro do meu irmão David, eu queria ter conhecido ele antes de tudo isso. Durante esses três meses que convivemos juntos aprendi muita coisa com ele. Só questiono uma coisa Deus. Porque as pessoas boas o senhor tira de mim? Eu não sou um bom filho? Eu só mereço sofrer e perder quem eu amo? Me responde Deus!
Estava tão irritado e para completar essa droga de ansiedade está querendo me matar. Será que eu estou ficando louco?
Depois do enterro me despedir do senhor Davi, ele é um bom homem merece ser feliz porém foi enganado durante todos esses anos pela esposa justo a mesma que me abandonou quando criança. Já estava no aeroporto embarcando para Busan, olhei novamente para ver se havia alguma notícia do Team pois já faz alguns dias que não nos falamos.
Bem assim que o Jimin foi transferido para Seul ele decidiu ir atrás não queria ficar longe do nosso pequeno eu também queria ir porém ele e Jungkook me convenceram em ficar mesmo contra a minha vontade. Eu sei que eu poderia ir, mas no momento meu irmão tá precisando muito de mim.
Ao chegar em Busan Hoseok estava me esperando. Hoseok se culpa por ter tratado o Jimin mal quando ele chegou, bem não só ele, eu também me sinto um verdadeiro babaca. Depois que Team nos contou tudo o que o ji passou ficamos todos arrasados principalmente Hoseok.
Todos os dias quando o Jimin estava internado no hospital de Busan Hoseok ia ficar com ele.
Deus eu sei que nunca me abandonou mais por favor me traga o Jimin novamente, e se permitir pode me levar mais deixe ele.
- Chegamos! - A voz do Hoseok me fez voltar a realidade, abrir a porta do carro, desci e tirei as malas. - A noite venho aqui te pegar pra darmos uma volta e não me venha dizer que está cansado. - Disse Hoseok, eu nada falei apenas sorri.
Entrei e fui direto para meu quarto precisava tomar um banho e eu iria é claro ligar para Team para saber alguma notícia do Ji. Depois de tomar banho, me sento na beira da cama e ligo para ele, mas infelizmente estava fora de área, estranhei é claro. Mas eu nada podia fazer.
- Quer dizer, o senhor chega e não vem falar com seu irmão. - Disse Jungkook parado em frente a minha porta.
- Não faz muito tempo que cheguei e também você estava ocupado, eu não ia atrapalhar. Eu vou preparar algo pra comermos.
Antes do Jungkook sair eu perguntei se ele tinha notícias do Team pois eu não estava conseguindo falar com ele. Ele respondeu que havia falado com ele logo cedo.
- Há, Yoon hoje e a audiência do Marcos e da Wanessa você vai querer ir?
- Não! - Respondi seco. Primeiro eu não tenho estômago para olhar na cara do Marcos, eu quero mais é que eles paguem por tudo o que eles fizeram.
Três semanas se passaram, Wanessa pegou 25 anos e Marcos 20 anos de prisão, é minha gente logo logo eles vão está por aí andando entre a gente como se não estivessem cometido nada, essa é a bosta da justiça. Agora se fosse um pai de família que estivesse roubando um pacote de leite para alimentar seu filho esse teria pego prisão perpetua essa é a verdade.
Hoje o Team havia me ligado ele disse que tudo estava do mesmo jeito, mas pra ser sincero eu não sentia firmeza nas palavras dele. É como se ele estivesse escondendo algo, porém eu não insistir deve ser porque ele anda muito preocupado com as coisas no escritório.
Team é um amigo verdadeiro dificilmente de ser encontrado, não estou dizendo que não existe, garanto que existe mais são raros, e quando muitos encontram acabam perdendo por coisas tão bobas. Lembro que no início eu sentia raiva pois ele tinha atenção e o carinho do Jimin só pra ele. Mas com o tempo eu percebi que o amor que ele sente pelo ji é do mesmo jeito que eu sinto pelo Jungkook. Depois do acidente do Jimin Tae fechou um contrato com uma empresa no Canadá, Hoseok de quinze em quinze dias viaja para lá acompanhado.
Quem diria o Tae e o Hoseok, o Namjoon e o Seokjin, que mundinho é esse. Jungkook voltou a estudar e tá muito feliz, nossa como é tão gratificante ver ele feliz fazendo o que ele deixou lá atrás por causa de mim.
Jungkook é meu herói. Meu pai, meu porto seguro e principalmente meu amigo a pessoa que eu mais amo, o único que entre todos ali me defendeu e me deu amor desde o dia que eu cheguei na vida dos jeon's. Eu sou muito grato a ele, temos nossas desavenças mais aí me digam qual irmão que não tem, às vezes discordamos, brigamos mas não vivemos um longe do outro.
Eu valorizo o irmão que Deus me deu, e todos os amigos que permaneceram ao meu lado mesmo quando tudo estava desmoronando. Esses sim são amigos que eu vou levar para o resto da minha vida.
- Porra Yoongi você parece gay falando assim. - Sorri olhando o meu reflexo no espelho.
Troquei de roupa ao chegar na sala, ouço a campainha tocar, estava sozinho Jungkook tinha ido para a faculdade.
- Filho, por favor me ouça.
Acho que alguém aí de cima tá com marcação em mim, dá pra acreditar depois de quatro meses a mulher que me abandonou está aqui batendo na minha porta novamente.
- O que queres? Acho que já não temos nada pra falar um para o outro.
- Me deixe entrar por favor. - Dei passagem para ela entrar.
- Diga logo o que deseja senhora! - Fiquei em pé mesmo.
Ela começou a chorar, e eu não estava entendendo porra nenhuma.
- Yoongi eu descobri que tenho pouco tempo de vida. Eu não quero morrer sem antes ter o seu perdão.
- Eu não tenho nada pra perdoar. Sinto muito por tudo o que tens passado, mas se veio aqui atrás de ouvir eu chamar você de mãe, sinto muito pois minha mãe está morta ao lado do meu pai. Mas desejo sua saúde. Primeiro você tem que se perdoar por tudo o que fez e só assim terá paz. - Caminhei até ela e a abracei. - Fica bem!
- Obrigado filho.
Depois que ela saiu da minha casa lembrei das palavras do meu irmãos David, ele tem razão, eu não vou conseguir seguir em frente se eu estiver carregando esse rancor dentro de mim. Resolvi caminhar um pouco e esfriar a cabeça. Estacionei o carro em uma vaga que eu dei graças a Deus por ter, saí do carro e me alonguei.
- Parece que todo mundo resolveu caminhar hoje. - Comentei baixinho.
Havia bastante gente hoje na orla, eu já havia dado três voltas, estava suado e cansado, estava com sede, avistei uma barraquinha fui até lá comprar uma água de coco.
- Uma água de coco por favor! - O vendedor trouxe a água para mim, fiz o pagamento e sai só que ao olhar para o lado minha vista escureceu esfreguei meus olhos para ver se não era uma ilusão da minha cabeça.
- Jimin... - Gritei
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