Epílogo
Dias depois, Ed comandou uma ação ousada. Agora, ele e July estavam sentados num barranco, observando um gigantesco buraco fumegante. Newdawn flutuava sobre eles, pairando no ar numa altitude muito mais baixa do que o habitual. As grades do Calçadão foram arrancadas e de lá todas as armas, carros militares e outros utensílios bélicos comprados por Leonard eram jogados naquela vala rudimentar.
— Impressionante como tudo mudou tão rápido — Ed observou um carro pesado ser arremessado da cidade, caindo no buraco e sumindo em meio a lataria das armas que formavam pilhas aquecidas pelos propulsores da cidade.
— Sim, você conseguiu.
— Nós conseguimos.
— E agora somos iguais — July ergueu o punho esfaqueado por Max Williams. Ela não conseguiu se recuperar e sua mão teve que ser amputada para evitar uma infecção fatal. Agora em seu lugar havia uma mão robótica que combinava com o braço metálico de Ed em todos os aspectos.
Os últimos veículos despencaram e a cidade perdeu ainda mais altitude, agora pousando sobre o buraco no solo. Uma nuvem de poeira subiu nesse momento e os motores foram desligados. Newdawn nunca mais flutuaria.
July encarou Ed e observou sua melancolia, o vento bagunçando seus cabelos.
— O que foi? — Ela perguntou.
— Manifesto... Nunca vou me perdoar por ter deixado Leonard destruir aquela humilde cidade que nunca fez mal a ninguém.
— Pelo menos você aprendeu coisas legais lá, coisas que vão ajudar a melhorar a vida de muita gente.
— Sim — Ed concluiu — Comigo Manifesto nunca vai morrer. Eu te amo, July Harmond.
— Eu também te amo, Edmond Roberts.
Eles se aproximaram. July repousou a cabeça no ombro de Ed, e eles observaram sua casa agora em terra firme. Atrás deles, uma exuberante floresta se estendia além do horizonte.
Fim.
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