O casamento
"O tempo passou e eu sofri calado
Não deu pra tirar ela do pensamento
Eu ia dizer que estava apaixonado
Recebi o convite do seu casamento
Com letras douradas num papel bonito
Chorei de emoção quando acabei de ler
Num cantinho rabiscado no verso
Ela disse meu amor eu confesso
Estou casando mas o grande amor da minha vida é você"
Acordo sentindo algo molhado em contato com a minha bochecha, solto um gemido descontente por estar sendo acordado e provavelmente ainda é muito cedo. Me viro de bruços e enfio a cabeça debaixo do travesseiro expulsando o ser laranja de cima da cama. Como foi que esse gato entrou aqui? Me sento na cama percebendo que não vou conseguir voltar a dormir até que um pensamento me vem à cabeça. Hoje é o dia do casamento dele.
Começo a considerar a opção de passar o dia todo na cama. Fico pensando nessa ideia até que me pego encarando a gaveta em que eu coloquei o convite de Draco, antes que eu perceba já havia ido até ela e o pegado. Me sento para analisar aquele pedaço de papel que despedaçou meu coração. Esse convite é a cara da família Malfoy, o papel é simples e bonito claramente de qualidade impecável, com os nomes de Draco e Astória escritos em letras douradas claramente rindo da minha cara por eu ter sido tão burro por não ter dito o que eu sinto.
Após alguns minutos encarando o papel, lamentando minha vida injusta, viro o convite e reparo que no canto do verso tem algo rabiscado que claramente foi escrito às pressas e não era para estar ali.
"Harry, não posso fazer o que tenho que fazer sem tirar isso que guardo há tantos anos, preciso te confessar. Estou casando, mas o grande amor da minha vida é você e somente você. Eu te amo desde o dia que te conheci.''
Fiquei totalmente em choque olhando para aquilo. Passei os últimos minutos relendo, até me fazer acreditar que o que está escrito é real. Eu poderia reconhecer aquela caligrafia em qualquer lugar, não havia dúvidas de que foi Draco que escreveu. A realidade me bateu, meus olhos marejaram e não pude evitar que as lágrimas caíssem.
Durante todos esses anos, como nunca percebi que ele sentia o mesmo? Porque ele nunca disse nada antes? Se ele me ama, por que ele vai casar então? Ai Deus, será que é tarde demais para ir atrás dele? Merda, esquece os "se"! Ele precisa saber que eu sinto o mesmo.
O casamento é no horário do almoço, Draco já deve estar lá.
Droga, droga, droga por que eu não vi isso antes?
Em um momento de impulso decidi mandar uma mensagem para ele, após meia hora de uma espera interminável percebo que ele não vai olhar o celular, deve estar muito ocupado com os preparativos do casamento.
Ando de um lado para o outro pensando no que fazer, até que ouço alguém pigarrear. Noto um Sirius parado na minha porta, me olhando com uma cara de "moleque, surtou de vez" e foi exatamente isso que ele falou.
Me jogo na cama, solto um longo suspiro e enterro meu rosto nas minhas mãos. Sinto a cama afundar do meu lado, Sirius apenas coloca a mão nas minhas costas e fica ali fazendo carinho sem dizer nada. Entrego a carta para ele ver o bilhete de Draco e fico encarando o chão.
— É tarde demais — digo em tom de lamento.
— Nunca é tarde demais para dizer o que sente, filho.
— É claro que é. Ele vai casar mais ou menos daqui três horas! — digo, me virando pra olhar nos olhos de Sirius.
— Isso quer dizer que ele ainda não se casou e, se os sentimentos de vocês são mútuos, ele precisa saber. Você não acha que ele vai se sentir muito pior se descobrir isso daqui alguns anos e ver que ele não fez nada pra lutar por vocês?
— Mas ele vai casar — falo teimoso.
— Ele deve estar tentando seguir em frente, pelo que diz aqui, ele sempre gostou de você, mas você já deu algum sinal pra de que também gostava dele? De que valia a pena ir contra as crenças da família dele? De arriscar a amizade linda de vocês?
Silêncio. Eu não consigo responder isso, ele tem razão. Eu tive tanto medo de perder Draco, de não poder mais ser seu amigo, que nem sequer considerei o que ele sentia. Eu sou um idiota. Me jogo em Sirius, agarro sua blusa com força e agora já estou chorando como um bebê. Sirius apenas segue fazendo carinho na minha cabeça e falando palavras de apoio como "está tudo bem", "põe tudo que está sentindo pra fora". Até que consigo me recompor e falar.
— Eu não sei o que fazer, Sirius.
— Vá atrás dele.
— Mas você acha que ele vai querer me ver? Você disse que ele estava seguindo em frente e...
— Só vai saber quando falar com ele. Vá, filho, não espere até ser tarde demais. Você vai acabar se arrependendo. — ele diz se levantando, indo em direção a saída. Ele para e me olha, dando um sorriso consolador — Eu acredito que vai dar tudo certo — e sumiu pelo corredor.
Me levanto e troco de roupa decidido, eu vou falar com Draco. Nada e nem ninguém vai me impedir dessa vez.
...
Uma hora depois me encontro na casa de campo dos Grengrass, já não tão decidido assim. O casamento vai ser ao ar livre, tudo está decorado e praticamente pronto para cerimônia. Mesmo assim, têm várias pessoas andando de um lado pro outro, super concentrados em arrumar uma coisinha aqui e outra ali.
Entro na casa e me deparo com mais gente ocupada em deixar tudo milimetricamente perfeito. Olho ao redor em busca de Draco, mas aparentemente ele não está no primeiro andar, até que uma menina loira me vê e vem na minha direção
— Hey, você é o Harry, né? Que bom que veio, Draco vai ficar muito feliz! Ah, que indelicadeza minha, você não deve saber quem eu sou — deu uma risadinha — Eu me chamo Daphne, sou irmã da Astória. Bom, se está procurando o Draco, ele está lá em cima, terceira porta à esquerda. — ela diz num fôlego e eu fico meio sem saber o que responder primeiro.
Daphne parece ser muito animada e parece estar super ansiosa para esse casamento.
— Uhum...er, Obrigado, foi um prazer te conhecer... Daphne. Eu vou ver o Draco... Obrigado. — falo meio atrapalhado nas palavras.
— Okay, te vejo depois então — ela diz e sai em direção ao que acredito ser a cozinha.
Respiro fundo e subo em direção ao quarto que ela indicou. Nem acredito que eu vim mesmo, agora não tem mais volta, eu vou falar com ele!
Bato na porta, espero até ouvir um "entre". Era agora, meu coração está batendo muito rápido, minhas mãos estão suando frio e estou tremendo um pouco. Ainda dá tempo de desistir... Não! Afasto esse pensamento e finalmente entro.
Draco está parado de frente pro espelho, ajustando alguma coisa em seu terno, até que repara na minha presença. Vejo, pelo o reflexo do espelho, que seus olhos se arregalaram. No mesmo instante se recupera do susto e continua ajustando suas vestes.
— Chegou cedo.
Sua voz era cortante, senti um mau pressentimento quanto a isso.
— Sim. Precisamos conversar.
Ele finalmente se vira e me encara. Reparo que seu rosto está mais pálido, se é que isso é realmente possível. Sua expressão era de cansaço.
— Entra — Draco aponta um sofazinho que fica aos pés da cama.
Encosto a porta, em seguida, me encaminho até o Recamier e me sento meio incerto do que dizer a seguir.
Há alguns minutos atrás eu saberia exatamente o que iria falar, mas agora eu não tinha mais nada na minha cabeça, as palavras me escaparam, minhas mãos suavam.
— Você... — falamos em uníssono. Paramos no mesmo instante. Céus, eu não conseguia olhar para ele.
— Sobre o que quer conversar? — Draco indagou por fim.
Me levantei e fui em sua direção retirando a carta do meu bolso.
— Vim falar sobre isso. — disse lhe entregando o papel, mas ele não o pegou.
— Lhe mandei isso faz um mês, Potter.
— Eu sei. Mas...
— Esperei você vir falar comigo todos os dias desse último mês. Mas você não chegou nem perto de mim. E quando finalmente decide conversar, é no dia do meu casamento! — agora ele falava muito irritado — Não acha isso injusto?
— Draco, eu só vi isso hoje de manhã.
Ele ficou estático.
— O quê?
— Havia deixado o convite em uma gaveta. Ela estava esquecida até quando, hoje mais cedo, peguei de novo e acabei vendo o seu recado. Pode ter certeza que eu teria conversado com você antes se eu soubesse.
Draco tinha um olhar desconcertado. Ele estava com as mãos na cintura e respirava como se tivesse corrido uma maratona. Começou a andar de um lado para o outro, até que finalmente ele disse.
— Eu pensei... — virou-se em minha direção — pensei que estivesse me evitando por não ter gostado do que escrevi, que queria me manter longe.
Então eu finalmente compreendi o seu ponto. Óbvio que ele acharia isso. Draco enviou esse convite faz semanas, com certeza ele deve ter achado que eu tinha visto no primeiro dia. Merda. Todo esse tempo ele achava que eu o havia rejeitado.
— Por Deus, não! — passei a mão no cabelo em um gesto desesperado — Eu me arrependo amargamente por não ter visto o que você escreveu antes.
Me aproximei e mergulhei em seus olhos acinzentados.
— Eu gosto de você, meu Deus, eu gosto muito. Draco, eu sou totalmente louco por você, desde sempre. O dia que me disse que tinha começado a namorar foi um dos piores dias da minha vida. — me aproximei — Mas, eu ainda tinha esperança e havia decidido contar o que eu realmente sinto por você. Porém... acabo recebendo esse convite. — ergui a mão que estava com o papel — Fiquei destruído. Tinha perdido você de vez. E na verdade, eu nunca o tive.
— Harry...
— E então, vejo que escreveu isto... dizendo que me ama. Você me deu esperança de novo, de que podemos ficar finalmente juntos. Mas, acho que cheguei tarde demais, não é?
— Não é tarde demais — suspiro — Isso não é um casamento de verdade.
— Como assim?
— É um casamento arranjado, Harry.
Meus olhos se arregalaram. Agora me lembrei do Sirius falando dessa possibilidade, mas, eu nunca imaginei que o Draco compactuaria com isso.
— Você se lembra da festa do meu aniversário de 16 anos? — assenti, então ele continuou — Aquilo não era para comemorar meu aniversário. Era uma festa para reunir todas as minhas possíveis futuras esposas. — deu um sorriso irônico — Astória foi a escolhida, faz parte de uma das famílias mais bem sucedidas. Meu pai achou que eles ajudariam muito nos negócios da família.
— Eu não fazia ideia...
— E teve aquele dia... — ele deu um sorriso — que eu fui na sua casa e pedi que me ensinasse a beijar.
— Nunca poderia esquecer esse dia.
O loiro agora me olhava de uma forma intensa. É como se ele pudesse ver até o fundo da minha alma.
— Naquele dia teve um jantar para oficializar a união da família Malfoy e Greengrass. Não sabia se iria acontecer alguma coisa entre mim e Astória. Então, comecei a ficar desesperado porque eu nunca havia beijado ninguém.
— Por isso foi pedir a minha ajuda.
— Não, Harry. Fui atrás de você porque eu não queria que meu primeiro beijo fosse com ela — se aproximou de mim e começou a acariciar minha bochecha — Eu queria que meu primeiro beijo fosse com você.
Oh céus, como eu senti falta do seu toque. Suas palavras me deixaram fraco e sua aproximação não estava me ajudando. Eu o quero mais que tudo e saber que ele também me quer...
— Foge comigo.
Draco se afastou e franziu as sobrancelhas. Ele estava prestes a falar quando alguém bateu na porta. Sem esperar resposta, Astória entrou e olhou de Draco pra mim.
— Harry, Daphne me disse que você estava aqui — ela diz fechando a porta atrás de si.
Astória estava com o cabelo e a maquiagem feita, e usava um robe de seda rosa, praticamente pronta para o seu casamento que eu descaradamente estava tentando estragar.
— Er... eu... — tentei dizer, mas ela me cortou.
— Não precisa dizer nada, eu sei muito bem porque você está aqui. — ela me deu um olhar sério e eu só consegui abaixar o rosto sem dizer nada — O que você pretende fazer, Draco?
Astória olhava pra Draco intensamente, aguardando uma resposta que não parecia querer vir.
— Eu... Não sei — ele finalmente disse após algum tempo.
— Oh, não sabe? — disse ironicamente — Então eu acho melhor você descobrir logo, Draco! — Astória estava claramente ficando sem paciência.
Após ver o semblante apavorado do loiro, Astória andou em sua direção parecendo mais calma.
— Draco, eu concordei em casar com você mesmo sabendo da sua situação — ela faz uma pausa e olha pra mim — Porque eu ainda acredito que esse casamento possa ser algo bom. Eu achei que a gente teria um futuro decente juntos, mas isso porque eu achava que o que você sentia não era recíproco e com o tempo você conseguiria superar.
— Astória, eu... — ele começou, mas ela o cortou.
— Mas agora ele está aqui. — diz, agora falando comigo — No dia do nosso casamento, pedindo para fugir com o meu noivo. Então só tem uma coisa que eu preciso saber — ela diz olhando no fundo dos meus olhos — Você o ama?
— Mais do que eu posso colocar em palavras — Falei olhando nos olhos dela com a mesma intensidade.
Astória pareceu considerar a minha resposta.
— Bom, então não serei eu que ficarei no caminho de vocês. — ela diz e vai até Draco, coloca a mão em sua bochecha.
— Astória, eu te amo, você é uma amiga muito querida e eu nunca faria nada que pudesse te magoar.
— Eu sei disso, Draco, eu também te amo e, por isso, sabendo do que os dois sentem e mesmo que ainda acredite que esse casamento daria certo, eu jamais poderia pedir que você seguisse com o planejado apenas por um capricho. Eu só quero que você seja feliz, mesmo que não seja comigo.
— Astória, eu sinto... — Draco começa, mas Astória se joga nele, o abraçando e ele retribui o abraço.
— Se cuida, tá? — ela diz.
Draco apenas assentiu. Então ela caminha em minha direção e segura minha mão.
— Harry... cuide bem dele. Se eu souber que você o magoou de qualquer forma, eu acho vocês e roubo ele de volta. — diz em tom sério e eu consigo apenas acenar com a cabeça. Eu não poderia julgá-la, estava literalmente roubando o seu futuro marido no dia de seu casamento.
— Bom, sendo assim, preciso anunciar pra todo mundo que o casamento está cancelado — ela diz e dá uma risadinha — Ah, e se eu fosse vocês, sumiria daqui o mais rápido possível. Não quero nem imaginar o que aconteceria se vocês se encontrassem com Lucius depois da grande notícia — dito isso, ela se vira e vai embora.
Não esperei nem mais um segundo para me jogar nos braços de Draco. Abraçá-lo era uma das melhores coisas do mundo todinho. Me fazia sentir leve. Em seus braços me sinto seguro.
Era incrível o que a presença de draco fazia comigo, me causando um frio na barriga e uma sensação que nem posso explicar. Senti tanto a falta dele.
Enterrei minha cabeça no seu ombro sentido o cheiro do seu perfume, enquanto o mesmo passava a mão pelo meu cabelo.
Eu poderia ficar o dia todo assim, mas saí do abraço, ficando com o rosto a centímetros do dele.
Draco começou a falar alguma coisa, mas o calei com um beijo.
Esse beijo foi bem diferente do último. Ele me abraçou pela cintura e apertou, enquanto eu o acariciava na nuca. Era um beijo mais desesperado, cheio de saudade.
Agora eu estava beijando cada cantinho de seu rosto. Fui de seu maxilar até seu pescoço. Só Deus sabe como eu senti falta do seu cheiro. Eu poderia me intoxicar com ele e eu não reclamaria.
Draco colocou suas mãos em cada lado do meu rosto e me deu um selinho.
— Eu amaria continuar assim com você, mas a gente precisa dar um fora daqui. — deu um sorriso ofegante.
— É, precisamos. — dei-lhe um último beijo e me afastei.
Ele pegou minha mão e nos guiou até a porta. Quando ele a abriu, demos de cara com Lucius Malfoy.
Lucius tinha um semblante irritado. Pareceu piorar quando ele reparou em minha presença. Me ignorando, voltou-se para o meu loiro.
— Draco, que história é essa de que o casamento foi cancelado? — disse, tentando não mostrar sua irritação.
Draco parecia mais pálido que o normal.
— Foi isso mesmo que o senhor ouviu. O casamento foi cancelado.
— Que merda está aprontando? — Lucius indagou se aproximando de Draco — Não entende que a nossa família tem muito a perder com isso? Por que fez isso?
Draco agarrou minha mão, aumentei o aperto para passar a mensagem de que estava com ele. Respirou fundo e depois encarou seu pai novamente.
— Porque eu não amo Astória. Eu amo o Harry. — quando Lucius fez menção de falar, ele o cortou — E você não pode me obrigar a casar com ela. Cansei de você sempre decidindo o que vou fazer da minha vida. Lembro-me bem quando o senhor mesmo disse que quando eu crescesse poderia tomar minhas próprias decisões. E adivinha papai, eu não sou mais uma criança, virei um homem. Você não tem mais poder sobre mim.
Lucius ficou totalmente sem reação, olhava para Draco com uma cara de espanto. Acredito que ele nunca havia sido confrontado dessa forma pelo seu filho.
Eu, por outro lado, o olhava com total admiração. Sei que ele admitindo tudo isso era muito arriscado, mas eu sei que ele precisava fazê-lo.
— Eu vou com Harry. — Draco falou por fim.
Lucius o olhou como se outra cabeça tivesse crescido no filho, depois me lançou um olhar assassino.
— O que disse?
— Que eu vou com Harry e você não vai me impedir. — Draco falou decidido — Agora se nos dê licença.
Dito isso, Draco me puxou para fora do quarto; quando viramos o corredor, começamos a correr, sem conter as risadas por causa da adrenalina. Nos fez lembrar de quando éramos adolescentes.
— Venha. — disse, me conduzindo até uma porta depois da escada — É a saída dos fundos, ninguém vai nos ver. — passamos pela a porta e haviam várias mesas muito bonitas, todas vazias. Acho que depois do anúncio todos tinham ido embora — Você veio de carro?
...
— Para onde vamos? — ele me perguntou colocando o cinto de segurança.
— Eu não pensei nessa parte — respondi
— Como assim não pensou nessa parte, Harry?
— Desculpa, mas eu não achei que conseguiria fazer você fugir comigo.
O mesmo revirou os olhos e suspirou.
— Pensei que já fosse óbvio que iria com você. — disse emburrado.
Peguei sua mão e a beijei.
— Eu te amo, Draco Malfoy.
— Eu te amo, Harry Potter.
Logo seu rosto foi tomado com um lindo sorriso. Mal tive tempo para o admirar quando fui tomado pelos seus lábios. Suas mãos puxando minha camisa, me forçando a chegar mais perto.
— Podemos ir para qualquer lugar. — disse entre beijos.
— Eu iria a qualquer lugar com você. — ele respondeu.
Liguei o carro e comecei a dirigir sem rumo, dando uma volta pela a cidade.
Naquele momento comecei a pensar quando éramos mais jovens. O pensamento de que eu nunca o teria, de que nunca teríamos um final feliz. Agora, ele está comigo, sua mão acariciando a minha, com um futuro todo pela a frente. Nunca estive mais feliz em toda a minha vida.
Tudo estava bem.
. . .
Revisada por RedWidowB
Fala pessoinhas! Tudo na paz?
Daqui a pouquinho vai sair o segundo capítulo de ''Take me to church'' da papodeumagamer. Fiquem ligados, porque a fic tá muito boa.
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