Capítulo Dez

- Lexie! O que é que aconteceu? Está tudo bem? – pausei na entrada da cozinha e bufei. – Espero que saibas que estive a isto – juntei o meu polegar e indicador – de ter um ataque cardíaco.

- Está tudo bem, Steve. Vai tomar banho, estás todo sujo.

- E de quem é a culpa?

Lexie não me respondeu e limitou-se a temperar a comida que, em equipa, tínhamos preparado para a minha família. Obriguei-a a fazer mais do que tinha planeado porque me recusei a que ela tivesse todo aquele trabalho para não comer também e, depois de mais uma das nossas discussões idiotas, ela cedeu. Tínhamos passado toda a tarde na cozinha e, embora todo o meu esforço tivesse sido razão para todas as mulheres da minha vida – Ava, Mia e Lexie – brincarem e fazerem piadas, eu sabia que seria recompensado. Porque a comida cheirava bem e todo aquele plano me dera mais umas horas na companhia da minha vizinha, a falar de tudo e de nada, enquanto ela me mostrava porque é que pimenta preta ficava bem em tudo. Palavras dela.

- Tu és maravilhosa, Lexie, sabias? – sem olhar para ela, sabia que as suas bochechas tinham ganho um novo tom de vermelho. Aproximei-me dela e abracei-a por detrás, apenas para beijar os seus cabelos loiros. Estava a ganhar demasiada intimidade com ela mas, enquanto ela não me recusasse, continuaria a fazê-lo. Era confortável. – Não precisavas de fazer tudo isto. E o bolo! Como é que conseguiste fazer esse bolo sem eu notar?

- Fiz a massa de manhã, em casa, e coloquei no meu forno quando a tua irmã te ligou. – sorri, completamente livre e feliz com a confiança com que ela estava a falar comigo. Estava orgulhoso da nossa amizade, da minha capacidade de ser amigo de alguém sem ser exageradamente protetor. Ajudava o facto de ela mal sair de casa, não podia negar.

- Maravilhosa. – repeti e, com um último beijo nos seus cabelos, afastei-me finalmente dela. – Quando achares que eu fico segura com comida no forno, podes ir embora e voltar à tua vida. Se quiseres esperar para conhecer os meus pais e a Ava, também podes ficar.

- Ahm...acho que é melhor ir...

- Ei! Porquê?

A forma como ela não me respondeu deixou-me desassossegado mas, naquele preciso momento, o alarme do meu telemóvel rebentou. Tinha colocado aquele alarme para não ir tomar banho demasiado tarde e Lexie sabia-o; encolheu os ombros, lançou-me um sorriso menos confortável que os anteriores e empurrou-me para fora da cozinha. Tentei gritar que ela não poderia fazer aquilo na minha própria casa, mas deixei que a sua figura aparentemente fraca me guiasse até à divisão onde tomaria banho. Fechei a porta do meu quarto com um piscar de olhos na sua direção e não demorei muito a tomar banho. Ainda assim, quando terminei de estender a toalha no estendal que tinha montado na janela do quarto, ela já estava a desligar o forno e a decorar o bolo de chocolate que tinha cozinhado.

- Alexandra, Alexandra, Alexandra... - repreendi, completamente divertido, mas ela continuou a esforçar-se demasiado por mim. – Muito obrigado. A sério.

- Não precisas de... - levei o meu indicador aos seus lábios e abanei a cabeça. – De nada.

- Isso mesmo! – sorri-lhe e bati, lentamente, palmas. Ela revirou os olhos e retirou o avental que eu lhe tinha emprestado do seu pescoço. – Não queres mesmo ficar? Adorava apresentar-te à minha família.

- Não, não. – abanou a cabeça ao falar, mas não me escapou o facto de ela estar a sussurrar, mais tímida do que era normal. – Depois passa ali ao lado, está bem? Para eu saber se todos gostaram da comida.

- Vão adorar.

Segui-a até à minha porta da frente, confuso com a sua pressa para se ir embora, mas sabendo que não a poderia obrigar a ficar num sítio em que ela não queria estar. Quando ela se virou para se despedir efetivamente de mim, no entanto, agi mais por instinto do que por outra coisa. Foi, aliás, a primeira vez em que me deixei ser totalmente controlado pelo meu instinto com ela. Levei uma mão ao seu pescoço e outra à sua bochecha e, num segundo, estava a beijá-la. O facto de ela reagir quase imediatamente fez com que eu sorrisse; encurralei-a à minha porta da frente até que ela começou a arquear as suas costas para chocar contra mim.

Num único gesto, levei as minhas mãos até às suas pernas e puxei-a para cima; ela enrolou a minha cintura com as suas pernas e passou os seus dedos pela minha nuca. Afastámo-nos por uns segundos, só para eu ter a certeza de que ela queria mesmo aquilo, que queria com a mesma intensidade com que eu queria também. Quando ela me sorriu e me mostrou os seus olhos verdes repletos do mesmo brilho que tinha quando falava de algo do qual gostava mesmo, mesmo muito, eu tive a minha resposta. Voltei a esticar o meu pescoço e a beijá-la, mas com um pouco menos de intensidade e de pressa.

Só percebi que estava a andar quando efetivamente passei a suportar mais do seu peso. Inconscientemente, o meu corpo estava a levar-me de volta ao meu quarto, mas eu sabia que nada aconteceria. Não apenas porque, dali a uns minutos, o meu apartamento se encheria com mais quatro pessoas, mas porque era Lexie e ela não merecia aquilo que eu demoraria apenas minutos a fazer. Ainda assim, queria aproveitar aquele ambiente com ela durante mais um tempo e o isolamento do meu quarto era perfeito para tal. Fechei a porta com um dos meus cotovelos e, no escuro da divisão, levei-a até à minha cama. Sorri para a sua respiração ofegante e para a forma como ela se recusava a largar os meus cabelos.

- Não fazes isto com todas as tuas amigas, certo? – questionou, baixinho. Olhei-a com toda a confusão do mundo, embora suspeitasse que ela não me estivesse a ver muito bem. – Eu sei que...

- Sinto que não sabes muito, Lexie, vou ser sincero. – não contive a vontade de rir, para lhe mostrar que estava a ser completamente honesto e aberto com ela. – Não trato nenhum dos meus amigos como te trato a ti.

- Boa. – murmurou apenas e apertou a minha cintura entre as suas pernas. Sentei-me no colchão e passeei com as minhas mãos pelas suas costas. – Nunca estive no teu quarto.

- Qual é o veredicto? – apesar do escuro, percebi que ela encolheu os ombros, mas sorriu e, com a mão que não tinha saído da minha nuca, voltou a puxar-me para um beijo. – Ei. Lexie? – ela assentiu, raspando o seu nariz contra o meu da maneira mais adorável de sempre. – Obrigado por me teres beijado de volta.

Lexie gargalhou e assentiu mais uma vez, beijando-me com uma suavidade que eu não conhecera antes da sua aparição na minha vida. Sorri contra os seus lábios, mas não deixei que ela se afastasse de mim; pelo contrário, puxei-a cada vez mais perto, até que perdi o equilíbrio e caí para trás. O seu riso encheu o meu cérebro mas, em vez de ter a atitude que esperava dela e afastar-se de mim, para me ajudar, Lexie aproveitou o facto de a camisa que eu vestira ter subido um pouco para acariciar o meu abdómen com as suas mãos. Contraí os meus músculos e apertei-a contra mim, até que os seus lábios voltaram a aparecer perto o suficiente dos meus para eu lhes tocar. Suspirámos ao mesmo tempo e, por uns segundos, ficámos apenas naquela posição, com ela em cima de mim e eu deitado na cama.

A paz não durou muito tempo.

- Cheira tão bem... Steve? – o meu corpo enrijeceu da tensão num segundo, mas não foi nada em comparação com o de Lexie – Steve? – ouvi Mia a chamar num tom de voz ainda mais alto.

- Parece que vais ter de os conhecer, afinal. – tentei fazer uma piada, mas Lexie levantou-se num pulo e, apesar do escuro, a luz do luar permitiu-me ver que ela estava a compor a sua roupa. – Lexie.

- Sim? – abanei a cabeça, suspirando, mas aproximei-me dela e coloquei uma madeixa de cabelo loiro atrás da sua madeixa. – O que é que ela vai achar de mim?

- Quem, a Mia? – ela assentiu e eu soltei um riso baixo e rouco. – Ela vai pensar que teve razão este tempo todo. Desde que te conheceu que não para de me dizer para parar de ser um cobarde.

- A...a sério? – assenti, acariciando a sua bochecha. – Oh. – sorri, enternecido pela sua maneira de pensar.

- Steve? – daquela vez, foi Ava a chamar. – Está tudo bem?

- Não te cheira a queimado, Ava?

Antes que Lexie pudesse fazer qualquer coisa, abri a porta do meu quarto e praticamente tropecei em mim próprio, para impedir a comida de se queimar. Fui confrontado, no entanto, com a visão das minhas duas irmãs na cozinha, a comida fora do forno, e ambas com expressões demasiado agradadas para o meu gosto. Ouvi, atrás de mim, os passos pequenos e suaves de Lexie, mas não me virei para ela. Continuei a encarar as minhas irmãs, uma de cada vez, enquanto cruzava os braços e tentava fazer a minha expressão mais intimidante possível. Percebi que ambas perceberam o que eu quis dizer e só depois dei espaço para Lexie se revelar.

Ela é mais tímida que nós, não a assustem. Por favor.

- Lexie, olá! – Mia foi a primeira a reagir para a visão de Lexie, num dos seus vestidos largos, a compor o cabelo num elástico que tinha na nuca. Quando a minha irmã se aproximou dela, ela aceitou timidamente o abraço forte, embora eu tivesse percebido que ela não sabia muito bem o que fazer.

Mia era geralmente uma força da natureza, com os seus abraços e os seus olhos penetrantes mas, enquanto grávida, era difícil saber se estávamos a apertá-la demasiado ou não. Como seria de esperar, ela não queria muito saber disso. Quando o seu abraço com Lexie terminou, deu uns passos para trás e deixou que Ava a cumprimentasse e, enquanto o fazia, abraçou-me a mim e bateu-me no braço com força. Sussurrou não penses que te escapas e, quando recebeu os olhares confusos da sua gémea e da minha vizinha, sorriu aberta e inocentemente. Revirei os olhos e apresentei formalmente Ava a Lexie.

- Eu lembro-me dela. – Ava assentiu ao falar, sorrindo. Os seus olhos azuis brilhavam com curiosidade, mas eu não duvidava que a nossa irmã já tinha partilhado todas as suas teorias malucas. – Depois de te conhecer, a Mia passou um dia a falar de como tu ilustraste os livros preferidos dos seus alunos.

- Oh.

- Não envergonhem a minha amiga, está bem? – Lexie corou quando eu envolvi os seus ombros com um dos meus braços, mas ainda teve força sobre si própria o suficiente para me lançar uma expressão divertida. – Suponho que queiras ir embora antes que os meus pais cheguem, não?

- Sim, por favor.

- Compreensível. – Ava sossegou, numa voz suave. – Prazer em conhecer-te, Lexie.

- Igualmente. – e, com um último sorriso tímido, virou-lhes costas e caminhou até à porta da frente. Segui-a, daquela vez caminhando atrás dela enquanto ela atravessava o espaço entre os nossos apartamentos. – Passas aqui depois?

- Definitivamente. – pisquei um olho, fazendo-a rir. – Elas gostaram de ti. Mais do que o teu irmão gosta de mim, de certeza.

- Ele admira-te, Steve. Acredita. – suavizei as minhas expressões ao ouvir o pequeno elogio e limitei-me a assentir. – Boa sorte com o jantar.

Antes que ela pudesse fechar a porta, segurei a madeira e inclinei-me para depositar um leve beijo nos seus lábios. Sabia o que estava a acontecer, estava a ficar completamente viciado nela e no seu toque, mas tentei que isso não transparecesse muito a partir do meu corpo. Lexie analisou toda a minha expressão e postura e decidiu que era a sua vez de piscar-me um dos seus olhos verdes. Fingi que a minha mão era um leque e apreciei o som do seu riso a ecoar pelo espaço vazio do prédio. Quando vi que um dos elevadores começou a subir, olhei para ela e, com um beijo suave na sua testa, deixei que ela fechasse a porta. Voltei para o meu apartamento e respirei fundo, sabendo que iria enfrentar um questionário por parte das minhas irmãs.

- Quando? – Mia foi a primeira a fazer uma pergunta, Ava bateu-lhe suavemente o braço e riu. – Preciso de saber!

- Não, não precisas. Para de ser cusca. – não apreciei o facto de revirarem os olhos ao mesmo tempo, mas não estava na minha natureza ficar ofendido com isso. – Não aconteceu nada de dramático entre mim e a Lexie, antes que perguntem. Eu beijei-a e foi isso.

- Ela parece muito querida, Steve. – Ava preferiu elogiar, falando por cima do comentário inapropriado que certamente sairia dos lábios da sua gémea. Assenti, rindo. – E isto cheira tudo muito bem. Queres ajuda a pôr a mesa?

- Vão-me impedir de ajudar, também? – eu e a Ava entreolhámo-nos e decidimos mentalmente que a nossa irmã podia ajudar, então abanámos a cabeça. – Sinistro.

Não demorou muito tempo até que alguém voltasse a bater na minha porta. Tal como as minhas irmãs, os nossos pais tinham uma chave do nosso apartamento – e só não tinham uma chave de cada uma das suas respetivas casas porque não eram delas e sim dos seus namorados. Por isso, não estranhei quando ambos preferiram utilizar a chave para entrar no prédio e bater à porta do apartamento, em vez de entrarem sem qualquer tipo de permissão. Já não os via há algum tempo, apesar de falarmos todas as semanas, mas essa não foi uma rotina que tivesse sido alterada pela minha mudança. Entre o meu trabalho e os seus cargos, não havia muito tempo livre partilhado entre nós os três. De vez em quando, ia jantar a casa para comer uma refeição caseira da minha mãe, mas tornara-se cada vez mais raro. Inconscientemente, eu aliara-me às minhas irmãs e, apesar de continuar vocalmente neutro, e tentar criar a paz, eles próprios sabiam que escolheria sempre as duas gémeas.

- Ava, Mia! Como estão as minhas meninas? – a nossa mãe questionou, logo depois de me abraçar com força e entrar pelo apartamento adentro. Estava ocupado num abraço forte com o meu pai, portanto não ouvi as suas respostas.

- Como é que a Mia está? O Asher? – perguntou-me baixinho, numa atitude que eu reconhecia em mim. Ele estava a tentar obter informações, mas sem obrigar a sua fonte a responder-lhe.

- Estão ambos bem, pai. – garanti, numa voz suave. Por todas as suas falhas, eles eram dois pais preocupados, se demasiado distraídos e preocupados com as coisas erradas. – Já está de quase três meses.

- Estamos velhos, não estamos, Steve? – encolhi os ombros, mas ri para a conclusão que o meu pai retirou de toda a situação.

Ava estava no processo de colocar o último prato na mesa quando eu apareci na divisão com o nosso pai. A minha mãe estava ocupada a agarrar as mãos de Mia e a fazer-lhe todo o tipo de perguntas acerca da sua gravidez e, embora eu conseguisse perceber que a rapariga de olhos escuros estava um pouco desconfortável, também reparei que ela estava resolvida a fazer um esforço. O meu pai, por sua vez, caminhou diretamente para Ava e abraçou-a com alguma força. Eu podia ser o filho predileto e preferido, mas isso vinha muito mais de ser o mais velho e de ser polícia que de outra coisa. Ava, pelo contrário, era o grande orgulho da família – por isso, disseram eles tantas vezes, é que lhes custava aceitar a mudança de carreira de Mia. Enquanto Ava trabalhava num laboratório e coordenava equipas inovadoras e importantes, Mia tinha desistido de uma carreira em Direito para ser educadora de infância.

Eu achava todos aqueles padrões ridículos e não me contivera de lhos dizer, mas as suas mentes não mudaram. Por tudo isso, por os nossos pais serem tão preconceituosos, perderam durante muitos anos as afeições daquela que era, para todos os propósitos, a melhor filha de nós os três. Ava era leal e tinha a mesma necessidade de proteção que eu, mas aliar-se-ia sempre à sua irmã-gémea porque elas tinham uma ligação que ninguém conseguiria alguma vez entender. Se havia algo que eu sabia que causava arrependimentos na decisão idiota que os nossos pais tinham tomado, cerca de cinco anos antes, era o terem tentado colocar-se entre as duas irmãs-gémeas.

- Estou bem, pai! – Ava garantiu, rindo um pouco. – Fui promovida o mês passado. Colocaram-me na liderança de um projeto ultrassecreto do laboratório, acreditam? – Mia olhou para a sua irmã e sorriu abertamente, assentindo o seu orgulho.

- A nossa pequena cientista. – fingi limpar uma lágrima do canto do meu olho e Ava tomou a decisão sábia de me ignorar.

Sem mais demoras, Mia decidiu queixar-se de que estava cheia de fome e essa pequena exclamação foi o suficiente para colocar toda a família a trabalhar. Se anteriormente Mia tinha sido sempre tratada como mais infantil do que realmente era, naquele momento todos nós tínhamos plena noção de que ela tinha um humano na sua barriga. Na minha opinião, não haveria situação mais sensível que aquela e eu sabia que, apesar de tudo, todos nós faríamos o nosso melhor para que ela nunca sentisse qualquer tipo de desconforto. Mia aproveitou essas pequenas benesses, porque os nossos pais estavam lá e porque, secretamente, ela adorava ser mimada, e sentou-se na mesa à nossa espera. Nós os quatro trabalhámos em equipa, dividindo todas as coisas que tinham de ser levadas até à mesa entre os nossos quatro pares de braços.

- Como está o Asher? – questionou o nosso pai, assim que se sentou ao lado da minha mãe na mesa. Reservaram o lugar da ponta para mim, embora eu não tivesse entendido bem o porquê. – E o Dax, claro.

- O Ash está ótimo. – Mia garantiu, com um sorriso – Tem trabalhado num caso que o deixa cansado, mas estamos bem. O Declan foi nomeado para um prémio.

- Continua a jogar futebol, certo? – ao assentir de Mia, a nossa mãe sorriu. – E o bar do Dax continua com sucesso?

- Sempre. – foi a vez de Ava gabar o seu namorado, com um sorriso calmo que me fez sorrir.


acho que esta é a única vez que os pais deles aparecem na história, mas era um bocadinho preciso. MAS VAMOS FALAR DE CRONOLOGIAS

cair e levantar, 2017 - a mia e a ava têm 20 anos (o steve tem 27) e a família tem aquele encontro no final da história

(o que eu imagino é que algures em 2018/2019 a Mia tenha desistido do curso onde conheceu asher, direito, para estudar Educação)

devagar se vai ao longe, 2022 - a ava e a mia(têm 25 anos) já não comunicam com os pais, a ava já trabalha no laboratório e a mia já é educadora de infância

contrabalançar, 2024 - o steve tem 34 anos, as gémeas têm 27, e o reencontro com os pais é contado aqui, uns capítulos antes deste (a mia foi com o asher falar com os pais dela sobre a gravidez) (este é o primeiro jantar de família)


OKAY ACHO QUE É SÓ ISTO

(acabei de me aperceber do paralelismo de o steve ter 27 no primeiro livro e agora serem as irmãs a terem 27 mas foi bué random prometo)

e o primeiro beijo dos meus dois bebés? eles são adoráveis. espero que estejam a gostar!!

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