26 - Extraordinário
Atenção: Este capítulo possui uma narrativa imprópria para menores de 16 anos. Trata-se de narrativas sexuais implícitas e explícitas.
Quando olhei no relógio do celular, me surpreendi em saber que já eram quase oito e quarenta da noite. O jantar tinha sido pacotes de batata chips, biscoitos e suco de caixinha, pois foram as únicas coisas que Pete e eu compramos que não precisavam ir no fogão ou micro-ondas.
A tempestade continuava forte, mas os trovões, relâmpagos e o bater do vento nas paredes externas da casa já não desviavam nossa atenção. Eu estava há um bom tempo sentado no chão em frente a lareira lendo o livro de sonhos da minha avó. Eu tinha acabado de terminar a página cento e oitenta e três e não tinha encontrado teorias, respostas ou soluções para o problema do Pete.
Pete estava há um bom tempo lendo um livro sobre adivinhações. Segundo o que ele comentava ao final de cada capítulo, o livro falava sobre cartas, pedras, natureza e até reencarnações, mas que não havia nada sobre sonhos lúcidos ou premonições.
A noite avançava e, até então, não tínhamos encontrado nada de útil nos livros. Eu já estava na página duzentos e quarenta e tudo que eu tinha aprendido eram significados e interpretações diferentes de sonhos não lúcidos.
De repente, Pete deu um pulo do sofá.
— Acho que encontrei uma coisa, Klay! — disse Pete sentando a meu lado no chão e apontando o capítulo dezenove do livro que ele estava lendo.
— Adivinhações em sonhos — li o título em voz alta.
— Talvez neste capítulo a gente encontre alguma resposta para suas visões — disse ele animado.
Dobrei a página do livro de sonhos para marca-lo e o fechei antes de pegar o livro de adivinhações da mão do Pete e colocá-lo em meu colo. Pete se aproximou um pouco mais de mim, envolveu um dos braços em minha cintura e beijou meu rosto antes de voltar a atenção para o livro.
Foleando rapidamente o capítulo sobre adivinhações em sonhos, vi pequenas ilustrações de pedras, talismãs e filtros de sonhos. Haviam mais de trinta páginas falando sobre aquele tema e, pelo pouco que li, sonhos lúcidos não eram abordados nele.
— Não estou encontrando nada sobre sonhos lúcidos — murmurei impaciente. — Melhor ler com calma e ver se encontro alguma coisa.
Pete voltou a beijar meu rosto, mas daquela vez roçou os lábios por ele de forma mais lenta e carinhosa. Fiquei arrepiado. Junto a onda repentina de prazer que subiu por minhas costas veio uma excitação e um desejo irresistível.
Estava tão intenso quanto em meus sonhos.
— Pete...
— Estamos lendo há muito tempo, não acha?
— É importante encontrar qualquer informação que possa te ajudar.
— Não podemos fazer uma pausa?
Pete continuou a roçar os lábios por meu rosto e foi descendo pouco a pouco com pequenos beijos em direção a meu pescoço. Todos os meus sentidos pareciam amplificados e tudo a minha volta parecia turvo, disforme...
Eu sentia um pequeno choque de prazer toda vez que Pete me tocava. Os beijos dele eram carinhosos e apaixonados. Os toques de suas mãos em meu rosto e na minha cintura por baixo da camiseta incendiavam meu corpo de dentro para fora.
Eu queria mais, mas não sabia o que fazer.
— Você é muito lindo, sério — sussurrou Pete massageando minha nuca com os dedos.
— Você que me vê com bons olhos — respondi sentindo minha mão tremer quando coloquei o livro no sofá para voltar minha atenção totalmente para ele.
— É tão bom finalmente poder ficar assim com você — disse Pete antes de voltar a distribuir pequenos beijos em todo o meu rosto.
Apesar de não ter noção nenhuma do que eu estava fazendo, envolvi meus braços no pescoço do Pete, levantei de onde eu estava e sentei no colo dele colocando meus joelhos um de cada lado de suas pernas.
Pete arregalou os olhos e sorriu boquiaberto.
— Achei que você queria me salvar e não me matar do coração, Klay — disse ele pousando as mãos em minha cintura.
— Achei que você me achava lindo e me desejava, Pete — falei começando a beija-lo com a mesma paixão e carinho de antes.
Meu coração estava acelerado. Minhas mãos estavam mais firmes, mas eu conseguia sentir partes do meu corpo tremerem com aquelas ondas de desejo e excitação. Meu corpo se movia a procura do roçar no corpo do Pete de forma automática.
Pete tirou a camiseta dele em um movimento rápido com os braços. Ele me olhou fixamente por uns segundos antes de colocar a mão em minha bermuda para sentir o quão excitado eu estava.
Foi impossível esconder minha excitação.
— Eu não conhecia este seu lado, Klay — murmurou Pete ainda surpreso.
— Nem eu — confessei tirando meu suéter e minha camiseta por baixo dele da mesma forma que ele tinha feito.
Depois que tirei a camiseta, Pete mordeu o lábio inferior e me olhou de um jeito mais provocante e sugestivo. Ele tirou a mão do volume excitado da minha bermuda, envolveu os braços em minha cintura e empurrou nossos corpos para deitarmos no chão ao lado do sofá.
Levei um susto e comecei a rir quando bati a cabeça na base do sofá.
— Cuidado com a cabeça — disse Pete de um jeito estranhamente familiar.
— O que você disse? — questionei imediatamente.
— Cuidado com a cabeça, Klay — repetiu Pete pegando uma das almofadas e colocando em baixo da minha cabeça.
Eu já tinha ouvido aquela frase antes...
Pete sentou em meu quadril com uma perna de cada lado do meu corpo, pegou uma de minhas mãos e começou a guia-la por seu peito e abdômen. Ele rebolava vagarosamente em cima do volume excitado da minha bermuda e aquilo estava me fazendo ficar ainda mais instigado.
Ele tinha um corpo tão perfeito...
— Hoje você vai descobrir uma coisa sobre mim, Klay — disse ele enquanto descia minha mão até o cordão da bermuda que ele estava usando. — Vai descobrir que é mentira o que as pessoas falam sobre homens orientais.
— Que mentira as pessoas falam sobre homens orientais, Pete? — perguntei muito interessado na resposta.
Pete não respondeu, apenas desfez o nó de sua bermuda e colocou minha mão dentro dela. Senti-lo enrijecido em meus dedos só intensificou o desejo que já queimava dentro de mim. Meu corpo estava ardendo de prazer e eu não fazia ideia de como acalma-lo.
Os carinhos e beijos continuaram enquanto Pete e eu tirávamos o resto de nossas roupas. A tempestade continuava lá fora e a luz das velas e da lareira ajudavam a deixar aquele clima romântico, excitante e especial.
— Você está pronto? — perguntou Pete sussurrando próximo a minha orelha.
— Eu não sei — respondi sentindo minha voz falhar. — Só sei que eu te amo e quero você, Pete.
Pete parou os beijos que distribuía por meu corpo e parou de se mover em cima do meu quadril daquela forma repetitiva e deliciosa que estava fazendo há algum tempo.
— Você me ama? — questionou ele abrindo aquele sorriso lindo e especial.
— Amo muito — respondi seriamente.
— Eu também te amo muito, Klay — disse Pete me olhando fixamente antes de voltar a me beijar.
Foi estranha e deliciosa a forma com que meu corpo respondia aos beijos e carícias do Pete. Eu nunca teria imaginado que a iniciativa daquele momento fosse dada por mim justamente por não ter tido outras experiências sexuais...
E tudo que fizemos foi extraordinário.
— Isso é muito bom, Klay — murmurou Pete entre gemidos enquanto eu o estimulava com a boca. —, mas quero um pouco mais.
— Me desculpa, Pete — falei envergonhado voltando a me deitar ao lado dele. — É a primeira vez que eu faço isso e...
Pete me beijou antes que eu terminasse a frase.
— Eu te amo — sussurrou ele deitando o corpo por cima do meu.
Ele afastou minhas pernas uma da outra e se colocou no meio delas. Nossos rostos ainda estavam próximos e eu entendi o que Pete pretendia fazer no momento que ele me olhou de um jeito mais sacana.
— Eu nunca fiz isso, Pete.
— E eu só fiz uma vez e há muito tempo, Klay.
Ele permaneceu entre minhas pernas me olhando fixamente enquanto acariciava meu cabelo. Ficamos em silêncio por um momento, pois acredito que tanto ele quanto eu esperávamos por uma iniciativa.
— Tudo bem se quiser parar — disse Pete finalmente quebrando o silêncio. — Acho que só essas preliminares foram deliciosas e podemos continuar um pouco até...
— Continua, Pete — falei colocando as mãos na cintura dele para força-lo contra meu corpo.
Pete tentou se afastar, mas segurei a nuca dele e o puxei para beija-lo mais uma vez.
— Tem certeza? — questionou Pete com a voz tremula. — Como é sua primeira vez, eu me sinto responsável e...
— Vou ter que implorar para você fazer? — sussurrei. — Eu te amo e quero você!
— Pode doer um pouco, Klay — alertou ele.
— Confio em você — incentivei.
Ele atendeu meu pedido. Pete com muito carinho e calma me colocou em uma posição confortável no chão daquela sala. Ele se preocupou em por uma almofada em minha cabeça e outra um pouco acima do meu quadril.
— Klay, eu não prometo que não vá doer — disse Pete segurando minha mão e entrelaçando nossos dedos. —, mas prometo segurar sua mão até o final.
Os sonhos e avisos do meu subconsciente não eram sobre acidentes...
Eu tinha previsto minha primeira vez com Pete.
— Respira fundo, Klay — disse Pete começando a forçar o corpo dele contra o meu.
Apertei as mãos dele e arquejei. Apesar de prazeroso, a ardência no começo da penetração era forte e incômoda. Quanto mais eu contraía meu corpo, mais dolorido ficava.
— Relaxa o corpo, amor — disse Pete encostando a cabeça dele na minha. — Se eu tirar agora vai doer muito mais, então, relaxa e respira fundo.
Assenti.
Conforme fui relaxando, a ardência foi diminuindo e as ondas de prazer em meu corpo foram ficando mais intensas.
— Respira — sussurrou Pete pouco antes de forçar o quadril um pouco mais.
Em minha cabeça, apesar de eu estar seguro de que o ajudaria a superar todos os problemas, meu maior desejo era viver todos os dias ao lado do Pete como se fossem o último. Eu queria ama-lo, deseja-lo e ser dele a cada hora, minuto e segundo dos meus dias. Eu queria beija-lo, abraça-lo e fazer amor com ele todas as vezes que tivéssemos oportunidade.
Eu o amava e aquela noite era uma das mais incríveis de toda a minha vida.
Notas do autor: Como meus leitores sabem, eu não sou fã de escrever cenas de sexo. Sempre acho que está ruim, que está mal escrito e que não tem que ser tão explicito. Foi muito difícil escrever este capítulo. Reli e reescrevi umas dez vezes e mesmo assim não gostei.
Espero que vocês gostem, mas se não gostarem, finjam que nunca existiu!
Desculpem, mas é que tenho leitores bem safadinhos, sabe? <3
Victor Terr.
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