Glória, nossa menina dos olhos Meus


Dizia-se na língua dos anjos que Alma, seu nome de batismo, nasceu num dia onde o sol majestoso não era de um amarelo brilhante, nem de um  avermelhado oculto. Um Eclipse solar acontecia no exato momento em que viera ao mundo.

Rafael, um dos anjos, gostava de afirmar que o sol se escondia para dar ao mundo a simplicidade, qualidade que, aos seus olhos, assemelhava-se a algo próximo à perfeição.

Os anjos riam entre si, passaram muitos anos e ali estavam na sua última noite de espera, aguardando a pequenina mulher. Planejavam um grande evento nos céus.  As harpas estavam sendo afinadas, as flores frescas, colhidas mais cedo para que, junto ao raiar do sol, tivessem o tempo necessário para florir e, belas, estariam pelo tempo necessário. 

Os animais... O que dizer dos seres mais perfeitos? Estavam empolgados. Mães e filhotes aprumaram-se para que o imenso jardim da pátria Celestial estivesse magnânimo. 

Eu, o Senhor, o Todo Poderoso, assisto a tudo com um sorriso nos lábios. Vê-los unidos, todos em prol de sua presença, é ter a certeza de que não me enganei de um todo. Posso ter fé na humanidade que criei. Ela fora um grande exemplo disso.

O motivo da risada dos meus filhos é, na verdade, o apelido que davam àquela mulher tão especial: Glória.

Os arrogantes e pseudo-sábios falam algo sobre o significado do seu nome e apelido...  O livro que guarda os textos religiosos e sagrados? Existem tantas versões deturpadas de sua interpretação... Ah!, claro, a Bíblia, de fato é ilustre, não entrarei nesses por menores e  me sinto aliviado, pois a maioria permite-se ter sensações celestiais ao emaranhar-se por sua escrita. 

Graças a Deus, perdoe-me pela piada infame, mas as palavras nada são além das inspirações da Alma. E Glória ganhou essa alcunha por ser o fôlego da vida mesmo sendo sublime em sua imperfeições.

 Alguns homens apaixonaram-se pela jovem; ela, como sempre, fora sensata. Madame Bovary não combinava com sua personalidade e dispensou-os sabendo que paixões efêmeras não a preenchiam, nunca quis um Clark Glabe, achava-o feio, sua vida difícil mostrou-lhe que príncipes encantados não existem. Na história dessa mulher, nunca enamorou-se de uma quimera, seu maior amor chamava-se João.

Tantos santos vieram para a sua chegada, nunca entendi porque uma instituição tão contraditória canonizou inúmeros, se pensarmos com frieza, qualquer forma de mantê-los estimulando sua fé, independente da religião, é benéfico, já temos maldades por demais. Há centenas deles, santos e santas para todos lados, muitos "São" para pouco rosário. 

Batista é tão sério que, confesso, seu olhar poderia despir qualquer um com tamanha crítica e rigidez, o que me faz rir, parece que o homem não relaxa.

Pedro, para qualquer irritação, há trovões e relâmpagos, quando está em bom humor, uma garoa e, como ironia do tempo, envia granizos para deixar os terrenos aflitos.

Lucas, o artista. Paulo de Tarso como sempre eloquente, gosto de suas epístolas, são as mais bonitas. Irene, Tereza e Edwiges aguardam ansiosas.

Maria Madalena, sempre fora a melhor entre todos, a mais fiel e amável, sussurra a canção que Glorinha adora: "...Onde houver tristeza, que eu leve alegria. Onde houver trevas, que eu leve a luz..."

E eu...? Canto com a doçura de sua voz, como diz um poeta aí... desse Mundão de Deus! Desculpe o trocadilho, a beleza está nos detalhes. Minha atenção ainda permanece absorta em cada um dos que estão há 93 anos a sua espera. 

Engraçado pensar que famosos por sua humildade — ou sabedoria, usaram de tais qualidades para se aproximarem. Orixás dentro de suas particularidades acalentam e trazem a beleza magistral. Seja do ar, da terra ou da água. Suas  virtudes ainda são uma das minhas melhores ideias. No outro contraponto, os Exús tão mal interpretados. Culpo sim os humanos por difamarem o que não conhecem; mas, para que se tenha luz, é preciso de trevas. E seus defeitos, como gostam, de afirmar são suas maiores qualidades.

 O povo de direita, de esquerda, bruxas, magos, feiticeiros, ciganos: todos. Hoje o paraíso está lindo.

Odin chegou com os seus, numa conversa com o grupo de Deuses egípcios, e a bagunça se forma por longos minutos, pelo menos estamos protegidos... Esse povo é bom de briga.

Zeus nunca aceitaria por menos — sabemos do seu complexo de superioridade. Chega a ser irritante, mas, ao percorrer com os olhos, sinto falta de apenas um. Está na hora de esticar as pernas, escutar uma fofoca e saber se pelo menos aqui, não mentem.

Ah! Ali está o Anjo Caído, intitulado como tal, prefiro que o chamem de   Lúcifer,  nome escolhido por mim, os seus adjetivos o fazem rir. Ele é tão poderoso quanto todos os presentes, não gosta de se aproximar, não o julgo — às vezes os gregos extrapolam —, em outras, os nórdicos arrumam briga. Os egípcios discutem os porquês de tudo, os orientais sempre focados no trabalho árduo. O Diabo tem razão, o céu pode ser entediante.

Nossos olhos se encontram assim como nossos sorrisos, pretendo caminhar em sua direção, porém, assustá-lo é muito melhor. Com a força e a rapidez de um raio me coloco ao seu lado, Poseidon de olho para aprender meu truque, ingênuo este rapaz.

— BOOM!

— MEU PAI AMADO! Será que toda a sua sabedoria não entendeu que reino no submundo e não estou acostumado com tais truques baratos? Ainda acha divertido isso, Yahweh?

— Para um ser infernal, você foi pego desprevenido.

— Até seu susto é justo, lembre-se que lido com a pior espécie, os espíritos nefastos não são nada coerentes e afirmo com propriedade.

— Você sempre os desprezou, então, não reclame, pois seu Reino não deixa de ser um parque de diversões.

— É a sua maneira vulgar de dizer, e não ligo.

— Sério que se assustou com um BOOM?

— Se há duas coisas entre o céu e a terra que me causam pânico é este seu modo de assustar medonho e Lilith, não queira vê-la furiosa.

— A mulher que enganou o Diabo! 

Nossas gargalhadas causam curiosidade nos que estão próximos, isso não é um defeito apenas dos pobres humanos, é de todos. Admito que sou um tanto curioso, criei tudo em sete dias.

— Se você tivesse tido uma filha, no caso de Lilith, os três maiorais estavam escravizados. – O homem ironiza. — Desculpe, Senhor, sabes que é verdade! 

Outra vez, nos vemos rindo dos outros, claro que isto é errado, depois de milênios, é o menor de todos os nossos problemas.

— Acredito que é uma teoria plausível. Mas não quis uma disputa entre irmãs, o mundo é tão machista, vocês que lutem.

— Falando em luta, onde está seu favorito?

— Está com a Nossa Senhora, disse desde ontem que iria se preparar para a chegada de nossa menina dos olhos Meus.

— Alma...

Lúcifer suspira com carinho, logo disfarça uma tosse, como sempre orgulhoso e ainda pensa que me engana. Sei de seu respeito pela mulher, por vezes o vi ajudá-la, fazia os meninos de rua saírem de seus devaneios momentâneos para protegerem sua caminhada, ninguém ousava causar-lhe mal.

Tanto sei que certa vez,  durante sua estadia terrena comentou orgulhosa que apenas uma vez fora assaltada, acreditava que era uma forma de agradecimento dos miseráveis pelas sopas entregues nos fins de semanas e outra tantas quando a chuva era devastadora, ou quando entregava um dos pães doces preferidos de João a uma mendigo pedinte.

— Sabes que horas chegará? 

Olho para o lado oposto prendendo uma risada, vejo-o balançar a cabeça. — Pergunta idiota, é claro que sei. 

Nós dois soltamos várias gargalhadas e mais curiosidade nos é lançada e assim damos de ombros. 

— Logo Apolo vai acreditar que é dele. Ai, Pai, não aguento esses seus filhos.

Vejo-o sorrir novamente, enfim, encorajo-me a perguntar. — Veio por Glória?

— Sabe que sim, tenho carinho pela pequena.

— Todos temos. 

— Quem irá ajudá-la em sua passagem?

— Será assistida por São Francisco de Assis e Nossa Senhora, porém, apenas irão intervir se encontrar dificuldade, queremos surpreendê-la.

— Não gosto dessa ideia.

— Por quê?

— Com certeza a miúda gostaria de chegar discretamente, vejo Buda organizando uma linda mesa, acredito ser desnecessário, apenas os animais felizes seriam o suficiente. Sei que Jesus irá fazer o sermão no alto daquela montanha e ainda acho que os apóstolos poderiam  parar de andar em grupo, acreditam que irei causar algo.

— Depois do estrago que fez no Éden, por favor, até eu fico de cabelos em pé!

— Milênios se passaram, se há ordem no alto, deve ser porque coloco ordem debaixo de sete palmos de terra. — Reflito sobre suas palavras e o vejo recomeçar. — Houve um evento em sua vida que me deixou encantado, admito que ali, me permiti afirmar o quanto é especial.

— Seus irmãos gostam da história de quando se tornou franciscana. Algumas pessoas, preferem sua abnegação por não poder gerar filhos e ter sido mãe do menino da melhor amiga, Moisés, amou-o como seu.

— Chico Xavier contou para vários espíritos superiores do cuidado com João durante sua longa enfermidade, lembra-se do dia em que chorou por ter ouvido uma pequena concordância enquanto o homem estava tomado pelo Alzheimer?

— Santa Marta contou às irmãs Carmelitas ontem ao entardecer.

— Quando Alma ganhou seu respeito?

— Certa vez, Moisés foi expulso de casa por sua condição sexual, no mesmo momento, a mulher o buscou na rua e decidiu criá-lo, nunca foi um problema para João, visto que o jovem era seu sobrinho. A vida continuou, numa pequena discussão com a mãe do rapaz, uma palavra a machucou, sentiu-se ferida, decepcionada. Voltou para casa e preferiu calar-se não quis desavença entre o marido e a mulher, sabe tanto quanto eu que brigas entre irmãos podem ser devastadoras.

— E como sei, mas continue, gosto deste momento de sua vida.

— Depois do almoço, como todos os dias fazia, uma pequena pausa antes de iniciar seus momentos de oração, com o terço em mãos refletia, mesmo que seu coração estivesse triste, ponderou por breves momentos. Sabe que Francisco já esperava por sua promessa foi quando Jorge caiu do cavalo  de tanto rir da cara do infeliz, então, nossa criança escolheu Santa Terezinha das Rosas.

Permito-me rir, pois era a mais pura verdade.

— Então, a Glória queria algum tipo de aprovação ou de uma mínima certeza de que sua promessa quando cumprida tinha sido aceita pela divindade. Amar o filho de outra quando seu maior desejo é ser mãe, foi um de seus tantos prodígios.

— Sim, muitas buscam na herança do sangue quando só sabemos que o amor é o maior de todos os elos. Lembra-se de sua promessa?

— Claro. Suas palavras foram: "Prometo amar Moisés com tudo o que posso e além do que tenho, torná-lo um homem de bem. Desde que nasceu, é meu filho, peço apenas que isso não separe os irmãos com discussões supérfluas e que nada abale nossa amizade. Nos tempos de hoje, sempre soubemos que seu marido jamais aceitaria um menino que prefere meninos".

—  Lembra-se do que Jorge gritou rindo da cara de Assis? – Pergunto ao meu filho ao mesmo tempo que solta sua gargalhada divertida. 

— A fofoca chegou até mim e tive que vir tripudiar. – Outra vez ri e eu o acompanho, fingindo estar aborrecido, é claro. — O Guerreiro gritou: Chico, não és tão ignorante! Como pretendia mostrar para mulher que cumpriu a sua promessa, iria enviar-lhes um papagaio falante?

— E eu precisei me segurar quando Cosme e Damião responderam: Somos igual a Tomé, apenas vendo para crer uma barbaridade dessa!

— Expedito decidiu participar da brincadeira. Oh, Céus! Foi hilário. Disse ser impossível alguém tão burro. 

Após conseguirmos controlar as risadas, ouço sua voz plácida narrando seus pensamentos.

—  Com o passar do tempo, Moisés conseguiu se formar em duas universidades renomadas e tinha um cargo importante num jornal prestigiado, aprendeu tanto com Glória que podia-se jurar que era seu próprio reflexo. 

—  E a mulher o amou como prometeu fazer, foi sua mãe e mentora. Ainda lembro da dor sentida ao enterrá-lo, quis tanto não assistir seu sofrimento, chorou nos braços da melhor amiga ao dizer: "Nosso filho nasceu no dia em que Jesus Cristo foi sepultado e morreu no dia do seu nascimento, obrigada por ter permitido que fosse meu também".

—  Quando Santa Terezinha decidiu ser a sua hora de receber a esperada confirmação, nunca pensei que os anjos fossem intervir, por isso digo, esta celebração está vistosa, Glorinha gosta do simples.

— Querem dar o que acreditam ser o melhor, mas termino por você, fizeram várias demonstrações no mesmo dia que a confirmação passou despercebida. Somente quando poucos anos após Terezinha lhe enviou um comerciante que carregava seus produtos de porta em porta, quando a mulher comprou vários utensílios domésticos para ajudar, ficou tão feliz, pois foi o suficiente para ter comida em sua mesa nos próximos dias. Como agradecimento, entregou-lhe uma pequena rosa que estava presa na lapela da camisa, presente da filha para começar o dia com sorte. Como o próprio confessou: "Quando ganhei esta flor, prometi que se fizesse uma ótima venda, daria-a para o melhor cliente. Senhora, promessa cumprida".

—  Acredita que jamais entendeu que fora a confirmação pedida num momento de tristeza?

— Era bondosa com o próximo e nunca consigo.

—  Quando contou o acontecimento a Moisés, ele tentou dizer-lhe que era um gesto divino, respondeu que fora apenas um agradecimento de um homem batalhador. Mulher de tanta fé, sua humildade me cativou desde sempre, mas nesse momento, ganhou a minha admiração. 

Vi quando o Anjo caído caminhou afastando-se de mim, sentou-se ainda mais distante, à sua maneira estava ansioso.

Maria de Nazaré chegou vestindo um manto amarelo claro, mesmo cor da flor presenteada, transbordava paz, escuta o canto dos pássaros com atenção, logo, Jesus passa a proferir as bem-aventuranças, uma bela melodia trazendo para si a atenção de todos e isso, foi um pedido de sua mãe.

Os ensinamentos serviam para revelar aos homens a verdadeira felicidade, A Virgem está certa, é sempre tempo de aprender, que todos os anjos, santos e divindades aqui reunidas aprendam e repitam as lições, é reforma íntima que se chama.

Fecho meus olhos, Alma ou melhor dizendo, Glorinha está dando seus últimos suspiros, sinto seu corpo pedir clemência, dizem que a morte também é atribuída a mim, mas é ela que continua lutando com todas as forças que ainda tem. Meu maior desejo era que tivesse sucumbido a dor, aqui já estaria sendo cuidada como merece. Lutou a vida inteira, enterrou os seus maiores amores e viveu na tortura de uma sobrinha ambiciosa. 

Se sou Onipresença e Justiça, seu fim será avassalador. Aprenderá pela dor, a mesma que causou, tirarei tudo o que nunca foi seu e usufruiu. Um assunto meu que resolverei dentro do meu silêncio.

Levanto-me e, com meus pensamentos, trago o início da noite, ninguém neste planeta imagina, mas criei um eclipse lunar para trazê-la. Quando meu filho, o anjo negro, disse que tudo era vistoso demais, de fato tinha razão e eu concordo, porém, jamais poderia dizer-lhe.

O eclipse irá escurecer e o manto negro irá cegá-los por breves momentos. Sinto, Maria se aproximar, pediu-me desde sempre que fosse ela quem a recebesse, sua filha, a mais bela de todas.

Todos se perguntam o que acontece e o porquê de tamanha escuridão. Escuto a risada contida da Virgem, e faço-lhe companhia.

— Sempre achei todos tolos, mesmo sendo divinos.

— Deixe como está, deixem acreditarem serem o que são. O céu está em festa. 

— Tudo por minha criança.

Ao nos virarmos, a pequena senhora de cabeça branca e voz plácida caminha com lentidão, o corpo ainda possui as doenças e vícios terrenos, a bengala é usada com força para apoiar-se, sinto receio de que se machuque, decido trazer aos poucos as estrelas, a lua e, por fim, cometas para iluminar.

O burburinho... Conversas e perguntas para saber se a mulher havia chegado ganham atenção uns dos outros. Como disse Maria, são tolos. Ela já está entre nós.

Maria tira seu manto e, com sua sutileza, que lhe é característica, chega ao lado de Glória, está tão emocionada que lágrimas beiram seus olhos.

— Olá, Alma, como se sente?

— Sinto dor, não tenho forças para caminhar, há anos estou acamada, não sei nem como Deus pode fazer isso comigo, não sabe o homem que está tudo atrofiado?

— Ele se acha esperto, deixe-me ajudá-la. — O manto envolve as costas corcundas e sofridas, sinto um amor maternal protegê-la, é uma das cenas mais lindas que pude presenciar, somente Maria poderia ser tão delicada. Por breves momentos, ambas dão as mãos e Alma passa a olhar por todos os lados.

— Eu morri?

— Os católicos têm a mania de usar esse termo, mas sim, desencarnou e está no Céu. — Maria sorri e os olhos castanhos encontram carinho em Nossa Senhora. Ainda todos entretidos em conversas paralelas perdem uma das visões mais bonitas, porém os inteligentes,  os animais se aproximam e curvam-se esperando pelo seu tempo. O belo está no simples.

— Estou no Paraíso?

— Sim, e ele está em festa para sua chegada, logo estará curada e poderá descansar. O que gostaria de fazer? – Francisco de Assis é o primeiro a percebê-la, assim um a um se volta para as duas mulheres entretidas numa conversa singela.

— Há anos presa numa cama, esqueci-me de tantas coisas. — Meu olhar sereno sabe o que tanto quer, trago para o seu lado um pequeno lago com a água cristalina, sempre sei o que os meus filhos querem.

— Quando jovem, fazia minhas orações com os pés na água, gostava tanto da sensação, este é o meu pedido.

A mão de Maria gesticula e a surpresa da pequenina é tamanha que precisa ser segurada pela Mãe de Jesus, outra vez encaram-se e assente em agradecimento.

— Surpreenda-me.

A senhora se senta com dificuldade e a outra ao seu lado, ambas colocam os pés na água e iniciam a contagem na ponta dos dedos. — Ave Maria, cheia de graça... – A recém-chegada estanca e olha para o lado, a risada alta ecoa pelo ar, todos sorriem com ela. 

— Não poderia perder essa!

— Pensei que iria começar com a do Assis. — Mais gargalhadas reverberam pelo céu estrelados.

— O pobre está cansado de me ouvir. — Suspira por alguns segundos e então fecha os olhos aflorando sua fé. "Santa Maria Madalena, vós que ouvistes da boca de Jesus estas palavras: "Muito lhe foi perdoado porque muito amou... vai em paz, os teus pecados estão perdoados".


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