⚜️obumbratio et chaos⚜️

Tradução: Sombras e caos.

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Pergaminho perdido do"cofre dos conhecimentos"; biblioteca de Deorum.

Autor: desconhecido.

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Enquanto o universo era apenas um vazio, Duas divindades batalharam no mundo celestial. Caeles e ele viviam em pé de guerra, pois ele, o Titã do caos insistia na ideia de aniquilar a criação de sua irmã. Para ele, os mortais e todo aquele mundo que vivia a observar sem dominar era a coisa mais idiota de todas. Eles eram seres implacáveis, donos de um poder que jamais viram. Vendo a maldade dominar seu irmão, Caeles criou uma nova fenda entre os mundos, levava a um lugar horrendo que apenas transmitia o caos e em meio a batalha, o enviou para lá, trancafiado o Titã a um exílio eterno.

Com o passar do tempo Caeles começou a se sentir solitária. Ela queria seres semelhantes, não poderiam ser igual por quê jamais poderia replicar o poder de uma grande Titã, mas serviriam como a melhor companhia. E assim surgiram os sete deuses.

Athy, o deus da vida.

Mors, a deusa da morte.

Avium, o deus da sabedoria.

Percus, deus da natureza.

Salis, deus da guerra.

Crescite, deusa da justiça.

Helon, deus das trevas.

Seus filhos — como gostava de chamar — foram criados a partir de coisas que notou no mundo mortal. Coisas boas e ruins. Mas apesar de tudo viviam em harmonia no mundo celestial.

Seu mundo parecia um grande jardim. Ensolarado e bonito. Caeles passava a maior parte de seu tempo sentada em um grande trono imponente observando suas mais belas criações. Porém, como a paz nunca dura para sempre, Helon, o último dos filhos cultivou o desejo de dominar os mortais.

Sem que os outros vissem o jovem deus foi até a fenda entre seu mundo e o mundo onde Ele fora aprisionado.

— Grande titã do caos? — bradou para fenda.

— Quem é você? Seu poder é palpável, mas não compreendo o que és.

— Sou Helon, último filho de Caeles, deus das trevas.

— Então minha irmã resolveu fazer novas criações. — sua imagem não era vista por Helon, mas podia muito bem escutar sua risada de escárnio — O que quer aqui, meu jovem?

— Quero te libertar, para que possamos dominar os mortais. Somos superiores, merecemos o poder.

— Você é inteligente, meu jovem. Estou bem surpreso que queira trair sua mãe.

— Ela não entende. — Helon disse — Por que temos tanto poder, se não para dominar aquelas criaturas insignificantes? Ela mais do que todos nós deveria entender.

— Gostei de você jovem Helon. — por algum motivo aquela simples frase criou uma imensa satisfação no deus do tormento — Irá precisar fazer o ritual de abertura da fenda para que eu possa me juntar a você na dominação dos mortais.

— E como faço isso?

— Quando me expulsou do mundo celestial, sua mãe usou um fecho para lacrar essa fenda. Tem o formato de uma estrela de seis pontas dourada. Precisa conseguir esse fecho e coloca-lo na fenda, só assim estarei livre. — sua voz beirava a excitação, tinha a chance de retornar — Pode fazer isso?

— Claro que posso.

Então o deus das trevas voltou para junto dos outros aquitetando como pegaria o tal fecho.

O fecho que repousava no pescoço de sua mãe.

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A senhora do universo estava absorta em seus pensamentos. Helon estava agindo de forma estranha, distante e sempre muito quieto. Não se permitia mais ficar mais que alguns minutos por dia próximo dos outros. Algo estava errado.

Até que ela ouviu um grande estrondo vindo do horizonte do mundo celestial e então um brado de cólera.

Não era possível.

A fenda fora aberta.

Ele estava livre.

Procurou então o medalhão em forma de estrela de seis pontas. Vasculhou a caixa de fundo falso, mas não encontrou.

Com sua estatura intimidadora e uma espada de tamanho enorme, o sorriso de vitória tomava seu rosto, um sorriso cruel e maldoso.

— Aqui estamos minha doce irmã! Milênios se passaram e eu estou de volta para ter a minha vingança. — de sua mão livre sombras espessas rodopiavam e com um aceno, Helon tomou a sua esquerda, com as mesmas sombras a se unirem a ele — Acho que devo muito a ele.

— Helon... — Caeles disse em um sussurro sendo amparada por Athy.

— Ele tem grande talento para o caos. Mostre a ela.

Com um movimento de sua mão, Helon convocou criaturas horripilantes da fenda que levava ao exílio d'Ele.

— O que está fazendo Helon? Ficou louco? — Crescite bradou ao irmão.

— Você está sendo burro, meu irmão! — Avium berrou.

— Nós somos superiores, se vocês não aceitam esse fato deveriam acabar com suas existências. Vou atrás do que é meu por direito. Aqueles mortais, se ajoelharam aos meus pés!

— Vão até a fenda, recuperem o medalhão. Vou segurar ele, unam seus amuletos e selem a fenda. Não importa o que for preciso. — Caeles disse para que apenas Athy pudesse ouvir.

— Matem todos! — o Titã do caos gritou em cólera.

O mundo celestial virou um grande campo de batalha. Demônios surgiam pela fenda, enquanto os deuses tentavam chegar ao medalhão. Caeles disparava golpes duro contra seu irmão, um verdadeiro caos.

Crescite e Helon ficaram cara a cara, o medalhão nas mãos do Deus das trevas. Investidas, fintas, golpes fortes, não existia piedade nos olhos de nenhum dos dois.

Mas tudo se perdeu quando o Titã do caos desferiu um golpe fatal contra a senhora do universo, a fraqueza começa a consumir seu corpo. Ela precisava tentar. Sua última tentativa para ajudar os seus.

— Summum votum invoco, animam meam pro mea do, pro illis do animam meam, et pro illis do meam potestatem. — proferiu o ritual, um núcleo poderoso de poder saiu da criadora de tudo. Ele berrou de fúria e agonia, sendo empurrado por seu poder de volta para a fenda.

Assim que ele foi jogado de volta ao mundo do exílio, Athy uniu seu amuleto ao de seus outros cinco irmãos a relíquia.

Diamante; Ônix; Safira; Ametista; Esmeralda; Rubi.

A fenda foi selada e com ela a vida de Caeles se fechava também.

— Eu o amaldiçoou, filho da desonra. — ela disse com seu último último fôlego — Será banido para o mundo mortal, onde não passará de uma sombra rastejando pela escória.

Helon gritou em agonia, seu corpo tomou uma forma translúcida, mas enegrecida. Arrastado pelo poder de sua mãe de seu mundo e lançado sem piedade ao fracasso e a indiferença.

— Prometam que iram proteger está relíquia. — a titã da criação rogou a seus filhos — Prometam que iram proteger a escolhida.

— Do que está falando, grande mãe? — Crescite perguntou, os outros deuses em torno da titã pareciam confusos.

— Helon não desistirá e ele irá retornar. Um rei mortal indigno terá seu corpo e alma consumido pelo caos. A escolhida, uma Caelestis, encontrará o fecho e o mestre do caos seu coração arrancará. Com sangue a relíquia despertará a ruína. Uma chance e nada mais irá lhes restar. — profetizou Caeles — Prometam que a protegeram. Prometam que protegeram os mortais. Prometam que protegeram a Caelestis.

— Nós prometemos. — os deuses disseram em conjunto e com a promessa selada Caeles deixou de existir, confiando em seus filhos para que cumprissem a promessa.

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